3 dicas para personalizar o e-learning para os estudantes

3 dicas para personalizar o e-learning para os estudantes Pense por um momento sobre sua experiência de ensino superior. Como você aprendia com o material, quando estava matriculado como estudante de graduação? Como os materiais de curso e palestras de seus instrutores colaboraram para que você tirasse o melhor proveito de uma determinada disciplina? Que recursos foram fornecidos que o ajudaram a estudar para as provas? Que cursos você sentiu que foram personalizados para você? Sem dúvida, nem todo o material da graduação foi fácil de entender. E isso se reflete no aprendizado: você pode ter sentido que não absorveu tudo o que podia com base nesses conteúdos. Acontece com todos os estudantes. Se o professor refletir sobre como aprendeu – e sobre o que não funcionou para ele – vai poder perceber que nem todos têm a mesma experiência de aprendizagem e que nem todos aprendem da mesma forma. Apesar disso, existem literalmente dezenas de sites que apresentam as definições de estilo de aprendizagem e o que as difere. Não é possível utilizar todos os estilos em um mesmo curso. Em vez disso, que tal fornecer conteúdo de forma personalizada aos estudantes para ajudá-los, individualmente, em seus próprios estilos de aprendizagem? Veja como é possível, no e-learning, personalizar os materiais para que o estudante consiga absorver todo o seu conteúdo. >> O LMS e o sucesso do curso a distância 1 – Fornecer conteúdo em diferentes formatos Muitos professores utilizam o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como um repositório de plano de estudo, notas, tarefas e exames. No entanto, o e-learning possibilita mais do que apenas publicar resumos e avaliações, especialmente com estudantes de diferentes locais, disciplinas e, mais importante, estilos de aprendizagem. Por isso, é importante incorporar técnicas diferentes e oferecer conteúdos em formatos variados nos cursos online. Em cadeiras mais práticas, por exemplo, é possível incluir as anotações sobre as aulas e, simultaneamente, uma lista de vídeos relacionados ao conteúdo do capítulo que está sendo apresentado. Detalhar o conteúdo com exemplos relacionados aos temas serve como complementação ao material abordado. Dessa forma, os alunos podem aprender lendo, vendo, ouvindo, revisão ou praticando em seus próprios projetos seguindo os modelos. 2 – Fornecer feedback detalhado e pessoal Produzir comentários individuais sobre cada projeto e dar feedbacks adaptados para cada aluno valoriza seu esforço e colabora para seu aperfeiçoamento. Exalte os pontos fortes e indique onde erraram – somado a sugestões de modificações para garantir o sucesso futuro. Além disso, muitas vezes um aluno entrega um trabalho incompleto ou abaixo do padrão porque acredita que era o suficiente para completar o problema. Ao fornecer um feedback detalhado e pessoal, o professor consegue colaborar com aquele que não compreendeu completamente o problema. Ele deve ser construtivo e positivo, visando apoiar a aprendizagem, ainda que seja apontando os erros. Saiba como fazer um feedback eficiente. 3 – Dar apoio aos estudantes que não estão se encontrando É possível, ainda, personalizar a experiência para aqueles alunos que parecem não ter se encontrado com os conteúdos e conceitos, a fim de ajudá-los. Mesmo que exija um pouco de tempo extra, colaborar para que estudantes tenham sucesso quando todo o resto não parece estar funcionando vai valer a pena. Nos cursos presenciais, é possível chamar o aluno em seu escritório e ajudá-los durante o expediente. Com as ferramentas de colaboração e vídeo online, como o Blackboard Collaborate, pode-se ligar para os alunos em suas salas de aula online e proporcionar uma conversa olho no olho, uma sessão de trabalho colaborativo ou um encontro para tirar dúvidas. Reconhecer o esforço e ajudar enquanto eles estão lutando pode ser a motivação que faltava. Artigo traduzido e adaptado de Brian Morgan, presidente e professor associado do Departamento de Ciência e Tecnologia Integrada da Universidade Marshall. Publicado originalmente no blog da Blackboard Internacional. Leia também: >> Como garantir o sucesso dos alunos nos cursos online >> Veja como estudantes bem-sucedidos usam o Ambiente Virtual de Aprendizagem

3 dicas para personalizar o e-learning para os estudantes

3 dicas para personalizar o e-learning para os estudantes Pense por um momento sobre sua experiência de ensino superior. Como você aprendia com o material, quando estava matriculado como estudante de graduação? Como os materiais de curso e palestras de seus instrutores colaboraram para que você tirasse o melhor proveito de uma determinada disciplina? Que recursos foram fornecidos que o ajudaram a estudar para as provas? Que cursos você sentiu que foram personalizados para você? Sem dúvida, nem todo o material da graduação foi fácil de entender. E isso se reflete no aprendizado: você pode ter sentido que não absorveu tudo o que podia com base nesses conteúdos. Acontece com todos os estudantes. Se o professor refletir sobre como aprendeu – e sobre o que não funcionou para ele – vai poder perceber que nem todos têm a mesma experiência de aprendizagem e que nem todos aprendem da mesma forma. Apesar disso, existem literalmente dezenas de sites que apresentam as definições de estilo de aprendizagem e o que as difere. Não é possível utilizar todos os estilos em um mesmo curso. Em vez disso, que tal fornecer conteúdo de forma personalizada aos estudantes para ajudá-los, individualmente, em seus próprios estilos de aprendizagem? Veja como é possível, no e-learning, personalizar os materiais para que o estudante consiga absorver todo o seu conteúdo. >> O LMS e o sucesso do curso a distância 1 – Fornecer conteúdo em diferentes formatos Muitos professores utilizam o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como um repositório de plano de estudo, notas, tarefas e exames. No entanto, o e-learning possibilita mais do que apenas publicar resumos e avaliações, especialmente com estudantes de diferentes locais, disciplinas e, mais importante, estilos de aprendizagem. Por isso, é importante incorporar técnicas diferentes e oferecer conteúdos em formatos variados nos cursos online. Em cadeiras mais práticas, por exemplo, é possível incluir as anotações sobre as aulas e, simultaneamente, uma lista de vídeos relacionados ao conteúdo do capítulo que está sendo apresentado. Detalhar o conteúdo com exemplos relacionados aos temas serve como complementação ao material abordado. Dessa forma, os alunos podem aprender lendo, vendo, ouvindo, revisão ou praticando em seus próprios projetos seguindo os modelos. 2 – Fornecer feedback detalhado e pessoal Produzir comentários individuais sobre cada projeto e dar feedbacks adaptados para cada aluno valoriza seu esforço e colabora para seu aperfeiçoamento. Exalte os pontos fortes e indique onde erraram – somado a sugestões de modificações para garantir o sucesso futuro. Além disso, muitas vezes um aluno entrega um trabalho incompleto ou abaixo do padrão porque acredita que era o suficiente para completar o problema. Ao fornecer um feedback detalhado e pessoal, o professor consegue colaborar com aquele que não compreendeu completamente o problema. Ele deve ser construtivo e positivo, visando apoiar a aprendizagem, ainda que seja apontando os erros. Saiba como fazer um feedback eficiente. 3 – Dar apoio aos estudantes que não estão se encontrando É possível, ainda, personalizar a experiência para aqueles alunos que parecem não ter se encontrado com os conteúdos e conceitos, a fim de ajudá-los. Mesmo que exija um pouco de tempo extra, colaborar para que estudantes tenham sucesso quando todo o resto não parece estar funcionando vai valer a pena. Nos cursos presenciais, é possível chamar o aluno em seu escritório e ajudá-los durante o expediente. Com as ferramentas de colaboração e vídeo online, como o Blackboard Collaborate, pode-se ligar para os alunos em suas salas de aula online e proporcionar uma conversa olho no olho, uma sessão de trabalho colaborativo ou um encontro para tirar dúvidas. Reconhecer o esforço e ajudar enquanto eles estão lutando pode ser a motivação que faltava. Artigo traduzido e adaptado de Brian Morgan, presidente e professor associado do Departamento de Ciência e Tecnologia Integrada da Universidade Marshall. Publicado originalmente no blog da Blackboard Internacional. Leia também: >> Como garantir o sucesso dos alunos nos cursos online >> Veja como estudantes bem-sucedidos usam o Ambiente Virtual de Aprendizagem

