3 mitos sobre EAD que toda instituição deve repensar

A regulamentação da educação a distância no Brasil proporcionou uma verdadeira revolução no número de vagas e cursos no país. Por outro lado, em alguns casos, nem sempre foram efetuados estudos e adaptações necessários para a entrada nesse mercado.

“Como havia poucos players, surgiram referências que não necessariamente eram boas”, explica o diretor comercial do Grupo A Educação, Bruno Weiblen. “Algumas instituições continuam tendo falsas crenças sobre a EAD.”

Leia também: >> Mercado da educação a distância no Brasil: desafios e oportunidades

O Grupo A produziu, em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Educa Insights, o estudo Jogo dos 7 erros. Aqui, veja 3 mitos sobre EAD apontados na pesquisa que, na visão dos especialista, toda instituição de ensino superior deve repensar.

1. “Sou pequeno e não tenho chances de competir”
Com o aumento das instituições credenciadas, apesar de os grandes grupos já terem anos de investimento e know-how na educação a distância, as IES que desempenharem suas atividades básicas com eficiência têm chance de sucesso – seja uma marca local ou nacional, pois ainda há players que negligenciam ações simples, como o atendimento rápido e efetivo aos seus alunos, o que resulta potencialmente em evasão.

2. “Não dou atenção à empregabilidade”
“A IES tem que mensurar seus índices de empregabilidade”, garante o diretor. Na sua visão, toda instituição deveria ter áreas dedicadas a carreira e estágio.

“E, no EAD, que possui um índice médio de evasão considerado mais alto, é muito importante saber qual curso está em alta ou como melhorar seu conteúdo para preparar o aluno adequadamente, de acordo com as demandas do mercado de trabalho”, explica.

Weiblen cita a plataforma da Symplicity como ferramenta que permite gestão completa do ciclo de empregabilidade dos alunos.

3. “É preciso desenvolver o LMS e conteúdos próprios”
Ao produzir internamente um ambiente virtual de aprendizagem, a IES pode estar investindo em um produto que talvez não ofereça uma experiência atrativa ao aluno – e que pode resultar tanto em evasão quanto interferir na captação de novos estudantes, porque há risco de avaliações negativas.

“Existem produtos, como o Blackboard, que são referência no mercado, com milhões de alunos em centenas de instituições, e que vem dando suporte ao crescimento de várias IES no país”, ressalta.

Weiblen também comenta o caso das instituições que optam por produzir totalmente seu conteúdo de forma interna.

“Não faz sentido reescrever conceitos básicos já sacramentados, é como produzir a Lei de Newton novamente”, exemplifica.

Para o diretor, a questão é como se oferece isso de forma que o aluno perceba um diferencial na sua instituição.

3 mitos sobre EAD que toda instituição deve repensar

A regulamentação da educação a distância no Brasil proporcionou uma verdadeira revolução no número de vagas e cursos no país. Por outro lado, em alguns casos, nem sempre foram efetuados estudos e adaptações necessários para a entrada nesse mercado.

“Como havia poucos players, surgiram referências que não necessariamente eram boas”, explica o diretor comercial do Grupo A Educação, Bruno Weiblen. “Algumas instituições continuam tendo falsas crenças sobre a EAD.”

Leia também: >> Mercado da educação a distância no Brasil: desafios e oportunidades

O Grupo A produziu, em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Educa Insights, o estudo Jogo dos 7 erros. Aqui, veja 3 mitos sobre EAD apontados na pesquisa que, na visão dos especialista, toda instituição de ensino superior deve repensar.

1. “Sou pequeno e não tenho chances de competir”
Com o aumento das instituições credenciadas, apesar de os grandes grupos já terem anos de investimento e know-how na educação a distância, as IES que desempenharem suas atividades básicas com eficiência têm chance de sucesso – seja uma marca local ou nacional, pois ainda há players que negligenciam ações simples, como o atendimento rápido e efetivo aos seus alunos, o que resulta potencialmente em evasão.

2. “Não dou atenção à empregabilidade”
“A IES tem que mensurar seus índices de empregabilidade”, garante o diretor. Na sua visão, toda instituição deveria ter áreas dedicadas a carreira e estágio.

“E, no EAD, que possui um índice médio de evasão considerado mais alto, é muito importante saber qual curso está em alta ou como melhorar seu conteúdo para preparar o aluno adequadamente, de acordo com as demandas do mercado de trabalho”, explica.

Weiblen cita a plataforma da Symplicity como ferramenta que permite gestão completa do ciclo de empregabilidade dos alunos.

3. “É preciso desenvolver o LMS e conteúdos próprios”
Ao produzir internamente um ambiente virtual de aprendizagem, a IES pode estar investindo em um produto que talvez não ofereça uma experiência atrativa ao aluno – e que pode resultar tanto em evasão quanto interferir na captação de novos estudantes, porque há risco de avaliações negativas.

