Humor e movimento estimulam o aprendizado

O pesquisador e professor William Strean, da Universidade Alberta nos Estados Unidos, defende que o humor é fundamental para criar um clima de leveza, que facilita a aprendizagem. Entretanto, para ele o humor deve ir além de apenas contar piadas e fazer os alunos rirem: envolve trabalhar o movimento físico, atividades lúdicas e contação de história. Ao contrário do que se imagina, Strean não propõe essas metodologias para alunos da educação básica, e sim para jovens universitários. O pesquisador afirma que é no ensino superior, onde estamos mais focados nas habilidades cognitivas, que precisamos trabalhar mais habilidades como paciência, trabalho sob pressão, concentração e o pensamento criativo. Para Strean, começar uma aula com a leitura de um texto engraçado, compartilhando uma história divertida ou ainda jogando e dançando, pode ter um impacto direto no aprendizado. “Embora a aprendizagem seja um negócio sério, pressão e emoções negativas podem ficar no caminho de uma pedagogia de sucesso. O humor é uma boa forma de desviar a atenção desses problemas”, afirma. O professor explica que o nosso nível de atenção durante uma aula, o que chama de consciência somática, é impactado por nossos sentimentos e empatia com o professor. “Somos incapazes de separar emoções da racionalidade”, garante o educador. Ou seja, os alunos serão menos capazes de prestar atenção na aula e, por consequência, apreender todo o conteúdo, se estiverem preocupados com outras coisas ou apreensivos com o tratamento do próprio professor. “Além de promover a tão valiosa leveza, o humor constrói a ligação professor-aluno, que é essencial para a absorção e retenção do conteúdo”, disse Strean. “Para melhorar essa relação com os alunos, nada melhor do que um professor fazer piada de si mesmo, por exempo.” Segundo um artigo publicado por Strean, os estudantes de hoje têm sido acusados de querer saber apenas o que precisam para as provas. E para ele, isso acontece porque o próprio modelo de universidade foca apenas o cognitivo. É no ensino superior onde ocorre uma maior diminuição das atividades relacionadas ao físico e emocional. “É essencial incluir abordagens em sala de aula que passem a dar mais atenção e reforçar as questões ligadas à concentração e ao aprofundamento do aprendizado não-cognitivo. Por meio do humor conseguimos fazer conexões no cérebro que estimulam, por exemplo, o tão deseja pensamento criativo”, diz. “Uma boa maneira de chamar a atenção é começar a aula passando um clipe de música. Entre os meus preferidos estão músicas do Black Eyed Peas, do Rolling Stones. Isso depende do gosto da turma, da atividade que você pode propor com isso”, conta. Outro exemplo pode ser pedir que os alunos entreguem tarefas relacionadas a essas atividades, como listas de top 10 filmes ou músicas para serem discutidos em aula, cartuns e até elaboração de quadros humorísticos. Como professor, Strean também sabe das dificuldades de manter o bom humor e encarar a aula com leveza e, para ajudar, sugere que os mestres procurem algum tipo de meditação. Mas também levanta o questionamento: “Se fizermos uma pausa antes de entrar em sala de aula e pensarmos: já que estou indo ensinar, posso escolher antes como vou fazer isso hoje. Como seria a melhor maneira para esse momento? Inquisidor? Curioso? Divertido? Feliz?’”. Para ele, “é bastante claro que se formos capazes de moldar nosso clima e criar um modo de se envolver com os alunos, as ações dos educadores vão ser muito mais eficazes”. Adaptado via Porvir