9 de dezembro de 2016

Como aumentar o número de estudantes na sua instituição de ensino

como aumentar matrículas Quando a proposta é aumentar o número de matrículas na sua instituição de ensino, é importante fazer um diagnóstico dos canais de comunicação que já fazem parte do seu mix de marketing antes de partir para novas ferramentas. Devem fazer parte dessa análise crítica o site da instituição, assim como o conteúdo das suas redes sociais e todos os outros pontos de contato com o público. O objetivo é otimizá-los para a conversão de novos estudantes. A gestão das inscrições em universidades e escolas envolve o conceito chamado de Marketing de Conversão. E, no caso das instituições de ensino, uma conversão pode ser o preenchimento de um formulário do site, a participação em um evento com foco em orientação de carreira ou o envio de um e-mail solicitando informações sobre os cursos, por exemplo. Ou seja, ações de prospects — estudantes potenciais — dentro dos objetivos da instituição, concluindo metas específicas. A matrícula no curso, portanto, pode ser vista como a conversão final. Entender as taxas de conversão ao longo do processo até a inscrição do aluno no curso é fundamental para que você entenda como está a performance do seu plano de marketing e gestão de inscrições. Compreender quais os gaps em cada etapa das conversões irá ajudá-lo a eliminar gastos desnecessários, maximizar recursos e entender em detalhes o processo de aquisição de novos estudantes. Veja ações imediatas que podem ajudá-lo a melhorar as conversões da sua instituição: 1. Mergulhe no site da instituição Fazer uma análise honesta do seu site, levando em conta o conteúdo disponível e a usabilidade é a primeira etapa para melhorar suas taxas de conversão. Afinal, ele é a porta de entrada para seus estudantes potenciais. O site precisa responder a três questões básicas sobre qualquer curso, certificação ou programa:

  • Qual o valor?
  • Qual a duração?
  • Quais os benefícios para o aluno?

Ter esse detalhamento junto com um formulário — fácil de ser visualizado — para que o aluno possa solicitar mais informações é um passo primordial para estruturar seu conteúdo de forma adequada. Na sequência, verifique se conteúdo e títulos dos cursos possuem palavras-chave relevantes para que sejam encontrados em pesquisas nos buscadores como o Google. Ainda, não se esqueça de que o site da instituição precisa estar adaptado para acesso via smartphones e desenvolvido seguindo as melhores práticas de usabilidade: acessível para pessoas com necessidades especiais, com navegação intuitiva, compatível para diferentes navegadores, entre outros importantes requisitos técnicos. >> Como escolher o melhor LMS? 2. Impulsione conversões nas redes sociais As redes são cruciais para sua estratégia de marca. São as vitrines da personalidade da sua instituição e do seu conteúdo único, que poderá atrair mais prospects. Muitas universidades utilizam o Facebook e o YouTube, por exemplo, para divulgar atualizações sobre atividades, cursos e eventos. A chave, contudo, é garantir que as redes também estejam trazendo conversões. Você pode utilizá-las para levar aos seguidores informações sobre os cursos e compartilhar experiências dos estudantes, mas vá além disso. Planeje como você pode fazer com que esse seguidor ou aluno em potencial realize uma ação. Por exemplo, de um vídeo ou post no Facebook, você pode levá-lo para uma página que tenha um formulário para registro em um evento ou para download de um e-book. Com isso, você terá conquistado o contato de um potencial estudante para posterior comunicação ou ligação. O importante é pensar as redes sociais em sintonia com os seus indicadores de performance. Para isso, utilize ferramentas para monitorar seu desempenho. Existem inúmeras no mercado, como HootSuite (monitoramento de redes), Bit.ly (encurtador de URLs, que você poderá usar para mapear os links utilziados nas redes), Google Analytics (ferramenta de análise para ver como os usuários se engajam com seu site) e Google Trends (para análise de tendências macro). 3. Monitore e aprimore Ao ter uma boa visibilidade de tudo o que acontece no funil de conversão do aluno até a finalização com a inscrição no curso, você poderá compreender o que está dando certo e onde ainda pode melhorar. Quando você tem acesso aos dados, consegue diagnosticar os problemas e contorná-los. Por isso, é imprescindível compreender em detalhes cada etapa de conversão — da visualização de um simples formulário de contato até a matrícula propriamente dita — para garantir que seus esforços estão dando certo. Assim, você terá como mapear as falhas no funil e endereçar os ajustes de forma mais assertiva. 4. Seja pró-ativo e específico Garantir a primeira conversão no início do funil é apenas a primeira etapa. É preciso instigar e conquistar esse potencial aluno para que se matricule no curso. E dependerá de você ser pró-ativo, criativo e específico em suas necessidades. Você tem uma lista de prospects que iniciaram um processo de conversão com o preenchimento de um formulário, mas não foram adiante com a inscrição? Se a resposta é não, você precisa mapear esse banco de dados. Se sim, quais foram as suas ações para tentar convertê-lo a estudante? Você tem uma estratégia de e-mail marketing? Quais foram os que e-mails que tiveram melhor engajamento? Há nos seus registros os contatos de estudantes que não se inscreveram em novos semestres? Pode ser válido o contato com eles para compreender o que aconteceu: quais os motivos da desistência? E-mails, mensagens, ligações. Existem inúmeras formas de entrar em contato com os estudantes para instigá-los a seguirem no funil de conversão. Agora, cabe a você realizar testes, monitorar e aprimorar os esforços para que o processo de matrículas na sua instituição de ensino seja cada vez mais efetivo e eficiente.

