Investimentos em educação corporativa no Brasil

Um cenário econômico desafiador exige planejamento para enfrentar as adversidades e para minimizar possíveis impactos em sua empresa. Veja como as corporações estão priorizando seus investimentos em educação corporativa no Brasil.

Em momentos de instabilidade, é comum que as organizações repensem investimentos em alguns projetos, inclusive os de formação dos profissionais e colaboradores. No entanto, dados demonstram que é crescente nas empresas brasileiras a intenção de priorizar a educação corporativa nos próximos anos, mesmo que a economia tenha afetado os investimentos a curto prazo.

Estudo da Deloitte, feito em parceria com o Grupo DMRH, mostra que as empresas estão aderindo mais a práticas de educação corporativa, quando comparado a resultados obtidos em 2014: o número de corporações com equipes dedicadas à educação corporativa aumentou 42% em 2016. Já a quantidade de empresas com universidades corporativas cresceu 14%.

Leia mais sobre o cenário da educação a distância para empresas no Brasil.

Como você verá a seguir, a pesquisa levantou outros dados relevantes, como tempo de duração dos cursos e estrutura para educação corporativa.

Área de educação corporativa

Como falamos anteriormente, aumentou 42% o número de empresas que têm áreas específicas para educação corporativa. Em média, essa equipe é formada por quatro funcionários, respondendo em 30% dos casos diretamente para a diretoria e em 25% das empresas para o departamento de recursos humanos.

Treinamentos mais curtos

Apesar do aumento do número de empresas com estrutura dedicada aos treinamentos corporativos, o total de funcionários treinados aumentou pouco nos dois anos: 6,9%. Além disso, houve também uma diminuição no total de horas de treinamento por profissional. Durante o ano de 2014, eram, em média, 30 horas; já em 2016, foram 26 horas.

Já nas empresas que têm estrutura dedicada, o total de funcionários treinados diminuiu pouco mais de 10%.

Acompanhe as principais tendências para a educação corporativa nos próximos anos.

Modelos de educação corporativa

Segundo o relatório, 74% dos treinamentos corporativos ocorreram de forma presencial. A diferença para a educação a distância aumentou em relação a 2014, quando 67% dos treinamentos eram presenciais.

O dado sugere que as organizações estão preservando investimentos para a implantação de plataformas de educação a distância em um próximo momento, priorizando práticas tradicionais de educação corporativa para reduzir gastos imediatos.

Entretanto, sabe-se que o investimento inicial em treinamentos online impactam em economia de tempo dos funcionários e de gastos com passagens, deslocamentos, hospedagens, entre outros. Neste outro texto, você encontra informações mais específicas sobre como o EAD para empresas impacta em redução de custos em seus treinamentos.

Crescimento das especializações técnicas

As hard skills (competências técnicas e específicas para o desenvolvimento de determinadas atividades) ganharam relevância na educação corporativa nos últimos anos. Isso pode significar que as organizações estão privilegiando capacitar funcionários para as atividades diárias, aumentando de forma mais imediata a produtividade e a eficiência.

No entanto, é importante que as soft skills (habilidades relacionadas aos aspectos da personalidade do profissional, como comunicação, organização e capacidade de trabalhar em grupo) sejam também desenvolvidas. São características fundamentais para superar os desafios do mercado de trabalho e para desenvolver o negócio a médio e longo prazos.  

Formação de futuros líderes

O estudo da Delloite mostra que, neste momento, a maioria das empresas está investindo no desenvolvimento dos profissionais que ocupam cargos médios de gestão, conforme mostra o gráfico:

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Independentemente do setor em que atue, é indicado que todo o colaborador participe dos treinamentos corporativos, desenvolvendo capacidades fundamentais para diferentes cargos e momentos de carreira.

Profissionais que atuam como gestores precisam desenvolver competências comportamentais. Já colaboradores em início de carreira necessitam buscar qualificações técnicas. É importante que, ao investir em educação corporativa, a empresa crie treinamentos que considerem a expectativa de resultado para cada unidade e nível hierárquico e deem o enfoque necessário para cada atividade.

Avaliação de desempenho

Existem diversas estratégias de mensuração de resultados da educação corporativa, desde presença nas aulas e teste de conhecimentos até pesquisas de opinião e de clima organizacional, dependendo dos objetivos dos seus treinamentos.

A avaliação de desempenho é fundamental para nortear os próximos passos, corrigir falhas e testar a eficácia da educação corporativa em sua instituição. Sem ela, o investimento no setor passa a ter resultados subjetivos e talvez não tão eficientes quanto você deseja.

Veja como as corporações brasileiras estão medindo seus resultados:

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Na pesquisa, a maior parte das empresas que investem em treinamentos recorrentes utiliza como métrica principal a satisfação dos participantes – o que não indica, por exemplo, se o curso realmente foi capaz de gerar o impacto que você tinha em mente inicialmente. Métricas mais objetivas, como aumento direto da produtividade e da qualidade do serviço prestado, são mais precisas e reveladoras quanto à eficiência dos treinamentos.  

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A educação corporativa é fundamental para atravessar os atuais obstáculos econômicos, promovendo aumento da produtividade e do conhecimento médio dos seus times. Mantenha-se bem-informado sobre o assunto assinando nossa newsletter: