Serviço One-Stop para os estudantes: os benefícios para os alunos de hoje

Craig Chanoff

Quando eu falo sobre apoio ao estudante com líderes institucionais, é cada vez mais claro que cada instituição terá de investir em serviços para seus alunos. A maior necessidade é a criação de um apoio integrado para a experiência do estudante –  isto irá atender melhor às necessidades complexas dos alunos de hoje.

Como parte de nossa investigação na Blackboard para a construção e gestão de serviços de suporte, entrevistei três líderes de ensino superior que partilharam as suas melhores práticas e pensamentos sobre o futuro e como terão que evoluir; pequenas e grandes instituições deveriam aproveitar a tecnologia para atender as necessidades dos estudantes de hoje.

  • Anne Valentine Vice-presidente do Atendimento e Experiência ao Estudante no Ivy Tech Community College, em Indiana
  • Julie Selander Diretora do Serviço ao Estudante One Stop e Serviços aos Veteranos na Universidade de Minnesota
  • Dennis Day Ex-vice-presidente do Estudantes de Sucesso e Engajamento na Johnson County Community College.

Quais problemas o one-stop pode resolver?

Anne Valentine: Nós precisávamos criar uma experiência. Todos sabemos que perdemos muitos estudantes no processo de inscrição, porque ele era muito complexo.

Também sabíamos que queríamos criar uma experiência “uniforme” para todos os estudantes – não importando em qual campus ele estivesse.

No entando, os alunos receberam serviços incoerentes e respostas diferentes. Tivemos um longo caminho a percorrer.

Julie Selander: Na Universidade de Minnesota, foi lançada uma pesquisa para entender melhor a satisfação do aluno. Os resultados mostraram altos níveis de insatisfação com serviço de apoio ao estudante e dificuldade na obtenção de respostas a perguntas básicas – e nós concordamos.

Decidimos que era preciso encontrar uma maneira de criar uma melhor experiência simplificada para os alunos e aproveitar melhor os nossos recursos humanos e tecnologia. 

Quais são os benefícios do one-stop no centro de serviços estudantis para a instituição?

Dennis: A maioria espera que a experiência do estudante seja melhorado consolidando várias funções de apoio. Um dos maiores benefícios da implementação do “one-stop” é a melhora da experiência pessoal. Os alunos querem ser auto-suficientes e que seus níveis de satisfação subam.

Outro grande benefício é o tempo; as instituições têm tempo para fazer projetos mais estratégicos ou mergulhar mais fundo em projetos atuais.

Julie: A experiência pessoal não era nosso foco principal, mas sim melhorar a experiência do estudante. Estávamos preocupados como as nossas antigas operações, mas foi incrível como nossa equipe “abraçou” nossa nova meta e missão.

O tempo também foi um grande benefício. Fomos capazes de expandir o escopo de nossa equipe one-stop e profissionalizar a posição por conta do aumento da “eficiência” e agora podemos fornecer serviços para todos os estudantes.

Dennis: Muitas pessoas criar o one-stop para se conectar com os alunos de forma diversificada. Através do ganho de eficiência que a mudança para o one-stop permite, as universidades alcançam novas oportunidades na relação com os alunos. 

Todas as instituições deveriam considerar o desenvolvimento e a abordagem integrada dos serviços?

Dennis: Diferentes instituições têm personalidades e necessidades diferentes. Os serviços para os estudantes em cada instituição terão resultados diferentes. Instituições maiores podem procurar por conveniência e serviço; eles querem mais transações concluídas em menos tempo, utilizando menos pessoas.

As instituições menores querem melhorar a experiência do estudante. Apesar as diferenças, todas as instituições terão de melhorar a tecnologia.

Julie: Não existe um modelo único. Você tem que pensar sobre quais são os seus pontos negativos e quais problemas você está tentando resolver. No nosso caso, os alunos sentiram como se fossem apenas um número e queriam se sentir como parte integrante e ter uma conexão com a instituição.

Serviço One-Stop para os estudantes: os benefícios para os alunos de hoje

Craig Chanoff

Quando eu falo sobre apoio ao estudante com líderes institucionais, é cada vez mais claro que cada instituição terá de investir em serviços para seus alunos. A maior necessidade é a criação de um apoio integrado para a experiência do estudante –  isto irá atender melhor às necessidades complexas dos alunos de hoje.

