Aprendizado ativo em sala de aula

A realidade na sala de aula mudou. Os novos estudantes estão cada vez mais conectados e exigentes quanto ao método de ensino e ao comportamento dos professores diante as novas tecnologias. Aumentar o desempenho dos alunos tem se tornado um grande desafio e muitos professores tem investido no aprendizado ativo – método que busca envolver os alunos de fato no processo de aprendizagem. Segundo o site Universia existem muitas maneiras de trabalhar o aprendizado ativo em sala de aula: Debates, Células de aprendizado, Jogo e Aprendizado colaborativo. Em todas estas situações o aluno é colocado como protagonista de seu aprendizado e conduz o professor para um outro papel – tão fundamental quanto na forma do ensino clássico. Para entender melhor esta mudança vale destacar que os conceitos Blended Learning (aprendizagem híbrida) e Flipped Classroom (sala de aula invertida) estão revolucionando o ensino no Brasil comprovando que tais metodologias são mais eficazes do que os modelos tradicionais. Estudiosos e teóricos acreditam que a separação entre as aulas presenciais e a distancia não mais existirá, dentro de alguns anos. O novo formato de ensino misturara ambas. Gustavo Hoffmann é um dos grandes teóricos sobre o assunto. Hoffmann estará no Fórum de Lideranças: Desafios da Educação apresentando seus estudos que comprovam que o perfil dos estudantes de hoje buscam por ambientes e modelos de aprendizagem ricos em conectividade e interação. Confira como colocar em prática maneiras de aprendizado ativo*: Debates Uma discussão, seja ela em sala ou em um ambiente virtual, é um exemplo clássico de aprendizado ativo. Com o debate os estudantes se sentem encorajados a pensar de maneira crítica sobre o assunto da matéria, além de fornecer aos professores material para avaliação. Esse tipo de exercício pode ser utilizado em classes de qualquer tamanho, embora seja mais efetivo em grupos menores. Células de aprendizado As células de aprendizado também são consideradas como método de aprendizado ativo e podem ajudar duplas de estudantes em seu desenvolvimento. Basicamente trata-se de um par de estudantes se revezando para fazer e responder perguntas referentes ao tema discutido em sala de aula. Para utilizar o método ofereça material como vídeos e textos aos seus alunos e peça que eles formulem suas próprias questões a respeito do assunto. Durante o exercício é importante apenas lembrar-se de circular pela sala oferecendo feedback aos estudantes. Jogos Além de serem considerados métodos de aprendizado ativo, os jogos também tornam a aula mais interessante. Pense nesse tipo de estratégia para ajudar os estudantes a revisarem um conteúdo antes da prova. Promova questionários, divida seus estudantes em equipe, crie uma caça ao tesouro. Esse tipo de recurso faz com que eles fiquem mais interessados e, em consequência, se apropriem do tema. Aprendizado Colaborativo O aprendizado colaborativo envolve pequenos grupos de estudantes trabalhando juntos por um objetivo comum. Esse tipo de exercício ajuda a melhorar as habilidades interpessoais necessárias para trabalhar em equipe de maneira eficiente, além de promover uma atitude positiva em relação ao tema estudado. Este e outros temas estarão norteando o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação 2015. *Fonte: Universia Brasil