“Existem produtos, como o Blackboard, que são referência no mercado, com milhões de alunos em centenas de instituições, e que vem dando suporte ao crescimento de várias IES no país”, ressalta.

Weiblen também comenta o caso das instituições que optam por produzir totalmente seu conteúdo de forma interna.

“Não faz sentido reescrever conceitos básicos já sacramentados, é como produzir a Lei de Newton novamente”, exemplifica.

Para o diretor, a questão é como se oferece isso de forma que o aluno perceba um diferencial na sua instituição.

29 de novembro de 2017

Seis atitudes que tornam especial o professor de EAD

A educação a distância já é uma realidade no Brasil e diversas instituições já concorrem para atrair mais alunos. Além disso, há uma cobrança sobre a qualidade desses cursos online, tornando-se cada vez mais importante que os professores atinjam as expectativas da IA. Os alunos também esperam mais dos cursos. Hoje, a maioria dos tutores reconhece a importância de conhecer seus estudantes pelo nome nos fóruns de discussão e de oferecer feedbacks consistentes em seus trabalhos e tarefas. No entanto, há muito mais coisas a se fazer. Veja a seguir seis atitudes que o professor de EAD deve tomar para levar uma experiência mais positiva a seus alunos.

1. Comunique-se usando vários canais
Se você tiver um comunicado importante a passar para seus alunos, não use apenas um canal, use múltiplos. Por exemplo, em vez de publicar as informações apenas na área de anúncios, escrever na página de comentários ou enviar um e-mail, faça os três. Isso reduzirá o número de estudantes dizendo que não recebeu o comunicado. Publicar as informações em tantos lugares quanto possível resultará numa pulverização da comunicação. Tente utilizar todas as possibilidades que o LMS de sua instituição oferece.

2. Receba os e-mails da escola em seu telefone
Descubra em sua instituição como sincronizar sua conta de e-mail profissional em seu celular. Não só o recebimento de e-mails em vários lugares reduzirá a possibilidade de você perder uma mensagem, mas também permitirá que dê uma resposta rápida a questões e preocupações urgentes. Mas estabeleça limites: informe a seus alunos que você responde normalmente dentro de 24 horas, durante o horário comercial normal. Isso ajudará a manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

3. Tenha contas nas redes sociais
E as utilize para incentivar e compartilhar informações com os alunos. Você também pode criar uma conta no Instagram para que os alunos possam incluir citações motivacionais, memes, lembretes, dicas, etc. Você pode até incluir uma foto sua, para que os estudantes conheçam seu professor de EAD.

4. Mantenha uma lista de recursos para incluir no feedback
Quando for fazer uma crítica ou apontar um erro em alguma tarefa, inclua também recursos que o estudante pode usar para lidar com a dificuldade. Por exemplo, se você nota em um artigo que o estudante não sabe regras de uso de vírgulas, aponte o erro e inclua materiais complementares e indicação de sites onde ele pode buscar conhecimento para resolver as dúvidas.

5. Crie um fórum
Use o Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem para criar um fórum fixo, onde os alunos encontrem informações úteis e façam perguntas sobre o curso. Se você notar que a maioria dos alunos tem dificuldade sobre um ponto específico da matéria, neste fórum deixe respostas para as perguntas frequentes e indique recursos sobre o assunto.

6. Reflita sobre seu ensino
Pergunte-se constantemente, duas ou três vezes por mês: o que pode ser melhorado em suas interações individuais com os alunos? O que você pode fazer para tornar determinado assunto atraente e memorável? O que falta na sua aula?

25 de outubro de 2017

Estratégias de captação: você sabe quem é seu aluno alvo?

Para aumentar o número de matrículas em sua Instituição de Ensino, é preciso pensar como um estudante. Para isso, é melhor ter uma imagem clara de quem é esse aluno. Considerando a mudança demográfica do estudante universitário de hoje, sabe-se que não existe mais o estudante típico – ou tradicional.

Isso significa que uma estratégia de captação única para todos os seus públicos, provavelmente, não funcionará.

Então, como você atende a um público cada vez mais amplo e diversificado, tornando ainda assim a mensagem direcionada e personalizada?

É preciso fazer um exercício de segmentação de audiência: dividir um público potencial em subgrupos menores, criando estratégias de mensagens e divulgação específicas. Essa segmentação pode ajudar a instituição a identificar e priorizar seus diferentes públicos-alvo; adaptar suas mensagens de forma direta às suas necessidades; direcioná-las de forma mais eficiente e, finalmente, alcançar mais alunos e aumentar as inscrições.

Para começar, responda a essas três perguntas:

Quem são eles?