17 de novembro de 2016

Pesquisa aponta que EAD deve superar o ensino presencial no Brasil

EAD deve superar ensino presencial Pesquisa da SAGAH em parceria com a Educa Insights, realizada no primeiro semestre de 2016, foi destaque na mídia especializada nesta semana. Os dados apresentados indicam que a educação a distância tende a superar o ensino presencial no Brasil a partir de 2023. No veículo Porvir, o gerente nacional da Blackboard, Pavlos Dias, e o diretor executivo da SAGAH, Luiz Filipe Trivelato, contextualizaram os dados e apontaram os principais desafios do setor. Leia a matéria completa. Para Pavlos Dias, as as faculdades ainda preparam os professores para a educação presencial. “É natural que ainda encontrem dificuldades como tutores e até na elaboração de conteúdos para cursos a distância”, explica. Já Trivelato aponta a necessidade de reavaliação dos objetivos por parte das instituições de ensino. Segundo ele, hoje a competição, via de regra, é por quem vende mais barato. Mas a mudança de percepção deve acontecer, e a competição ser por quem tem os melhores cursos EAD. A matéria também foi publicada no Universia Brasil.

20 de outubro de 2016

Como se tornar um professor melhor na educação online?

Como se tornar um professor melhor no EAD? Engajar, motivar, apontar os caminhos dentro do conteúdo abordado na disciplina, acelerar o processo de aprendizagem. O papel do professor é muito claro, independentemente do local em que se encontra: seja na aula presencial seja em um curso online, ele precisa estar atento a cada estudante da turma e incentivar de diferentes formas a absorção do conhecimento. Ainda assim, os cursos de educação a distância têm características próprias. Ao mesmo tempo em que a tecnologia aproxima o aluno de diferentes fontes de informação – permitindo que ele procure outras referências para complementar seu aprendizado –, ela também torna o estudo mais solitário. Conhecer essas características e utilizá-las a seu favor é o que transforma um bom professor de curso presencial em um bom professor em uma sala de aula virtual. É por isso que, quando se fala em tecnologia da educação, sempre é necessário ter em foco a capacitação do corpo docente. Veja por que algumas universidades são melhores do que outras no uso de tecnologia educacional.  No entanto, os professores precisam entender seu papel nesse processo: antes de buscar o “como fazer”, compreender “por que fazer”. Quando assimilam a importância de se capacitar, conseguem vencer a barreira inicial de restrição. É comum existir medo e insegurança, sentir-se um dinossauro da tecnologia. Nesse sentido, treinamento, uso recorrente das ferramentas e preparação são fundamentais. A busca por atividades de reforço presenciais ou online, a troca de experiência com outros professores e o estudo de casos bem-sucedidos do uso da tecnologia na educação colaboram para aprimorar o conhecimento. Com menos ansiedade, o professor estará preparado para orientar o aluno dentro do plano de ensino estabelecido. Existem obstáculos que são comuns nos cursos de EAD, entre eles: como manter engajados e motivados os alunos sem o “olho no olho”; lidar com a ansiedade em aprender a nova tecnologia; e estar confortável no ambiente virtual, no uso das ferramentas, conhecendo com profundidade as ferramentas disponíveis. Sendo assim, como é possível endereçar esses desafios?

Superando a distância nos cursos online

É difícil entender a necessidade do aluno estando no ambiente virtual? Veja algumas formas de contornar a distância e se aproximar de suas turmas online: – Normalmente, os alunos são nativos digitais e estão confortáveis em utilizar as ferramentas. Apesar disso, eles também ficam inseguros na sala de aula virtual, que normalmente é um espaço diferente para ele. Mostrar-se presente ao longo do processo, interagindo constantemente e respondendo de forma recorrente a questionamentos e dúvidas, colabora para que professor e estudante se sintam próximos. – Quando o aluno supera a fase inicial de ambientação, percebe que a internet é uma extensão da sala de aula e começa a utilizá-la para aprender. Criar listas e repositórios de conteúdo para ajudar a fazer a curadoria das fontes disponíveis, indicando canais complementares à matéria em sites e blogs, faz com que ele tire melhor proveito da pesquisa. Essa relação de fontes pode, ainda, ser construída ou aprimorada em conjunto pela turma ao longo do semestre. – Nos cursos online, o aluno demonstra o desinteresse de diferentes formas. Se o professor ficar atento a sinais, como entrega de trabalhos malfeitos ou atrasados, presença esporádica no ambiente virtual e ausência nos fóruns de discussão, vai conseguir resgatar o estudante que perdeu a motivação. Ter um método de acompanhamento constante do aluno –por meio de tarefas, resolução de exercícios, controle de presença em determinadas atividades e análise de relatórios do ambiente virtual de aprendizagem – também é fundamental para que ele vença o plano de aulas e não abandone o curso. O aluno não pode se sentir invisível aos olhos do professor. – Explorar as diferentes ferramentas nos ambientes pode diminuir a falta de contato presencial. O uso de câmera durante uma webconferência para uma conversa pessoal com estudantes que estão perdidos no curso pode resgatar o olho no olho e aumentar a proximidade do aluno com o professor. – Aproveitar bem as eventuais aulas presenciais para aproximar os alunos faz com que a turma se conheça e reforce a relação de confiança com o professor. Além disso, criar um espaço nos fóruns do ambiente virtual para que a turma converse sobre amenidades e temas diferentes dos abordados em aula gera um senso de pertencimento.

Quando instituição e professor trabalham juntos

O professor e a instituição precisam criar táticas diferentes para acompanhar o aprendizado e antecipar obstáculos. Na Universidade Cruzeiro do Sul, a estratégia é permanecer junto ao aluno, mesmo que virtualmente. Todos os cursos de EAD têm uma disciplina obrigatória em que o estudante dialoga diretamente com o coordenador. Na licenciatura de matemática, por exemplo, onde surgem muitas dúvidas pontuais em relação à matéria abordada ao longo da graduação, o professor Douglas Tinti teve a ideia de solucionar exercícios durante o encontro virtual e, usando um tablet e uma caneta especial, disponibilizar em vídeo para consultas posteriores. Dessa forma, o aluno de curso online se sente tão próximo da instituição quanto os de aulas presenciais. A Universidade investe também em encontros presenciais mesmo nos cursos de educação a distância. Na semana de tecnologia, palestrantes convidados conversam com estudantes de licenciatura, já incluindo, dessa forma, a educação online na formação dos futuros professores.” “A Cruzeiro do Sul disponibiliza diferentes especializações específicas para a capacitação de docentes para a educação a distância, como as pós-graduações “Educação a distância: elaboração de material, tutoria e ambientes virtuais” e “Tecnologias digitais e inovação na educação a distância”, ambas podendo ser cursadas online”, diz o professor Marcos Ota, supervisor do núcleo de produção de conteúdos da universidade. Nessa transição de curso presencial para o virtual, é importante não ter medo de voltar a aprender e estar aberto às novidades. As dificuldades e características são as mesmas do ensino presencial, apresentadas e superadas de formas diferentes. O professor deve ter um pensamento em mente: quais são as barreiras no EAD que impedem o aluno a ser melhor? Identificando isso, consegue criar, em sua disciplina, meios e materiais alternativos específicos para os diferentes perfis de alunos. Artigo de Pavlos Dias, gerente nacional de Blackboard