Aprendizado ativo em sala de aula

A realidade na sala de aula mudou. Os novos estudantes estão cada vez mais conectados e exigentes quanto ao método de ensino e ao comportamento dos professores diante as novas tecnologias. Aumentar o desempenho dos alunos tem se tornado um grande desafio e muitos professores tem investido no aprendizado ativo – método que busca envolver os alunos de fato no processo de aprendizagem. Segundo o site Universia existem muitas maneiras de trabalhar o aprendizado ativo em sala de aula: Debates, Células de aprendizado, Jogo e Aprendizado colaborativo. Em todas estas situações o aluno é colocado como protagonista de seu aprendizado e conduz o professor para um outro papel – tão fundamental quanto na forma do ensino clássico. Para entender melhor esta mudança vale destacar que os conceitos Blended Learning (aprendizagem híbrida) e Flipped Classroom (sala de aula invertida) estão revolucionando o ensino no Brasil comprovando que tais metodologias são mais eficazes do que os modelos tradicionais. Estudiosos e teóricos acreditam que a separação entre as aulas presenciais e a distancia não mais existirá, dentro de alguns anos. O novo formato de ensino misturara ambas. Gustavo Hoffmann é um dos grandes teóricos sobre o assunto. Hoffmann estará no Fórum de Lideranças: Desafios da Educação apresentando seus estudos que comprovam que o perfil dos estudantes de hoje buscam por ambientes e modelos de aprendizagem ricos em conectividade e interação. Confira como colocar em prática maneiras de aprendizado ativo*: Debates Uma discussão, seja ela em sala ou em um ambiente virtual, é um exemplo clássico de aprendizado ativo. Com o debate os estudantes se sentem encorajados a pensar de maneira crítica sobre o assunto da matéria, além de fornecer aos professores material para avaliação. Esse tipo de exercício pode ser utilizado em classes de qualquer tamanho, embora seja mais efetivo em grupos menores. Células de aprendizado As células de aprendizado também são consideradas como método de aprendizado ativo e podem ajudar duplas de estudantes em seu desenvolvimento. Basicamente trata-se de um par de estudantes se revezando para fazer e responder perguntas referentes ao tema discutido em sala de aula. Para utilizar o método ofereça material como vídeos e textos aos seus alunos e peça que eles formulem suas próprias questões a respeito do assunto. Durante o exercício é importante apenas lembrar-se de circular pela sala oferecendo feedback aos estudantes. Jogos Além de serem considerados métodos de aprendizado ativo, os jogos também tornam a aula mais interessante. Pense nesse tipo de estratégia para ajudar os estudantes a revisarem um conteúdo antes da prova. Promova questionários, divida seus estudantes em equipe, crie uma caça ao tesouro. Esse tipo de recurso faz com que eles fiquem mais interessados e, em consequência, se apropriem do tema. Aprendizado Colaborativo O aprendizado colaborativo envolve pequenos grupos de estudantes trabalhando juntos por um objetivo comum. Esse tipo de exercício ajuda a melhorar as habilidades interpessoais necessárias para trabalhar em equipe de maneira eficiente, além de promover uma atitude positiva em relação ao tema estudado. Este e outros temas estarão norteando o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação 2015. *Fonte: Universia Brasil

24 de Março de 2015

Educação a distância vale a pena?

É possível uma pessoa que mora a quilômetros de uma universidade se formar por essa instituição sem nunca ter pisado nela? Sim. A Educação a distância (EAD) trouxe a possibilidade de quem mora nos lugares mais longínquos ou por algum motivo não pode ir à aula todos os dias tivesse um diploma universitário. Por isso, ela tem conquistado tanto espaço. A EAD começou a crescer no Brasil em 2000, quando oferecia 13 cursos superiores e reuniu 1.758 alunos. Em 2008, já eram 1.752 cursos de graduação e pós-graduação lato sensu com 786.718 matriculados, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). A modalidade de ensino usa ambientes virtuais, chats, fóruns e e-mails para unir professores e turmas. As experiências no ensino a distância por aqui começaram no início do século 20, com cursos profissionalizantes por carta, rádio e, mais tarde, pela TV. Só com a internet e a banda larga, eles se tornaram viáveis na graduação e na pós. Apenas recentemente a EAD passou a ser uma saída para suprir a demanda por formação superior no país. Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) tem como prioridade a formação inicial de professores da Educação Básica pública, além de formação continuada aos graduados. Por meio de parcerias entre 38 universidades federais, a UAB oferece 92 opções de extensão, graduação e pós-graduação. Poucos formados e falta de fiscalização preocupam Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) comparou o resultado de 13 cursos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade/2006) nas modalidades presencial e a distância. Desses, sete cursos em EAD foram melhores que os cursos presenciais. Foram eles: Pedagogia, Biologia, Física, Matemática e Ciências Sociais, além de Administração e Turismo. Isso mostra que o fato de as aulas serem a distância não significa que elas sejam de pior qualidade. No entanto, é forte a desconfiança no mercado de trabalho em relação aos egressos da EAD. Isso, em parte, por haver poucos diplomados. Dados do Inep revelam que, enquanto a graduação presencial formou 736.829 profissionais em 2006, o ensino a distância contabilizou apenas 25.804. Esse contingente ainda é pequeno para que as redes avaliem a competência deles. Além disso, especialistas apontam graves problemas na forma como a EAD tem sido conduzida no país. No estudo Professores do Brasil: Impasses e Desafios, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a coordenadora Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas (FCC), relata que o governo federal ainda não dispõe de aparato suficiente para acompanhar, supervisionar e fiscalizar os cursos, fato que comprometeria sua qualidade. Outro ponto frágil da política governamental, segundo o trabalho, seria a pouca verba destinada aos tutores (que acompanham a aprendizagem dos grupos), feito por meio de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o que tornaria a qualificação dos profissionais precária. Para não entrar em uma arapuca, o importante é avaliar as opções antes de se decidir. Outra medida importante é verificar se a instituição está credenciada, se é reconhecida e se já foi fiscalizada. Para isso, basta pesquisar no site siead.mec.gov.br, que traz as instituições que oferecem graduação e pós lato sensu a distância. Tão importante quanto essas medidas é analisar se o modelo preenche suas necessidades e se é adequado ao seu perfil. Muito se diz sobre a EAD, mas nem tudo pode ser levado a sério. Para ajudar você a conhecer melhor essa modalidade, selecionamos as 16 afirmações mais comuns sobre ela e, com base em estudos, estatísticas e opiniões de renomados especialistas, esclarecemos o que é mito e o que é verdade. Fonte: Revista Escola

