Acessibilidade na educação: da integração à inclusão

De acordo com a Organização de Saúde Mundial, aproximadamente 1 bilhão de pessoas no mundo apresentam algum tipo de deficiência. Quando focamos especificamente na educação e alunos com deficiência, um artigo publicado há alguns anos pela Eurostat destaca que 25% entre as idades 18-24 que reportaram alguma deficiência deixaram a educação antes da educação secundária, comparado a 12,4%  sem deficiências. Além disso, o número de jovens que não estão empregados e não estão estudando é o dobro entre pessoas com deficiência. É claro que uma nova abordagem educacional poderia desempenhar um papel determinante na vida de muitos estudantes em todo o continente.

Por muitos anos, o foco tem sido, principalmente o fornecimento de salas de aula integradas, onde os alunos com deficiências estão localizados no mesmo espaço que seus colegas, considerando o mesmo trabalho e as mesmas avaliações. A princípio isso parece ser uma coisa boa e funciona para muitos. No entanto, o desafio é que nem todo aluno aprende e se comunica da mesma forma e esperar que todos façam o mesmo trabalho, da mesma forma, não gera sucesso consistente na turma como um todo.

A maioria das deficiências, na verdade, não prejudica a capacidade acadêmica de uma pessoa, mas ela muda a maneira como essa pessoa aprende. Um aluno pode ter uma deficiência, como a maioria das cognitivas, que não é visível e muitas vezes passa despercebida.

Em virtude do progresso tecnológico, estamos vendo o surgimento de uma abordagem inclusiva que possibilita experiências de aprendizagem mais flexíveis e que permitem que os alunos alcancem os mesmos objetivos, atingindo os mesmos resultados, mas da forma mais adequada para cada um.

Por exemplo, sabemos que estudantes com deficiência frequentemente se sentem isolados de seus colegas e não sabem como interagir com eles, especialmente quando se inicia uma discussão em aula. Alguns podem se engajar mais e se sentir parte do grupo em uma discussão na sala de aula virtual.

Ou vamos voltar nossa atenção aos PDFs utilizados para o aprendizado online. Eles representam 50% de todo o material do curso em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, mas alguns alunos acham difícil de aprender com eles, porque os documentos nem sempre são projetados para serem compatíveis com leitores de tela. Ter uma solução tecnológica que crie automaticamente formatos alternativos do mesmo documento pode desempenhar um papel fundamental no aumento da acessibilidade e no aumento da produtividade dos alunos.

Mudar de uma abordagem integrada para uma abordagem inclusiva requer uma pequena mudança mental e um ajuste mínimo de rotinas de trabalho consolidadas, mas sua adoção mais ampla fará uma enorme diferença para os alunos. Os estudantes com deficiência, em particular, estão em melhor situação, mas uma abordagem de aprendizagem inclusiva pode beneficiar todos os tipos de alunos.

Original: https://blog.blackboard.com/accessibility-in-education-integration-inclusion/

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Acessibilidade na educação: da integração à inclusão

De acordo com a Organização de Saúde Mundial, aproximadamente 1 bilhão de pessoas no mundo apresentam algum tipo de deficiência. Quando focamos especificamente na educação e alunos com deficiência, um artigo publicado há alguns anos pela Eurostat destaca que 25% entre as idades 18-24 que reportaram alguma deficiência deixaram a educação antes da educação secundária, comparado a 12,4%  sem deficiências. Além disso, o número de jovens que não estão empregados e não estão estudando é o dobro entre pessoas com deficiência. É claro que uma nova abordagem educacional poderia desempenhar um papel determinante na vida de muitos estudantes em todo o continente.

Por muitos anos, o foco tem sido, principalmente o fornecimento de salas de aula integradas, onde os alunos com deficiências estão localizados no mesmo espaço que seus colegas, considerando o mesmo trabalho e as mesmas avaliações. A princípio isso parece ser uma coisa boa e funciona para muitos. No entanto, o desafio é que nem todo aluno aprende e se comunica da mesma forma e esperar que todos façam o mesmo trabalho, da mesma forma, não gera sucesso consistente na turma como um todo.

