6 passos para planejar aulas com Internet

O uso de computadores e da internet na rotina dos programas educacionais escolares e acadêmicos ainda é relativamente recente. Por esse motivo, é comum que os professores ainda encontrem algumas dificuldades para preparar suas aulas da maneira mais efetiva e proveitosa possível.  É por isso que a Lousa Digital preparou o infográfico com 6 passos para planejar aulas pela internet. Confira: Adaptado via Lousa Digital

6 passos para planejar aulas com Internet

O uso de computadores e da internet na rotina dos programas educacionais escolares e acadêmicos ainda é relativamente recente. Por esse motivo, é comum que os professores ainda encontrem algumas dificuldades para preparar suas aulas da maneira mais efetiva e proveitosa possível.  É por isso que a Lousa Digital preparou o infográfico com 6 passos para planejar aulas pela internet. Confira: Adaptado via Lousa Digital

10 de Fevereiro de 2014

UNESCO aponta 4 estratégias para formar professores melhores

formação de professores A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) divulgou recentemente que cerca de 250 milhões de crianças não sabem sequer o básico de matemática e literatura atualmente. De acordo com o 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, a crise na educação mundial foi gerada devido à desatenção dos governos quanto à qualidade da educação ministrada e a ausência de métodos de inclusão de estudantes de áreas periféricas. Para a UNESCO, a solução está na melhoria na formação dos professores. A organização apontou 4 estratégias que poderiam ser adotadas para que os governos consigam formar melhores professores. São elas: Oferecer um bom treinamento O treinamento dos professores deve ser focado em formar profissionais com bons conhecimentos e capacitados para educar em diversas situações. Eles devem estar aptos a morar em áreas remotas e a lidar com crianças de baixa renda, sabendo comunicar-se com diferentes perfis de alunos. Treinar professores continuamente O treinamento não deve ocorrer apenas antes de eles assumirem seus cargos, mas também durante suas carreiras. Assim, eles serão capazes de colocar seus conhecimentos teóricos em prática e conseguirão adaptar seu modo de dar aula de acordo com a situação. Os professores devem estar preparados para ensinar mesmo se deparando com cenários e necessidades adversas. Oferecer benefícios aos professores que forem ensinar em áreas remotas Áreas rurais e subúrbios costumam ter alunos de baixo rendimento. Uma das causas dessa situação é a ausência de profissionais qualificados nessas regiões. Por isso, é essencial que o governo ofereça planos de incentivo, tais como bônus salariais e moradia, para que professores se interessem em lecionar em áreas remotas. Melhorar as condições de trabalho Baixa remuneração, más condições de trabalho e a ausência de um bom plano de carreira são fatores que têm feito com que a profissão do professor pareça cada vez menos atraente. Cabe ao governo de cada país criar programas e planos para que lecionar volte a ser algo interessante, caso contrário será cada vez mais difícil encontrar bons professores. Adaptado via Universia