Conduza pesquisas internas e externas para criar um perfil de sua população estudantil. Pense além dos termos demográficos: quantos anos eles têm? Qual o seu gênero e contexto cultural? Onde vivem? Quais são suas crenças e valores, seus hobbies e interesses? São solteiros, casados, moram sozinhos? Têm filhos?

Um pai solteiro que trabalha em tempo integral terá necessidades e motivações muito diferentes de um jovem profissional que procura um MBA para tentar uma promoção no trabalho.

O que os motiva?

O segundo passo é pensar nas motivações desse público para se inscrever. Eles são graduados que procuram maior especialização? São desempregados em busca de novas habilidades ou credenciais profissionais para mudar de carreira? Ou são pessoas maduras que voltam aos estudos em busca da satisfação pessoal de completar algum curso?

Conhecer as necessidades do público-alvo irá ajudá-lo a entender o que é mais importante para eles e a adaptar suas mensagem de marketing de acordo.

Onde você pode encontrá-los?

Ao definir a demografia e os interesses de seus alunos, você pode começar a entender como e onde eles procuram informações. Que sites ou canais de mídia eles frequentam? Existem muitos recursos online para descobrir quais canais os públicos segmentados são mais propensos a usar.

Você também deve pensar sobre a tecnologia que eles provavelmente usarão. Se estiverem sempre em movimento e lerem e-mails em um dispositivo móvel, certifique-se de que sua comunicação digital está otimizada para smartphones e tablets.

Uma vez que você começa a responder a essas perguntas, alguns perfis distintos de seus potenciais alunos irão surgir. Mas não pense neles em termos de dados e estatísticas: você pode escolher um personagem para cada perfil de público-alvo, dando a ele um nome, um rosto, uma idade.

Com esse retrato de seus alunos em mente, sua características, necessidades e motivações únicas, pense no que eles esperam e querem ouvir de você… E não no que você tem a dizer para eles.

Continue sua leitura: Veja 4 ações imediatas para aumentar o número de matrículas em sua instituição

6 de setembro de 2017

3 pontos essenciais para criar cursos EAD de alta qualidade

criar cursos EAD de alta qualidade A tendência de aumento do número de alunos no EAD segue firme. A previsão é de que, a partir de 2023, os cursos a distância ultrapassem o ensino presencial. Para isso, é fundamental que se invista em educação online de qualidade, obtendo resultados tão positivos quanto o ensino presencial. As etapas essenciais para a construção de disciplinas online são numerosas, mas existem 3 pontos fundamentais para criar cursos EAD de alta qualidade em sua instituição.

1. Análise antecipada

Quando se trata de design instrucional, um dos investimentos mais importantes que se pode fazer é a análise antecipada, que deve ocorrer primeiro no nível institucional: qual é a cultura da instituição, o histórico com EAD, cronograma, credeciamentos? Em seguida, a análise se move para o programa do curso, momento em que muitas perguntas devem ser feitas:

  • Quais são os resultados que os alunos precisam atingir?
  • Quem são os alunos? Como eles chegaram a um curso EAD?
  • Qual é a expectativa de tempo do curso?
  • De onde vem seu conteúdo? É uma adaptação de um curso presencial, baseia-se no conteúdo existente na plataforma LMS ou é algo completamente novo em desenvolvimento?
  • Quais são as restrições técnicas ou funcionais para a entrega desse conteúdo?

Sob pressão para começar a produzir cursos imediatamente, algumas instituições tendem a tomar notas de disciplinas presenciais e forçá-las a um formato online, negligenciando o tempo de análise inicial. Para evitar que isso aconteça, antecipe o planejamento do curso e reserve tempo para a análise antecipada. Todo o restante será desenvolvido a partir das respostas às questões essenciais.

2. Mapeamento de estrutura

Com a análise completa, o próximo passo é projetar e criar a estrutura do curso, mapeando as informações originadas a partir de seus questionamentos. Veja a seguir um exemplo de como a análise inicial orienta a criação do curso online. O material de origem é um curso de três créditos, apresentado em uma aula presencial que teve três horas de duração. Pode-se pressupor que esse material renderia uma semana de curso online. No entanto, para um um aprendiz não tradicional ou um estudante inscrito pela primeira vez em um EAD, uma conferência de três horas oferecida em uma semana pode representar muito material a ser absorvido. Dessa forma, a palestra e os materiais de apoio precisam ser desagregados e redesenhados para que o aluno consiga, em sua jornada de aprendizado, absorver todo o conteúdo. Uma mudança na abordagem conceitual quando o conteúdo do ensino presencial é adaptado para o EAD alivia a sobrecarga cognitiva que poderia se transformar em um resultado ruim, ou seja, um aumento da evasão. Por isso, é importante criar formatos diferentes para apresentar o material de forma compreensível, sem perder de vista o resultado desejado pela instituição: no caso, o sucesso do aluno. Se no planejamento do EAD se prever tempo para entender o material de origem e a experiência do usuário antes de começar a projetar, a instituição estará mais preparada para oferecer ao aluno o que ele precisa, de forma compreensível. ambiente virtual de aprendizagem - AVA