Como parte de nossa investigação na Blackboard para a construção e gestão de serviços de suporte, entrevistei três líderes de ensino superior que partilharam as suas melhores práticas e pensamentos sobre o futuro e como terão que evoluir; pequenas e grandes instituições deveriam aproveitar a tecnologia para atender as necessidades dos estudantes de hoje.

  • Anne Valentine Vice-presidente do Atendimento e Experiência ao Estudante no Ivy Tech Community College, em Indiana
  • Julie Selander Diretora do Serviço ao Estudante One Stop e Serviços aos Veteranos na Universidade de Minnesota
  • Dennis Day Ex-vice-presidente do Estudantes de Sucesso e Engajamento na Johnson County Community College.

Quais problemas o one-stop pode resolver?

Anne Valentine: Nós precisávamos criar uma experiência. Todos sabemos que perdemos muitos estudantes no processo de inscrição, porque ele era muito complexo.

Também sabíamos que queríamos criar uma experiência “uniforme” para todos os estudantes – não importando em qual campus ele estivesse.

No entando, os alunos receberam serviços incoerentes e respostas diferentes. Tivemos um longo caminho a percorrer.

Julie Selander: Na Universidade de Minnesota, foi lançada uma pesquisa para entender melhor a satisfação do aluno. Os resultados mostraram altos níveis de insatisfação com serviço de apoio ao estudante e dificuldade na obtenção de respostas a perguntas básicas – e nós concordamos.

Decidimos que era preciso encontrar uma maneira de criar uma melhor experiência simplificada para os alunos e aproveitar melhor os nossos recursos humanos e tecnologia. 

Quais são os benefícios do one-stop no centro de serviços estudantis para a instituição?

Dennis: A maioria espera que a experiência do estudante seja melhorado consolidando várias funções de apoio. Um dos maiores benefícios da implementação do “one-stop” é a melhora da experiência pessoal. Os alunos querem ser auto-suficientes e que seus níveis de satisfação subam.

Outro grande benefício é o tempo; as instituições têm tempo para fazer projetos mais estratégicos ou mergulhar mais fundo em projetos atuais.

Julie: A experiência pessoal não era nosso foco principal, mas sim melhorar a experiência do estudante. Estávamos preocupados como as nossas antigas operações, mas foi incrível como nossa equipe “abraçou” nossa nova meta e missão.

O tempo também foi um grande benefício. Fomos capazes de expandir o escopo de nossa equipe one-stop e profissionalizar a posição por conta do aumento da “eficiência” e agora podemos fornecer serviços para todos os estudantes.

Dennis: Muitas pessoas criar o one-stop para se conectar com os alunos de forma diversificada. Através do ganho de eficiência que a mudança para o one-stop permite, as universidades alcançam novas oportunidades na relação com os alunos. 

Todas as instituições deveriam considerar o desenvolvimento e a abordagem integrada dos serviços?

Dennis: Diferentes instituições têm personalidades e necessidades diferentes. Os serviços para os estudantes em cada instituição terão resultados diferentes. Instituições maiores podem procurar por conveniência e serviço; eles querem mais transações concluídas em menos tempo, utilizando menos pessoas.

As instituições menores querem melhorar a experiência do estudante. Apesar as diferenças, todas as instituições terão de melhorar a tecnologia.

Julie: Não existe um modelo único. Você tem que pensar sobre quais são os seus pontos negativos e quais problemas você está tentando resolver. No nosso caso, os alunos sentiram como se fossem apenas um número e queriam se sentir como parte integrante e ter uma conexão com a instituição.