7 de Fevereiro de 2014

A tecnologia como ferramenta educacional no Brasil

Tablets, smartphones e computadores estão presentes em praticamente todas as casas, fazendo parte inclusive da rotina dos mais novos. A tecnologia já é parte integrante da vida destas crianças desde que elas nasceram, por isso não faz sentido tentar impedir o uso dessas ferramentas na sua rotina de aprendizagem. Antes de discutir se os efeitos de tantos gadgets são bons ou ruins para a educação, precisamos inicialmente entender a real situação. Pessoas nascidas no fim da década de 80 e começo de 90 tinham uma disciplina na grade escolar conhecida como “aula de informática”, onde eles começavam a se familiarizar com o mundo on-line. Havia uma clara distinção entre o que deveria ser aprendido no on-line e no off-line. Hoje as escolas estão cada vez mais trazendo os recursos da tecnologia para melhorar o desempenho dos alunos em sala, aumentando seu interesse pelas aulas. Não é mais interessante separar uma hora por semana para ensinar as crianças a mexerem no computador. Precisamos utilizar toda esta capacidade para motivá-las a aprenderem de maneira divertida e participante. Uma pesquisa recente elaborada pela Mobile Marketing Association (MMA) mostra que 20% dos usuários da internet no Brasil tem menos de 18 anos. O número é ainda maior na faixa dos 18 aos 24 anos: 32%. Muitos passam horas todos os dias em suas redes sociais e sites de compartilhamento de vídeos e fotos, como o YouTube e o Tumblr. Os jovens, e principalmente os adolescentes, não querem se resumir a meros espectadores: eles querem ter uma participação significativa. A partir destas informações, as escolas podem e devem utilizar ferramentas tecnológicas que tornem os alunos mais participativos e interessados em sala de aula. É preciso instigar a curiosidade, estimular a pesquisa e tornar o aluno o protagonista do aprendizado a partir da assimilação de informações direcionadas na internet, ou em programas voltados a educação. Propostas que trabalhem com vídeos, por exemplo são muito bem-vindas. Cada escola poderia ter um canal no YouTube com vídeos feitos pelos próprios alunos discutindo temas vistos em sala de aula ou até mesmo atualidades. É claro que uma boa aula e professores capacitados e empenhados no ensino jamais poderão ser substituídos por aparelhos ou sistemas. Mas tornar a educação mais atrativa e integrada aos hábitos dos alunos só facilita o trabalho dos profissionais envolvidos, que terão jovens mais informados e interessados pelo conteúdo disponibilizado em sala de aula. É preciso que as instituições se mantenham atentas a esses programas, pois assim o ensino do Brasil só tem a ganhar. Adaptado via Administradores  

29 de Janeiro de 2014

Educação tem espaço reservado na Campus Party

A 7ª edição da Campus Party – um dos maiores eventos de tecnologia do país – traz a São Paulo uma lista de palestras e atividades relacionadas à inovação em educação. O evento, que acontece de 27 de janeiro a 2 de fevereiro, trará inúmeras atividades que propõem a conexão entre a tecnologia e processos de ensino e aprendizagem. São palestras, painéis, mesas de debate e workshops que podem servir de inspiração para a melhoria das práticas pedagógicas entre professores e gestores educacionais. Cerca de 8 mil participantes já foram escritos no evento, e mesmo com as inscrições esgotadas, as discussões poderão ser acompanhadas ao vivo pelo portal do evento. E para facilitar a busca pelos melhores encontros que vão ocorrer na Campus Party, o site Porvir compilou as atividades que mais se relacionam com o campo da educação, ou então que se envolvem com as principais tendências associadas à personalização, experimentação e tecnologia. O guia serve tanto para os participantes interessados no tema que já se inscreveram como para aqueles que poderão acompanhar o evento via streaming. Confira: Mobilidade Palestra: Celulares, mobilidade e currículo nas escolas das redes públicas de ensino – encontro possível? Quando: 28 de janeiro, 17:00 – 18:00 Onde: Cross Space Palestrante: Ghisleine Trigo Silveira Recursos educacionais abertos Painel: Politicas públicas para REA e software livre na educação Quando: 31 de janeiro, 10:00 – 11:30 Onde: Palco Sócrates Palestrantes: Salete Farias Almeida, Bianca Santana, Débora Sebriam, Tel Amiel Game Painel: Desenvolvimento de games com software livre Quando: 28 de janeiro, 11:15 – 12:30 Onde: Palco Sócrates Palestrantes: Salete Farias Almeida, Wilson Kazuo Mizutani, Vinícius Daros, Fernando Masanori Ashikaga Programação Workshop: Scratch: quando design e programação viram brincadeira de criança Quando: 28 de janeiro, 10:30 – 12:30 Onde: Espaço Workshop II Workshop: Scratch: Linguagem de programação para crianças e iniciantes Quando: 31 de janeiro, 20:30 – 22:30 Onde: Espaço Workshop III Oficineiro: Jocemar do Nascimento Robótica Mesa: Aplicações Pedagógicas de Robótica Quando: 28 de janeiro, 10:00 – 11:00 Onde: Palco Galileu Palestrantes: não foram fornecidos pela Campus Party Palestra: Robótica Educacional com Software e Hardware Livre na Escola Quando: 30 de janeiro, 20:30 – 21:30 Onde: Palco Sócrates Palestrantes: Giany Abreu e Sergio Graças Fablab Mesa: Fab Lab Brasil e os laboratórios onde se fabrica (quase) qualquer coisa Quando: 28 de janeiro, 15:45 – 16:45 Onde: Palco Galileu Participantes: Heloisa Neves, Fabien Eychenne, Eduardo Lopes e Claudia Bär Habilidades socioemocionais  Palestra: Mapas Afetivos Quando: 30 de janeiro, 20:30 – 21:30 Onde: Palco Michelangelo Palestrantes: Felipe Lavignatti e André Deak. Mesa: Tecnologia Assistiva: Interface Interativa de Comunicação Quando: 31 de janeiro, 11:15 – 12:15 Onde: Palco Galileu Mediador: Fernando Scalabrini Palestrantes: Bruna Francieli Kwiatkovski, Lucas Padilha Gois, João Paulo Oliveira e Victor Caparica Vídeo Palestra: Do Youtube para o Youtuber Quando: 30 de janeiro, 14:30 – 15:30 Onde: Palco Gutenberg Palestrante: Federico Goldenberg Cinema Oficina: Storyboard: criando narrativas Quando: 29 de janeiro, 14:30 – 16:30 Onde: Espaço Workshop II Oficineira: Clarissa Monteiro Empreendedorismo Debate: É falhando que se empreende Quando: 28 de janeiro, 21:00 – 22:00 Onde: Palco Hypatia Debatedores: Maurilio Alberone e Horácio Poblete Adaptado via Porvir