11 de dezembro de 2014

UNESCO lança estudo sobre a transformação educacional por meio da tecnologia

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), divulgado na última terça-feira (26), deve ajudar políticos, gestores e professores a elaborar políticas públicas de inclusão digital nas escolas. O trabalho intitulado “Tecnologias para a transformação da educação: experiência de sucesso e expectativas” traz informações sobre o impacto das mudanças na educação na América Latina, os fatores de sucesso e traça recomendações de ações a serem implantadas.

A pesquisa se concentra na escola e destaca o papel de cada ator (diretor, professor e aluno) como determinantes de sucesso ou fracasso de iniciativas, além de mostrar como a tecnologia possibilita mudanças pedagógicas capazes de impulsionar rendimento acadêmico.Jovens de hoje já dominam celulares, computadores e tablets com enorme facilidade e têm fácil acesso a novas tecnologias, o que faz com que tenham expectativa de grandes mudanças na forma de aprender. Porém, essa transformação passa por investimentos que precisam ser cuidadosamente estruturados.

De antemão, o estudo deixa claro que a simples compra de computadores e tablets de última geração ou a instalação de conexão à internet via banda larga não serão nunca suficientes para conseguir replicar exemplos como ensino de ciências a partir da ciência forense (algo que já acontece no Brasil) ou programação para Arduino em um grande número de centros educativos ou de salas de aula, nem conduzirão automaticamente ao surgimento de mais desenhos inovadores de aprendizagem. Segundo o texto, o desafio é garantir que esta tecnologia seja utilizada de modo eficaz para melhorar como e o quê os estudantes aprendem.

Diretor de política educativa da UNESCO, Francesc Pedró García, afirmou que é evidente que a tecnologia pode resgatar o interesse dos estudantes, pois “permite aprender de forma diferente e muito mais agradável”. O representante da UNESCO, no entanto, defende uma mudança de foco nos planos educacionais nacionais que preveem a distribuição de hardware, como computadores ou tablets. “Em vez de um laptop por aluno, estamos falando em um laptop por professor. A maioria das famílias já equipa seus filhos, e os recursos públicos devem ser destinados aqueles que não têm. As iniciativas de universalização vão ser superadas pelo tempo e os países desenvolvidos já estão deixando isso de lado”, afirma.

A UNESCO aposta em sete componentes que aparecem no estudo reiteradamente como fatores críticos para promover a mudança pedagógica com a inserção da tecnologia:

  1. Promover a aprendizagem ativa, interativa e cooperativa
  2. Oferecer uma maior personalização da aprendizagem
  3. Reformar o currículo para que tenha um enfoque competencial
  4. Avaliar a aprendizagem de forma consistente com os objetivos
  5. Adotar uma aproximação sistêmica à gestão da mudança pedagógica
  6. Desenvolver uma liderança pedagógica potente
  7. Apoiar os professores