Humor e movimento estimulam o aprendizado

O pesquisador e professor William Strean, da Universidade Alberta nos Estados Unidos, defende que o humor é fundamental para criar um clima de leveza, que facilita a aprendizagem. Entretanto, para ele o humor deve ir além de apenas contar piadas e fazer os alunos rirem: envolve trabalhar o movimento físico, atividades lúdicas e contação de história. Ao contrário do que se imagina, Strean não propõe essas metodologias para alunos da educação básica, e sim para jovens universitários. O pesquisador afirma que é no ensino superior, onde estamos mais focados nas habilidades cognitivas, que precisamos trabalhar mais habilidades como paciência, trabalho sob pressão, concentração e o pensamento criativo. Para Strean, começar uma aula com a leitura de um texto engraçado, compartilhando uma história divertida ou ainda jogando e dançando, pode ter um impacto direto no aprendizado. “Embora a aprendizagem seja um negócio sério, pressão e emoções negativas podem ficar no caminho de uma pedagogia de sucesso. O humor é uma boa forma de desviar a atenção desses problemas”, afirma. O professor explica que o nosso nível de atenção durante uma aula, o que chama de consciência somática, é impactado por nossos sentimentos e empatia com o professor. “Somos incapazes de separar emoções da racionalidade”, garante o educador. Ou seja, os alunos serão menos capazes de prestar atenção na aula e, por consequência, apreender todo o conteúdo, se estiverem preocupados com outras coisas ou apreensivos com o tratamento do próprio professor. “Além de promover a tão valiosa leveza, o humor constrói a ligação professor-aluno, que é essencial para a absorção e retenção do conteúdo”, disse Strean. “Para melhorar essa relação com os alunos, nada melhor do que um professor fazer piada de si mesmo, por exempo.” Segundo um artigo publicado por Strean, os estudantes de hoje têm sido acusados de querer saber apenas o que precisam para as provas. E para ele, isso acontece porque o próprio modelo de universidade foca apenas o cognitivo. É no ensino superior onde ocorre uma maior diminuição das atividades relacionadas ao físico e emocional. “É essencial incluir abordagens em sala de aula que passem a dar mais atenção e reforçar as questões ligadas à concentração e ao aprofundamento do aprendizado não-cognitivo. Por meio do humor conseguimos fazer conexões no cérebro que estimulam, por exemplo, o tão deseja pensamento criativo”, diz. “Uma boa maneira de chamar a atenção é começar a aula passando um clipe de música. Entre os meus preferidos estão músicas do Black Eyed Peas, do Rolling Stones. Isso depende do gosto da turma, da atividade que você pode propor com isso”, conta. Outro exemplo pode ser pedir que os alunos entreguem tarefas relacionadas a essas atividades, como listas de top 10 filmes ou músicas para serem discutidos em aula, cartuns e até elaboração de quadros humorísticos. Como professor, Strean também sabe das dificuldades de manter o bom humor e encarar a aula com leveza e, para ajudar, sugere que os mestres procurem algum tipo de meditação. Mas também levanta o questionamento: “Se fizermos uma pausa antes de entrar em sala de aula e pensarmos: já que estou indo ensinar, posso escolher antes como vou fazer isso hoje. Como seria a melhor maneira para esse momento? Inquisidor? Curioso? Divertido? Feliz?’”. Para ele, “é bastante claro que se formos capazes de moldar nosso clima e criar um modo de se envolver com os alunos, as ações dos educadores vão ser muito mais eficazes”. Adaptado via Porvir

18 de dezembro de 2013

5 questões que professores devem perguntar a seus alunos

Para garantir um ensino eficiente, além da capacidade do professor de passar um conteúdo amplo e bem explicado a seus alunos, também é essencial encorajar os estudantes a pensarem sobre o que foi visto em aula. É desta forma que eles irão desenvolver habilidades em questionar e dissertar sobre assuntos, além de aprimorarem a criatividade.

Confira 5 questões que professores devem perguntar a seus alunos para garantir um aprendizado mais completo:

1) Qual sua opinião?

Para que os alunos desenvolvam um ponto de vista e possam assimilar o conteúdo de maneira mais abrangente, pergunte a eles qual opinião formaram sobre o assunto estudado. Dessa forma, eles darão mais atenção ao que foi ensinado.

2. Por que você tem essa opinião?

Logo após a primeira pergunta, questione sobre o motivo que fizeram com que eles formassem essa opinião. Isso fará com que os alunos tenham ainda mais foco no assunto estudado.

3) Como você chegou a essa conclusão?

Fazendo essa pergunta, seus estudantes tentarão conectar o que foi visto em aula com experiências que vivenciaram, assistiram ou leram anteriormente, ampliando a capacidade de raciocínio e facilitando a memorização do assunto.

4) Você pode desenvolver?

Pedindo para que seus alunos desenvolvam as ideias que tiveram, você os encorajará a ir ainda mais além, algo que pode ajudá-los a serem mais criativos.

5) Alguma pergunta?

Sua última pergunta deve ser para estimular seus alunos a questionarem de volta e, dessa maneira, resolverem qualquer tipo de dúvida que possa ter surgido com a discussão do assunto.