17 de Janeiro de 2014

3 coisas que o filme Escola de Rock pode ensinar aos professores

O filme Escola de Rock (“The School of Rock” – 2003), estrelado por Jack Black, conta a história de um roqueiro que, para ganhar um dinheiro extra, assume o papel de professor substituto em uma escola de educação infantil. Acontece que o personagem principal acaba transformando a sala de aula em um estúdio de treino para um concurso de bandas. À parte do humor, o filme ensina algumas lições valiosas sobre educação e aprendizado. Confira 3 coisas que os professores podem aprender com o filme: 1. Crie projetos No filme, a turma é designada a realizar um projeto grande. Mesmo que o projeto fosse um concurso de bandas, a classe empenhou-se para fazer o melhor possível. Projetos fazem com que os alunos se sintam motivados a fazer um bom trabalho. 2. Desenvolva a confiança dos seus estudantes Com o projeto da banda, os estudantes tiveram a chance de desenvolver os seus talentos e confiar mais em si mesmos. É muito importante construir a autoconfiança dos seus alunos. Conheça-os individualmente, entenda o potencial de cada um e crie pequenos incentivos para que eles se esforcem em provas e trabalhos, como pontos extras ou até presentinhos. 3. Estimule o trabalho em equipe Não fosse pela união e dedicação de todos os alunos da classe, a banda não teria conseguido tocar no concurso. Trabalhos em equipe promovem a interação em sala de aula e, ao mesmo tempo, criam a oportunidade de cada estudante aprender um com o outro. Adaptado via Universia

15 de Janeiro de 2014

Caminhos para a educação em 2014

Personalização, experimentação e tecnologia. É mais ou menos orbitando em torno desses três conceitos que as inovações educacionais de 2014 devem aparecer. Para chegar a essa conclusão, o site Porvir questionou especialistas em educação de diversas áreas: o que esperar da educação em 2014? A proposta era que, baseados no que se tem visto como tendência no mundo, cada um apontasse o que deve se tornar viável no Brasil, com todas as limitações e desafios, até o final do ano. Com as respostas, foi desenvolvido o infográfico abaixo. Partindo dos três grandes temas – personalização, experimentação e tecnologia – buscou-se identificar o que é intrínseco a cada um dos elementos trazidos pelos especialistas. Por exemplo: os recursos digitais são, em si, uma tecnologia e, portanto, eles devem estar neste círculo. Na sequência, foi questionado se eles podem promover a personalização ou a experimentação, e a resposta foi sim para os dois. Portanto, a depender se seu uso, os recursos digitais poderiam fazer parte de dois círculos ou de três. Em alguns casos, o Porvir optou por não atribuir a possibilidade de envolver as três tendências, não porque não fosse possível, mas porque não é provável que aconteça no Brasil ainda este ano. É o exemplo do big data: o termo, que se refere ao grande volume de dados gerados pelo rastro dos usuários em determinados sistemas computacionais, é sim capaz de gerar personalização e experimentação. Porém, não foram encontrados indícios de que o big data fosse usado para experimentação neste ano no Brasil. Assim, cada elemento foi alocado e classificado no conjunto proposto a partir das perguntas: esse elemento é de qual natureza? Seu uso pode proporcionar experiências em outras tendências? Se sim, isso vai acontecer em 2014? A organização não se pretende como definitiva, é muito mais um convite ao debate. E com essa proposta começamos 2014, esperando que os desafios da educação deste ano não sejam maiores que nossa vontade de superá-los. Adaptado via Porvir