6 de outubro de 2016

Foco e disciplina podem destacar estudante de EAD no mercado de trabalho

Educação a distância Por Pavlos Dias, gerente nacional da Blackboard* Não é apenas no Brasil que as organizações têm dificuldade em encontrar competências técnicas e comportamentais nos estudantes. Um levantamento do National Association of Colleges and Employers (NACE) mostrou que globalmente, em 2016, as empresas exigirão dos graduandos a capacidade de liderar, saber trabalhar em equipe, de ter uma boa comunicação verbal e escrita e resolver problemas. Embora as habilidades técnicas sejam relevantes para o mercado de trabalho, as comportamentais são essenciais na hora de contratar um estudante ou recém-formado. Alguns desses comportamentos buscados pelos empregadores são muito mais comuns em alunos de educação a distância. > Veja 3 dicas para se conectar online com seus alunos Foi o tempo em que se discutia a qualidade do ensino a distância, e que o mercado de trabalho olhava com maus olhos o aluno que cursava a graduação online. Uma prova de que essa realidade mudou é a relevância da Educação a Distância no Brasil, pois o EAD cresce quase 10% por ano, de acordo com dados do Mapa de Ensino Superior da Semesp, e tem ganhado maturidade. Segundo o Censo EAD Brasil 2014, da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), em 2014 cresceu o número de cursos totalmente a distância e instituições investiram em qualidade – 1.840 cursos estão regulamentados e são oferecidos por 48% das instituições que atuam com EAD; mais da metade dessas instituições investiram na qualidade das suas ofertas com iniciativas voltadas a tecnologia e inovação, como melhorias no ambiente virtual de aprendizagem, uso de livros digitais e ferramentas de vídeo. Também temos visto surgir projetos consistentes para evitar a evasão e reter o estudante! O que temos percebido é que pessoas que fazem um curso online acabam desenvolvendo competências que são importantes para o mundo corporativo – como disciplina, foco, responsabilidade, facilidade para resolução de problemas e iniciativa -, exatamente porque o formato da aula e o processo de aprendizagem obrigam o estudante a ser mais autônomo, organizado e ter mais comprometimento para aprender e gerir sua própria experiência de ensino. A modalidade exige que ele ganhe maturidade para lidar com a absorção dos conteúdos, prazos de entrega de projetos, sem estar presencialmente na instituição de ensino. Além disso, ele tem que ser dinâmico, definir horários para estudos, e não deixar para a última hora a entrega de trabalhos. Uma pesquisa recente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que, para 89% das empresas inovadoras, o profissional que ingressa no mercado de trabalho brasileiro está despreparado, um número composto, em sua maioria, por estudantes e recém-formados. Para suprir esse gap, a CNI alerta que é preciso ampliar o diálogo entre empresas e universidades. Por isso, é claro o papel da instituição de ensino em ‘preparar o terreno’ para o aluno ao incentivar o conhecimento prático e a entrada do estudante de EAD no mundo corporativo, pois isso pode ajudá-lo a colocar em prática o conhecimento adquirido ao longo do curso e a mostrar ao mercado de trabalho a qualidade da instituição de ensino. Muitas vezes, a universidade peca por expor os alunos à teoria sem equilibrar o diálogo sobre os problemas comuns do mercado de trabalho, e isso contribui para que muitos, mesmo depois de formados, não tenham as aptidões necessárias para conseguir um emprego na sua área. Com a maturidade e relevância que o Ensino a Distância tem ganhado, e pela autonomia que o aluno adquire ao longo da sua jornada acadêmica, o EAD o torna apto para o mercado de trabalho. O papel da instituição, no entanto, é crucial. É preciso colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem, entendendo suas dificuldades pontuais, trabalhando-as de forma individual e usando a tecnologia como parte do plano pedagógico para ajudar a personalizar e centralizar o ensino no estudante, considerando não apenas o aspecto teórico, mas também o desenvolvimento das habilidades esperadas pelas empresas. Dessa forma, a universidade permitirá que o aluno se torne protagonista da sua história e, consequentemente, da sua carreira. Originalmente publicado em: Segs

15 de junho de 2016

O quê nos tira o sono – lidando com a próxima “grande novidade” na educação superior

Este texto foi escrito por Brian D. Voss, membro do Conselho Consultivo da Blackboard. O Conselho, composto por líderes do ensino superior de instituições e organizações em todos os Estados Unidos, fornece feedback sobre tecnologia, soluções, estratégia corporativa e temas-chave que afetam o ensino superior hoje, bem como apoia atividades de liderança da Blackboard.

Em uma recente reunião do Conselho Consultivo da Blackboard, me perguntaramo que tirava o meu sono à noite, quando era um CIO (Diretor de TI). Ah, os bons e velhos dias de noites sem dormir. Uma coisa que eu posso dizer sobre ser um CIO aposentado é que há muito mais boas noites de sono.

No entanto, meu trabalho como consultor, muitas vezes, me coloca diretamente em contato com os meus colegas e amigos CIOs estressados, então esta é uma questão válida a ser ponderada. Quando eu era um CIO, uma infinidade de coisas me mantinha acordado à noite:

  • A preocupação com a segurança da minha rede no campus e dados institucionais;
  • A capacidade da minha organização para atrair e reter talentos;
  • Mudanças no corpo docente, a forma como se ensina e o papel da TI nessa mistura;
  • As demandas de pesquisadores de ponta para infraestrutura online; desafios de financiamento provocados por condições econômicas no estado;
  • E muitos outros problemas conhecidos e mencionados em muitas listas.

Mas uma pergunta que não está em nenhuma lista e ainda assim estava sempre em minha mente era: “Qual será ‘a próxima grande novidade’ e como encontrar recursos para lidar com ela?”

No passado, muitas dessas “próximas grandes novidades” chegaram como um furacão. Às vezes você tem um monte de avisos e tem tempo para se preparar (criar estoques e pedir conselhos). Mas outras vezes a tempestade se materializa de forma rápida e chega de repente, com a reação sendo a ordem do dia.

Claro, há muitos exemplos de “tempestades” que eu poderia listar. Mas vamos olhar para três. O que nós podemos, no ensino superior, fazer quando elas acontecem?

