Principais tendências no treinamento corporativo

Investir em treinamento corporativo é uma jogada muito inteligente. Principalmente se o objetivo é obter lucro em sua organização.

Segundo o político e cientista americano Benjamin Franklin, “o investimento em sabedoria e conhecimento é sempre o que paga os melhores juros”.

O treinamento corporativo não é algo apenas bom. É uma parte absolutamente vital para o crescimento da sua organização a longo prazo.

Muito se avançou no Brasil em desenvolvimento organizacional. No entanto, os profissionais brasileiros recebem apenas metade do treinamento que os americanos, por exemplo.

Pessoas engajadas e produtivas são, com certeza, pessoas bem treinadas. Trabalhar mais com menos já virou regra. A maioria dos empreendedores busca o maior número de resultados usando menos recursos. Para ter colaboradores dispostos a produzir mais com menos é necessário engajamento. Essa característica é mais comum em pessoas motivadas.

A motivação é determinada, em grande parte, pelos recursos e benefícios que as empresas oferecem aos seus colaboradores. Muito mais que um bom salário, as pessoas buscam empresas que disponibilizam treinamentos constantes, objetivos, de fácil acesso e criativos.

Você sabia que a falta de investimentos em treinamento tem correlação direta com a alta rotatividade e baixa produtividade dos funcionários? Pesquisas apontam que até 40% dos colaboradores sem programas de treinamento tendem a sair da empresa no primeiro ano.

Uma empresa é feita de pessoas. E todas elas têm qualidades diferentes, culturas diferentes e saberes diferentes. Aproveitar o que cada uma tem de melhor irá, com certeza, alavancar sua empresa. Mas, para isso, o treino é uma das principais ferramentas que conduzem a melhoria de competências e capacidades.

Se agora você se convenceu da importância do treinamento para a sua equipe, o próximo passo é escolher os programas de treinamento. Mas quais as tendências para treinar pessoas nos próximos anos? O que buscar, e onde? Isso e muito mais você descobrirá a partir dos próximos parágrafos.

Educação corporativa com mobile
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O mundo já mudou. A forma de trabalho já é outra. A maneira como nos comunicamos avançou numa velocidade incrível.

A maneira como consumimos conteúdo é oposta do tradicional. Sejam cursos, filmes, séries de televisão ou livros, o que buscamos hoje é mobilidade, e isso deve estar no radar das empresas quando o assunto é educação corporativa. Apesar de ainda ser pouco representativo no Brasil, o recurso de Mobile é o futuro da educação corporativa.

Mobile Learning é o aprendizado por meio de dispositivos móveis, como tablets, smartphones e laptops. A nossa vida já convergiu para a portabilidade e para a mobilidade. Podemos estar em qualquer lugar usando plataformas de educação a distância, por exemplo. Um simples deslocamento de carro, metrô ou ônibus pode ser uma oportunidade para treinamento e desenvolvimento de nossas capacidades.

Essa mobilidade permite rápida aprendizagem de conteúdos em comparação com formas tradicionais de ensino, como aulas presenciais ou a necessidade de um desktop. Para investir nesse tipo de tecnologia para o treinamento é crucial que as empresas disponibilizem na educação corporativa para seus funcionários em qualquer momento e em qualquer lugar.

Gamificação na capacitação de funcionários

Para muitas pessoas, quando pensam no EAD, logo vem à cabeça aquela plataforma com textos longos e testes de múltipla escolha. No entanto, a aplicação de tecnologias em treinamentos fez surgir no mercado uma técnica chamada de gamificação. Ela promete engajar muito mais as pessoas nas capacitações.

Você pensou em jogos? De certa forma, está correto. A gamificação é um recurso de realidade virtual aumentada que será muito usada na educação a distância. A intenção é oferecer maior interatividade com o aluno. Esse recurso possibilitará a abordagem de temas que antes só caberiam em aulas presenciais.

Esse conceito, ainda pouco conhecido, busca a interação entre conteúdos e pessoas de uma maneira lúdica. A gamificação é uma estratégia para envolver mais o aluno nos treinamentos se comparada a modelos mais tradicionais.