23 de outubro de 2015

Agora é a hora para uma nova experiência de aprendizagem

Jay Bhatt* O Blackboard passou por diversas mudanças desde que ingressei na empresa, há quase três anos. Entre essas mudanças estão: a reorganização da empresa para trabalhar melhor com os mercados em que atuamos; aquisições de empresas e novas tecnologias; e, talvez o mais importante, uma mudança transformadora colocando o foco maior no aluno. Mas a maior mudança está acontecendo hoje. Estou compartilhando uma nova abordagem para a educação, e isso vai desencadear uma nova maneira de pensar no nosso “ecossistema educacional”. Estamos chamando-o de Nova Experiência de Aprendizagem: uma maneira transformadora para criar maior envolvimento, interação e qualidade de aprendizagem através da tecnologia, serviços integrados e capacidades de dados. Ela começa com uma análise da atual sistema educacional. Precisamos ser honestos sobre o que funciona e o que não funciona. E tudo começa com o aluno. Há uma “desconexão” entre o que os alunos de hoje querem e como o sistema educacional apresentado a eles. A indústria não mudou nos últimos anos. Os alunos de hoje têm um conjunto diferente de desejos, necessidades e preferências. Os alunos de todas as idades e em todos os pontos do ciclo de vida de aprendizagem exigem algo diferente. Eles querem e esperam que a tecnologia desempenhe um papel importante em sua educação. E eles querem tecnologia na educação, que é tão conveniente que eles já se acostumaram com empresas como Apple e Amazon. Eles querem ser “móveis”. Eles querem ser capazes de se conectar com seus pares. E eles querem tudo rápido, de maneira simples e intuitiva. Além disso, os alunos estão aprendendo de uma forma totalmente diferente. Uma estatística frequentemente citada é que 85% dos estudantes do ensino superior na América do Norte são “não-tradicionais.” Estes são os alunos que não passam quatro anos no campus “físico” das universidades. São alunos a distância. São aprendizes em tempo parcial que ganham um certificado de competência em vez de um “grau”. São alunos adultos que buscam uma nova carreira através de programas online. Começando com este foco sobre o novo aluno, a nova experiência de aprendizagem também será totalmente integrada aos fluxos de trabalho – com uma experiência totalmente nova, intuitiva e agradável – acessível, móvel e com dados e capacidades analíticas. Estamos começando nossa jornada em direção a Nova Experiência de Aprendizagem com novas versões do nosso sistema de gestão de aprendizagem Blackboard Learn ™, Blackboard Collaborate ™ e o novo Bb Student App ™. Este é o momento para nós, como uma empresa de educação, de garantir que vamos colocar o aluno em primeiro lugar, reimaginar como a educação acontece e inspirar o mundo para aprender. *Jay Bhatt é presidente, diretor executivo e membro do conselho da Blackboard Inc., líder global em tecnologia e serviços que ajudam a tornar a educação mais imediata, direta e personalizada para os alunos em todos os lugares. Jay é um ex-professor tem como “paixão” a missão da Blackboard: reimaginar a educação.

10 de agosto de 2015

3 passos importantes para o crescimento da aprendizagem on-line

Já é sabido que o Ensino a Distância está cada vez ganhando novos adeptos no Brasil e no mundo. As matrículas vem crescendo consideravelmente ano a ano e muitas universidades já aderem ao formato de ensino em pelo menos algumas disciplinas. Mas qual o movimento correto que as instituições devem realizar em busca de um crescimento ainda mais significativo?

Recentemente Christina Fleming, responsável pela área de marketing e matrícula da Lifecycle Services, divulgou sua experiência em um projeto ao lado do Dr. Javier Reyes, da UPCEA, onde lidera a divisão online da universidade. Juntos definiram um plano que iria aumentar a visibilidade dos programas onlines com o objetivo de aumentar as matriculas, tanto em graduação e pós – graduação, além de expandir para novos públicos. Confiram abaixo os 3 passos e os resultados da pesquisa. Escolhendo os programas certos É preciso avaliar e escolher os programas certos para investimento, além de analisar a disponibilidade competitiva de cada programa na região. E, pesquisar a demanda por esses programas entre os futuros alunos e empregadores. Após avaliar e discutir a trajetória geral e os resultados. Compreender o público Com os programas selecionados, o próximo passo é compreender os futuros alunos. É importante levar em conta a demografia e a psicografia para garantir que a mensagem seja entendida por pessoas aptas a escolherem a aprendizagem online. Diferenciadores Tendo em mente o público-alvo desenhado, é importante pesquisar as principais razões que levam o aluno optar pelo ensino online. Além disso também foi realizada uma pesquisa de telefone com 20 empregadores regionais para entender suas percepções e necessidades. Resultados A realização deste projeto foi uma experiência maravilhosa. Dois itens foram importantes antes de lançar uma campanha: tempo disponível e os recursos para planejar a abordagem. *Christina Fleming é responsável por liderar a equipe de marketing e matrícula dentro do Blackboard Student Lifecycle Services. Trabalha em colaboração com os clientes de ensino superior para fornecer planos de marketing e matrícula estratégicas, além de trazer programas para o mercado baseados em pesquisas de mercado e percepções quantificáveis. Para contemplar e otimizar o ensino em sala de aula e online, a Blackboard disponibiliza a Blackboard Learn, uma plataforma completa que auxilia na interação presencial e virtual. A plataforma reúne um conjunto de ferramentas flexíveis e completas que tem como objetivo se comunicar com os estudantes, fornecer informações para tomada de decisões e possibilitar acesso aos conteúdos. A Blackboard Learn funciona como uma “central” onde é possível postar materiais, aprender virtualmente, compartilhar conteúdo, criar grupos de discussão e colaborar com colegas de todo o mundo.