Infra-estrutura de internet insuficiente para suportar a demanda repentina

A tempestade: Quando smartphones e tablets explodiram nos nossos campus no outono de 2007, muitos de nós ficamos com redes sem fio lamentavelmente subdimensionados para lidar com alunos que tem até três dispositivos em suas mochilas  e que necessitam de conexão.

Isto desafiou nossa capacidade de adicionar infra-estrutura de pessoal para fazer o trabalho e financiamento para adquirir hardware. Além disso, nós estávamos lutando para lidar com o desafio de uma disponibilidade cada vez menor de endereços IPv4.

Como nós lidamos com isso: O déficit de WiFi foi abordado ao se investir dinheiro e esforço pessoal; instalar mais pontos de acesso sem fio e controladores. Para abordar a questão do espaço de endereços de rede, investimos em reengenharia de nossas redes de campus para usar endereços privados, e uma eventual e mais estratégica mudança para o IPv6.

Como o tempo passou, este acabou por ser um problema sem fim, enquanto mais e mais dispositivos e sua demanda por acesso continuam a crescer. Eventualmente, pensamos que um dia conseguiremos equilibrar essa equação, – embora ainda não tenha acontecido. Mas este desafio provavelmente já esteja bem mapeado e previsto por muitas instituições, e por nós.

O ensino e a aprendizagem passam a ser processos, também,tecnológicos

A tempestade: Em meados dos anos 1990, o ensino e a aprendizagem abriram as portas para o uso de ferramentas de tecnologia da informação para melhorar os cursos, com os então chamados sistemas de administração de cursos (CMS, na sigla em inglês).

Tivemos algum tempo para prever essa chegada, pois a aderência do corpo docente foi gradual. Muitas instituições aplicaram o que já tinham feito com outras formas de sistemas corporativos – nós escrevemos nosso próprio CMS ecriamos aplicativos específicos do campus que não seriam sustentáveis, e a maioria dos quais não estavam satisfazendo professores e alunos.

Como nós lidamos com isso: A pedagogia habilitada por TI eventualmente levou à utilização de sistemas desenvolvidos por fornecedores,soluções abertas e soluções em comunidade. Hoje, quase ninguém está “curtindo sozinho” e a maioria das Intituições tem um ambiente virtual de aprendizagem implantado.

Blackboard, Instructure, Moodle, entre outras plataformas, estão fornecendo uma infinidade de soluções para instituições. O desafio atualmente é escolher de forma sábia e apoiar sua utilização de forma adequada no campus, e essas soluções continuam a evoluir e expandir suas ofertas e utilidades.

Eu sugeriria que, já que estamos longe de superar essa tempestade, nós utilizemos as ferramentas necessárias para envolver nossos estudantes e corpo docente. Mudar e incluir um ambiente virtual de aprendizagem, como eu já mencionei, é um desafio significativo. Mas provavelmente não mantém muitos de nós acordados à noite.

A crescente necessidade de uma capacidade de internet melhor

A tempestade: Também em meados de 1990, enfrentamos um desafio que se desenvolveu rapidamente sob a forma de uma necessidade insaciável de banda larga, alimentando a demanda por redes até então frágeis e tênues.

Já não estávamos apenas lidando com o fluxo do tráfego de e-mails e comunicação, mas agora a internet comercial estava construindo demanda em nossos campus para um conjunto mais amplo de usos de banda larga. Algumas destas necessidades eram acadêmicas e de pesquisa, mas muitas não eram. Lutamos para adicionar 56 circuitos kilobit e sinais digitais, o que fazemos a preços gigantescos das operadoras de comunicação comerciais.

Como nós lidamos com isso: Este desafio foi resolvido de duas maneiras. Em primeiro lugar, a comunidade se reuniu e fez investimentos significativos na construção de nossa própria rede com foco acadêmico e em pesquisa.

Trinta e quatro instituições fizeram uma aposta para lançar o Internet2, construindo uma rede e comunidade onde a rede pode até ser o propósito principal, mas também promove colaboração e inovação. A partir deste esforço, estados e regiões construíram uma infra-estrutura de  de fibra óptica para dar suporte a esta rede nacional de pesquisa, aumentando ainda mais os recursos e reduzindo custos.

A segunda maneira foi que o crescimento mais amplo de aplicações de Internet e serviços utilizados por todos, levou a um crescimento em ofertas comerciais (e descida de preços) em todo o mundo. É este último exemplo que eu acho intrigante, considerando os motivos para se perder o sono pensando sobre “a próxima grande novidade”.

Eu não sei que novidade é essa  – ninguém sabe – mas algo está surgindo, e eu me preocupo, tendo as necessidades de ensino superior em mente,  que simplesmente jogar recursos ou esperar que o mercado comercial a resolva não será a forma como será abordada e solucionada.

Em meados dos anos 1990, os tempos financeiros eram diferentes. Essas trinta e quatro instituições tinham recursos disponíveis para aplicar na construção da plataforma que iria fornecer a solução para o desafio. Hoje, eu tenho certeza que todo mundo está sem o financiamento de investimento necessário para se lançar no que poderia ser a próxima grande novidade.

Orçamentos institucionais foram aparados para um ponto em que há muito pouco (ou nenhum) dinheiro discricionário para investir. E já não estamos em posição de tomar riscos significativos. Estamos lidando não apenas com todas as questões que consideramos prioritárias, como também com as que estão fora do nosso radar e irão aparecer como tornados e tempestades.

CIOs estão correndo para acompanhar as mudanças, e estão sob pressão para serem economicamente sustentáveis e terem eficiência de resultados. Se nós não podemos mostrar que o investimento vai ser compensado, não apenas eventualmente, mas imediatamente, nós provavelmente não seremos capazes de fazer esses investimentos.

Não é uma questão de ter a coragem, a maioria dos CIOs simplesmente não têm a flexibilidade de recursos para fazê-lo. Então, quando “a próxima grande novidade” aparece, eu me preocupo que uma das ferramentas de maior sucesso que tivemos no passado, a comunidade se unindo para investir na criação de algo para resolver o desafio, não está mais disponível para nós.

A maioria das empresas de tecnologia têm orçamentos de pesquisa e desenvolvimento para evoluir produtos e serviços existentes e criar novos. Esses orçamentos podem não ser tão grandes quanto já foram, mas eles ainda estão lá. Eu não vejo uma mentalidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento no ensino superior ao nível institucional, muito menos nas mãos do CIO.

Isto é especialmente verdadeiro se levarmos em consideração a diminuição potencial do escopo (e orçamento) do papel do CIO. Hoje, as margens financeiras em nossas instituições são tão apertadas e a tolerância ao risco é tão baixa que, a menos que o desafio seja claramente afirmado e a necessidade sentida com urgência em toda a amplitude do ensino superior, a vontade coletiva para agir pode não se materializar.

