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2 de setembro de 2015

3 Coisas que eu aprendi com 150 líderes universitários na Casa Branca

Katie Blot

Há uma filosofia que eu e minha equipe aqui no Blackboard vivemos para “implementar”: colocar os alunos no centro do ensino. Ele dirige tudo, desde a forma como fazemos nossos negócios, até a forma como concebemos os nossos produtos.

Então, quando eu tive a oportunidade de conversar com 150 líderes universitários de todos os Estados Unidos na Casa Branca e na Câmara de Comércio, fiquei bastante entusiasmada. Alguns alunos estavam envolvidos em atividades muito além das que nós lidamos quando eu era líder do corpo discente.

Eles fizeram perguntas sobre regulamentos de ajuda financeira e negociações comerciais. Além disso, falaram sobre como combater a violência sexual no campus com tanta paixão sobre o tema e com convicção de que eles podem ser a mudança.

E enquanto o dia foi sendo preenchido com amplas conversas, o que foi excepcionalmente esclarecedor para mim foi o tempo em que todos passaram focados na força de trabalho. Os alunos tinham pedido que este fosse um tema abordado, já que todos estão preocupados em melhorar seu plano de carreira.

Nessas discussões, incluindo um painel na Câmara de Comércio, emergiram três temas.

1) Os alunos não estão construindo as habilidades sociais de que precisam para entrar com confiança no mercado de trabalho

Ouvi isso de um dos líderes dos estudantes. Todos estavam muito interessados ​​em descobrir novas maneiras para que as escolas pudessem auxiliá-los neste assunto.

Eles foram incentivados pelo pensamento de que habilidades sociais podem ser desenvolvidas através de uma combinação de atividades curriculares e extra-curriculares e capacitados pela idéia de que eles devem impor esta necessidade.

Na minha opinião, não deve existir uma única comissão no campus que não tenha representação estudantil.

2) Os estudantes universitários estão preocupados com duas coisas: conseguir um emprego e pagar seus estudos

Ok, isto definitivamente não é inesperado. Mas o que foi surpreendente foi a maneira que os líderes estudantis falaram sobre estas questões.

O nível de ansiedade deste grupo era muito grande – e o muitos estudantes que, aparentemente, estavam em situações muito boas e com um bom caminho para formar uma carreira depois da faculdade, são tão ansiosos como qualquer um dos que já precisam trabalhar para pagar os estudos.

Falamos um pouco sobre o potencial da tecnologia para nos ajudar a reduzir o déficit de competências no aumento do acesso à educação de qualidade. O que realmente me surpreendeu nesta conversa é a maneira poderosa como a tecnologia pode impactar na carreira e na transformação dos serviços.

Em vez de currículo clássicos, a tecnologia pode atuar como um meio de criar portfolios de aprendizagem ao longo da vida que mostram não apenas realizações acadêmicas e experiências, mas também trabalham habilidades, competências e conhecimentos.

Isso também permite que os conselheiros de carreira passem mais tempo ajudando os estudantes a determinar este caminho.

3) Os estudantes querem experimentar o mundo “The Office” além do programa de TV

Além das questões já mencionadas de se sentir despreparado com as habilidades que eles precisam para ter sucesso em um ambiente de trabalho, os alunos também se deparam com um mundo real desconhecido e assustador:

O que é, na verdade, um escritório? Será que eu realmente quero trabalhar em um local assim?

Marvin, presidente do corpo estudantil da Kent State University, nos disse que muitos de seus colegas têm pais que nunca trabalharam em um ambiente como o de um escritório.

“O famoso ‘leve seu filho no trabalho’”, Marvin nos disse, “nunca existiu para essas pessoas”. O relacionamento mais crítico, a fim de eliminar essa barreira é o entre empregador e instituição.

Claro, precisamos destas pontes para trabalhar melhor as experiências que estamos oferecendo e as habilidades que estamos construindo para o que o mercado de trabalho necessita. Mas também precisamos deles para que possamos dar aos alunos o verdadeiro percurso de sua carreira.

Desta forma, podemos ter menos pessoas gastando tempo e dinheiro em um caminho que não levá-los para onde eles realmente querem ir. Assim, junto com o alinhamento sobre os resultados, precisamos de empregadores envolvidos em mostrar a realidade do trabalho para os alunos esperam por este momento.

Este foi um dia esclarecedor para mim, mas continuo a pensar muito sobre a conexão entre a educação formal e a progressão na carreira.

Sobre a autora do texto

Katie lidera os Serviços de Educação da Blackboard, fornecendo consultoria e serviços para estudantes e organizações em todo o mundo, capacitando-os para prever, preparar e realizar o futuro da educação.

Katie orienta uma equipe de mais de 1000 pessoas para gerar novas oportunidades de mercado, desenvolver a capacidade organizacional e a excelência operacional.

Este relato mostra a realidade “americana” do ensino e a preocupação de seus estudantes, mas podemos ver semelhanças, adaptar e aplicar algumas atitudes e planejamento para a realidade brasileira.