2 de junho de 2015

Como estimular a aprendizagem com vídeos

Atualmente, é comum a utilização de vídeos na educação, seja em salas de aula, presenciais ou virtuais. Vídeos são frequentes nas diversas rotinas de estudantes e professores, presente na educação a distância, na prática de salas de aula invertidas, na realização de projetos, apresentação de trabalhos e experiências. Permitir o estímulo visual, facilitando o aprendizado e as relações entre conteúdos, estimulando quem o assiste. Esses são apenas alguns dos benefícios do vídeo, conforme especialistas e educadores. Mesmo com tanta defesa, esse é considerado um aprendizado passivo. “Sabemos por pesquisas já realizadas que os vídeos sozinhos não garantem um aprendizado profundo”, questiona Chris Walsh, CEO da Zaption. A startup que ele comanda foi a vencedora deste ano da LAUNCHedu, competição de novos negócios realizada durante no SXSWEdu, em Austin, nos Estados Unidos. Experiências ativas Transformar vídeos em experiências ativas de aprendizagem. Essa é a proposta da plataforma, que possibilita usar qualquer vídeo já existente no YouTube, Vimeo ou qualquer outro lugar, e adicionar a ele informações complementares. A ferramenta inclui uma barra lateral no vídeo onde podem ser incluídas informações em texto, imagens, quizz, o que forma os chamados “learning tours” (algo como excursões de aprendizagem, em português). Segundo Walsh, enquanto os estudantes assistem aos vídeos, é possível fazer perguntas e assim entender melhor o que eles estão entendendo e aprendendo com essas informações. “Essas interações dos alunos são armazenadas e compõem um banco de dados, individual e da classe, que pode ser utilizado pelos educadores tanto para acompanhar o aprendizado, quanto para modificar as instruções de acordo com as necessidades individuais ou do grupo”, completa. O Analytics oferecido pelo Zaption rendeu à empresa outro prêmio, o de Mindful Data Award, promovido pelo Dila (Digital Innovation in Learning Awards). Segundo o executivo, o diferencial dos dados oferecidos pela plataforma é que eles são de fácil compreensão e oferecem para quem os lê um feedback imediato sobre a forma como os telespectadores interagem com o conteúdo e entendem os conceitos-chave de cada vídeo. Plataforma gratuita A plataforma é gratuita e por enquanto está disponível em inglês, espanhol, francês e hebraico, mas os planos para a versão em português não estão distantes. “Esperamos que esteja no ar até o início do próximo ano letivo. Mas mesmo antes disso é possível criar conteúdos em qualquer idioma”, aponta Walsh. Todos os vídeos disponibilizados no Zaption podem ser utilizados e customizados, o que, segundo o executivo, estimula a troca de conteúdos e a adaptação deles para cada contexto. Walsh ressalta que muitos estudantes têm usado a ferramenta, criando seus próprios vídeos e fazendo quizes para colegas que os ajudam a estudar. Desde seu lançamento, em 2013, a plataforma soma mais de 150 mil usuários, sendo 70% deles professores e alunos do ensino regular, 20% do ensino superior e o restante de empresas que realizam treinamentos corporativos. Via: Porvir

