Relatório aponta tendências para o ensino superior

tendências no ensino superior Publicado este mês, o último relatório do NMC (New Media Consortium) sobre o ensino superior apontou as principais tendências, as tecnologias emergentes e desafios do setor em três prazos distintos: menos que um ano, de dois a três anos, e de quatro a cinco anos. Para isso, no final de 2013, 53 especialistas de 13 países diferentes passaram três meses coletando pesquisas, artigos científicos, notícias, publicações em blogs e projetos para compilar informações e tentar antever as principais mudanças nos processos educativos. Nos próximos dois anos, a tendência é que as mídias sociais estejam completamente integradas ao ensino superior. As vantagens do uso dessas plataformas estão no diálogo mais informal entre alunos, entre professores, entre professores e alunos e até entre futuros alunos e as instituições. Além de estimularem o compartilhamento de histórias e experiências sobre os assuntos abordados em sala de aula. Segundo o documento: “As redes sociais estão mudando a forma como as pessoas interagem, como apresentam ideias e informações e, ainda, como julgam a qualidade dos conteúdos e contribuições. Um pesquisa recente divulgada pela Business Insider diz que 2,7 bilhões de pessoas, quase 40% da população mundial usam essas plataformas. O impacto total dessas mudanças na comunicação e na credibilidade das informações ainda está por vir, mas claramente as redes sociais ganharam importância em quase todos os setores da educação”. Outra expectativa para um futuro próximo é a integração entre aprendizagem on-line, ensino híbrido e colaborativo. As plataformas on-line são usadas como facilitadoras de trabalhos em grupo e estão cada vez mais se tornando ambientes colaborativos de aprendizado. Elas vêm melhorando a comunicação entre os alunos e a execução de projetos mais conectados com a realidade do trabalho. Segundo os autores do relatório, “Para incentivar a colaboração e reforçar as habilidades do mundo real, as universidades estão experimentando métodos que permitem mais liberdade nas interações entre os alunos, trabalhando com projetos que inspirem a criatividade e o pensamento crítico”. Para daqui a quatro ou cinco anos, duas tecnologias, ainda pouco difundidas no Brasil, aparecem como futuras tendências. Uma delas é o Quantified Self (algo como “quantificar você mesmo”), que é relacionado a possibilidade das pessoas poderem acompanhar e acumular dados sobre elas mesmas, sobre o funcionamento de seus corpos, por meio do uso de tecnologias. Os dispositivos portáteis, como relógios e óculos, projetados para coletar informações dos usuários, criam um banco de dados de parâmetros individuais. Segundo o relatório, ao monitorar hábitos de leitura ou a postura do aluno em uma aula, seria possível usar este conjunto de dados para mudar e melhorar os resultados da aprendizagem. Outra nova tecnologia que aparece no relatório são os Assistentes Virtuais. O conceito baseia-se na evolução de interfaces (como celulares, computadores e TVs) controladas a partir de comandos de voz e gestos. Esses dispositivos ganham mais inteligência artificial e vão aprendendo com as buscas e navegações, melhorando os conteúdos de pesquisa que apresentam e até sugerindo temas de interesse. Ambas tendências ainda dependem do desenvolvimento de versões mais acessíveis. Confira no infográfico a seguir, seis tendências e seis tecnologias que, segundo os especialistas, irão fazer parte da vida de estudantes e professores universitários nos próximos anos: relatorio aponta tendências - ensino superior Adaptado via Porvir

Relatório aponta tendências para o ensino superior

tendências no ensino superior Publicado este mês, o último relatório do NMC (New Media Consortium) sobre o ensino superior apontou as principais tendências, as tecnologias emergentes e desafios do setor em três prazos distintos: menos que um ano, de dois a três anos, e de quatro a cinco anos. Para isso, no final de 2013, 53 especialistas de 13 países diferentes passaram três meses coletando pesquisas, artigos científicos, notícias, publicações em blogs e projetos para compilar informações e tentar antever as principais mudanças nos processos educativos. Nos próximos dois anos, a tendência é que as mídias sociais estejam completamente integradas ao ensino superior. As vantagens do uso dessas plataformas estão no diálogo mais informal entre alunos, entre professores, entre professores e alunos e até entre futuros alunos e as instituições. Além de estimularem o compartilhamento de histórias e experiências sobre os assuntos abordados em sala de aula. Segundo o documento: “As redes sociais estão mudando a forma como as pessoas interagem, como apresentam ideias e informações e, ainda, como julgam a qualidade dos conteúdos e contribuições. Um pesquisa recente divulgada pela Business Insider diz que 2,7 bilhões de pessoas, quase 40% da população mundial usam essas plataformas. O impacto total dessas mudanças na comunicação e na credibilidade das informações ainda está por vir, mas claramente as redes sociais ganharam importância em quase todos os setores da educação”. Outra expectativa para um futuro próximo é a integração entre aprendizagem on-line, ensino híbrido e colaborativo. As plataformas on-line são usadas como facilitadoras de trabalhos em grupo e estão cada vez mais se tornando ambientes colaborativos de aprendizado. Elas vêm melhorando a comunicação entre os alunos e a execução de projetos mais conectados com a realidade do trabalho. Segundo os autores do relatório, “Para incentivar a colaboração e reforçar as habilidades do mundo real, as universidades estão experimentando métodos que permitem mais liberdade nas interações entre os alunos, trabalhando com projetos que inspirem a criatividade e o pensamento crítico”. Para daqui a quatro ou cinco anos, duas tecnologias, ainda pouco difundidas no Brasil, aparecem como futuras tendências. Uma delas é o Quantified Self (algo como “quantificar você mesmo”), que é relacionado a possibilidade das pessoas poderem acompanhar e acumular dados sobre elas mesmas, sobre o funcionamento de seus corpos, por meio do uso de tecnologias. Os dispositivos portáteis, como relógios e óculos, projetados para coletar informações dos usuários, criam um banco de dados de parâmetros individuais. Segundo o relatório, ao monitorar hábitos de leitura ou a postura do aluno em uma aula, seria possível usar este conjunto de dados para mudar e melhorar os resultados da aprendizagem. Outra nova tecnologia que aparece no relatório são os Assistentes Virtuais. O conceito baseia-se na evolução de interfaces (como celulares, computadores e TVs) controladas a partir de comandos de voz e gestos. Esses dispositivos ganham mais inteligência artificial e vão aprendendo com as buscas e navegações, melhorando os conteúdos de pesquisa que apresentam e até sugerindo temas de interesse. Ambas tendências ainda dependem do desenvolvimento de versões mais acessíveis. Confira no infográfico a seguir, seis tendências e seis tecnologias que, segundo os especialistas, irão fazer parte da vida de estudantes e professores universitários nos próximos anos: relatorio aponta tendências - ensino superior Adaptado via Porvir

12 de Fevereiro de 2014

As plataformas colaborativas cada vez mais presentes em universidades

Inspirando-se em empresas que se comunicam com seus consumidores através de redes sociais, instituições de ensino têm criado plataformas interativas para estreitar o relacionamento entre alunos e professores. A ideia é que profissionais de cursos de pós-graduação complementem o trabalho de aprendizado em sala de aula usando ambientes virtuais para trocar experiências e materiais didáticos. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio (ESPM-RJ), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Ibmec são exemplos de escolas em que o compartilhamento do ensino já é realidade. A ideia é otimizar a troca de informações e acelerar o fluxo de conhecimento. Ao contrário do que muitos pensam, o sites não são apenas diretórios on-line em que os estudantes apenas se inscrevem em novas disciplinas e conferem suas notas. Um exemplo é a Blackboard, ferramenta adquirida pela ESPM-Rio, onde alunos de graduação e pós podem acessar a biblioteca digital da instituição, entregar trabalhos, ler veículos informativos de vários países e ainda trocar mensagens internas com colegas e professores, via e-mail ou chat. A plataforma possui inúmeras ferramentas, como blog, fórum, flickr, testes on-line, e até um sistema para busca de plágio que ajuda a combater a cópia de trabalhos. “A nossa meta é produzir um ambiente de aprendizagem em rede” resume José Francisco Vinci de Moraes, coordenador do núcleo de Tecnologias Mistas de Aprendizagem da ESPM de São Paulo. Já a UFRJ acaba de lançar o Espaço Alexandria, projeto baseado na cooperação interdisciplinar entre grupos de pesquisa com interesses comuns, principalmente em comunicação, neurociência e computação. Aberto a todos, o site é o único que não exige login nem senha para ser acessado, mas ainda carece de patrocínio. “O nosso objetivo é promover o diálogo da universidade e da sociedade com a inovação.” resume o professor Luiz Bevilacqua, idealizador do site. Outra vantagem do uso de plataformas colaborativas on-line nas instituições de ensino é a possibilidade de alunos e professores terem acesso a elas a qualquer hora, de qualquer lugar, através de tablets e smartphones. A mobilidade, nesses casos, funciona como mais um componente que otimiza a troca de informações. Pioneira em disponibilizar conteúdo mobile, a ESPM permite que os usuários do Blackboard acessem suas disciplinas através de dispositivos móveis. Segundo José Francisco Vinci de Moraes, coordenador do Núcleo de Tecnologias Mistas de Aprendizagem da escola, esse tipo de investimento já é uma tendência nos Estados Unidos e na Europa. “Aplicativos para mobile simplificam a navegação porque não exigem acesso ao browser e garante mais interatividade. Postar informações ou receber avisos de professores são atividades realizadas mais facilmente e sem a necessidade de um computador” explica Moraes, destacando que os alunos também podem baixar o sistema pelo Facebook. A FGV já está adaptando a sua plataforma – que funciona como diretório de busca de emprego – para ser acessada via celular e tablet. O projeto faz parte do plano de reestruturação do sistema, que visa a aumentar suas funcionalidades. “Face às inovações previstas, tenho certeza de que esse é o caminho” afirma André Barcaui, coordenador dos MBAs de Gerência de Projetos e Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação da FGV-RJ. O Ibmec conta com a plataforma Bota pra Fazer, que serve para o desenvolvimento de cursos de empreendedorismo e criação de negócios. Adaptado para o Brasil pela Endeavor, a partir da metodologia FastTrac, da Fundação Kauffman, dos Estados Unidos, o sistema permite que os usuários desenvolvam atividades individuais para testar sua capacidade empreendedora, além de acessar textos e vídeos sobre empresas que começaram do zero e hoje ocupam lugar de destaque no mercado. “A plataforma serve de apoio ao desenvolvimento de planos de negócios. Trabalha-se a teoria em sala e depois usa-se a ferramenta para por em prática o que se aprendeu” resume Leonardo Filardi, professor de empreendedorismo e planos de negócios nos MBAs de gestão, marketing e finanças. “O sistema extrapola as fronteiras da sala e leva a uma integração maior. O resultado é um enorme ganho de qualidade.” Adaptado via O Globo

5 de Fevereiro de 2014

A tecnologia como ferramenta educacional no Brasil

Tablets, smartphones e computadores estão presentes em praticamente todas as casas, fazendo parte inclusive da rotina dos mais novos. A tecnologia já é parte integrante da vida destas crianças desde que elas nasceram, por isso não faz sentido tentar impedir o uso dessas ferramentas na sua rotina de aprendizagem. Antes de discutir se os efeitos de tantos gadgets são bons ou ruins para a educação, precisamos inicialmente entender a real situação. Pessoas nascidas no fim da década de 80 e começo de 90 tinham uma disciplina na grade escolar conhecida como “aula de informática”, onde eles começavam a se familiarizar com o mundo on-line. Havia uma clara distinção entre o que deveria ser aprendido no on-line e no off-line. Hoje as escolas estão cada vez mais trazendo os recursos da tecnologia para melhorar o desempenho dos alunos em sala, aumentando seu interesse pelas aulas. Não é mais interessante separar uma hora por semana para ensinar as crianças a mexerem no computador. Precisamos utilizar toda esta capacidade para motivá-las a aprenderem de maneira divertida e participante. Uma pesquisa recente elaborada pela Mobile Marketing Association (MMA) mostra que 20% dos usuários da internet no Brasil tem menos de 18 anos. O número é ainda maior na faixa dos 18 aos 24 anos: 32%. Muitos passam horas todos os dias em suas redes sociais e sites de compartilhamento de vídeos e fotos, como o YouTube e o Tumblr. Os jovens, e principalmente os adolescentes, não querem se resumir a meros espectadores: eles querem ter uma participação significativa. A partir destas informações, as escolas podem e devem utilizar ferramentas tecnológicas que tornem os alunos mais participativos e interessados em sala de aula. É preciso instigar a curiosidade, estimular a pesquisa e tornar o aluno o protagonista do aprendizado a partir da assimilação de informações direcionadas na internet, ou em programas voltados a educação. Propostas que trabalhem com vídeos, por exemplo são muito bem-vindas. Cada escola poderia ter um canal no YouTube com vídeos feitos pelos próprios alunos discutindo temas vistos em sala de aula ou até mesmo atualidades. É claro que uma boa aula e professores capacitados e empenhados no ensino jamais poderão ser substituídos por aparelhos ou sistemas. Mas tornar a educação mais atrativa e integrada aos hábitos dos alunos só facilita o trabalho dos profissionais envolvidos, que terão jovens mais informados e interessados pelo conteúdo disponibilizado em sala de aula. É preciso que as instituições se mantenham atentas a esses programas, pois assim o ensino do Brasil só tem a ganhar. Adaptado via Administradores  

29 de Janeiro de 2014

13 momentos importantes da evolução da tecnologia em sala de aula

13 momentos importantes da tecnologia na sala de aula 2

A história da tecnologia na sala de aula é subjetiva e abrangente. Primeiro, temos que definir o que entendemos por tecnologia para, em segundo lugar, pensar de forma suficientemente ampla a fim de que o esforço valha a pena.

Estamos pensando de forma pura sobre o processo de ensino e aprendizagem, ou deveríamos incluir todas as inovações que tornam o funcionamento de uma escola possível? A eletricidade e a arquitetura contam? E os vários suprimentos de sala de aula – laboratórios de química e microscópios, por exemplo?

A seguir, o infográfico da Universidade de Phoenix oferece uma boa lista para começar. Ele passa um pouco por cima da tecnologia no início, mas faz um bom trabalho de mostrar o rápido crescimento nos últimos 10 anos:

1890: Quadro Negro

1925: Filmstrips (imagens estáticas projetadas em um rolo de filme, acompanhadas de uma gravação de áudio)

1957: Máquina de Ensino B.F. Skinner (máquina de perguntas que oferecia um doce para cada resposta correta)

1960: Retroprojetor 1970: Programas de TV Educacionais

1972: Scantrons (máquina que lia respostas de perguntas com múltipla escolha)

1977: Computadores Pessoais

1996: Internet

1999: Quadros Interativos

2004: YouTube

2005: “Clickers”

2007: Smartphones e Tablets

2013: Apps interativos

 

13 momentos importantes da tecnologia na sala de aula

Adaptado via TeachThought

20 de Janeiro de 2014

Educação tem espaço reservado na Campus Party

A 7ª edição da Campus Party – um dos maiores eventos de tecnologia do país – traz a São Paulo uma lista de palestras e atividades relacionadas à inovação em educação. O evento, que acontece de 27 de janeiro a 2 de fevereiro, trará inúmeras atividades que propõem a conexão entre a tecnologia e processos de ensino e aprendizagem. São palestras, painéis, mesas de debate e workshops que podem servir de inspiração para a melhoria das práticas pedagógicas entre professores e gestores educacionais. Cerca de 8 mil participantes já foram escritos no evento, e mesmo com as inscrições esgotadas, as discussões poderão ser acompanhadas ao vivo pelo portal do evento. E para facilitar a busca pelos melhores encontros que vão ocorrer na Campus Party, o site Porvir compilou as atividades que mais se relacionam com o campo da educação, ou então que se envolvem com as principais tendências associadas à personalização, experimentação e tecnologia. O guia serve tanto para os participantes interessados no tema que já se inscreveram como para aqueles que poderão acompanhar o evento via streaming. Confira: Mobilidade Palestra: Celulares, mobilidade e currículo nas escolas das redes públicas de ensino – encontro possível? Quando: 28 de janeiro, 17:00 – 18:00 Onde: Cross Space Palestrante: Ghisleine Trigo Silveira Recursos educacionais abertos Painel: Politicas públicas para REA e software livre na educação Quando: 31 de janeiro, 10:00 – 11:30 Onde: Palco Sócrates Palestrantes: Salete Farias Almeida, Bianca Santana, Débora Sebriam, Tel Amiel Game Painel: Desenvolvimento de games com software livre Quando: 28 de janeiro, 11:15 – 12:30 Onde: Palco Sócrates Palestrantes: Salete Farias Almeida, Wilson Kazuo Mizutani, Vinícius Daros, Fernando Masanori Ashikaga Programação Workshop: Scratch: quando design e programação viram brincadeira de criança Quando: 28 de janeiro, 10:30 – 12:30 Onde: Espaço Workshop II Workshop: Scratch: Linguagem de programação para crianças e iniciantes Quando: 31 de janeiro, 20:30 – 22:30 Onde: Espaço Workshop III Oficineiro: Jocemar do Nascimento Robótica Mesa: Aplicações Pedagógicas de Robótica Quando: 28 de janeiro, 10:00 – 11:00 Onde: Palco Galileu Palestrantes: não foram fornecidos pela Campus Party Palestra: Robótica Educacional com Software e Hardware Livre na Escola Quando: 30 de janeiro, 20:30 – 21:30 Onde: Palco Sócrates Palestrantes: Giany Abreu e Sergio Graças Fablab Mesa: Fab Lab Brasil e os laboratórios onde se fabrica (quase) qualquer coisa Quando: 28 de janeiro, 15:45 – 16:45 Onde: Palco Galileu Participantes: Heloisa Neves, Fabien Eychenne, Eduardo Lopes e Claudia Bär Habilidades socioemocionais  Palestra: Mapas Afetivos Quando: 30 de janeiro, 20:30 – 21:30 Onde: Palco Michelangelo Palestrantes: Felipe Lavignatti e André Deak. Mesa: Tecnologia Assistiva: Interface Interativa de Comunicação Quando: 31 de janeiro, 11:15 – 12:15 Onde: Palco Galileu Mediador: Fernando Scalabrini Palestrantes: Bruna Francieli Kwiatkovski, Lucas Padilha Gois, João Paulo Oliveira e Victor Caparica Vídeo Palestra: Do Youtube para o Youtuber Quando: 30 de janeiro, 14:30 – 15:30 Onde: Palco Gutenberg Palestrante: Federico Goldenberg Cinema Oficina: Storyboard: criando narrativas Quando: 29 de janeiro, 14:30 – 16:30 Onde: Espaço Workshop II Oficineira: Clarissa Monteiro Empreendedorismo Debate: É falhando que se empreende Quando: 28 de janeiro, 21:00 – 22:00 Onde: Palco Hypatia Debatedores: Maurilio Alberone e Horácio Poblete Adaptado via Porvir

17 de Janeiro de 2014

Isaac Asimov, acertando na mosca desde 1964

O norte-americano de origem russa Isaac Asimov (1920 – 1992) escreveu mais de 450 livros, em temas que variavam da astronomia à história e à biologia. Nos primeiros dias de 2014, um texto célebre que publicou no The New York Times em 1964 com previsões para dali a 50 anos – ou seja, agora – reapareceu e tem sido apreciado com admiração e surpresa. E parte de suas análises diziam respeito à educação. Ele previu o uso de máquinas na escola e a necessidade do ensino de programação no ensino médio. Suas reflexões sobre educação não pararam. Anos mais tarde, em entrevista concedida em 1988 ao jornalista Bill Moyers, Azimov mais uma vez traz seu olhar de vanguarda e fala de novos modelos educacionais. Confira, a seguir, frases do autor retiradas do texto de 1964 e da entrevista de 1988: Novos empregos e novas escolas O mundo de 2014 terá poucas funções que não possam ser mais bem exercidas por máquinas do que por humanos. A humanidade, portanto, vai se tornar, em grande parte, uma corrida das ofertas de máquinas. As escolas terão de ser orientadas neste sentido. Parte da exposição General Electric hoje [em referência à Feira de Internacional Nova York, por ocasião da qual o texto foi escrito e que começava naquele dia] consiste em uma escola do futuro em que tais realidades presentes como TV de circuito fechado e fitas programadas auxiliam o processo de ensino. (The New York Times, 1964) Programação nas escolas Não são apenas as práticas didáticas que vão avançar, mas também os assuntos estudados. Todos os alunos de ensino médio deverão aprender os fundamentos da tecnologia computacional. Eles se tornarão proficientes em aritmética binária e serão treinados para usar linguagens computacionais que ainda iremos desenvolver. (The New York Times, 1964) Aprendizado baseado em interesse [Para ensinar qualquer coisa a qualquer um] as palavras-chave são “que atingem nossa fantasia”. Há algumas coisas que simplesmente não atingem a minha fantasia e eu duvido que eu possa me forçar a estudar isso. Nunca me interessei por economia ou psicologia ou artes. Por isso, mesmo que eu tente ler a respeito, não consigo. Mas se há um assunto em que eu seja muito interessado, consigo aprender sobre ele com facilidade. Eu leio, eu absorvo, vou me familiarizando com o assunto gradualmente e com prazer. Eu escrevi mais livros sobre astronomia do que sobre qualquer outra ciência, mas eu nunca tive uma aula de astronomia. Sou completamente autodidata no assunto. Por outro lado, escrevi relativamente poucos livros sobre química, o que é minha especialidade. Sou phD em química. Mas eu sei muito de química para me empolgar com ela. (entrevista concedida a Bill Moyers, 1988) Criatividade e… internet (!) Você não pode levar alguém para trabalhar em um emprego que subutiliza o cérebro, mantê-lo trabalhando por décadas e décadas e, em seguida, dizer: “Vá fazer algo mais criativo”. Você ceifou a criatividade dele. Mas se, desde o início, as crianças fossem estimuladas a valorizar a própria criatividade, provavelmente quase todos poderíamos ser criativos. Antigamente, poucas pessoas sabiam ler e escrever. Mas, com a educação de massa, descobriu-se que a maioria das pessoas poderia aprender a ler e escrever. Da mesma forma, isso pode acontecer uma vez que tenhamos computadores em todas as casas, cada um deles ligado a enormes bibliotecas, em que você pode fazer qualquer pergunta e ter respostas, em que você pode procurar algo que você está interessado em saber, por mais bobo que essa dúvida possa parecer a outra pessoa. (entrevista concedida a Bill Moyers, 1988) Personalização Hoje o que as pessoas chamam de aprendizado é algo imposto. Todo mundo é obrigado a aprender a mesma coisa, no mesmo dia, no mesmo ritmo em sala de aula. Mas cada um é diferente. Para alguns, a aula vai rápido demais. Para outros, muito devagar. Para outros, vai na direção errada. Mas dar a todos a chance de, fora das escolas, poder seguir seu interesse em sua cassa, em seu ritmo. Aí todo mundo vai gostar de aprender. (…) O aluno poderá escolher o que quer estudar. Mas ele vai continuar indo para a escola para aprender algumas coisas. (entrevista concedida a Bill Moyers, 1988) Para todos e para toda a vida A educação não é só para os jovens. Isso é outro problema que temos com a educação da forma como ela é hoje. As pessoas acham que o período de educação na vida acaba. Se você não é mais uma criança, nada mais lhe lembra a escola: ler livros, ter ideias, fazer perguntas. (…) Se você tem um sistema de educação a partir de computadores, então qualquer um, de qualquer idade, pode aprender sozinho. Se você gosta de aprender, não há razão de parar em determinada idade. (entrevista concedida a Bill Moyers, 1988) Acesso e popularização dos computadores Talvez não seja possível [levar computadores a crianças pobres] bem no início. É como perguntar se é possível que todos tenham água potável. Em muitos países, isso é impossível… Podemos tentar e, com o tempo, mais e mais pessoas terão acesso. Quando eu era pequeno, pouquíssimas pessoas tinham carro ou telefone e menos ainda eram os que tinham ar-condicionado. Agora essas coisas são quase universais e isso também deve acontecer com os computadores. (entrevista concedida a Bill Moyers, 1988) Adaptado via Porvir