Adaptado via Universia

2 de dezembro de 2013

As 4 tendências para o aprendizado nos dias de hoje

Está aumentando rapidamente o número de games, apps e softwares que ajudam tanto na alfabetização de crianças quanto no aprendizado em todas as idades.

Cada vez mais interativos, animados e sofisticados, esses programas têm desempenhado importante papel, não apenas no momento de ensinar as primeiras palavras, mas também para aumentar as habilidades em escrita e leitura.

A Edweek, revista norte-americana especializada em educação, reuniu quatro tendências que têm acompanhado o ensino, e deu exemplos de ferramentas que comprovam cada uma das tendências. O site Porvir procurou elencar iniciativas brasileiras também.

Confira:

1) Interação

As editoras têm feito grandes avanços na incorporação de mídias interativas em livros eletrônicos para os alunos de todas as idades.

Um novo estudo da Campaign for Grade-Level Reading – um esforço colaborativo de organizações sem fins lucrativos, fundações e educadores do governo norte-americano para aumentar o número de estudantes de baixa renda que lêem no nível adequado para a sua idade – descobriu, a partir da análise de 137 livros digitais disponíveis no iTunes, que quase 95% possuíam áudios com narração.

Um quarto permitia que os estudantes gravassem sua própria voz e quase metade destacava as palavras enquanto as histórias eram lidas, permitindo que os alunos acompanhassem a leitura. Cerca de 65% tinham jogos e atividades interativas.

No Brasil, apesar de a indústria de e-books ainda estar engatinhando, as grandes editoras já entraram de cabeça nesse mercado.

2) Ambientes Personalizados

Jogos, apps e softwares que detectam o nível das habilidades dos alunos estão se tornando cada vez mais comuns.

A Edweek cita os exemplos da Lexia Learning’s Reading Core5 e o Journeys Common Core Assessment App, ambientes virtuais de aprendizagem interativos voltados para o currículo norte-americano.

No Brasil, especificamente para a alfabetização, temos alguns exemplos de games para alfabetização, como o Pé de Vento e o Ludo Primeiros Passos.

3) Criação de Histórias

Usando gravações de voz, animações e galeria de fotos e desenhos, muitos apps permitem que os estudantes criem e contem suas próprias histórias em formatos digitais.

Aplicativos como o Toontastic, criado pela Faculdade de Educação de Stanford e pelo Zeum, museu infantil em São Francisco, permite que alunos escolham um conjunto de diferentes cenas para criar uma história com pitadas de conflito, desafio, um clímax e a solução do problema.

Já o aplicativo PlayTime Theater, criado por uma empresa chamada Make Believe Worlds, permite que os alunos criem um show de marionetes virtuais, onde suas vozes servem como narradores de diálogo. O aplicativo grava o show, para que ele possa ser guardado e reproduzido.

4) Envolvimento dos Pais

Pesquisas têm mostrado que o envolvimento dos pais com as crianças em momentos de leitura pode aumentar a quantidade de informação que a criança absorve tanto de livros tradicionais quanto dos eletrônicos ou outra mídia digital.

Ferramentas têm aumentado esses momentos de conexão entre pais e filhos em várias formas, como o Pocket Literacy Coach, que envia mensagens com ideias de atividades envolvendo leitura para o celular dos pais. Já o Wonderopolis é um site criado pela National Center for Family Literacy, uma organização que se dedica a melhorar a leitura nas famílias.

Outro exemplo é a Story Before Bed, um site que permite que pais, avós, tios ou professores gravem sua voz enquanto lêem um livro digital.

Depois, eles podem enviar esse arquivo para qualquer criança e o áudio pode ser usado em tablets ou outros dispositivos móveis.