13 de Janeiro de 2014

5 dicas para evitar o ceticismo na docência

Começar a primeira aula do dia contando as horas para ir embora, ou achar que todos os dias são iguais e que o que você ensina é mais importante do que a quem você ensina, são alguns dos sintomas da chamada “desesperança na docência”. Quem afirma é o pesquisador norte-americano Richard Curwin, especialista em educação. Para ele, identificar tais sintomas é o primeiro passo para combater o ceticismo e assim resgatar o amor pelo ensino. “Nenhum estudante merece ter um professor desesperançoso”, afirma Curwin. Curwin acredita que a luta diária pela manutenção da esperança nos educadores deve ser um objetivo a ser perseguido por todas as escolas. “O professor desesperançoso perde seu amor por aprender e o tédio acaba substituindo o prazer”, diz. Por isso, confira as estratégias, detalhadas pelo especialista, que podem ser utilizadas pelos professores para evitar os sentimentos céticos dentro do ambiente escolar: 1. Lembre-se do motivo pelo qual você se tornou um professor “O que lhe faz continuar na carreira? Obviamente não foi por dinheiro, glória, honra ou poder. Professores não têm nada disso. Foi, e é, para ajudar os alunos. Lembre-se disso e faça com que seus colegas também lembrem desse ponto frequentemente.” 2. Adote um aluno desesperançoso “Encontre um aluno que desistiu da escola ou que parece perdido em relação aos demais colegas de classe. Ele não precisa ser, necessariamente, seu aluno. É até melhor que não seja. Você pode começar dizendo ‘oi!’ todos os dias e perguntar como vão as aulas. Gradualmente, ainda é possível tentar construir uma relação de irmão ou irmã mais velho(a). É difícil ser cético quando alguém depende de você, especialmente quando este alguém é uma criança. Você pode ajudar outro professor pedindo o mesmo tipo de assistência para outro aluno.” 3. Adote um professor cético “Da mesmo maneira que uma criança pode se beneficiar de um irmão mais velho, um colega que esqueceu por que se tornou professor também pode. Peça ajuda, ofereça sugestões, seja motivador, elogie-o sinceramente por alguma atitude relacionada ao ensino. Torne-se um aliado na luta contra a desesperança. Você também pode pedir a um professor cético que ajude outro professor cético. A ideia é quebrar o ciclo de desesperança. Desta maneira, ambos podem melhorar.” 4. Comunique-se com aqueles que você se relaciona na escola. “A maioria dos professores céticos reclama com os colegas sobre as pessoas que os afetam no trabalho, mas sem uma comunicação direta. Muitos problemas podem ser resolvidos quando falamos com a pessoa em vez de falar sobre a pessoa.” 5. Valorize as coisas que você pode controlar “Quando eu pergunto aos professores o que faz eles se sentirem bem quando ensinam, a maioria das respostas envolvem coisas que eles não podem controlar. Muitas das coisas incontroláveis podem nos afastar, como salário, facilidades, quem são nossos colegas, as vidas das famílias de nossos alunos, as ordens do conselho escolar. Acima de tudo, professores querem o respeito dos outros, reconhecimento e incentivo da administração. Por essas coisas serem controladas por outros, nos sentimos frágeis e desamparados quando não as temos, especialmente quando as merecemos. E isso nos leva ao ceticismo. Precisamos reconhecer as coisas que podemos controlar e valorizá-las, porque quando damos aos outros o poder de nos fazer sentir bem, nos colocamos em risco emocional. Veja alguns exemplos do que podemos controlar: estar preparado, criar boas aulas, ajudar colegas, fazer ações para melhorar a escola, proporcionar pequenas alegrias aos colegas, como oferecer uma fatia de bolo ou simplesmente um café antes de a aula começar…” Adaptado via Porvir