3. Experiência do aluno

Embora a forma como os materiais do curso são apresentados seja fundamental para criar um EAD bem-sucedido e de alta qualidade, também é igualmente importante considerar a experiência do aluno. Muitos estudantes já se inscrevem no EAD enfrentando dificuldades. O objetivo da instituição deve ser facilitar, e não sobrecarregar com desafios adicionais quando se trata de navegação, lógica de sequência dos materiais, expectativas do curso e requisitos de avaliação. As instituições devem evitar que um aluno bloqueie o aprendizado porque não consegue descobrir como chegar ao material complementar seguinte. Eles podem não saber interagir sozinhos em uma disciplina. Por isso, deve-se investir em uma ferramenta intuitiva e inteligente, que preencha as lacunas de conhecimento em tecnologia dos estudantes. Veja como o LMS influencia o sucesso do curso a distância. Não há motivo para que a experiência de aprendizagem online não seja tão boa quanto o ensino presencial. De certa forma, pode oferecer até mesmo um meio ainda melhor, já que apoia as necessidades daqueles com diferentes estilos de aprendizagem. É necessária, no entanto, a criação de uma experiência que considere as múltiplas interações que a aprendizagem online requer, incluindo: entre pares, do estudante com os materiais e do aluno com o instrutor. Todos esses tipos de interação devem ser incorporados no design e no desenvolvimento do EAD. Prevendo tempo para analisar a situação previamente, usando o resultado da análise para criar cuidadosamente o curso e tendo em mente o fato de que o que mais importa é a qualidade da experiência geral do aluno, as instituições podem criar os tipos de curso que mais envolvem e têm mais chance de reter estudantes. Para complementar a leitura, veja o estudo de caso da Universidade Positivo sobre como mesclar os ensinos a distância e presencial, no artigo O que é ensino híbrido e por que ele é tendência?

14 de julho de 2017

Infográfico: como criar cursos EAD em sua instituição de ensino

cursos ead Faculdades e universidades de todos os portes continuam a expandir suas ofertas de cursos de educação a distância (EAD). Aquelas instituições que continuam aperfeiçoando suas grades curriculares, adotando as mais recentes tecnologias para melhorar a experiência educacional, observam, como consequência, melhores resultados em avaliações de alunos e em número de matrículas. Leia também: Saiba como a Blackboard colaborou para a expansão dos cursos EAD da Feevale Veja como estudantes bem-sucedidos usam o Ambiente Virtual de Aprendizagem Alguns dos principais clientes da Blackboard internacional foram ouvidos e contaram, a partir de suas experiências, as melhores práticas e as lições aprendidas que descobriram ao longo do caminho. Neste infográfico, foram incluídas algumas dessas constatações, perguntas, tarefas e dificuldades enfrentadas ao se desenvolver e executar uma estratégia de aprendizagem online, tais como:

  • Criando um plano de negócios;
  • Evitando o deslocamento da missão;
  • Conhecendo seu mercado e como alcançá-lo;
  • Preparando seu corpo docente.

Acreditamos que uma viagem bem-planejada é a maneira mais segura de se alcançar sucesso no ambiente de e-learning. Por isso, este infográfico pode servir como um guia de suporte para todas as instituições, em qualquer fase de desenvolvimento de cursos EAD. Para visualizar o infográfico em tamanho maior, basta clicar na imagem. cursos ead

18 de Janeiro de 2017

Pesquisa aponta que EAD deve superar o ensino presencial no Brasil

EAD deve superar ensino presencial Pesquisa da SAGAH em parceria com a Educa Insights, realizada no primeiro semestre de 2016, foi destaque na mídia especializada nesta semana. Os dados apresentados indicam que a educação a distância tende a superar o ensino presencial no Brasil a partir de 2023. No veículo Porvir, o gerente nacional da Blackboard, Pavlos Dias, e o diretor executivo da SAGAH, Luiz Filipe Trivelato, contextualizaram os dados e apontaram os principais desafios do setor. Leia a matéria completa. Para Pavlos Dias, as as faculdades ainda preparam os professores para a educação presencial. “É natural que ainda encontrem dificuldades como tutores e até na elaboração de conteúdos para cursos a distância”, explica. Já Trivelato aponta a necessidade de reavaliação dos objetivos por parte das instituições de ensino. Segundo ele, hoje a competição, via de regra, é por quem vende mais barato. Mas a mudança de percepção deve acontecer, e a competição ser por quem tem os melhores cursos EAD. A matéria também foi publicada no Universia Brasil.