A maioria das deficiências, na verdade, não prejudica a capacidade acadêmica de uma pessoa, mas ela muda a maneira como essa pessoa aprende. Um aluno pode ter uma deficiência, como a maioria das cognitivas, que não é visível e muitas vezes passa despercebida.

Em virtude do progresso tecnológico, estamos vendo o surgimento de uma abordagem inclusiva que possibilita experiências de aprendizagem mais flexíveis e que permitem que os alunos alcancem os mesmos objetivos, atingindo os mesmos resultados, mas da forma mais adequada para cada um.

Por exemplo, sabemos que estudantes com deficiência frequentemente se sentem isolados de seus colegas e não sabem como interagir com eles, especialmente quando se inicia uma discussão em aula. Alguns podem se engajar mais e se sentir parte do grupo em uma discussão na sala de aula virtual.

Ou vamos voltar nossa atenção aos PDFs utilizados para o aprendizado online. Eles representam 50% de todo o material do curso em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, mas alguns alunos acham difícil de aprender com eles, porque os documentos nem sempre são projetados para serem compatíveis com leitores de tela. Ter uma solução tecnológica que crie automaticamente formatos alternativos do mesmo documento pode desempenhar um papel fundamental no aumento da acessibilidade e no aumento da produtividade dos alunos.

Mudar de uma abordagem integrada para uma abordagem inclusiva requer uma pequena mudança mental e um ajuste mínimo de rotinas de trabalho consolidadas, mas sua adoção mais ampla fará uma enorme diferença para os alunos. Os estudantes com deficiência, em particular, estão em melhor situação, mas uma abordagem de aprendizagem inclusiva pode beneficiar todos os tipos de alunos.

Original: https://blog.blackboard.com/accessibility-in-education-integration-inclusion/

29 de outubro de 2018

Cinco recursos de acessibilidade para melhorar suas ofertas de cursos on-line

Sabemos que os estudantes necessitam de mais ofertas de cursos acessíveis. Se a sua instituição não tornar o conteúdo on-line acessível também aos estudantes com deficiência, você pode ficar suscetível a complicações legais.

No caso dos Estados Unidos, embora a American with Disabilities Act (ADA) não preveja normas específicas para a acessibilidade em determinados cursos, isso continua sendo uma exigência federal.

“As instituições que têm uma boa política de acessibilidade e que estão agindo de boa-fé são menos propensas a serem processadas. As instituições que não estão implementando essas políticas são vulneráveis”, conta Eva Hill, Subprocuradora Geral de Justiça e de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Reunimos aqui 5 recursos de acessibilidade para ajudá-lo a ficar em dia com essas políticas.

Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.0

Abrange uma gama de recomendações para tornar o conteúdo da web mais acessível. Seguindo essas orientações, o conteúdo ficará mais acessível a mais pessoas com deficiência visual, auditiva, limitações cognitivas, entre outros.

Universal Design for Learning Series

Oferecido pelo Centro Nacional de Desenho Universal para a Aprendizagem (UDL), fornece apresentações e recursos de mídia na web para aumentar a compreensão, a utilização e potencializar os recursos da UDL, informando famílias e comunidades sobre iniciativas de desenvolvimento e políticas profissionais.

CAST

É uma organização de pesquisa e desenvolvimento da educação sem fins lucrativos que trabalha para expandir as oportunidades de aprendizagem através do Universal Design for Learning. O CAST, trabalha para entender toda a extensão da variabilidade humana e dos alunos para encontrar abordagens transformadoras que tornem o ensino mais eficaz para todos.

Materiais de Qualidade

Um corpo docente centrado no processo de revisão deve estar atento à qualidade dos cursos online e mistos. É interessante submeter o curso a uma revisão e receber feedbacks para melhorar o desempenho.