8 de Janeiro de 2014

9 passos para deixar a inovação acontecer

Em tempos de constantes inovações tecnológicas, onde produtos são rapidamente substituídos por outros, é comum sentir dificuldades de acompanhar todas as novidades. Mas isso não anula a importância de estar por dentro do que surge neste mercado. Thom Markham, autor do livro “Aprendizado Baseado em Projetos: Ferramentas Especializadas para Inovar”, diz que a escola é o celeiro ideal para criar pessoas aptas a lidar com a inovação. “A necessidade de inovar recai sobre a geração atual de estudantes e, por isso, a educação deve se concentrar em permitir a inovação, colocando a curiosidade, o pensamento crítico, a reflexão profunda e a criatividade no centro do currículo”, afirmou o especialista. E com isso, a responsabilidade acaba caindo, não apenas nos ombros dos pais, mas também do professor. Por isso separamos 9 dicas para ajudar o educador a permitir que a inovação aconteça em sala de aula. As dicas foram compiladas de um artigo do Journal of News and Resources for Teachers, da Universidade de Concordia, e de um texto do próprio Markham, para o blog Mind Shift. Confira: 1. Desenvolver aprendizagem baseada em projetos Vários professores desenvolvem projetos, mas a maioria não usa um conjunto definido de métodos associados a aprendizagem baseada em projetos de qualidade. Esses métodos incluem o desenvolvimento de uma questão focada, com avaliações de desempenho – sólidas e inovadoras, que não excluam características como a criatividade –, várias soluções para um mesmo problema e o uso dos recursos da comunidade. O uso adequado desse método permite desenvolver com os alunos questões como o trabalho colaborativo, a investigação, o entendimento da realidade do outro e, como foi dito acima, a criatividade. 2. Ensinar conceitos, não fatos O ensino baseado em conceitos supera aquele baseado nos fatos, geralmente guiado pelo currículo padronizado. Se o seu currículo não é organizado conceitualmente, use seu próprio conhecimento e ideias para tentar ensinar as coisas de modo mais profundo, reflexivo, não apenas para testar itens obrigatórios. 3. Distinguir conceito de informação crítica Preparar os alunos para fazer testes, passar de ano e no vestibular faz parte do trabalho de todo professor. Mas esses jovens precisam de informações para uma razão ainda mais importante: para inovar. Com essa gama de conhecimento sobre coisas que já aconteceram, já foram descobertas ou criadas, os alunos vão ser capazes ter uma leitura crítica a respeito da sua realidade e, consequentemente, pensar fora da caixa. 4. Faça com que as habilidades sejam tão importantes quanto o conhecimento Inovação e habilidades para o século 21 estão intimamente relacionadas. Escolha algumas dessas competências, como colaboração e pensamento crítico, para concentrar em todo o ano. Incorpore o desenvolvimento dessas habilidades em todas as atividades, sejam elas colaborativas ou individuais, e faça um acompanhamento que avalie o grau de evolução de cada aluno. 5. Forme equipes, não grupos A inovação emerge de equipes e redes. É possível ensinar os alunos a trabalharem coletivamente e a se tornarem melhores pensadores coletivos. O trabalho em grupo é comum, mas em equipe é raro. Algumas dicas para melhorar esse engajamento são: usar métodos específicos para formar essas equipes, avaliar o trabalho em equipe e a ética deste trabalho e pedir que os alunos reflitam criticamente sobre suas próprias atividades finais. 6. Use ferramentas de criatividade A indústria usa um conjunto imenso de ferramentas de última geração para estimular a criatividade e a inovação. Em sala de aula, o professor pode usar jogos, exercícios visuais e artísticos, além de apresentar referências de qualidade, inovação e experimentação aos estudantes. 7. Recompensa explícita A inovação é geralmente desencorajada pelo nosso sistema de avaliação, que premia o domínio da informação já conhecida. O professor pode intensificar e inovar nesse sistema de recompensa por meio de rubricas para reconhecer e recompensar a inovação e a criatividade em trabalhos desenvolvidos. 8. Faça da reflexão uma parte da atividade Devido às demandas de tempo e do currículo, a tendência é seguir em frente rapidamente a partir do último capítulo e começar o próximo. Mas a reflexão é necessária para ancorar a aprendizagem e estimular o pensamento mais profundo e, portanto, mais crítico. Não há inovação sem tempo, sem ruminação. 9. Seja inovador você mesmo A inovação requer a vontade de falhar, o foco em resultados nebulosos em vez de medidas padronizadas e a coragem de resistir à ênfase do sistema de prestação de contas rigorosa e baseada em avaliações velhas. A recompensa para esse tipo de comportamento é uma espécie de criatividade libertadora que torna o ensino emocionante e divertido, ajudando os alunos a encontrarem suas paixões e os recursos necessários para projetar uma vida melhor para si e para os outros. Adaptado via Porvir  

20 de dezembro de 2013

As escolas do futuro já existem

A Orestad Gymnasium, escola municipal inaugurada no ano de 2005 em Copenhague, Dinamarca, teve até a planta do seu prédio planejada para viabilizar o conceito de “escola do futuro”. Apesar de possuir algumas salas de aula tradicionais, 50% das atividades são realizadas em espaços de convivência, de forma que alunos do ensino médio são incentivados a resolver desafios em pequenos grupos. La o aluno não é obrigado a usar cadernos feitos de papel ou tirar cópias de livro: tudo é digital. E, apesar de metade dos estudantes da Orestad ter pais sem diploma universitário – fator que está associado ao desempenho escolar – a maioria dos alunos tem um aproveitamento superior à média nacional. Não muito longe dali, em Nova York, a iSchool, criada em 2007, também tem resultados surpreendentes. Da turma formada em 2012, 95% dos alunos foram aprovados em universidades. Como a média do estado é de 65%, levou pouco tempo até que a escola chamasse a atenção e virasse objeto de análise de educadores de todo o mundo. Como explicar tamanha eficiência? “A estratégia foi repensar a educação e adequá-la à nova realidade, em que as crianças passam a maior parte dos seus dias conectadas à internet”, afirma a americana Isora Bailey, diretora da iSchool. Na instituição, a navegação na web é restrita ao conteúdo relacionado às atividades escolares. Exemplos como o da Orestad Gymnasium e da iSchool são cruciais, pois indicam possíveis caminhos para o futuro da educação. A popularização dos computadores e da internet nas últimas duas décadas mudou a maneira como os consumidores compram, como as pessoas se comunicam, como boa parte das empresas trabalha e como as notícias se propagam. Pouca gente duvida que as salas de aula serão afetadas da mesma forma, mas até agora a esperada revolução na área da educação não aconteceu. É fato que o ambiente escolar foi invadido por PCs — no Brasil, há uma máquina para cada grupo de seis alunos e, nos países ricos, a média é de um computador para cada dupla. Embora o acesso à internet nas escolas seja um fato, ainda não se conseguiu medir com exatidão seus efeitos em larga escala. Adaptado via Exame