29 de novembro de 2013

Aplicativos que podem auxiliar nos estudos

Com as tecnologias a nosso favor, hoje os estudantes encontram nelas diversos recursos que podem os auxiliar nos estudos. Uma opção são os aplicativos educacionais, mais precisamente, os aplicativos que podem ajuda-los a se prepararem para os vestibulares e provas como o ENEM.
Listamos 9 aplicativos que podem fazer a diferença na hora dos estudos, veja:
1- AppProva: Professores mineiros são responsáveis pelo aplicativo. São cerca de 9 mil questões do Enem que estão disponíveis para Android e iPhone. Ao errar uma delas, o sistema indica a correta e indica o conteúdo que merece ser revisto pelo estudante.
2- Descubra o Enem:Testes de edições anteriores do Enem, formulados por professores do Colégio Pentágono, do Rio. Ao concluir o simulado, disponível para iPhone, o estudante indica um Estado e a carreira que quer seguir e obtém a sua classificação em relação aos demais usuários do aplicativo.
3- Enem Free: São mais de 1.400 questões, mas apenas 300 gratuitas e as demais pagas, que cobrem os exames do Enem realizados entre 1998 e 2012. Os testes são selecionados por quantidade de enunciados e matérias. A partir daí, o sistema escolhe aleatoriamente quais o aluno resolver.
4- EstudaVest: O aplicativo oferece questões para o Enem e também para os vestibulares. O aluno pode selecionar uma disciplina específica para estudar e fazer simulados que são gerados aleatoriamente.
5- Nota 10: O aplicativo para Android tem as funções de simulado de Enem, desempenho nos testes realizados e histórico de quantas questões ainda faltam a responder. Pode-se programar o conteúdo desejado, a quantidade de enunciados e um tempo para resolvê-los.
6- Pense +: O aplicativo para Android é composto por mais de 700 enunciados de provas anteriores do Enem. Ele também oferece as questões mais recentes, que caíram em 2012.
7- Provas e Simulados: Simulados direcionados ao Enem com questões que caíram em exames anteriores. Ao final do teste, o aplicativo para Android mostra um gráfico de desempenho que funciona como um relatório de rendimento ao longo de cada teste realizado.
8- Quase lá: Além de oferecer testes de versões antigas do Enem, o aplicativo incentiva o estudante a resolver as questões sob pressão do tempo. Há cinco modos de resolvê-los: hiperativo, normal, quase lá, completo e missão impossível. Disponível para Android e iPhone.
9- Simulado Enem: Conteúdo desenvolvido pelos professores do núcleo pré-universitário do Colégio 7 de Setembro, do Ceará, que reúne 180 enunciados ao todo. O aplicativo conta o tempo que o aluno usa para resolver as questões e mostra uma estatística de erros e acertos.

26 de junho de 2013

Ensino e aprendizado: 10 passos para inovar

    Em seu clássico On the Road, Jack Kerouac dizia gostar das pessoas que queimam como fogos de artifício. Hoje, o que não falta são jovens com a cabeça em ebulição de tantas ideias. E nem sempre são ideias simples. Muitos destes “pequenos” idealistas querem desenvolver projetos que, além de ser a base para a carreira que pretendem seguir, podem mudar o mundo. Para ajudar esses jovens a inovar, o educador e empreendedor dinamarquês Nikolai Seest já realizou mentorias em mais de 300 projetos de negócios criativos em seu país e também no exterior, como foi o caso Yes!, na Groelândia, que reúne um grupo de jovens empreendedores para, em dois anos de formação, resolver problemas culturais, econômicos e ambientais do meio em que vivem. Por conta dessa experiência com inovação e empreendedorismo, Seest foi convidado pelo Ministério da Educação da Dinamarca a criar uma iniciativa que auxiliasse professores que também desejassem inovar em sala de aula, o que resultou no Pioneer. A metodologia do projeto é simples e direta: mãos na massa. Por isso, desde 2007 foram criados diversos workshops, encontros, campanhas e revistas que trazem um compilado de informações sobre o tema. Em passagem recente pelo Brasil, Seest diz que ficou encantando com as escolas democráticas, mas completa, com bom humor: “Gostaria de ter visitado escolas tradicionais. Só conheci escolas democráticas e fiquei com a impressão que a educação no Brasil é inovadora, gostaria de ter uma visão mais ampla”. Apesar de ter passado pouco tempo, o educador afirma que ficou impressionado com o número de pessoas engajadas e que querem uma nova educação, com mais impacto. “Sei que pode demorar muito tempo para que aconteçam mudanças, mas é fato que muitos já entendem o que está aí como obsoleto e já estão buscando novidades. Isso é uma tendência global e a transformação é inevitável”, diz. Seest deixou um cartaz que os professores dinamarqueses colavam em suas salas de aula. Confira. 10 passos para ter mais inovação no ensino e no aprendizado 1 – Dos horários fixos para as atividades dinâmicas Organizar o ensino de maneira mais dinâmica e aproveitar as oportunidades que surgem durante o processo. Fortalecer a improvisação. 2 – Dos conhecimentos adquiridos dentro da sala de aula para aqueles obtidos fora da escola O aprendizado ocorre em todos os lugares – na sala de aula e no mundo que nos rodeia. Hoje, as crianças e os jovens obtêm informações de muitas fontes, e a realidade exterior desempenha um papel cada vez maior no ensino e na aprendizagem. 3 – Do conhecimento teórico ao conhecimento aplicado na prática Os alunos usam o conhecimento teórico como base para a concepção e desenvolvimento de soluções práticas para problemas concretos, realistas. 4 – De respostas certas às perguntas abertas Os alunos não devem apenas ser incentivados a dar as respostas certas, mas também a agir como antropólogos, curiosos e repórteres que trazem novos conhecimentos valiosos que podem ser usados para a criação de novas perguntas. 5 – De problemas fictícios para os desafios reais Motivar os alunos a explorarem a realidade ao redor, em vez de ficar inventando problemas para serem resolvidos. 6 – Da aprendizagem passiva para uma participação ativa Transformar os alunos em agentes ativos, criadores. Eles devem se envolver na geração de novos conhecimentos e novas soluções. 7 – De aprender com a cabeça para aprender com o corpo inteiro O ensino deve mesmo inspirar os alunos a tocar, cheirar e mergulhar num assunto em vez de apenas ler um livro ou olhar para uma tela. 8 – De trabalhos individuais para a solução de problemas em conjunto Em vez de priorizar o trabalho individual do aluno, colocar um problema no centro de todos eles, para que o conhecimento individual contribua para a resolução em conjunto. 9 – Do professor como especialista onisciente para o professor como facilitador O professor deve ajudar a trazer novos conhecimentos em vez de ficar narrando velhos conhecimentos. Ele é responsável por seu método e deve usar técnicas e ferramentas diferentes para ensinar. 10 – Da sala de aula formal a oficina experimental A sala de aula deve ser um laboratório para a experimentação, em vez de um ambiente rígido e formal. Elas precisam ser espaços onde os erros são permitidos. Fonte de referência: porvir.org