Centro Nacional para a Deficiência e o Acesso à Educação

Aborda questões de tecnologia nas práticas de educação para melhorar o rendimento das pessoas com deficiência e suas famílias. No Brasil, o ensino on-line é uma forma de democratizar o ensino superior, utilizando-se das novas tecnologias e alcançando mais pessoas que buscam uma qualificação que se encaixe dentro do seu perfil pessoal e profissional.

Este modelo de ensino surge também da necessidade de proporcionar educação a pessoas que não se enquadram no sistema tradicional. Aqui na Blackboard, nós oferecemos recursos valiosos. Temos uma seção de nossa Central de Ajuda totalmente dedicada à acessibilidade.

Você tem necessidade de mais recursos acessíveis na web?

Nossos Consultores de Acessibilidade estão prontos para criar uma parceria e desenvolver, revisar ou aperfeiçoar estratégias e conteúdo. Você pode nos contatar por aqui ou se conectar diretamente no LinkedIn.

Enquanto algumas instituições criam mecanismos eficazes para estabelecerem mudanças na indústria, não podemos esquecer que nossa principal motivação são os alunos! Quando construímos a acessibilidade no ambiente de aprendizagem, todos se beneficiam. 

Adaptação do texto de Scott Ready. Fonte: Blackboard

16 de dezembro de 2015

Aplicativos criados por jovens ajudam a garantir a inclusão de pessoas com deficiência na escola

Jovens estão cada vez mais desenvolvendo ferramentas como o HandTalk e o Que Fala, aplicativos para celular que buscam auxiliar o acesso à escola de crianças e jovens que declaram ter algum tipo de deficiência e encontram barreiras para estudar.

O HandTalk, por exemplo, vencedor do prêmio WSA-Mobile, promovido pela ONU, é um aplicativo para tablets e celulares que traduz em tempo real, qualquer palavra ou frase, em português, para Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Para Ronaldo Tenório, um dos fundadores da ferramenta, o uso da tecnologia pode ser um passo para o acesso de crianças com deficiência auditiva nas escolas que, apesar do crescimento no número de matrículas, continua baixo. Além de auxiliar no processo de inclusão de jovens com deficiência, esse tipo de tecnologia permite um aprendizado em duas vias.

“A plataforma é útil para alunos surdos, para que eles possam frequentar a escola da maneira adequada. Com a solução implementada nas escolas, além de estimular esse aluno com deficiência, será um incentivo para seus colegas aprenderem Libras e estreitar o relacionamento entre eles”, explica.

Mônica Pereira dos Santos, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, considera algo “super positivo” esse engajamento dos jovens para o desenvolvimento de tecnologias para a acessibilidade, mas ressalta que seu impacto depende de como esta tecnologia vai ser adotada pela escola e seus profissionais.

“Inclusão é assunto de culturas e políticas públicas, para além das práticas. Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há que haver uma mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e valores (culturas) e tomar decisões que reorientem seu dia a dia em um sentido mais favorável a inclusão (políticas)”, diz.

A pesquisadora ainda destaca a importância do custo baixo para as instituições e famílias que precisam adquirir esses produtos. Pensando nisso, a Que Fala, ferramenta que coloca no tablet aquelas pranchas de papel usada por pessoas com deficiência na fala para se comunicar, oferece preços diferentes para as escolas que adquirem o aplicativo em grande quantidade (10 a 15 pessoas), além de oferecer treinamento gratuito a professores e pais.

“Tudo isso é muito importante para dar escala, para fazer acontecer, de fato. Nossa ferramenta foi desenvolvida em Android, porque é possível conseguir tablets por preços bem abaixo dos convencionais, sem limitar a instituição à qualquer marca, já que existem várias, inclusive nacionais”, explica Daniel Barboza, um dos fundadores da ferramenta.

10 de julho de 2013