11 de dezembro de 2013

Especialistas fazem 5 apostas para o ensino superior

A Universidade de Nova Iorque (NYU, da sigla em inglês) reuniu recentemente um grupo de pensadores, investidores e empreendedores norte-americanos para um debate sobre o futuro do ensino superior. Entre os principais nomes estavam presentes o presidente da NYU John Sexton, o professor da Escola de Negócios de Harvard Clayton Cristensen, e Zach Sims, CEO da Codecademy. E um dos principais questionamentos lançados ao grupo foi para saber mais sobre suas impressões a respeito do futuro das universidades, especialmente no que se refere ao impacto da tecnologia sobre o ensino tradicional. E mesmo com toda a diversidade de previsões e opiniões, em um ponto todos participantes estão de acordo, como dito inclusive pelo presidente da NYU (mais conservador do grupo): “Vivenciamos um momento de reestruturação do ensino superior. O status quo não é mais uma opção”, diz Sexton. Confira as principais apostas apontadas no evento para o ensino superior: 1. A tecnologia pode ajudar as universidades a descobrirem talentos Para John Sexton, as faculdades irão passar por um processo de consolidação por conta do impacto da tecnologia. “Mas isso não significa que as universidades tradicionais irão desaparecer”. O grande desafio dessas instituições que “ficarem de pé”, segundo ele, será realizar um forte trabalho na identificação de estudantes talentosos para fazerem parte dos seus quadros discentes. Criar plataformas para oferecer orientação acadêmica e capazes de identificar e apoiar bons estudantes de qualquer lugar do mundo, especialmente os mais pobres, é uma das possibilidades levantadas pelo acadêmico. 2. A tecnologia cada vez mais acessível pode acabar com a necessidade de aulas presenciais Para o professor da Escola de Negócios de Harvard, Clayton Cristensen, as discussões sobre o futuro do ensino superior têm relação direta com os ciclos naturais dos processos de inovação. “Inicialmente, produtos e serviço são caros e complicados. Apenas os ricos têm acesso a eles. Depois, de forma lenta, mas segura, mais pessoas começam a migrar para a nova inovação. Essa mesma lógica pode ser aplicada à educação”, diz. Para Christensen, a tecnologia se tornará cada vez melhor. Mas, para ele, essa não é a questão principal a ser focada pelas instituições. O papel delas nesse processo e como agirão nesse contexto é o principal ponto que deve ser levado em conta. 3. Os estudantes vão exigir treinamento de habilidades práticas A criação da plataforma Codecademy, por Zach Sims, ilustra bem esta previsão. Segundo Sims, que criou a fundação após abandonar a Universidade de Columbia, a educação que ele recebia na instituição não preparava o estudante para a vida real. “Nós ainda estamos focados em oferecer um modelo de cursos de dois a quatro anos de duração que não trabalha as habilidades que as pessoas precisam desenvolver para buscar um emprego”, diz Sims. É por isso que o jovem de 23 anos aposta no modelo de aprendizado descentralizado e autônomo do Codecademy. “Programação é parte das linguagens necessárias no século 21. Nós achamos que programar ajuda a pessoa a ter diferentes pontos de vista e a alcançar seus sonhos”, falou o jovem. 4. A universidade se tornará “destrinchada” Para o investidor Albert Wenger, um dos participantes do debate promovido pela NYU, no futuro, as universidades tendem a serem mais “destrinchadas”. “À princípio, quando as universidades surgiram, quando o estudante queria ouvir alguém falar era preciso estar na mesma sala do interlocutor, quando se queria ter acesso a um livro, era necessário ir até a biblioteca. Mas isso já não faz mais sentido”, Wenger. De acordo com ele, startups e outras empresas surgirão com o propósito de oferecer soluções que buscam inovar ainda mais a experiência universitária. 5. A universidade de amanhã não se parecerá com uma universidade Clay Shirky, do Instituto de Jornalismo da NYU, que também participou do evento, prevê para o futuro o surgimento de mais instituições especializadas, como a Universidade Rockefeller, focada em pesquisas biomédicas. Para ele, muitas dessas novas instituições “sequer se parecerão com uma universidade”. “Se você pensar na universidade atual, logo vai pensar nas estruturas rígidas que fazem parte da rotina acadêmica: a ideia de classe, de curso, de disciplinas, de crédito, de departamento. No entanto,  nenhuma delas é algo real. O que é real são os alunos. O conhecimento das coisas é real. Ser capaz de fazê-las também é algo real. As pessoas, no futuro, vão encontrar formas alternativas de ensinar essas coisas. É a partir desse processo que o disruptivo aparecerá”, sentencia Shirky. Adaptado via Porvir

4 de dezembro de 2013