14 de junho de 2013

Mix de aprendizado e a profissão do professor

Sabemos que a profissão do professor está em constante mudança, pois com as novas tecnologias e formas de aprendizado, essas mudanças tornam-se necessárias. O mix de aprendizado pode ajudar os professores a se aperfeiçoarem, melhorando suas condições de ensino. Veja abaixo no infográfico os 10 benefícios do mix de aprendizado para os professores:

6 de Maio de 2013

Conheça os cinco principais conceitos que vão mudar a escola e o aprendizado

No evento Transformar  2013, realizado em São Paulo no início de abril, foram apresentados exemplos de modelos de ensino inovadores dos Estados Unidos que mostram como será a educação do futuro.  As mais de 800 pessoas que participaram do evento, entre educadores, gestores e empreendedores, conheceram exemplos concretos norte-americanos de escolas inovadoras que mostram que já é possível personalizar a aprendizagem e que não há apenas um modelo para fazer isso. Conheça os cinco conceitos que vão transformar as escolas: Personalização – Entender as necessidades de cada estudante é o diferencial da School of One, uma plataforma criada para escolas de Nova York por Rose e Christopher Rush e que tem a tecnologia como principal aliada para a tarefa. O sistema elabora um mapa de habilidades e plano de estudos individual. Mas, para isso, utiliza experiências de outros alunos. Um enorme repositório de lições está disponível e o banco de dados prevê que tipo de atividade é mais adequado ao perfil de cada um. Uma receita parecida é usada no grupo de escolas Summit, na Califórnia, na qual os estudantes passam por uma avaliação no início do ensino médio, para elaborar um plano de estudos de acordo com seus objetivos de carreira. A tecnologia, novamente, é usada para avaliar em todos os momentos o que cada aluno já aprendeu e se já está pronto para aprender mais. Plataforma adaptativa – Existem plataformas tecnológicas de ensino online que ajudam a elaborar e entregar os conteúdos necessários para os diferentes tipos de alunos. José Ferreira, fundador da Knewton, ferramenta que fornece lições de matemática, diz que o volume gigante de informações que sua base de dados oferece, revoluciona o ensino. A plataforma mostra ao professor com agilidade o que os estudantes aprendem, quando erram, no que tem dificuldades e como aprendem e ajuda a elaborar aulas. Ensino híbrido – Para que cada um possa aprender do seu jeito, também é realizada uma mudança física nas salas de aula e os alunos sentam nas mais variadas formas: sozinhos, em grupos pequenos ou grandes, em frente a computadores ou usando material impresso. Para que esse modelo híbrido funcione, o papel do professor também muda para o de mentor. Segundo Tavenner, das escolas Summit, os docentes acompanham as atividades realizadas em um espaço grande, sem paredes, e orientam os alunos de várias formas: resolvendo dúvidas, questionando, provocando debates, orientando atividades e projetos. Engajamento – O interesse das crianças é o ponto de partida para o aprendizado na escola de ensino fundamental Quest to Learn, em Nova York. Apoiada pelo Instituto of Play, um estúdio de design sem fins lucrativos, a escola constrói o engajamento dos alunos por meio de jogos. Segundo Waniwski, a lógica dos videogames é apropriada para o aprendizado porque proporciona um ambiente com regras, nas quais há etapas a serem vencidas, mas que tolera erros. Para usar esses elementos, o Instituto of Play tem profissionais especializados em criar jogos educativos que dão suporte aos professores e incentiva também os alunos a inventarem os seus próprios. Outra forma de promover o engajamento é conectar o ensino com a realidade. Essa é a aposta de Melissa Agudelo, reitora de admissões do grupo de 11 escolas High Tech High, de São Diego. “Os alunos precisam ver sentido no que aprendem”, diz. Educação por projetos – O fim da grade de disciplinas separadas é uma das experiências das escolas High Tech High para tornar o aprendizado mais relevante aos alunos. Segundo Agudelo, os estudantes não são divididos por série, mas sim por nível de habilidade, aprendendo vários conteúdos integrados. Para isso, os professores estimulam alunos a desenvolverem projetos, solucionar problemas, nos quais precisam usar vários tipos de conhecimento. Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