10 de Janeiro de 2014

Escolas particulares adotam os livros digitais

A Escola Internacional de Alphaville, em São Paulo, é uma das poucas escolas particulares do país que adotaram livros didáticos digitais acessíveis por tablets. A chegada das obras de editoras como Ática, Scipione, FTD e Moderna aos colégios é o primeiro movimento significativo, desde o início da febre dos tablets na escola, em direção a uma mudança concreta no ensino. Passada a euforia da novidade, agora as escolas começam a experimentar, de maneira mais planejada, seu uso em sala de aula. Há diferentes modelos de livro didático digital. Os que chegam agora nas escolas são coleções inteiras de livros de diferentes disciplinas, feitas para usar no tablet. Esse livro virtual reúne textos dos livros de papel e recursos multimídia. Sem sair do livro ou do tablet, alunos e professores podem ver vídeos, tocar músicas, entrar em galerias de fotos, baixar aplicativos, consultar gráficos animados e a internet. O professor tem seu próprio tablet, de onde pode acessar o aparelho dos alunos para fazer intervenções, como grifar trechos de um texto. Algumas vantagens de utilizar conteúdo didático digital e tablets surgem de cara: a primeira é atrair a atenção dos alunos para o conteúdo. Engajar o aluno na aula é um dos maiores desafios dos professores. Eles lançam mão do tablet para se aproximar dos alunos, e os alunos, do que será ensinado na aula. “O envolvimento da turma numa aula com tablet é visivelmente maior”, afirma Silvana de Franco Rodrigues, diretora pedagógica do Colégio Piaget, de São Paulo. Sandra Hoefling Petracco, professora de português e literatura do Piaget, costuma incrementar suas aulas com trechos de filmes, músicas e outros recursos multimídia. Sandra começou a usar o tablet com conteúdo didático digital neste ano, com seus alunos do ensino médio. “Perdia um tempão colocando todos esses aparelhos para funcionar”, diz. “O conteúdo da aula no tablet me dá todos os recursos com um toque. Com isso, tenho mais tempo para circular pela classe e interagir com os alunos.” Estudiosos do uso de tecnologia na educação afirmam que a migração dos livros didáticos para o meio digital é uma excelente oportunidade para turbinar o aprendizado. Mas há medidas cruciais para que essa oportunidade se concretize. “O conteúdo dos livros é apenas uma parte do processo de aprendizado”, afirma Cesar Nunes, consultor internacional de tecnologia e educação. A outra é o professor, que nunca teve papel tão essencial quanto agora. “Virei uma estudiosa de aplicativos”, diz Sandra, do Piaget, professora há quase 40 anos. Antes de optar pelo conteúdo didático digital (no caso do Piaget, do Uno Internacional, uma empresa da editora Santillana), os professores do Piaget formaram uma espécie de clube do aplicativo. Cada um pesquisava e testava aqueles que poderiam ser usados em sala de aula. O resultado foi um banco de aplicativos, usados em combinação com o conteúdo curricular. Para fazer isso, os professores precisam de treinamento. No Brasil, ao menos duas plataformas, formadas por grupos de editoras, já oferecem e-books em diversas faculdades. Elas pagam uma assinatura mensal para que seus alunos consultem livros científicos, técnicos e profissionais. Os estudantes são livres para ler a mesma obra quantas vezes quiserem, além de realçar partes do texto e fazer anotações, que ficam registradas numa conta individual. O Projeto Minha Biblioteca, por exemplo – das editoras Saraiva, Grupo A, Atlas e Grupo Gen – armazena mais de 4 mil e-books numa nuvem, um serviço para guardar dados on-line, que pode ser acessado por computador, tablet ou smartphone. O site existe há um ano e é usado por cerca de 20 instituições. Tanto na universidade quanto na escola, os livros digitais estão chegando. O desafio agora é usá-los para melhorar o ensino. Adaptado via Época