20 de outubro de 2016

Como se tornar um professor melhor na educação online?

Como se tornar um professor melhor no EAD? Engajar, motivar, apontar os caminhos dentro do conteúdo abordado na disciplina, acelerar o processo de aprendizagem. O papel do professor é muito claro, independentemente do local em que se encontra: seja na aula presencial seja em um curso online, ele precisa estar atento a cada estudante da turma e incentivar de diferentes formas a absorção do conhecimento. Ainda assim, os cursos de educação a distância têm características próprias. Ao mesmo tempo em que a tecnologia aproxima o aluno de diferentes fontes de informação – permitindo que ele procure outras referências para complementar seu aprendizado –, ela também torna o estudo mais solitário. Conhecer essas características e utilizá-las a seu favor é o que transforma um bom professor de curso presencial em um bom professor em uma sala de aula virtual. É por isso que, quando se fala em tecnologia da educação, sempre é necessário ter em foco a capacitação do corpo docente. Veja por que algumas universidades são melhores do que outras no uso de tecnologia educacional.  No entanto, os professores precisam entender seu papel nesse processo: antes de buscar o “como fazer”, compreender “por que fazer”. Quando assimilam a importância de se capacitar, conseguem vencer a barreira inicial de restrição. É comum existir medo e insegurança, sentir-se um dinossauro da tecnologia. Nesse sentido, treinamento, uso recorrente das ferramentas e preparação são fundamentais. A busca por atividades de reforço presenciais ou online, a troca de experiência com outros professores e o estudo de casos bem-sucedidos do uso da tecnologia na educação colaboram para aprimorar o conhecimento. Com menos ansiedade, o professor estará preparado para orientar o aluno dentro do plano de ensino estabelecido. Existem obstáculos que são comuns nos cursos de EAD, entre eles: como manter engajados e motivados os alunos sem o “olho no olho”; lidar com a ansiedade em aprender a nova tecnologia; e estar confortável no ambiente virtual, no uso das ferramentas, conhecendo com profundidade as ferramentas disponíveis. Sendo assim, como é possível endereçar esses desafios?

Superando a distância nos cursos online

É difícil entender a necessidade do aluno estando no ambiente virtual? Veja algumas formas de contornar a distância e se aproximar de suas turmas online: – Normalmente, os alunos são nativos digitais e estão confortáveis em utilizar as ferramentas. Apesar disso, eles também ficam inseguros na sala de aula virtual, que normalmente é um espaço diferente para ele. Mostrar-se presente ao longo do processo, interagindo constantemente e respondendo de forma recorrente a questionamentos e dúvidas, colabora para que professor e estudante se sintam próximos. – Quando o aluno supera a fase inicial de ambientação, percebe que a internet é uma extensão da sala de aula e começa a utilizá-la para aprender. Criar listas e repositórios de conteúdo para ajudar a fazer a curadoria das fontes disponíveis, indicando canais complementares à matéria em sites e blogs, faz com que ele tire melhor proveito da pesquisa. Essa relação de fontes pode, ainda, ser construída ou aprimorada em conjunto pela turma ao longo do semestre. – Nos cursos online, o aluno demonstra o desinteresse de diferentes formas. Se o professor ficar atento a sinais, como entrega de trabalhos malfeitos ou atrasados, presença esporádica no ambiente virtual e ausência nos fóruns de discussão, vai conseguir resgatar o estudante que perdeu a motivação. Ter um método de acompanhamento constante do aluno –por meio de tarefas, resolução de exercícios, controle de presença em determinadas atividades e análise de relatórios do ambiente virtual de aprendizagem – também é fundamental para que ele vença o plano de aulas e não abandone o curso. O aluno não pode se sentir invisível aos olhos do professor. – Explorar as diferentes ferramentas nos ambientes pode diminuir a falta de contato presencial. O uso de câmera durante uma webconferência para uma conversa pessoal com estudantes que estão perdidos no curso pode resgatar o olho no olho e aumentar a proximidade do aluno com o professor. – Aproveitar bem as eventuais aulas presenciais para aproximar os alunos faz com que a turma se conheça e reforce a relação de confiança com o professor. Além disso, criar um espaço nos fóruns do ambiente virtual para que a turma converse sobre amenidades e temas diferentes dos abordados em aula gera um senso de pertencimento.