8 de Abril de 2015

4 dicas para inovar na sala de aula

Os professores necessitam de muita criatividade para manter a atenção dos alunos no modelo tradicional de sala de aula. Smartphones, tablets e notebooks têm sido concorrentes desleais dos mestres que ainda usam o velho quadro negro. A geração da era digital já não é mais apática como a anterior e possui características como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética entre outras que são mundialmente conhecidas como competências do século 21. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização. Sabendo disso, o diretor de Inovação do site Qmágico, Luiz Edmundo Mizutani, listou quatro dicas para o professor inovar e, consequentemente, atrair os alunos em sala de aula, que vão além do simples acesso ao computador. “O computador com um bom sistema educacional é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro antro da aprendizagem. Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação (utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos) podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos”, explica Mizutanni. Primeira dica: transformar as notas em conquistas Notas são escalas que não dizem por si só se um aluno tem ou não conhecimento do assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da competência. Mas isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência. “Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem o entendimento em si.A conquista dessa proficiência pode ser representada por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como fazê-las. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas”, explica o diretor. “As conquistas na verdade devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar”, conclui. Segunda dica: abra espaço para colaboração O momento em que estamos fazendo uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir. Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática. “Façam o seguinte: cada aluno assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de algum colega, identificando e corrigindo os erros. As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são determinadas pelo professor. Imaginem só a alegria dos alunos em conseguir notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem melhor sobre o assunto estudado” ensina Mizutanni. Terceira dica: valorize competências e conhecimento no lugar de informação Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à Internet. “Evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Por exemplo, em uma aula de geometria, o professor pode pedir aos alunos que construam em grupo alguma peça em madeira que use os conceitos aprendidos em classe. Ou que os alunos de história montem grupos e desafiem outros grupos com perguntas sobre o assunto estudado. Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando se limita o tamanho dos textos a serem entregues, obrigando o aluno a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo” opina. Quarta dica: introduza o elemento surpresa na aula O professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém com essas surpresas. “O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento de surpresa e sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o professor deu uma mãozinha ao aluno que ele acha que precisa de mais motivação, não é verdade? Usem a criatividade!” diz o diretor do Qmágico. Chocolate Surpresa: Fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar pra casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate. Convidado Especial: levar um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é usada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos. Fonte: QMágico

5 de dezembro de 2014

Connected Learning: aprendizagem dentro e fora da sala de aula

O uso da tecnologia na educação é uma necessidade cada vez mais sentida nas escolas. A abundância de informação aliada às conexões sociais vindas da inclusão digital ajuda estudantes e professores a compartilhar interesses e ainda proporciona o ensino no conforto de sua casa. O Connected Learning ou Aprendizagem Conectada parte do pressuposto de que o modelo educacional atual não responde às demandas da sociedade contemporânea, nem leva em consideração os interesses dos estudantes. Para o Connected Learning, atualmente há um novo ecossistema de aprendizagem, que pode passar pela educação formal, mas não se restringe a ela. Neste panorama, as cidades ganham um papel central revelando seus espaços e agentes educativos como museus, praças, organizações, coletivos, zoológicos ou bibliotecas. Já com a disseminação da internet, as oportunidades educativas se multiplicaram ainda mais: cursos abertos online, intercâmbio entre usuários nas redes e projetos construídos online e colaborativamente. O Connected Learning dialoga com o conceito de educação integral, contemplando que a aprendizagem acontece em diferentes espaços, diante de diferentes agentes educativos e também em diferentes tempos. Esta diversidade de espaços e atores da aprendizagem pode se concretizar por meio da formação de bairros-escolas, nos quais a comunidade, em parceria com a escola, se mobiliza para reconhecer e ofertar oportunidades de ensinar e aprender em seus diferentes espaços. Mesmo que a ideia de que a educação acontece para além dos muros da escola não seja nova, ainda persiste uma dificuldade em reconhecer os diferentes espaços e agentes educativos, considerando todos igualmente importantes na formação de cada pessoa. Um dos projetos que busca romper essas barreiras é o Cities Of Learning (Cidades de Aprendizado) que pretende conciliar a aprendizagem que acontece dentro e fora da escola. Assim, as instituições de ensino absorvem atividades que seus alunos desenvolvem em outros espaços, seguindo seus interesses e necessidades. Dentro do Cities of Learning, as medalhas abertas servem para que as escolas reconheçam atividades realizadas por seus alunos em outras instituições e levem isso em consideração como parte do processo de aprendizagem do estudante, como um crédito escolar, por exemplo. Cidades estadunidenses como Chicago, Pittsburgh, Dalas e Los Angeles participam da iniciativa. Neste panorama, os tradicionais papéis de aluno e professor se modificam: os adultos têm a tarefa de ajudar os estudantes a fazer conexões entre coisas que podem estar acontecendo dentro, mas principalmente fora da escola. Fonte: Portal Aprendiz

3 de dezembro de 2014

Pesquisa comprova: estudar previne perda de memória

Cognição: Idosos com maior nível de escolaridade têm memória mais saudável (Veja/Thinkstock)

Em estudo, idosos que tinham maior nível de escolaridade e praticavam mais atividades intelectuais se saíram melhor em testes de cognição

Uma nova pesquisa comprovou que maiores níveis de escolaridade e a prática de atividades intelectuais, como leitura e aulas de música ou pintura, protegem a cognição e podem retardar o surgimento de problemas de memória em quase uma década.