E pior, eu me preocupo que, mesmo que o perigo seja claro e presente, a flexibilidade para fazer até mesmo uma aposta certeira pode não existir. Como eu cheguei ao fim desta epístola, você pode estar esperando que eu vá ter alguma sabedoria a respeito de uma solução. E infelizmente eu não tenho.

Eu não acho que nós podemos gastar da forma que gostaríamos para abordar essa tempestade que se aproxima (seja ela qual for), porque, bem, nós não temos o dinheiro para investir. Podemos contar com o setor comercial para resolvê-la para nós? Acho mais provável que este setor seja o que produz a tempestade, quando ele chega ao mercado com “a próxima grande novidade”.

E por causa das pressões de orçamentos apertados e expectativas tremendas para o sucesso de qualquer investimento, eu me preocupo que uma massa crítica de investimentos feitos pelo CIO na comunidade possa não se materializar. Até então, eu acho que um monte de CIOs terão algumas noites sem dormir. E alguns aposentados também.

Fonte: Blackboard

13 de Janeiro de 2016

10 dicas para evitar uma desconexão na comunicação na instituição de ensino?

Ouvimos o tempo todo que uma comunicação eficaz em uma instituição de ensino é o centro para o sucesso do aluno. Embora isto seja verdade, pode ser complicado identificar como otimizar a sua estratégia de comunicação se você não sabe em quais áreas precisa melhorar. Você pode estar se perguntando: -Estou atingindo as pessoas certas? -Quais os canais de comunicação são relevantes nos dias de hoje? -Meu público sabe onde encontrar informações? -Como faço para determinar quais informações devo compartilhar? Estas incertezas são comuns – são dúvidas de escolas e universidades de diversos países. Aqui, compartilhamos dez dicas para evitar uma “desconexão” em sua comunicação: Como sabemos que estas dicas vão ajudar? Os pesquisadores da Blackboard ouviram educadores, pais e colegas, além de consultar especialistas em pesquisa. 1. Conheça sua comunidade Qual o seu índice demográfico? A maioria das pessoas em sua comunidade tem mais de 65 anos? Se sim, a comunicação tradicional pode ser a forma mais eficaz de alcançá-los do que canais de mídias sociais. Sua comunidade é formada por pais jovens? Se a respostas for sim, enviar notificações para seus telefones pode ser um canal assertivo para compartilhar atualizações e notícias. 2. Conheça seu público-alvo “Os boletins serão publicadas na próxima semana!” Esta notícia é importante, mas não necessariamente para todos os seus públicos. Os alunos, pais e famílias estão sempre interessados em informações acadêmicas. No entanto, a comunidade em geral pode não ter interesse nesta notícia. Esteja consciente sobre quem será impactado por suas notícias e anúncios e oriente-as para o público correto. 3. Sociabilize seus canais Há uma desconexão entre os canais que você usar para se comunicar? Segundo a pesquisa, 84% dos líderes de comunicação dizem que sua instituição está presente nas mídias sociais, mas apenas 46% dos pais sabem disso. É difícil ganhar a aprovação dos familiares se você não diz a eles de diferentes maneiras que está mandando mensagens e se comunicando. Para corrigir esta falha, você pode divulgar a sua presença social, colocando ícones sociais em seu site, nos aplicativos e nas assinaturas de e-mail para clicar e se conectar. 4. Preste atenção às preferências da comunidade Em uma pesquisa recente, aprendemos que as preferências de comunicação dos educadores foram, em alguns casos, drasticamente diferente das dos pais. Como líderes, é preciso ouvir as necessidades e desejos das famílias em sua comunidade em vez de depender de canais que você considera como melhores. 73% dos pais querem saber mais sobre o desempenho acadêmico de seu filho via e-mail, por isso é importante enviar este tipo de informação. Se as comunidades querem saber sobre eventos esportivos em seu site, publique isso em sua home page. 5. Questões urgentes precisam de comunicação urgente É preciso adaptar a comunicação de forma que ela seja adequada a todas as situações e tenha uma “postura lógica” em todo seu planejamento. Situações emergenciais e informações sensíveis devem ser enviadas pelos canais móveis, como mensagens de texto e nas mídias sociais, para dispositivos que as pessoas carregam em todos os momentos – como smartphones e tablets. E é esta a preferência dos pais: 72% disseram que preferem mensagens de texto para notificações de emergência, mesmo que apenas 16% dos diretores preferem enviar recados através deste canal. Anúncios cotidianos, como menus de almoço, próximos programas e resultados desportivos podem ser postados no site ou em aplicativos para que o público acesse em seus momentos de lazer. 6. Pense fora da caixa Com o recente aumento nas ferramentas de comunicação, pode ser difícil ter sucesso em todos os recursos que elas fornecem. Arrisque utilizar todos os recursos de suas ferramentas, aumentando as práticas tradicionais. Por exemplo: *Coloque o seu sistema de notificação em massa para trabalhar em todo o tipo de comunicação. *Tenha um diálogo dentro de seu site, usando formulários e pesquisas para ter feedbacks de sua comunidade. *Use o seu aplicativo móvel para compartilhar vídeos e manter a comunidade envolvida quando ela não puder participar. 7. Não compartilhe demais Enviar muitos comunicados pode desestimular alguns públicos. Você não precisa fazer um minuto a minuto dos jogos realizados na instituição, por exemplo, mas seria interessante compartilhar a notícia sobre o time vencedor. É importante compartilhar informações, mas cuide para que seus seguidores não fiquem sobrecarregados. 8. Não compartilhe de menos É preciso atualizar e ser atualizado. Se o conteúdo não é regularmente atualizado em seu site, aplicativo ou outras plataformas de mídias sociais, o seu público pode começar a ignorá-los. 9. Tenha canais diferentes para cada público Vamos voltar o segundo ponto: conheça seu público-alvo. Conhecendo seu público e sabendo o que eles precisam da instituição, você pode ter um processo de comunicação muito mais assertivo e otimizado. Você não precisa lotar todos os canais com cada atualização da comunidade escolar. É importante ter sites específicos, listas de contatos, canais de mídias sociais e aplicativos para informações relevantes e direcionadas de acordo com o perfil de cada público. 10. Adaptar, adotar e unificar O que você sabe hoje pode mudar amanhã. Em vez de ficar frustrado com a necessidade de adaptação, abrace as mudanças. Crie uma estratégia que inclua planos de comunicação que lhe permitem integrar novos canais e produtos, sem barreiras. Unificar as ferramentas é uma ótima maneira de poupar tempo e dinheiro. Após estes tópicos, reforçamos a importância de uma comunicação eficaz e que atinja seus objetivos. É importante perceber que as formas de comunicação mudam de público para público e com o passar do tempo. A partir destas dicas, é possível fazer um bom planejamento de comunicação e bem informar diferentes comunidades que fazem parte da instituição. Fonte: Blackboard

30 de dezembro de 2015

Recursos educacionais abertos: maximizando o tempo dos professores e o engajamento dos estudantes

Os recursos educacionais abertos são uma ótima maneira para os professores fazerem uso de conteúdos digitais em sala de aula. Estes recursos educacionais estão disponíveis gratuitamente on-line para que todos possam usar e contribuir em seus conteúdos.

