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24 de novembro de 2017

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Educação a distância no Brasil: desafios e oportunidades do mercado

Em duas décadas, o principal desafio de Blackboard continua o mesmo: desenvolver produtos e plataformas para centenas de instituições em mais de 90 países. Dessa forma, mantendo a tradição de atender a demandas específicas da educação a distância. Isso é o que Lee Blakemore, Presidente da Blackboard Internacional, destaca. Em um encontro de clientes para celebrar o aniversário da solução educacional em São Paulo.

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Em primeiro lugar, Lee Blakemore ressalta que existem cada vez mais alunos entrando no sistema educacional. Isso é exatamente o que Blackboard almeja. É o caso de mais pessoas estudando e buscando completar sua formação. “A complexidade das demandas por tecnologia nos impulsionou a criar uma plataforma que hoje tem capacidade para atender cinco vezes mais alunos por instituição”, afirmou Lee.

Cenário da educação a distância no Brasil

“No Brasil, encontramos um grande número de instituições de ensino com dezenas de milhares de alunos, o que é uma situação rara no mundo”, completou. Ele ressalta que essa característica torna único nosso mercado de ensino. Dados do Censo da Educação Superior mostram que, enquanto as matrículas para o ensino presencial cresceram 0,26% em 2016, comparado ao ano anterior, a educação a distância (EAD) expandiu 7,25% no mesmo período. O levantamento também mostrou que, em uma década (2006-2016), o número de cursos de graduação (bacharelado, tecnologia e licenciatura) a distância cresceu de 349 cursos para 1.662, um aumento de 376%. Já para os cursos presenciais, o crescimento foi de 48% no mesmo período.

A Blackboard foi uma das precursoras do Learning Management System (LMS) e hoje é a maior fornecedora de serviços de LMS do mundo. Ainda segundo Lee, em resumo, o desafio atual da empresa é criar inovações em cima desse sistema. “Estamos focados em análises, dispositivos móveis e outros tipos de serviços para garantir o sucesso dos nossos estudantes”, comenta o presidente. É o caso do lançamento do Blackboard Ally, produto focado em acessibilidade que permite converter todo o conteúdo em vários formatos – incluindo HTML semântico, áudio, ePub e Braille eletrônico. Dessa forma, os materiais se tornam mais acessíveis para estudantes com diferentes habilidades. “Alguns alunos aprendem melhor lendo, outros ouvindo. Portanto, há ritmos e modos diferentes de aprendizado. Precisamos estar atentos a isso”, disse Lee.

Ele ainda reforça que a Blackboard é a empresa do setor que mais investe em pesquisa e desenvolvimento. Assim sendo a Blackboard a responsável pela melhor tecnologia da indústria atualmente.

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Foto: Pexels

Alta conectividade deverá moldar a educação nos próximos 20 anos

Pavlos Dias, Gerente Nacional da Blackboard no Grupo A Educação, também falou sobre as transformações que o mercado da educação superior está passando. “As novas gerações já não vão perceber diferenças entre o offline e o online. Todos estamos – e continuaremos – conectados em tempo integral, com maior velocidade e melhores recursos. Além disso, o aluno do futuro não estará mais dentro de uma sala de aula por horas ouvindo sobre um mesmo tema. Ele buscará estar conectado com o mundo, coletando informações em diferentes plataformas”, afirmou Pavlos.

Ele destacou, ainda, que a educação não tem fronteiras. Ou seja, há muita informação disponibilizada em diversos locais. Portanto, uma das responsabilidades do Grupo A é apontar para os alunos os melhores caminhos. “Como a gente faz para o aluno não ficar perdido nesse oceano de conteúdo? Devemos indicar onde estão os melhores materiais para aprender sobre determinado tema. Esse também é nosso papel”, disse Pavlos.

Por fim, gerente também apontou que um dos desafios atuais é acompanhar a mudança de comportamento dos alunos. “Essa geração sempre teve acesso a dispositivos móveis e vários outros recursos tecnológicos. É uma geração que não vai mais aceitar estar offline. Já existem escolas em que a educação ocorre 100% online. Esses estudantes vão guiar a maneira como professores e instituições ensinam. Haverá uma divergência, que já vemos agora, ao fazer as coisas da maneira antiga. Principalmente com um aluno que passou a vida inteira com um dispositivo na mão. Isso vai mudar a maneira como oferecemos educação”, conclui Pavlos.