O estudo, realizado na Clínica Mayo, nos Estados Unidos, acompanhou cerca de 2 000 indivíduos de 70 a 89 anos que não tinham demência. Parte deles, no entanto, apresentava comprometimento cognitivo leve.

Esse problema está entre o declínio cognitivo que acontece naturalmente com o envelhecimento e o diagnóstico de demência, como o Alzheimer. Os participantes responderam a questionários sobre seus níveis de escolaridade e a prática de atividades cognitivas e intelectuais no ano anterior e quando estavam na faixa dos 50 anos.

Eles também foram submetidos a testes que avaliam aspectos da cognição, como memória, linguagem e atenção. Segundo os resultados, os idosos que tinham maiores níveis de escolaridade apresentaram uma cognição melhor do que os que estudaram durante menos tempo.

Os pesquisadores concluíram que estudar por mais tempo e praticar atividades intelectuais pode retardar em até nove anos o surgimento de comprometimento cognitivo, inclusive em pessoas que carregam o gene APOE4, conhecido por aumentar o risco de Alzheimer.

“Atividades intelectuais realizadas durante a vida podem retardar o comprometimento cognitivo e prevenir a epidemia de demência que vivemos”, escreveram os autores no artigo, publicado nesta segunda-feira na revista médica Jama Neurology.

CONHEÇA A PESQUISA
Onde foi divulgada: periódico Jama Neurology
Quem fez: Prashanthi Vemuri, Timothy G. Lesnick, Scott A. Przybelski, Mary Machulda, Walter A. Rocca, Ronald C. Petersen e Clifford R. Jack Jr
Instituição: Clínica Mayo, nos Estados Unidos
Resultado: Idosos que estudaram por mais tempo e que praticam mais atividades intelectuais, como leitura e aulas de música, têm cognição melhor e podem apresentar problemas cognitivos até nove anos mais tarde.
Adaptado via Veja.