17 de Abril de 2013

Autoaprendizado e tecnologia, uma mistura eficaz

Apesar de ainda não estarem completamente inseridas nos sistemas educacionais, a tecnologia e as plataformas digitais estão tirando o foco do ensino formal. Assim, modelos híbridos, baseados em autoaprendizado, aprendizado por games e relação com a comunidade são uma mistura que tem tudo para dar certo. Terry Heick, que analisa esse assunto, é educador especializado em desenvolvimento social por meio de inovações no ensino e autor em sites especializados.  Ele afirma que o e-learning já está começando a ser um método superior em relação ao presencial, e vai ser cada vez mais. As ferramentas disponíveis são muitas: jogos digitais, simulações, modelos de ensino usando aparelhos móveis, ambientes e plataformas de e-learning,bem como mídias sociais. Para Terry, os desafios dos educadores é descobrir como os estudantes aprendem melhor e como a tecnologia pode ajudar nesse processo. Por isso, os professores continuam tendo papel fundamental. Ao responder um questionário sobre o assunto,  abordando ainda temas como o aprendizado baseado em projetos e educação domiciliar, o educador afirma que o modelo de aprendizagem que mais tem lhe interessado é um tipo híbrido entre autoaprendizagem e aprendizagem através de games e brincadeiras. Ele diz acreditar que a ideia de aprender brincando é totalmente focada nos estudantes, e que eles são estimulados de várias maneiras pois são guiados pela curiosidade e imaginação. Com relação a metodologia  de ensino baseada em projetos, ele diz que aos poucos está se tornando mais popular, que os modelos de cinco anos atrás têm sido substituídos por essa nova abordagem, que ele caracteriza como mais personalizada. Esse método vem se tornando uma alternativa viável às unidades e lições tradicionais. Nele, o processo de aprendizagem é mais importante do que o resultados do projeto em si. Tendo conhecimento do ensino domiciliar que vem crescendo nos Estados Unidos, Terry acredita, sem dúvidas, que um indivíduo pode ter uma educação melhor em casa do que a que teria na escola. Ele afirma que adoraria ver o papel das escolas públicas mudar, de uma única instituição detentora do saber para um papel diferente no ambiente de aprendizagem misto, onde escolas dão apoio a comunidades com recursos, programas de alfabetização, redes de tutores e mesmo com programas e projetos que ajudam os pais e os membros da família a entenderem o real significado de “aprendizagem”. Com uma mudança como essa, a capacidade de aprendizagem iria acontecer não só no nível institucional, como nos níveis da comunidade e individual, e uma mudança a longo prazo teria uma chance maior de acontecer.