Fonte: Porvir

28 de novembro de 2014

As 10 características dos jovens universitários no Brasil

Uma pesquisa da Consultoria Box 1824, especializada em analisar jovens, traçou o perfil de estudantes universitários de 18 a 24 anos no Brasil. Entre as características apontadas e destacadas pelo professor da IE Business School da Espanha, Newton Campos, estão a capacidade de ser autodidatas e autônomos e colaborativos na escola e no trabalho. Confira abaixo os 10 principais aspectos analisados na pesquisa. 1) São cada vez mais autodidatas e autônomos: aprendem o que lhes interessa e nos momentos necessários, mais de 50% quer ter seu próprio negócio no futuro; 2) Utilizam linguagens de aprendizagem não-lineares: começam lendo um link que descreve um jogo de futebol e terminam baixando um poema japonês do século XIX; 3) Se acostumaram ao chamado forever beta: sabem que os produtos e serviços que consomem quase nunca estão 100% terminados; sabem que sempre é possível atualizá-los ou melhorá-los da mesma forma como baixam novas versões de aplicativos para celular; 4) São mais colaborativos na escola e no trabalho: não se trata mais de ser visto como isso OU aquilo, de seguir esta OU aquela profissão. Agora querem ser isso E aquilo, querem seguir esta E aquela profissão; 5) São otimistas pragmáticos: teorizam menos e fazem mais. Querem aprender fazendo e deixam de lado grandes ideologias ou assuntos polêmicos e negativos; 6) Aceitam a hierarquia consciente: questionam as estruturas hierárquicas injustificadas. Se uma pessoa possui mais poder, deve haver uma explicação aceitável para isso. Esperam que as organizações sejam tão flexíveis como eles, que muitas vezes também procedem de famílias desestruturadas porém flexíveis; 7) Exigem feedback constante: Desejam ver os resultados de suas ações de forma mais rápida, como nos videogames que indicam onde houve um erro e como repará-lo; 8) Procuram a informalidade: exigem maior informalidade e transparência nas relações pessoais e profissionais; 9) Querem uma maior integração entre escola, trabalho e vida pessoal: pois cada dia mais, levam estes três campos de suas vidas “nos bolsos” (em seus celulares); 10) Trocam carreiras por projetos: querem ver o propósito e o significado de suas ações em ciclos mais curtos, com começo, meio e fim. Fonte: http://educacao.estadao.com.br/blogs/a-educacao-no-seculo-21/10-aspectos-que-definem-os-jovens-universitarios-de-hoje/