Quando instituição e professor trabalham juntos

O professor e a instituição precisam criar táticas diferentes para acompanhar o aprendizado e antecipar obstáculos. Na Universidade Cruzeiro do Sul, a estratégia é permanecer junto ao aluno, mesmo que virtualmente. Todos os cursos de EAD têm uma disciplina obrigatória em que o estudante dialoga diretamente com o coordenador. Na licenciatura de matemática, por exemplo, onde surgem muitas dúvidas pontuais em relação à matéria abordada ao longo da graduação, o professor Douglas Tinti teve a ideia de solucionar exercícios durante o encontro virtual e, usando um tablet e uma caneta especial, disponibilizar em vídeo para consultas posteriores. Dessa forma, o aluno de curso online se sente tão próximo da instituição quanto os de aulas presenciais. A Universidade investe também em encontros presenciais mesmo nos cursos de educação a distância. Na semana de tecnologia, palestrantes convidados conversam com estudantes de licenciatura, já incluindo, dessa forma, a educação online na formação dos futuros professores.” “A Cruzeiro do Sul disponibiliza diferentes especializações específicas para a capacitação de docentes para a educação a distância, como as pós-graduações “Educação a distância: elaboração de material, tutoria e ambientes virtuais” e “Tecnologias digitais e inovação na educação a distância”, ambas podendo ser cursadas online”, diz o professor Marcos Ota, supervisor do núcleo de produção de conteúdos da universidade. Nessa transição de curso presencial para o virtual, é importante não ter medo de voltar a aprender e estar aberto às novidades. As dificuldades e características são as mesmas do ensino presencial, apresentadas e superadas de formas diferentes. O professor deve ter um pensamento em mente: quais são as barreiras no EAD que impedem o aluno a ser melhor? Identificando isso, consegue criar, em sua disciplina, meios e materiais alternativos específicos para os diferentes perfis de alunos. Artigo de Pavlos Dias, gerente nacional de Blackboard

6 de outubro de 2016

Foco e disciplina podem destacar estudante de EAD no mercado de trabalho

Educação a distância Por Pavlos Dias, gerente nacional da Blackboard* Não é apenas no Brasil que as organizações têm dificuldade em encontrar competências técnicas e comportamentais nos estudantes. Um levantamento do National Association of Colleges and Employers (NACE) mostrou que globalmente, em 2016, as empresas exigirão dos graduandos a capacidade de liderar, saber trabalhar em equipe, de ter uma boa comunicação verbal e escrita e resolver problemas. Embora as habilidades técnicas sejam relevantes para o mercado de trabalho, as comportamentais são essenciais na hora de contratar um estudante ou recém-formado. Alguns desses comportamentos buscados pelos empregadores são muito mais comuns em alunos de educação a distância. > Veja 3 dicas para se conectar online com seus alunos Foi o tempo em que se discutia a qualidade do ensino a distância, e que o mercado de trabalho olhava com maus olhos o aluno que cursava a graduação online. Uma prova de que essa realidade mudou é a relevância da Educação a Distância no Brasil, pois o EAD cresce quase 10% por ano, de acordo com dados do Mapa de Ensino Superior da Semesp, e tem ganhado maturidade. Segundo o Censo EAD Brasil 2014, da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), em 2014 cresceu o número de cursos totalmente a distância e instituições investiram em qualidade – 1.840 cursos estão regulamentados e são oferecidos por 48% das instituições que atuam com EAD; mais da metade dessas instituições investiram na qualidade das suas ofertas com iniciativas voltadas a tecnologia e inovação, como melhorias no ambiente virtual de aprendizagem, uso de livros digitais e ferramentas de vídeo. Também temos visto surgir projetos consistentes para evitar a evasão e reter o estudante! O que temos percebido é que pessoas que fazem um curso online acabam desenvolvendo competências que são importantes para o mundo corporativo – como disciplina, foco, responsabilidade, facilidade para resolução de problemas e iniciativa -, exatamente porque o formato da aula e o processo de aprendizagem obrigam o estudante a ser mais autônomo, organizado e ter mais comprometimento para aprender e gerir sua própria experiência de ensino. A modalidade exige que ele ganhe maturidade para lidar com a absorção dos conteúdos, prazos de entrega de projetos, sem estar presencialmente na instituição de ensino. Além disso, ele tem que ser dinâmico, definir horários para estudos, e não deixar para a última hora a entrega de trabalhos. Uma pesquisa recente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que, para 89% das empresas inovadoras, o profissional que ingressa no mercado de trabalho brasileiro está despreparado, um número composto, em sua maioria, por estudantes e recém-formados. Para suprir esse gap, a CNI alerta que é preciso ampliar o diálogo entre empresas e universidades. Por isso, é claro o papel da instituição de ensino em ‘preparar o terreno’ para o aluno ao incentivar o conhecimento prático e a entrada do estudante de EAD no mundo corporativo, pois isso pode ajudá-lo a colocar em prática o conhecimento adquirido ao longo do curso e a mostrar ao mercado de trabalho a qualidade da instituição de ensino. Muitas vezes, a universidade peca por expor os alunos à teoria sem equilibrar o diálogo sobre os problemas comuns do mercado de trabalho, e isso contribui para que muitos, mesmo depois de formados, não tenham as aptidões necessárias para conseguir um emprego na sua área. Com a maturidade e relevância que o Ensino a Distância tem ganhado, e pela autonomia que o aluno adquire ao longo da sua jornada acadêmica, o EAD o torna apto para o mercado de trabalho. O papel da instituição, no entanto, é crucial. É preciso colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem, entendendo suas dificuldades pontuais, trabalhando-as de forma individual e usando a tecnologia como parte do plano pedagógico para ajudar a personalizar e centralizar o ensino no estudante, considerando não apenas o aspecto teórico, mas também o desenvolvimento das habilidades esperadas pelas empresas. Dessa forma, a universidade permitirá que o aluno se torne protagonista da sua história e, consequentemente, da sua carreira. Originalmente publicado em: Segs