8 de Março de 2013

Professores reaprendendo a aprender

Desde 2001 até agora, os professores andam percebendo algumas mudaças em sala de aula. Isso porque as tecnologias foram entrando no universo educacional. Com isso, especialistas começaram a pensar mais sobre o assunto. Chegaram a conclusão que o primeiro passo para os professores se adequarem aos novos formatos de educação era fazer com que eles reaprendessem a aprender e, para isso, era fundamental que eles se organizassem em redes.

Esse é um dos desafios mais interessantes que temos hoje: como é que ajudamos os professores a entender o que está acontecendo fora das escolas e os deixamos aptos para preparar as crianças para essa realidade? A resposta do especialistas apontam que os professores têm que construir suas próprias redes e se tornar responsáveis pelo seu aprendizado, assim como se espera que os alunos façam.

O professor americano Will Richardson vem há 6 anos capacitando professores para essa mudança reunindo eles em comunidades virtuais e em algumas atividades presenciais ao longo do ano letivo. Ele procura fazer desse ambiente virtual um espaço compreensivo em que os professores possam compartilhar experiências, ansiedades e expectativas e, de quebra, se apropriar das funcionalidades da internet. “Tentamos fazer com que os professores se sintam confortáveis com o ambiente online, dividam seus medos, sejam transparentes, conversem. Mas leva tempo”, afirma o especialista, que procura usar o canal que criou para mostrar exemplos do que é possível fazer e falar sobre a educação do século 21. Essa capacitação tem sido procurada por escolas públicas e particulares, que inscrevem parte do seu corpo docente para participar da capacitação.

Richardson diz que o programa é apenas parte da solução, afirmando que as próprias escolas precisam mudar radicalmente. Percebe-se aindauma importância de os alunos receberem uma espécie de alfabetização em rede, onde aprendam segurança na web, como e onde pesquisar, o que se pode ou não fazer em ambiente virtual. Quanto à estrutura das escolas, o ideal é que os espaços fossem redesenhados porque sala de aula, quadro negro e carteira já não fazem mais sentido. É preciso ter muito mais espaços colaborativos de trabalho, acesso a materiais multimídia e não apenas trancar o aluno 4 ou 5 horas diárias em uma sala de aula.

19 de dezembro de 2012

Desvendando o 1º de quatro mitos sobre Social Learning

Albert Bandura

O trabalho em grupo tem sido parte do processo educativo desde a Grécia antiga, se não antes. Mas, em um mundo cada vez mais colaborativo, onde as respostas às informações estão disponíveis com rapidez, esta abordagem está sendo reinventada pelos alunos multimídia. Novas tecnologias e a web 2.0 redefinem o que significa ser social, que consequentemente, altera o significado de ensinar e aprender. Vamos desvendar agora o 1º mito sobre Social Learning! Mito 1 – Social Learning é uma novidade Nos anos 1970, Albert Bandura, estabeleceu a mais famosa teoria de Modern Social Learning, a qual propõe que as pessoas podem aprender em um contexto social. Mais especificamente: – A aprendizagem pode ocorrer através da observação de outros comportamentos e o resultado decorrente dela. – A aprendizagem pode ocorrer cognitivamente sem uma mudança de comportamento correspondente. – Comportamento modelado é reforçado por produzir resultados desejáveis (para ambas as partes, o observado e o aluno). – Três variáveis no contexto da aprendizagem social – o aluno, o comportamento e o ambiente – podem influenciar um ao outro. As vantagens da social learning, incluindo a aprendizagem através do exemplo e do reforço do conhecimento que vem com a “conexão humana”, ainda são válidas hoje.Contudo, o advento das tecnologias de redes sociais tem ajudado a criar um novo tipo de social learning. Ainda hoje, instrutores atuam como facilitadores, mentores e guias, mas ao mesmo tempo renunciam seu grau da autoridade para a “comunidade de aprendizagem”, na qual inclui estudantes na sala de aula, alunos localizados remotamente e uma vasta variedade de recursos que estão acessíveis a um clique. Ou seja, não existe uma passagem unilateral de conhecimento do professor para o aluno. A aprendizagem ocorre de forma colaborativa. Por sua vez, cada aluno compartilha conhecimento adquirido com outras pessoas através de ferramentas multimídia. Assim, a primeira geração de alunos multimídia, a qual tem crescido em um mundo digital e conectado, define social learning no século 21. Na sequência desvendaremos aqui no blog mais mitos sobre Social Learning.

14 de novembro de 2012