7 de Janeiro de 2014

5 maneiras como a tecnologia mudará a educação permanentemente

Os avanços da tecnologia seguem constantemente causando impacto e acarretando mudanças em diversos setores da sociedade, inclusive na educação. Aplicativos para ajudar na organização de alunos e professores, opções de cursos online e livros que podem ser encontrados para download são apenas alguns exemplos. Confira agora 5 maneiras como a tecnologia irá trazer mudanças permanentes na educação: 1. Descobrir talentos Como diversas universidades cobram um preço que muitos alunos não têm condições de pagar, a tecnologia poderá encontrar quais desses estudantes mostram interesse suficiente através de seus estudos. Isso facilitará o processo para que esses estudantes consigam bolsas de estudo e descontos nessas instituições, ou então garantam seu ingresso em universidades estaduais ou federais. 2. Universidades online Com cada vez mais opções de cursos online, as universidades convencionais com aulas presenciais, em sua maioria, acabarão. A tendência é que estas modalidades sejam trocadas pelas opções de ensino a distância. 3. Estudantes exigirão treinamento prático de habilidades Mesmo em universidades que são consideradas as melhores em determinadas áreas profissionais, o tipo de conteúdo oferecido para estudo muitas vezes não prepara os alunos para aplicarem o conhecimento após suas formações. Com a tecnologia, os cursos online serão uma alternativa mais viável e possibilitarão que eles encontrem um emprego onde, então, possam treinar essas habilidades necessárias para ter sucesso no mundo profissional. 4. Universidades estarão mais espalhadas Antes, as universidades exigiam que o aluno estivesse sempre presente nas aulas para ter conhecimento sobre o conteúdo lecionado. Hoje, já existem instituições de ensino que têm, obrigatoriamente, aulas de certas matérias online (além de cursos específicos como os MOOCs) e os materiais também podem ser encontrados pela internet. Isso faz com que as universidades passem a oferecer recursos em lugares mais abrangentes, alcançando diversas localidades. 5. A aparência Aprender diversos tipos de conteúdo é algo que tem se tornado cada vez mais possível com os avanços tecnológicos e, por isso, as universidades passarão a ter outra aparência, tanto física como estrutural (no caso da avaliação por notas em exames, por exemplo). Esses detalhes deixarão de ser necessários e o foco das instituições estará apenas no ensino eficiente. Adaptado via Universia