20 de agosto de 2014

As dicas de Daphne Koller para concluir cursos online

Daphne Koller, professora do departamento de ciência da computação da Universidade de Stanford e cofundadora do Coursera, deu uma entrevista ao site da Exame para falar sobre educação on-line e dar dicas para que os estudantes consigam terminar esses cursos. Confira como foi: EXAME.com: Você costuma dizer que a educação online é o futuro. Estamos preparados para isso? Daphne Koller: Já há muitos usos de tecnologias online que, alguns anos atrás, seriam considerados impossíveis. Pense em tudo que é relacionado ao consumo de entretenimento. Antes do Youtube, do Netflix e seus similares, as pessoas não pensavam que poderia ter tanto entretenimento pela web. Antes do Facebook, as pessoas não pensavam que poderiam ter amigos pela web. Cinco anos atrás, namoro pela internet era um conceito bizarro. Encontrar um parceiro para a vida, pela internet? Que estranho. E hoje sites de relacionamento são o que as pessoas mais novas estão usando. É um processo e geralmente acontece mais rápido do que as pessoas pensam. EXAME.com: Então, já estamos preparados? Daphne Koller: Acho que há pessoas que não estão preparadas. Sabemos da exclusão digital. Ainda existem pessoas para quem internet e computadores, em geral, ainda são um mistério assustador. Para essas pessoas, precisamos fazer um trabalho melhor de prepará-las e termos a certeza de que a interface que provemos seja simples e fácil de usar. Mas profissionais qualificados não têm absolutamente nenhum problema em fazer essa transição para educação online. EXAME.com: Quantos alunos brasileiros estão no Coursera? Daphne Koller: O Brasil é um país muito grande para gente, é o quinto em termos de crescimento de estudantes. Já são 250 mil. EXAME.com: Quais os cursos que mais interessam aos brasileiros? Daphne Koller: Se você olha para os dez cursos com mais alunos brasileiros, eles tendem a cair em duas categorias principais. A primeira é negócios e habilidades de empreendedorismo. A segunda, é o que eu chamaria de habilidade cognitiva de pensamento, que é aprender a racionalizar, argumentar e usar o pensamento matemático. EXAME.com: A evasão dos cursos é um problema? Daphne Koller: A mídia exagera nas reportagens sobre evasão. Porque muitas das pessoas que se inscrevem para um curso não aparecem nem no primeiro dia e muitos não chegam a entregar a primeira tarefa. Há pessoas que só assistem aos vídeos e tratam o curso como um documentário de televisão, o que, na minha opinião, é bem divertido. Você pode aprender assistindo documentários, lendo um livro. É melhor aprender com engajamento ativo, mas nem todo mundo vai fazer isso. EXAME.com: Então, não é um problema? Daphne Koller: Entre as pessoas que estão comprometidas em terminar o curso, a taxa de conclusão é de mais de 60%. Entre quem paga para receber um certificado – que pressupõe um valor que não é alto, de 50 dólares -, a taxa de conclusão chega a 90%. De certa maneira, pode-se dizer que não é um problema tão grande quanto as pessoas fazem parecer. Mas ainda é maior do que queremos porque se 64% terminam o curso, 35%, não. EXAME.com: Como evitar que estes 35% abandonem? Daphne Koller: Estamos muito interessados em aumentar taxa de conclusão entre esses alunos e existe uma variedade de mecanismos para os quais estamos olhando. Incluindo, por exemplo, o que ocorre em centros de aprendizagem, em que estudantes aprendem juntos de maneira organizada e com a ajuda de um facilitador que os ajude com o material do curso e a solucionar problemas. O fato de haver uma comunidade no entorno do estudante o ajuda a concluir o curso. EXAME.com: Fazer o curso em grupo é um jeito de diminuir as chances de não terminá-lo? Daphne Koller: A primeira coisa é criar tempo semanal na sua rotina para fazer o curso. Um período que você saiba que vai trabalhar nisso. Porque, do contrário, as pessoas deixam tudo para o último minuto e quando se dão conta perderam prazos e percebem que não vão terminar o curso. A segunda é identificar um grupo de pessoas com quem você quer estudar junto. Podem ser reuniões presenciais ou conversas virtuais. É útil criar uma comunidade porque assim você sente que deve a conclusão do curso também a eles. Além de ser mais divertido, há mais comprometimento. EXAME.com: E o processo de escolha do curso? Daphne Koller: Escolher bem o curso é a terceira coisa. Algo muito legal desses cursos abertos online é que o estudante pode explorar nas duas primeiras semanas do curso se ele é adequado para o seu perfil. Se ele decidir prosseguir é que o conteúdo tem a ver com o que ele espera e o jeito de ensinar também. E se ele não gostar, não precisa continuar. Não tem punição, é de graça. EXAME.com: Este tipo de curso online é um diferencial para o currículo? Daphne Koller: Há recrutadores que estão usando a conclusão desses cursos online como um fator importante para selecionar e contratar profissionais. EXAME.com: Com tanta oferta de cursos, como é possível se diferenciar academicamente? Daphne Koller: Tem pessoas que agarram as oportunidades que elas têm e começam e terminam esses cursos. Há outras que não tem motivação porque estão muito ocupadas assistindo televisão ou fazendo outra coisa. Para se diferenciar academicamente há duas barreiras: financeira e a da motivação. O que fizemos foi derrubar a primeira, não a segunda.   Adaptado via Exame

16 de Abril de 2014

Instituto inverte sala de aula para professores

O Instituto Singularidades, especializado em formação e capacitação de professores, assumiu o desafio de ensinar de modo inovador e fazer com que o modelo seja passado adiante.

Este ano, a organização vai propor aos seus alunos um novo método de aprendizagem, que inspirado em modelos e experiências internacionais, vai tentar inverter a sala de aula: os estudantes aprenderão o conteúdo em suas casas, e o espaço da escola será usado para dúvidas e experimentação.

“Para melhorar as condições de aprendizagem dos nossos alunos, fomos pesquisar o que existe no mercado internacional, as inovações no modelo de ensino acadêmico.