“Essa tendência sim, vai dominar o mundo. É a estratégia dos jogos, fora do contexto de games.” Fonte

A técnica visa estimular os participantes através de incentivos ou recompensas. Isso gera maior engajamento do público, garantem especialistas no assunto. O método deve crescer muito nos próximos anos para dentro de atividades direcionadas para a capacitação e desenvolvimento de pessoas.

“A técnica promete permitir ao empresário medir o retorno de investimento (ROI) com mais assertividade do que em ações mais tradicionais de treinamento.” Fonte

Treinamentos corporativos dinâmicos com vídeos

Nos últimos anos, os vídeos se tornaram uma febre mundial. Independentemente do assunto, formato ou plataforma, assistir o que quiser, onde quiser já transformou as formas tradicionais de e-learning ou entretenimento.

Cada vez mais as pessoas buscam informações e respostas por meio de vídeos na internet. Isso é fato. Assistir um vídeo, em muitos casos, é mais atrativo que a leitura de um texto, por exemplo. A tendência para os próximos anos é que o vídeo acabe se tornando padrão quando o assunto é aprendizagem.

Estudos afirmam que conteúdos visuais e dinâmicos atraem muito mais os seres humanos do que conteúdos baseados em leitura. Desde crianças as pessoas são colocadas em frente a televisão. Por esse motivo, os cérebros, quando na fase adulta, naturalmente vão preferir vídeos. Outro motivo é a agilidade. As pessoas querem fazer mais em menos tempo. Por isso existe uma busca constante por conteúdos resumidos e de fácil acesso. Os vídeos têm essas características. São curtos, objetivos e mesclam imagens com informações.

No treinamento para empresas, o vídeo é uma ferramenta muito eficaz. Utilizar vídeos significa transmitir um grande volume de informações de forma objetiva, rápida e de fácil assimilação.  

Oferecer conteúdos em vídeos não é uma novidade. O que mudou com o passar dos anos foi a velocidade com que as pessoas conseguem acessar vídeos pela internet. A tecnologia evoluiu tanto que produzir e gerar vídeos se tornou muito mais acessível. A facilidade de execução e de compartilhamento de vídeos acaba sendo um facilitador para as plataformas de educação a distância.

Capacitar e educar com o uso de tecnologias terá um formato de conteúdo que se transformará em padrão. E uma das tendências é que esse formato seja de vídeos.

Social learning ou aprendizado social

A expressão significa aprender com os outros e pelos outros. É uma teoria famosa de Albert Bandura, onde ele afirma que o comportamento social se aprende, principalmente, imitando as ações dos outros.

Essa teoria aplicada no contexto da educação e do treinamento automaticamente lembra os meios digitais.

Em tempos de mídias sociais, o volume de compartilhamento de informações e conhecimento na rede é intenso. Isso significa uma troca constante de aprendizado, mesmo que informalmente.

Possibilitar o estudo com ferramentas digitais já integradas à rotina das pessoas é um grande incentivo. Pesquisas apontam as mídias sociais como o principal meio das pessoas obterem informação atualmente.

Padrão SCORM em cheque

O SCORM (Sharable Content Object Reference Model), como o próprio nome indica, é um modelo de referência para colocar em prática projetos de e-learning.

Acontece que os formatos e meios de aprendizado evoluíram. O modelo de ensino não presencial necessitará cada vez mais de formatos distintos para integrar soluções e promover a aprendizagem com tecnologia.

O fato é que o SCORM estacionou no tempo. Se o objetivo for integrar ferramentas de comunicação, especialistas alertam que esse modelo se tornou muito limitado. Por isso um novo padrão deve surgir.

Um exemplo claro foi levantado pela Clarity Solutions: “Por exemplo, nos dados registrados por meio de uma avaliação respondida. Se no SCORM o registro se limita ao status de aprovação ou reprovação e à pontuação obtida, em alguns ambientes virtuais de aprendizagem é possível  coletar dados qualitativos que permitam uma análise mais criteriosa do aprendizado de um indivíduo”.

Apesar disso, o SCORM ainda se manterá ativo por muitos anos.

Mas, se o objetivo é oferecer cursos on line mais flexíveis, que integrem diversos tipos de conteúdo, é hora de avaliar novas opções.