De acordo com uma pesquisa do Projeto Amanhã, de 2014, 65% dos bibliotecários escolares dizem que o acesso a esses materiais seriam eficazes e ajudariam os professores a melhor utilizar os conteúdos digitais em sala de aula.

E, mais de 70% dos professores consideram conteúdo gratuito como o fator mais importante quando se avalia a qualidade dos materiais usados em sala de aula. Os professores também querem fazer a curadoria e modificar o conteúdo digital que utilizam em suas aulas.

Recentemente, o Departamento de Educação dos Estados Unidos anunciou uma nova campanha, “#GoOpen”, destinada a pressionar por mais material educativo a ser livremente disponível. Dez distritos se comprometeram com o desafio para substituir pelo menos um livro com Recursos Educacionais Abertos, incluindo clientes Blackboard.

Para atender a essas necessidades a Blackboard está empenhada em fornecer acesso contínuo aos recursos educacionais abertos dentro de suas soluções. O Xplor, desenvolvido pela Blackboard, é uma plataforma cruzada, onde se repõe conteúdos globais e fornece aos educadores um universo de conteúdos de aprendizagem.

Os professores podem descobrir, criar e participar da curadoria dos objetos de aprendizagem e compartilhá-los. A Blackboard também fez uma parceria com os melhores distribuidores de conteúdo digital K-12 OER (Open Educational Resource): a CK-12 Foundation, a SAS Curriculum Pathways e a Khan Academy, para poupar tempo e fazer com que os professores escolham conteúdos digitais que sejam interativos e envolventes para seus alunos.

CK-12 Foundation

A CK-12 Foundation é uma organização sem fins lucrativos que fornece cobertura completa para K-12 de matemática e ciências. A CK-12 é utilizada por alunos e professores em mais de 30.000 escolas e fornece uma gama completa de soluções de aprendizagem; cerca de 100 mil professores criaram livros didáticos digitais e testes totalmente personalizáveis.

Além disso, a CK-12 é totalmente gratuita para os estudantes, professores e escolas e agora está disponível em soluções de ensino e aprendizagem através da Xplor.

SAS Curriculum Pathways

A Pathways SAS oferece atividades interativas, baseadas em ferramentas, recursos e aplicativos para as classes K-12. Suas normais são diferenciadas para atender às variadas necessidades e capacidades tecnológicas.

Dentro da Blackboard Xplor, os recursos e aplicativos do SAS Pathways estão disponíveis sem nenhum custo.

Khan Academy

Khan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos criada em 2006 pelo educador Salman Khan, e que fornece “Educação mundial e livre para qualquer pessoa, em qualquer lugar”. A organização produz micro palestras publicadas em vídeos no YouTube.

Além das palestras, o site da organização também dispõe de exercícios práticos e ferramentas para educadores. Todos os recursos estão disponíveis gratuitamente para qualquer pessoa ao redor do mundo. A Khan Academy OER é outro grande exemplo de conteúdo digital, livre e de alta qualidade disponível para os clientes Blackboard K-12 através do Xplor.

Conteúdo gerado por usuários

Finalmente, o “mundo de recursos de ensino aberto” não seria completo sem considerar o conteúdo gerado pelo próprio usuário. Com Xplor, os professores podem criar, compartilhar e colaborar em objetos de aprendizagem com colegas dentro da sua região ou em todo o mundo.

Os professores podem compartilhar facilmente o conteúdo de forma global ou com grupos seletos e “publicar” conteúdos digitais em canais para que outros os encontrem e também utilizem o material. A Blackboard Xplor oferece conteúdos protegidos e utiliza os direitos autorais Creative Commons, reconhecido em todo o mundo.

A Crowley Independent School District (Crowley ISD), atende mais de 15 mil estudantes em escolas em Crowley e Fort Worth, e aproveita o poder da Blackboard Xplor. “Graças a Blackboard Xplor, nossos professores são capazes de criar e compartilhar livremente seus conteúdos entre as classes e outros professores sem ter de replicar os esforços”, conta Chris Tims, Instrutor Tecnológico na Crowley ISD.

E completa: “os professores preparam, enriquecem e editam o conteúdo que estará imediatamente disponível nos nossos ambientes online e disponibilizados para docentes e alunos”. A Blackboard Xplor atingiu e ultrapassou o marco de 100 mil recursos em OER.

“A Educação Aberta está no DNA da Blackboard e estamos animados com este novo marco alcançado por nossa plataforma”, disse Mark Strassman, vice-presidente sênior de marketing de produto e gestão na Blackboard.

“A Blackboard Xplor é atualmente utilizada em cerca de 60 países ao redor do mundo com um alcance potencial de mais de 4 milhões de alunos. Estamos orgulhosos de colaborar com os educadores para criar uma comunidade global que incentiva o sucesso educativo dos alunos”, completa Strassman.