30 de dezembro de 2013

9 passos para deixar a inovação acontecer

Em tempos de constantes inovações tecnológicas, onde produtos são rapidamente substituídos por outros, é comum sentir dificuldades de acompanhar todas as novidades. Mas isso não anula a importância de estar por dentro do que surge neste mercado. Thom Markham, autor do livro “Aprendizado Baseado em Projetos: Ferramentas Especializadas para Inovar”, diz que a escola é o celeiro ideal para criar pessoas aptas a lidar com a inovação. “A necessidade de inovar recai sobre a geração atual de estudantes e, por isso, a educação deve se concentrar em permitir a inovação, colocando a curiosidade, o pensamento crítico, a reflexão profunda e a criatividade no centro do currículo”, afirmou o especialista. E com isso, a responsabilidade acaba caindo, não apenas nos ombros dos pais, mas também do professor. Por isso separamos 9 dicas para ajudar o educador a permitir que a inovação aconteça em sala de aula. As dicas foram compiladas de um artigo do Journal of News and Resources for Teachers, da Universidade de Concordia, e de um texto do próprio Markham, para o blog Mind Shift. Confira: 1. Desenvolver aprendizagem baseada em projetos Vários professores desenvolvem projetos, mas a maioria não usa um conjunto definido de métodos associados a aprendizagem baseada em projetos de qualidade. Esses métodos incluem o desenvolvimento de uma questão focada, com avaliações de desempenho – sólidas e inovadoras, que não excluam características como a criatividade –, várias soluções para um mesmo problema e o uso dos recursos da comunidade. O uso adequado desse método permite desenvolver com os alunos questões como o trabalho colaborativo, a investigação, o entendimento da realidade do outro e, como foi dito acima, a criatividade. 2. Ensinar conceitos, não fatos O ensino baseado em conceitos supera aquele baseado nos fatos, geralmente guiado pelo currículo padronizado. Se o seu currículo não é organizado conceitualmente, use seu próprio conhecimento e ideias para tentar ensinar as coisas de modo mais profundo, reflexivo, não apenas para testar itens obrigatórios. 3. Distinguir conceito de informação crítica Preparar os alunos para fazer testes, passar de ano e no vestibular faz parte do trabalho de todo professor. Mas esses jovens precisam de informações para uma razão ainda mais importante: para inovar. Com essa gama de conhecimento sobre coisas que já aconteceram, já foram descobertas ou criadas, os alunos vão ser capazes ter uma leitura crítica a respeito da sua realidade e, consequentemente, pensar fora da caixa. 4. Faça com que as habilidades sejam tão importantes quanto o conhecimento Inovação e habilidades para o século 21 estão intimamente relacionadas. Escolha algumas dessas competências, como colaboração e pensamento crítico, para concentrar em todo o ano. Incorpore o desenvolvimento dessas habilidades em todas as atividades, sejam elas colaborativas ou individuais, e faça um acompanhamento que avalie o grau de evolução de cada aluno. 5. Forme equipes, não grupos A inovação emerge de equipes e redes. É possível ensinar os alunos a trabalharem coletivamente e a se tornarem melhores pensadores coletivos. O trabalho em grupo é comum, mas em equipe é raro. Algumas dicas para melhorar esse engajamento são: usar métodos específicos para formar essas equipes, avaliar o trabalho em equipe e a ética deste trabalho e pedir que os alunos reflitam criticamente sobre suas próprias atividades finais. 6. Use ferramentas de criatividade A indústria usa um conjunto imenso de ferramentas de última geração para estimular a criatividade e a inovação. Em sala de aula, o professor pode usar jogos, exercícios visuais e artísticos, além de apresentar referências de qualidade, inovação e experimentação aos estudantes. 7. Recompensa explícita A inovação é geralmente desencorajada pelo nosso sistema de avaliação, que premia o domínio da informação já conhecida. O professor pode intensificar e inovar nesse sistema de recompensa por meio de rubricas para reconhecer e recompensar a inovação e a criatividade em trabalhos desenvolvidos. 8. Faça da reflexão uma parte da atividade Devido às demandas de tempo e do currículo, a tendência é seguir em frente rapidamente a partir do último capítulo e começar o próximo. Mas a reflexão é necessária para ancorar a aprendizagem e estimular o pensamento mais profundo e, portanto, mais crítico. Não há inovação sem tempo, sem ruminação. 9. Seja inovador você mesmo A inovação requer a vontade de falhar, o foco em resultados nebulosos em vez de medidas padronizadas e a coragem de resistir à ênfase do sistema de prestação de contas rigorosa e baseada em avaliações velhas. A recompensa para esse tipo de comportamento é uma espécie de criatividade libertadora que torna o ensino emocionante e divertido, ajudando os alunos a encontrarem suas paixões e os recursos necessários para projetar uma vida melhor para si e para os outros. Adaptado via Porvir  

20 de dezembro de 2013

Isadora Faber defende tecnologia em sala de aula

Isadora Faber defende tecnologia na sala de aula Isadora Faber, criadora do Diário de Classe, foi uma das atrações do TEDx Unisinos deste ano, que aconteceu no final de outubro em Porto Alegre. “Minha irmã ganhou bolsa para uma escola particular e eu fui conhecer a escola com ela. Comecei a comparar a minha, que não era pintada e estava cheias de problemas, com a dela, que era direitinha. E pensei: nossa escola não é de graça só porque é pública, nós pagamos impostos. Isso foi a gota d’água para criar a página para reclamar da minha escola”, disse Isadora no início de sua palestra. No evento, a jovem de 14 anos apresentou algumas de suas conquistas com a página: 630 mil pessoas mobilizadas no Facebook, apoio da mídia nacional e internacional, mais de 700 mil visualizações e sua escola quase totalmente renovada, o que chamou a atenção de outros alunos, gestores e professores. Desde o dia 11 de julho de 2012 – data de lançamento da página –, Faber já recebeu mais de 6.000 solicitações de outras pessoas pedindo dicas de como fazer um trabalho como o dela. Para ajudar toda essa gente, a ideia foi criar a ONG Isadora Faber. “É uma maneira de dar palestras e falar sobre cidadania, que é um assunto pouco discutido nas escolas. A gente quer ajudar essas pessoas porque estão precisando. Educação é um assunto muito sério”, afirmou. Para conseguir oferecer toda essa ajuda, a ONG vai organizar minicursos com profissionais para criação de vídeos, uso de fotografias, internet e cursos para atualização e aperfeiçoamento para professores. É também objetivo da instituição angariar fundos, por meio de doações, para que escolas de rede pública comprem computadores, notebooks e tablets, além de ajudar essas instituições a entrarem no mundo digital, formando seus professores e guiando as turmas para o acesso à informação. Faber – que irá lançar um livro no ano que vem sobre os bastidores, os desafios e as conquistas da Diário de Classe – defende a tecnologia em sala de aula. “Eu sou aluna e sei que, com um quadro e negro e um giz, os professores não prendem mais nossa atenção. Tendo um celular, um tablet ou um notebook em casa, é muito mais difícil”, disse a estudante, que depois de sua apresentação respondeu a algumas questões dos espectadores. Adaptado via Porvir

16 de dezembro de 2013