Crescimento do aprendizado informal
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Com certeza o aprendizado informal deverá superar o formal.

A maneira informal de obter treinamento e conhecimento sempre existiu. A diferença é que, atualmente, a consolidação da internet fortaleceu essa ferramenta.

Hoje em dia é muito fácil aprender, seja o que for. Simplesmente porque as pessoas encontram tudo na internet. Na maioria das vezes são conteúdos gratuitos. Basta um dispositivo móvel e o acesso a rede.

No entanto, estudos apontam que as organizações ainda preferem a aprendizagem formal. Ou seja, capacitar em sala de aula.

O auto-aprendizado acontece diariamente. Muitas vezes as pessoas nem percebem. A cada dia a população investe mais tempo na internet ou em redes sociais. Por esse motivo as tendências apontam para investimentos em redes sociais corporativas, ferramentas fundamentais para promover o conhecimento.

Estratégias de Rapid Learning

O Rapid Learning  é uma metodologia para construir rapidamente cursos de e-learning.

O mercado de aprendizagem digital já vem adotando o Rapid Learning tanto no segmento corporativo como educacional. O grande objetivo dessa metodologia é minimizar tempo e custos dos cursos. Mas como fazer isso?

Tome como exemplo o autor de uma apresentação de conteúdo em PowerPoint.  Através de um software específico ele mesmo poderá colocar narração de acordo com as animações de cada slide, além de inserir testes e outros elementos.

O grau de economia é o que mais chama a atenção nesse tipo de produção de conteúdo. Isso porque, segundo especialistas, os investimentos em cursos feitos com o método Rapid Learning são muito inferiores aos cursos tradicionais de e-learning.

Um e-book lançado pela Clarity Solutions apontou que a cada ano as empresas e organizações investem mais em Rapid Learning.  Elas notaram que nesta modalidade é viável fazer mais cursos com menos recursos.

Os softwares para o Rapid Learning estão cada vez mais modernos. Hoje já é possível fazer cursos tão dinâmicos quanto os tradicionais cursos de e-learning sob medida.

Apesar de parecer fácil, são necessários conhecimentos específicos em design instrucional e nos softwares. Caso contrário, os cursos podem ficar muito parecidos com aquelas apresentações tradicionais de PowerPoint usadas em sala de aula.

Já pensando em treinamentos produzidos para mobile, as ferramentas de Rapid Learning exportam conteúdo para esse formato, sem a necessidade de uma programação especial.

O crescimento da popularização do Rapid Learning deve acontecer nos próximos anos. Os novos formatos de conteúdo e a simplificação devem puxar essa tendência.

O papel do LMS/SGA no treinamento corporativo do futuro

O LMS (Learning Management System) ou SGA (Sistema de Gestão de Aprendizagem) é a plataforma de ensino necessária para colocar um curso online no ar.

Essa solução foi quase que obrigatória para as organizações na última década. No caso da educação corporativa, especialistas afirmam que importantes transformações vão impactar a maneira como os famosos LMSs são utilizados.

Mas afinal, como será o LMS do futuro, será um open-source? Será totalmente Mobile? Será baseado em redes sociais?  


Muitas empresas já estão repensando os conceitos que sustentam um LMS.

Novas características e funcionalidades são algumas apostas para os próximos anos. Algumas podem ser encontradas em soluções adaptadas às atuais demandas do mercado.

Algumas dessas características já foram citadas ao longo desse texto, como o uso de vídeos, a compatibilidade com mobile, o aprendizado informal e por aí vai.

O aprendizado com vídeos é um bom exemplo de algumas dificuldades com alguns players de LMS. As plataformas de ensino atuais devem ser compatíveis para suportar esses novos formatos com agilidade, simplicidade e menor custo.

Outro exemplo é no aprendizado com dispositivos móveis, uma tendência já citada. Para oferecer conteúdos nesse formato muitos fornecedores estão tentando adequar ou até mesmo criar novas plataformas que suportem tablets ou smartphones. Esse esforço é para assegurar que o usuário tenha o mesmo nível de conhecimento já oferecido em computadores.

Essa discussão sobre as tendências no treinamento para empresas foi útil para você? Quer receber notícias sobre o futuro da capacitação corporativa? Assine nossa newsletter!