15 de junho de 2016

Recursos educacionais abertos: maximizando o tempo dos professores e o engajamento dos estudantes

Os recursos educacionais abertos são uma ótima maneira para os professores fazerem uso de conteúdos digitais em sala de aula. Estes recursos educacionais estão disponíveis gratuitamente on-line para que todos possam usar e contribuir em seus conteúdos.

De acordo com uma pesquisa do Projeto Amanhã, de 2014, 65% dos bibliotecários escolares dizem que o acesso a esses materiais seriam eficazes e ajudariam os professores a melhor utilizar os conteúdos digitais em sala de aula.

E, mais de 70% dos professores consideram conteúdo gratuito como o fator mais importante quando se avalia a qualidade dos materiais usados em sala de aula. Os professores também querem fazer a curadoria e modificar o conteúdo digital que utilizam em suas aulas.

Recentemente, o Departamento de Educação dos Estados Unidos anunciou uma nova campanha, “#GoOpen”, destinada a pressionar por mais material educativo a ser livremente disponível. Dez distritos se comprometeram com o desafio para substituir pelo menos um livro com Recursos Educacionais Abertos, incluindo clientes Blackboard.

Para atender a essas necessidades a Blackboard está empenhada em fornecer acesso contínuo aos recursos educacionais abertos dentro de suas soluções. O Xplor, desenvolvido pela Blackboard, é uma plataforma cruzada, onde se repõe conteúdos globais e fornece aos educadores um universo de conteúdos de aprendizagem.

Os professores podem descobrir, criar e participar da curadoria dos objetos de aprendizagem e compartilhá-los. A Blackboard também fez uma parceria com os melhores distribuidores de conteúdo digital K-12 OER (Open Educational Resource): a CK-12 Foundation, a SAS Curriculum Pathways e a Khan Academy, para poupar tempo e fazer com que os professores escolham conteúdos digitais que sejam interativos e envolventes para seus alunos.

CK-12 Foundation

A CK-12 Foundation é uma organização sem fins lucrativos que fornece cobertura completa para K-12 de matemática e ciências. A CK-12 é utilizada por alunos e professores em mais de 30.000 escolas e fornece uma gama completa de soluções de aprendizagem; cerca de 100 mil professores criaram livros didáticos digitais e testes totalmente personalizáveis.

Além disso, a CK-12 é totalmente gratuita para os estudantes, professores e escolas e agora está disponível em soluções de ensino e aprendizagem através da Xplor.

SAS Curriculum Pathways

A Pathways SAS oferece atividades interativas, baseadas em ferramentas, recursos e aplicativos para as classes K-12. Suas normais são diferenciadas para atender às variadas necessidades e capacidades tecnológicas.

Dentro da Blackboard Xplor, os recursos e aplicativos do SAS Pathways estão disponíveis sem nenhum custo.

Khan Academy

Khan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos criada em 2006 pelo educador Salman Khan, e que fornece “Educação mundial e livre para qualquer pessoa, em qualquer lugar”. A organização produz micro palestras publicadas em vídeos no YouTube.

Além das palestras, o site da organização também dispõe de exercícios práticos e ferramentas para educadores. Todos os recursos estão disponíveis gratuitamente para qualquer pessoa ao redor do mundo. A Khan Academy OER é outro grande exemplo de conteúdo digital, livre e de alta qualidade disponível para os clientes Blackboard K-12 através do Xplor.

Conteúdo gerado por usuários

Finalmente, o “mundo de recursos de ensino aberto” não seria completo sem considerar o conteúdo gerado pelo próprio usuário. Com Xplor, os professores podem criar, compartilhar e colaborar em objetos de aprendizagem com colegas dentro da sua região ou em todo o mundo.

Os professores podem compartilhar facilmente o conteúdo de forma global ou com grupos seletos e “publicar” conteúdos digitais em canais para que outros os encontrem e também utilizem o material. A Blackboard Xplor oferece conteúdos protegidos e utiliza os direitos autorais Creative Commons, reconhecido em todo o mundo.