24 de novembro de 2014

Brasileiro fará parte da 1ª turma de universidade cursada em seis países

Universidade Minerva tem modelo inovador que aboliu as aulas tradicionais. Guilherme Nazareth, de 19 anos, trocou a UFRGS pela iniciativa americana. O gaúcho Guilherme Nazareth de Souza, de 19 anos, embarca na próxima quarta-feira (27) para São Francisco, nos Estados Unidos, para integrar a primeira turma da Universidade Minerva. O projeto, que pretende revolucionar o modelo de ensino superior praticado no mundo, inicia o primeiro semestre letivo em 8 de setembro com 32 alunos de 13 países, como China, Suécia, Trinidad e Tobago, Palestina e Estados Unidos. As aulas do primeiro ano acontecerão na Califórnia, seguido de um ano dedicado só a estágios. No ano letivo seguinte, os alunos viverão em Buenos Aires (Argentina) e Berlim (Alemanha). Depois, vão morar em outras quatro cidades em vários países, antes de conseguirem o diploma de graduação. Guilherme, de Porto Alegre, é o único brasileiro a integrar a turma inaugural da instituição, que é reconhecida como uma universidade pelo governo americano, mas pretende ser completamente diferente de outras instituições do país e do mundo: tanto as aulas quanto as salas de aula foram abolidas pelos professores que desenharam o curso, a maioria com décadas de experiência nas mais conceituadas universidades americanas. Além disso, o campus é composto apenas dos dormitórios dos estudantes e a cada semestre eles mudarão de país para estudar dentro de realidades distintas. “A Minerva só oferece seminários [formato de aula participativa, baseado mais na interação dos alunos do que na explicação do professor], e as salas têm até 19 alunos”, explica o jovem. “Os alunos são obrigados a trabalhar antes, a estudar antes e ir para o seminário com o conhecimento.” O verbo “ir” é usado pelo brasileiro apenas por força do hábito, já que as atividades letivas acontecem nos quartos de cada estudante, e todos interagem com a “classe” pelo computador, conectados com a webcam e microfones. Para garantir que todos os alunos estejam acompanhando o curso, os professores optam por estimular a participação de todos no seminário e aplicar provas de surpresa. “Na Minerva você não só tem provas ao final do semestre, mas os alunos podem ser testados a cada momento, e o professor pode programar uma questão na própria aula.” Os alunos podem definir seu currículo dentro de cinco grandes áreas: ciências da computação, ciências sociais, artes e humanidades, ciências naturais e negócios. No primeiro ano, porém, todos os estudantes passarão por um ciclo básico destinado a ensinar os jovens a pensar de forma crítica, a se expressar e a desenvolver técnicas de liderança. Como aluno da turma inaugural, Guilherme terá bolsa integral da anuidade do curso (de US$ 10 mil, cerca de R$ 22 mil), além de não precisar pagar pelo dormitório (com custo de US$ 12 mil, ou cerca de R$ 28 mil) nem no primeiro ano nem no segundo, caso decida estagiar em São Francisco. Os gastos com comida são estimados em US$ 6 mil dólares (cerca de R$ 13 mil). Mesmo sem saber se conseguiria bolsa, Guilherme explica que o valor da Minerva também foi um atrativo. “As melhores universidades dos Estados Unidos têm cursos que podem chegar a 60 mil dólares“, disse ele. Conheça a Universidade Minerva A Universidade Minerva tem uma proposta totalmente diferente de qualquer educação universitária disponível no mundo atualmente. A ideia é ser uma universidade de excelência, que acelera a trajetória de vida dos estudantes mais brilhantes e motivados ao redor do mundo e  forma futuros líderes e inovadores em todas as disciplinas. Os alunos virão de diferentes países e terão aulas online e ao vivo com professores de ponta. Uma das grandes diferenças é que os jovens vão viver em uma espécie de “campus itinerante”: O primeiro ano será em São Francisco, onde a sede da Universidade Minerva fica, e nos demais anos eles mudarão de país a cada semestre. A previsão do início da primeira turma da Universidade Minerva é no segundo semestre de 2014. O projeto foi fundado pelo CEO Ben Nelson em 2011 e recebeu um aporte de investimento de US$25 milhões do Benchmark Capital em 2012. Segundo Ben Nelson, “o primeiro ano da universidade será focado em desenvolver a comunicação do aluno e habilidades de análise crítica. As turmas terão no máximo 20 alunos e o objetivo é que seja um curso totalmente mão na massa”, explica. Além de Ben Nelson, na direção da nova universidade estão nomes de peso, como Larry Summers, ex-Presidente da Universidade de Harvard e ex-Secretário do Tesouro dos Estados Unidos; Patrick Harker, Presidente da Universidade de Delaware e antigo Decano da Wharton School of Business; Bob Kerrey, ex-Governador de Nebraska e Senador e Lee Shulman, Professor Emérito na Escola de Educação de Stanford. Modelo inovador de ensino O currículo da Universidade Minerva é amplo e multidisciplinar. Todos os estudantes têm aula em quatro cursos básicos no primeiro ano – análise teórica, análise empírica, sistemas complexos de análises e comunicação. Os estudos são complementados pela experiência de imersão internacional. Os estudantes irão viajar e viver em sete diferentes locais ao redor do mundo até a graduação. Além disso, a interação diária com o corpo global de estudantes da Minerva irá oferecer uma oportunidade única de intercâmbio cultural de comunicação e compreensão. As aulas da Universidade Minerva são seminários ao vivo e com intensa discussão, conduzidos em tempo real por docentes de excelência usando uma plataforma interativa apropriada. Não existem palestras e todas as aulas serão limitadas a 19 alunos para maximizar a interação com o professor e entre os próprios estudantes. O aprendizado com o modelo de seminários em classes reduzidas permite uma atenção personalizada e intensas discussões feitas para provocar o pensamento e desafiar os alunos. Cursos Integrante da KGI (Keck Graduate Institute), instituição americana membro do Claremont University Consortium, a Universidade Minerva terá cursos em duas áreas: na Escola de Artes e Ciências , com faculdade de Ciências Sociais, Ciências Naturais, Ciências da Computação e e Artes e Humanidades e também cursos na Escola de Negócios. O modelo de ensino da Minerva é altamente multidisciplinar e os estudantes poderão escolher cursos em diversas áreas. Fonte: Exame e G1

25 de agosto de 2014

Infográfico: o perfil dos professores pelo mundo

Pesquisa recente realizada pela OECD revelou como é o perfil dos professores ao redor do mundo. Confira o infográfico. A OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicou recentemente o resultado do TALIS Teacher Survey, um questionário que tinha como objetivo conhecer o perfil dos professores ao redor do mundo. A seguir confira o infográfico que destaca o perfil dos professores pelo mundo:   Via Universia

18 de agosto de 2014

Educação do futuro terá internet gratuita através de drones e outras ferramentas

Google e Facebook investem em empresas de drones com capacidade para voar durante anos sem pousar e fornecer internet ao planeta inteiro. Foto: Solara/Divulgação Nos próximos 10 anos, a expressão “não sei” vai desaparecer. O mundo todo estará conectado, com internet banda-larga gratuita distribuída por drones, balões, ou microssatélites, e qualquer dúvida será resolvida quase instantaneamente. A previsão é do venezuelano José Cordeiro, professor da Singularity University, localizada em uma base de pesquisa da Nasa, no Vale do Silício (EUA). “Poderemos usar nosso cérebro para coisas mais importantes, mais interessantes e mais inovadoras. Para tarefas repetitivas, teremos os robôs e a inteligência artificial”, resume.