11 de novembro de 2015

Por que utilizar dados para personalizar projetos e decisões é tão importante

Lily Ladd

Em nossos esforços para continuar a missão da Blackboard em busca das melhores práticas de inovação em educação, neste mês, fomos na Dreamforce, maior encontro mundial de pessoas e executivos que pensam a tecnologia para a educação, onde se discutem soluções para os desafios que estão atingindo não só a educação, mas muitas indústrias em todo o mundo. Este ano, houve um grande foco sobre como coletar e utilizar “grandes quantidades de dados” para ir além e tomar decisões personalizadas, sejam elas para clientes, pacientes ou alunos. Este pensamento e essas discussões são diretamente aplicáveis aos vários pilares de nossa inovação na Blackboard e estão nos ajudando a aprimorar nossos esforços para atender às necessidades do novo aluno. Neste ano, Marc Benioff, da Salesforce, deu destaque aos impactos do câncer. Ele disse: “Eu sei que o câncer afeta toda a família”. Ao fazer isso, ele queria destacar uma iniciativa que está utilizando muitos dados para “personalizar decisões”, o Athena Wisdom Study. Ele apresentou a Dr. Laura Esserman, diretora do UCSF Breast Care Center, que está liderando um grupo para criar uma abordagem mais personalizada no tratamento de câncer de mama. Ela explicou que, enquanto desenvolvemos abordagens “normais” e planos de tratamento, o estudo tem como objetivo analisar a possibilidade de se obter mais dados genéticos de cada mulher e sua história familiar, personalizando assim certos fatores que podem entregar melhores resultados. Esserman compartilhou como a equipe de estudo têm usado a “tecnologia da nuvem” em grande escala para entregar uma medicina de precisão e transformar como se “descobre” o câncer de mama, mas também tratá-lo com base em dados da história pessoal de cada indivíduo a partir de diferentes dados agregados. O Wisdom Study é o primeiro deste tipo a criar percursos personalizados para os pacientes para passarem pelo câncer de mama e, enquanto os resultados não são completamente tabulados, o aumento contínuo do número de sobreviventes é um bom indicador. A aplicação direta de uma abordagem semelhante à aprendizagem é algo em que estamos trabalhando de forma rigorosa na Blackboard. Descobrimos quanto mais sabemos sobre as preferências e necessidades de aprendizagem de cada um, o desenvolvimento é melhor, além de fornecer uma educação com caminhos “personalizados” para cada aluno. Com o nosso anúncio e lançamento de uma nova experiência de aprendizagem, nos focamos em criar uma plataforma aberta, segura e totalmente focada em impulsionar o sucesso do aluno. Ao capturar dados individualizados de cada estudante em tempo real, os educadores e os próprios alunos podem tomar decisões com mais conhecimento sobre as necessidades de aprendizagem de cada um e saber os próximos passos, em vez de utilizar pressupostos amplos para proporcionar um currículo generalizado. Embora não exista uma solução rápida e certeira, somos encorajados pelos primeiro sucessos do Athena Wisdom Study, e continuamos a procurar novas maneiras de fazer progressos na formação de educação para entregar experiências mais atraentes em todo o ciclo de vida do aluno. Ainda há milhões de alunos que estão lutando com os sistemas padrão e atingindo seu potencial de aprendizagem dentro dele, por isso até fornecemos aos alunos e as organizações que os apoiam, o necessário para proporcionar percursos personalizados para todos – e vamos continuar inovando. E você? Tem usado dados para conduzir percursos personalizados em sua organização?

6 de novembro de 2015

Tendências na educação em 2015

por Vinícius de Oliveira

Especialistas destacam a gestão de dados, o ensino por competências e as novas formas para avaliar e certificar como alvo das atenções

É cada vez mais comum encontrar plataformas tecnológicas – e atrativas – para promover aprendizado, jogos que imediatamente elaboram rankings da classe ou ferramentas que geram relatórios com desempenho de alunos.

Mas professores ainda sentem falta de um norte que apoie e fomente estratégias para impulsionar o desempenho de alunos. Especialistas ouvidos pelo Porvir consideram que 2015 pode começar a mudar esse quadro e veem como tendências que estarão no centro do debate educacional a adoção de plataformas de gestão de dados, o aprendizado baseado em competências e as novas formas de avaliar e de certificar conhecimentos.

É por meio deste pacote inovador, segundo eles, que se conseguirá fomentar o empreendedorismo, a consciência e competências para resolver problemas urgentes relacionados à sustentabilidade e desenvolver as habilidades do século 21.

Tudo começa com o enfrentamento de dois grandes desafios: a garantia de conectividade plena, que permitirá acesso a recursos multimídia de maneira eficiente, e uma formação de professores que os prepare para inovar e lidar com ferramentas digitais.

Novas formas de avaliar e certificar

Ao longo do ano, os testes padronizados que formam rankings e que tanto preocupam gestores e políticos, também devem ocupar o centro da arena de debate e sofrer questionamento maior. David Albury, consultor independente de educação e diretor do Innovation Unit, instituição parceira do Porvir, chega a falar até em “desilusão” com este tipo de método para avaliar desempenho escolar.

“Mais e mais países começam a entender as características e competências que jovens precisam para sobreviver e ser bem-sucedidos no século 21, como tomar iniciativa, criatividade, resolução de problemas de forma colaborativa, etc”, diz Albury.

Uma das receitas para alcançar esse aprendizado mais profundo, que dê conta das competências inter e intrapessoais, é novamente o uso da tecnologia e o olhar criterioso para os dados. As avaliações personalizadas ainda facilitam uma mudança que permeia todo o processo de aprendizado, que deixa de ser guiado pelo tempo e passa a ser baseado em competências.

Métodos como o ensino baseado na resolução de problemas e o uso elementos do mundo dos jogos são algumas das formas de conectar aprendizados com o mundo real.

No Brasil, segundo Adriana Martinelli, consultora em educação e sócia-fundadora do LED (Laboratório de Experimentações Didáticas), será um ano importante para a expansão dos FabLabs, laboratórios integrados para aprendizado que combinam física, química com robótica e programação.

Com novas formas de ensinar e avaliar, a maneira de atestar conhecimento também é impactada e começa a ficar mais flexível, se adaptando aos conteúdos e à duração. Assim, surgem os nanocertificados (ou nanodegrees, em inglês), que oferecem apenas algumas áreas de cursos tradicionais, como o MBA, para o estudante se concentrar.

Parece distante?

A Udacity, empresa gestada na Universidade de Stanford, nos EUA, já oferece modelos de cursos assim que podem ser feitos online (e de qualquer lugar do mundo).

A Fundação Mozilla, por meio do openbadges.org, também aposta na tendência de desmembramento dos cursos universitários e, junto a instituições como museus e centros de pesquisa, oferece badges (condecorações) online para atestar o domínio de uma determinada área de programação, por exemplo.

Apesar de inovadoras, essas formas diferentes de chancelar o domínio sobre determinado assunto ainda enfrentam um grande desafio: convencer empregadores.

“O ano de 2015 terá uma maior atividade de formas alternativas de certificação atuando sobre o mercado de trabalho, mas sua aceitação acontecerá em um ritmo menor do que a esperada pelas pessoas”, diz Michael Horn, do Clayton Christensen Institute.

“Tenho o sonho de que o nanodregree aterrisse no Brasil trazendo características muito parecidas com a residência, no curso medicina. É muito ligado à prática, dura entre seis meses e um ano, e você sai um especialista. Com ele, você dá ao aluno a chance de customizar a aprendizagem”, diz a consultora Adriana Martinelli.

A expansão desta modalidade no Brasil também esbarra na lei que, dentre outros requisitos, exige 360 horas de aulas. “Por causa de regulamentação do MEC, por enquanto é possível criar cursos como esses de caráter livre, mas não como especialização”, diz.

A Blackboard utiliza a moPen badges, uma ferramenta que permite que os professores façam o rankeamento dos alunos em forma de emblemas e certificados. Esta ferramenta já está configurada, mas as instituições podem optar por ativá-la através do administrador e podem ser facilmente exportada para o Mozilla Backpack.

Além disso, a Blackboard oferece oportunidades de personalização, permitindo que os professores customizem os critérios e parâmetros, assim como as datas de vencimento para “as conquistas” e para os estudantes publicarem no Mozilla.

28 de outubro de 2015