A Crowley Independent School District (Crowley ISD), atende mais de 15 mil estudantes em escolas em Crowley e Fort Worth, e aproveita o poder da Blackboard Xplor. “Graças a Blackboard Xplor, nossos professores são capazes de criar e compartilhar livremente seus conteúdos entre as classes e outros professores sem ter de replicar os esforços”, conta Chris Tims, Instrutor Tecnológico na Crowley ISD.

E completa: “os professores preparam, enriquecem e editam o conteúdo que estará imediatamente disponível nos nossos ambientes online e disponibilizados para docentes e alunos”. A Blackboard Xplor atingiu e ultrapassou o marco de 100 mil recursos em OER.

“A Educação Aberta está no DNA da Blackboard e estamos animados com este novo marco alcançado por nossa plataforma”, disse Mark Strassman, vice-presidente sênior de marketing de produto e gestão na Blackboard.

“A Blackboard Xplor é atualmente utilizada em cerca de 60 países ao redor do mundo com um alcance potencial de mais de 4 milhões de alunos. Estamos orgulhosos de colaborar com os educadores para criar uma comunidade global que incentiva o sucesso educativo dos alunos”, completa Strassman.

11 de novembro de 2015

Por que utilizar dados para personalizar projetos e decisões é tão importante

Lily Ladd

Em nossos esforços para continuar a missão da Blackboard em busca das melhores práticas de inovação em educação, neste mês, fomos na Dreamforce, maior encontro mundial de pessoas e executivos que pensam a tecnologia para a educação, onde se discutem soluções para os desafios que estão atingindo não só a educação, mas muitas indústrias em todo o mundo. Este ano, houve um grande foco sobre como coletar e utilizar “grandes quantidades de dados” para ir além e tomar decisões personalizadas, sejam elas para clientes, pacientes ou alunos. Este pensamento e essas discussões são diretamente aplicáveis aos vários pilares de nossa inovação na Blackboard e estão nos ajudando a aprimorar nossos esforços para atender às necessidades do novo aluno. Neste ano, Marc Benioff, da Salesforce, deu destaque aos impactos do câncer. Ele disse: “Eu sei que o câncer afeta toda a família”. Ao fazer isso, ele queria destacar uma iniciativa que está utilizando muitos dados para “personalizar decisões”, o Athena Wisdom Study. Ele apresentou a Dr. Laura Esserman, diretora do UCSF Breast Care Center, que está liderando um grupo para criar uma abordagem mais personalizada no tratamento de câncer de mama. Ela explicou que, enquanto desenvolvemos abordagens “normais” e planos de tratamento, o estudo tem como objetivo analisar a possibilidade de se obter mais dados genéticos de cada mulher e sua história familiar, personalizando assim certos fatores que podem entregar melhores resultados. Esserman compartilhou como a equipe de estudo têm usado a “tecnologia da nuvem” em grande escala para entregar uma medicina de precisão e transformar como se “descobre” o câncer de mama, mas também tratá-lo com base em dados da história pessoal de cada indivíduo a partir de diferentes dados agregados. O Wisdom Study é o primeiro deste tipo a criar percursos personalizados para os pacientes para passarem pelo câncer de mama e, enquanto os resultados não são completamente tabulados, o aumento contínuo do número de sobreviventes é um bom indicador. A aplicação direta de uma abordagem semelhante à aprendizagem é algo em que estamos trabalhando de forma rigorosa na Blackboard. Descobrimos quanto mais sabemos sobre as preferências e necessidades de aprendizagem de cada um, o desenvolvimento é melhor, além de fornecer uma educação com caminhos “personalizados” para cada aluno. Com o nosso anúncio e lançamento de uma nova experiência de aprendizagem, nos focamos em criar uma plataforma aberta, segura e totalmente focada em impulsionar o sucesso do aluno. Ao capturar dados individualizados de cada estudante em tempo real, os educadores e os próprios alunos podem tomar decisões com mais conhecimento sobre as necessidades de aprendizagem de cada um e saber os próximos passos, em vez de utilizar pressupostos amplos para proporcionar um currículo generalizado. Embora não exista uma solução rápida e certeira, somos encorajados pelos primeiro sucessos do Athena Wisdom Study, e continuamos a procurar novas maneiras de fazer progressos na formação de educação para entregar experiências mais atraentes em todo o ciclo de vida do aluno. Ainda há milhões de alunos que estão lutando com os sistemas padrão e atingindo seu potencial de aprendizagem dentro dele, por isso até fornecemos aos alunos e as organizações que os apoiam, o necessário para proporcionar percursos personalizados para todos – e vamos continuar inovando. E você? Tem usado dados para conduzir percursos personalizados em sua organização?

6 de novembro de 2015