Esse futuro, explica, muda a forma como devemos encarar o conhecimento e a educação atualmente, e é um dos pilares a sustentar a Singularity, que coloca para si a missão de “educar, inspirar e capacitar líderes para aplicar tecnologias exponenciais para enfrentar os grandes desafios da humanidade.” Lá, os participantes – a instituição evita usar a palavra “estudantes” – conhecem as tecnologias de ponta desenvolvidas no Vale do Silício e são instigados a pensar em como elas serão aplicadas nos empreendimentos do futuro – todos com base tecnológica, utilizando inovação e criatividade. “As pessoas que chegam lá costumam ter quatro características: são experts em alguma área, mostram espírito empreendedor e capacidade de liderança e têm experiência internacional”, diz Cordeiro. Uma das perguntas feitas na seleção para o ingresso na universidade é “como você pretende mudar o mundo?”. Não é por acaso que as palavras empreendedorismo e inovação foram as mais utilizadas pelo venezuelano e por quase todos os participantes do I Workshop Estácio Educação & Inovação, realizado na última quarta-feira na Universidade Estácio de Sá. Ex-secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e atual reitor da Estácio, Ronaldo Mota resume: “A inovação é uma das chances de o Brasil ser sustentável. Temos de ser competitivos em todos os setores, e isso se faz formando pessoas inovadoras”. Mota compara o passado e o futuro do processo educativo que deverá nortear os métodos das escolas e universidades do futuro. Para ele, aquele conteúdo que antes era segmentado e teórico tende a ser, cada vez mais, interdisciplinar e baseado em situações e problemas reais, e as avaliações individuais serão substituídas pela constatação da capacidade de realizar missões e trabalhar em equipe. O ensino, que antes era centrado no professor, se voltará para o educando, que tem autonomia para decidir onde, quando e como estudar. “O processo educativo se torna um fenômeno coletivo-cooperativo, ainda que preocupado com a individualidade do estudante”, diz o reitor, autor do livro Education for Innovation and Independent Learning (Educação para Inovação e Aprendizagem Independente, em tradução livre), escrito em parceria com David Scott. Ele afirma que o professor não reduzirá a avaliação do aluno a simplesmente saber e não saber, porque o profissional do futuro não será medido por isso, mas por sua capacidade de enfrentar desafios e buscar respostas. “Temos que romper com a educação dependente e estimular a aprendizagem independente”, reforça. “Não se dirá mais ensino presencial e a distância, apenas ensino” Mota acredita que a autonomia do educando passa pela hibridização da educação a distância e presencial. “Se ele for fazer disciplina presencial, haverá um portal, se for fazer outra a distância, mesmo assim trabalhará em equipe”, explica. Para Pedro Graça, diretor de EAD da Estácio, a modalidade disponibiliza recursos que a presencial, por si só, não oferece. Por exemplo: é possível acompanhar mais atentamente aluno por aluno, vendo o que cada um está errando em cada exercício, quais as dificuldades e as facilidades, e adaptar o conteúdo às necessidades dele.

Ele aponta que um dos desafios tradicionais do EAD, a resistência dos docentes, vem se tornando um problema mais distante, e que cada vez mais o EAD é encarado como uma ferramenta complementar de ensino, não como um entrave ou concorrente. “Os professores que hoje trabalham com EAD, na maioria, não vieram prontos, foram capacitados. Nas próximas gerações, estarão mais preparados, pois isso será trabalhado desde sempre. Não vai mais existir ensino presencial e a distância, apenas ensino”, avalia.

Diretor de Relações Corporativas e Sustentabilidade da Estácio, João Barroso destaca que o motor do crescimento das matrículas brasileiras no ensino superior é decorrente das instituições de ensino privadas, com grande impulso do EAD. Ele acredita que essas entidades serão imprescindíveis para que o País seja capaz de cumprir a meta 12 do Plano Nacional de Educação, que prevê elevar a taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos.

Sala de aula do futuro e gamificação No evento, a Estácio apresentou algumas de suas iniciativas que buscam àquilo que considera ser a “universidade do futuro”. A instituição construiu um protótipo do que será a “sala de aula do futuro”, que conta com uma tela conectada desenvolvida na universidade e patenteada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Ela permite interatividade com outros dispositivos, gerenciamento remoto e troca de conteúdo colaborativo, com o objetivo de facilitar o uso de conteúdos multimídia e a interação com os estudantes, substituindo projetor, computador, tela e caixa de som. O mobiliário também foge do tradicional e é pensado para estimular a criatividade dos alunos. A sala está em teste, e a ideia é que, até 2020, chegue a todas as unidades da Estácio. A instituição criou também uma pré-aceleradora, a Espaço Nave, com objetivo de fomentar o empreendedorismo de ex-alunos, oferecendo capacitação, mentoria e acompanhamento para ajudar a tirar projetos no papel. Além destes espaços, também fazem parte da Future Zone (Zona do Futuro), um Game Center – onde estão disponíveis jogos educativos que ajudem o estudante a aplicar o conhecimento do curso – e um Media Lab. Adaptado via Porvir