Nas escolas que visitei nos Estados Unidos e que temos como referência, como Harvard, MIT, Babson College e Olin College, o flipped classroom [ou sala de aula invertida] elevou a taxa de aprendizado dos alunos em 30%. O que mostrou que eles aprendem e se desenvolvem mais por meio dessa metodologia”, afirma Claudio Oliveira, diretor-geral do Instituto Singularidades.

O conceito de sala de aula invertida propõe que os alunos estudem os conteúdos antes das aulas, por meio de vídeoaulas ou outros recursos interativos como games. Dessa forma, a sala é usada para a realização de exercícios, projetos e atividades em grupos, otimizando o tempo do professor para tirar dúvidas, aprofundar temas e estimular discussões.

E é essa experiência que os próprios futuros educadores vão viver na pele antes de aplicar o modelo. “Queremos uma sala de aula ativa e interativa. Invertendo a lógica tradicional de organização educacional o aluno ganha mais autonomia de aprendizado e o papel do professor deixa de ser o de especialista e passa a ser o de tutor, de facilitador, no sentido de ajudar o aluno a desenvolver seus projetos em sala”, diz.

Os próprios docentes do instituto tiveram que passar por um treinamento de quatro meses para poderem aplicar essa metodologia e se familiarizarem com a plataforma de compartilhamento de conteúdo. A grande sacada desse modelo, segundo Claudio, é a nova organização das turmas.

Os alunos passam a ser divididos em grupos espalhados pela sala e o professor circula entre as mesas acompanhando as atividades e tirando dúvidas. Eles não serão mais enfileirados, com carteiras voltadas para um único professor no quadro-negro.

“Outra coisa interessante é que não vamos mais ter a divisão por séries. As turmas têm capacidade para até 90 alunos, vamos misturar todos os períodos para trabalharem conjuntamente em projetos e atividades.” “Os professores formados por esse modelo vão estar preparados para enfrentar e resolver problemas, não apenas para serem transmissores de conteúdos e reprodutores desses problemas.

A postura é proativa, o aluno sai preparado para lidar de forma inovadora com os problemas do mercado.” dis Valdir Carlos Silva, coordenador do curso de matemática do Singularidades. Ele acredita que, trabalhando por projetos e colaborativamente, os alunos irão desenvolver habilidades como comunicação e senso crítico e inovador.

“Esses novos modelos já são aplicados faz tempo nos Estados Unidos e vão tomar conta do mercado brasileiro nos próximos anos. No nosso caso, por sermos formadores de professores, precisamos começar a trabalhar nesse modelo para que os nossos alunos possam se apropriar desse conhecimento e assim consigam transformar as escolas onde irão atuar futuramente”, argumenta Claudio.

A expectativa do Singularidades é de que os professores formados por meio do método impactem também outras salas de aula pelo país.

Adaptado via Porvir

31 de Janeiro de 2014

4 cuidados que os estudantes devem ter com o uso da tecnologia

A tecnologia está nos tornando cada vez mais dependentes de aparelhos eletrônicos e aplicativos que automatizam tarefas cotidianas. Porém, a tecnologia pode provocar alguns comportamentos nos estudantes que são um obstáculo na hora de estudar. Confira agora 4 problemas que devem ser evitados por quem usa a tecnologia nos seus estudos: 1. Irritação A tecnologia fez com que os estudantes se tornassem cada vez mais irritados quando têm que deixar os seus aparelhos e jogos de lado. A necessidade de deixar jogos e aplicativos de entretenimento de lado para prestar atenção na aula, de repente, parece uma catástrofe. 2. Paciência  A paciência é uma virtude difícil de ser encontrada nos estudantes de hoje. Eles ficam irritados quando uma página na internet demora a carregar e não têm muita paciência para gastar com os estudos, já que estudar demora mais do que acessar o Facebook. 3. Escrita  O constante uso das redes sociais faz com que os estudantes percam as suas habilidades de escrita, uma vez que as abreviações e o excesso de informalidade são comuns na linguagem online. 4. Interação social  A tecnologia dá a impressão de que estamos interagindo o tempo todo, mas estudantes estão cada vez mais perdendo o hábito de conversar e interagir socialmente por meios offline. Manter uma conversa pessoalmente está se tornando uma tarefa difícil e evitada pelas crianças de hoje. Adaptado via Universia

23 de dezembro de 2013