11 de agosto de 2014

Como o professor pode gerenciar seu Facebook de forma letiva

Existem diversas dúvidas por parte dos profissionais da educação sobre a rede social. Esta, parece ser comum a todos: – Uso o Facebook para me comunicar com minha família e amigos. Recentemente, vários alunos têm pedido para eu adicioná-los. Não quero parecer antipático, mas gostaria de preservar minha privacidade. Existe alguma forma de eu aceitar estudantes como amigos, mas evitar que eles vejam posts de cunho mais pessoal? A resposta é: sim, existe. Basta que você saiba o básico sobre criação de listas. Esse recurso torna possível que você exclua os alunos de determinadas postagens – ou mesmo que faça o contrário: publique coisas que apenas eles podem ver! A gente indica o caminho desse recurso importante para educadores em um tutorial ilustrado em 7 passos. Como criar listas no Facebook 1- Em sua página inicial, clique no campo “amigos”. 2- Clique em “criar lista”.   3- Na tela que se abrirá, digite o nome da lista que você quer criar – no nosso exemplo, “Alunos 1º B”. 4- Hora de adicionar os integrantes da lista. Há duas possibilidades: digitando o nome de cada um deles no campo “membros” (na figura acima) ou, ainda, clicando em “amigos” e “adicionar à outra lista” – aí você escolhe a lista em que quer colocar a pessoa. ATENÇÃO: para esse passo funcionar, você precisa ter aceito a solicitação de amizade do aluno J. 5- Pronto para decidir quem pode ver suas postagens? Vamos lá: na página inicial, escreva o texto e clique no quadrinho “público”, que indica quem recebe a publicação. Selecione a opção “personalizado”.   6- Agora, você tem duas opções: se você quiser que seus alunos NÃO VEJAM o que você publicou, digite o nome da lista em “não compartilhar isso com”. 7- Mas… Se você quiser mandar essa mensagem APENAS para os alunos dessa lista, vá até “compartilhar isso com”. Selecionando “pessoas ou listas específicas”, digite o nome da lista que você pretende avisar. Além dessa prática, é importante que o profissional (e qualquer pessoa) entenda que algumas redes sociais não são adequadas para conteúdos muito pessoais, mas que elas podem e devem ser usadas como ferramenta para compartilhamento de conhecimento. Adaptado via Revista Escola Abril    

4 de agosto de 2014

Entenda qual a importância do e-learning na educação atual

A tecnologia alterou profundamente a educação. Se antes as aulas eram feitas apenas com giz e anotações em lousa, agora os professores têm a sua disposição diversas ferramentas digitais que permitem aulas mais dinâmicas, que podem ser feitas até mesmo a distância. Mas, qual é a real importância do e-learning na educação atual? O primeiro fator importante é a possibilidade de criar métodos de ensino mais flexíveis para os estudantes. Pode parecer pouco, mas pense num passado não tão distante: quando seria possível estudar sem sair de casa às 3 da manhã? Apenas esse fato já representa uma enorme mudança no sistema educacional. Mas, além da praticidade, devemos destacar mais dois fatores que demonstram a importância do e-learning no aprendizado atual: 1 – Ensino personalizado Com os dados deixados na web pelos estudantes, tais como resultados de trabalhos e feedbacks, é possível criar métodos de ensino personalizados para cada perfil de estudante e, assim, aumentar a eficácia do aprendizado. 2 – Possibilidade de tentar A partir das plataformas de atividades online, os estudantes têm a possibilidade de fazer as atividades que desejam e podem acessar diversas fontes para melhorar o seu desempenho. Dessa forma, eles se sentem mais à vontade para tentar e com menos receio de erros, e é justamente nesse processo de tentativas que o aprendizado ocorre. Adaptado via Universia

2 de junho de 2014

Coparticipação é a chave das escolas democráticas

Em escola democrática todo mundo é responsável por tudo. Por isso que na Politeia, escola localizada na zona oeste de São Paulo, quando Nina, de 6 anos, passou saltitando e caiu, os meninos mais velhos correram para socorrê-la e a trouxeram carregada. Também por isso, na hora de decidir como seria o acantonamento, dia em que os alunos trariam seus colchonetes para passar a noite na escola, todos eles, os pequenos de 6 a 9 anos, e os grandes, de 12 a 14, se reuniram em assembleia para decidir que atividades fariam, quantas pizzas seriam necessárias, que filme assistiriam na sessão de cinema. Valeu o voto da maioria. Mas a Politeia não está sozinha na aposta em um ensino que valoriza a coparticipação de alunos e educadores na decisão de assuntos da escola, na relação próxima com a comunidade e no aprendizado construído a partir dos interesses das crianças. O modelo, que teve seu primeiro exemplo ainda em 1852 com a escola Iaslaia Poliana, do russo Liev Tolstoi, vem ganhando mais força nos últimos anos. “Sem dúvida nenhuma, as escolas democráticas são uma tendência”, diz Helena Singer, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz e autora do livro República das Crianças. E essa tendência, explica Helena, ocorre porque as abordagens propostas pelo modelo tradicional não estão dando conta das necessidades contemporâneas, ao passo que as escolas democráticas têm se mostrado uma alternativa válida nesse quesito. “As dinâmicas de trabalho em equipe e de realização de projetos segundo os interesses dos alunos estão no DNA dessas escolas. É isso que o mercado e a vida real requerem.” Apesar de cada instituição ter sua fórmula, a especialista aponta dois pontos que costumam estar presentes em todas elas: as assembleias, para decisão coletiva de assuntos de interesse comum dos estudantes, e a liberdade curricular, que permite que os alunos sejam mais autônomos naquilo a que vão se dedicar. Nas assembleias, a escola se reúne – alunos, professores e demais educadores – para colocar em pauta questões comuns, resolver conflitos em uma espécie de tribunais informais com poder até de definir punições, ditar as regras do lugar e analisar as exceções a elas. “Se eu quiser propor que eu não deva enfrentar fila para almoçar, eu posso. Aliás, eu fiz isso”, diz o engenheiro Augusto Cognotti, que acaba de voltar da experiência de ter sido professor de ciências na britânica Summerhill. A instituição, que aos 91 anos usa o mote de ser “a democracia infantil mais antiga do mundo em funcionamento”, é um internato. Lá, professores e alunos vivem em comunidade e, claro, enfrentam a mesma fila na hora do almoço. Augusto conta ter proposto que, em determinado dia da semana, ele pudesse furar fila porque terminava tarde a última aula da manhã e começava cedo a primeira da tarde. Os alunos ouviram, acharam justo e, daquela assembleia em diante, ele não precisou mais enfrentar a fila em um dia específico da semana. Como o professor brasileiro, qualquer aluno pode colocar em pauta o direito de infringir alguma lei, desde que tenha um bom motivo para isso. “Quando os alunos percebem que têm o direito de propor, eles ficam maravilhados”, afirma Augusto. Quanto à liberdade curricular, também não há um modelo único, até porque as legislações locais podem ser mais ou menos permissivas. Mas, no geral, as escolas apostam no aprendizado por projetos ou nas chamadas “trilhas educativas”. Nos dois casos, os alunos assumem a responsabilidade de conduzir seu aprendizado – que pode ser uma pesquisa sobre um tema ou o desenvolvimento de um produto. Os professores das diferentes disciplinas dão orientações e tentam aproximar os projetos dos conteúdos que lhes cabe. Osvaldo de Souza, gestor da Politeia, diz que a preocupação é dar aos alunos condições de, autonomamente, ir atrás do próprio aprendizado. “Nós ajudamos as crianças a desenvolverem habilidades de pesquisa para que as crianças saibam lidar com as informações do mundo”, diz ele. Se, por acaso, algum assunto for trabalhado superficialmente e esse conhecimento for cobrado do aluno no futuro, Osvaldo está convicto de que ele terá segurança para saber onde encontrá-lo. Em alguns casos, as escolas fazem grupos multissérie, também orientados pelo interesse. Neles, alunos mais velhos e mais novos interagem, aprendem empaticamente uns com os outros. Esse modelo, adotado pela Politeia, se baseia na Escola da Ponte, inciativa portuguesa que inspirou muita gente por aqui. Só em São Paulo, exemplos de escolas que compartilham a ideologia são a Lumiar, a Teia Multicultural, o Projeto Âncora, o Cieja Campo Limpo e as municipais Presidente Campos Salles e Desembargador Amorim Lima. Internacionalmente, não há uma contagem oficial de quantas escolas democráticas existem no mundo – até porque não há um modelo único. Mas especialistas acreditam que sejam cerca de 500. Adaptado via Porvir

29 de Maio de 2014