Professores, usem a internet a seu favor

Uma das maiores preocupações dos professores hoje em dia é como melhorar a aprendizagem de seus alunos por meio dos recursos virtuais. Professor de japonês em Brasília, Malcon Douglas aponta um caminho usando as redes sociais. Adaptando os recursos disponíveis a cada obstáculo ele enxergou possibilidades de engajar os seus alunos para se superarem ao aprender uma língua que é tão distante da nossa.

No processo de entender a vida virtual de seus alunos ele viu o quanto as redes sociais poderiam motivá-los a aprender o significado de palavras desconhecidas. Ele percebeu que os alunos estavam constantemente conectados as suas redes. “A internet dispõe de um leque de informações e cabe ao professor escolher certos tipos de informações e aproximá-las do aluno de modo que ele tenha acesso a um texto, um dicionário virtual, a um plugin no navegador que eles percebem que possa ser útil”, diz Malcon.

O professor faz realmente um trabalho de curadoria para que os seus alunos tenham acesso aos conteúdos e formatos mais interessantes da web. Cabe a eles então decidirem o que faz mais sentido para o próprio aprendizado. Depois de coletar esses diferentes materiais ele os concentra tudo em apenas uma conta na nuvem compartilhada com toda a turma. O aluno opta pelo que prefere, seja ele pelo material impresso ou virtual. “É uma aprendizagem personalizada, onde os diferentes estilos dos alunos são respeitados. Tem um aluno que é mais visual, outro que é mais auditivo, e tem quem aprenda mais escrevendo. Eu posso ampliar os exercícios disponíveis para que ele se adeque a cada aluno” acrescenta o professor.

Essa autonomia dos alunos é possível porque eles mesmos são responsáveis por avaliar o quanto eles sabem da matéria. Ao fazer os exercícios, eles têm um retorno imediato do seu desempenho e os possibilita identificar lacunas no próprio aprendizado: onde ele acertou, não acertou e onde ele pode melhorar. Isso é muito importante para entender em que os alunos devem se empenhar.

Malcon realmente sai do caminho tradicional para que os seus alunos aprendam. Eles deixam de lado suas mesas para fazer exercícios dinâmicos de alongamento que são explicados por vídeos com instrutores japoneses. Ele usa recursos de mapas para que o aluno tenha uma visão 3D de como é se sentir participando de Hanami no Japão. “Japonês é uma língua carregada de cultura. Não basta você entender simplesmente as palavras ao se apresentar, por exemplo. O aprendizado passa por gestos, posturas e maneiras de como se deve falar ou deixar de falar. Encontrei diversas ferramentas na internet para me ajudar nisso: seja materiais didáticos disponíveis em pdf, através de vídeos no youtube, ou pelo contato direto com japoneses através do Skype”, conta o professor. Malcon mostra que os professores precisam ter claro onde eles querem chegar, mas podem ficar confiantes que o caminho se faz caminhando.

Fonte: QMágico

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UNESCO lança estudo sobre a transformação educacional por meio da tecnologia

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), divulgado na última terça-feira (26), deve ajudar políticos, gestores e professores a elaborar políticas públicas de inclusão digital nas escolas. O trabalho intitulado “Tecnologias para a transformação da educação: experiência de sucesso e expectativas” traz informações sobre o impacto das mudanças na educação na América Latina, os fatores de sucesso e traça recomendações de ações a serem implantadas.

A pesquisa se concentra na escola e destaca o papel de cada ator (diretor, professor e aluno) como determinantes de sucesso ou fracasso de iniciativas, além de mostrar como a tecnologia possibilita mudanças pedagógicas capazes de impulsionar rendimento acadêmico.Jovens de hoje já dominam celulares, computadores e tablets com enorme facilidade e têm fácil acesso a novas tecnologias, o que faz com que tenham expectativa de grandes mudanças na forma de aprender. Porém, essa transformação passa por investimentos que precisam ser cuidadosamente estruturados.

De antemão, o estudo deixa claro que a simples compra de computadores e tablets de última geração ou a instalação de conexão à internet via banda larga não serão nunca suficientes para conseguir replicar exemplos como ensino de ciências a partir da ciência forense (algo que já acontece no Brasil) ou programação para Arduino em um grande número de centros educativos ou de salas de aula, nem conduzirão automaticamente ao surgimento de mais desenhos inovadores de aprendizagem. Segundo o texto, o desafio é garantir que esta tecnologia seja utilizada de modo eficaz para melhorar como e o quê os estudantes aprendem.

Diretor de política educativa da UNESCO, Francesc Pedró García, afirmou que é evidente que a tecnologia pode resgatar o interesse dos estudantes, pois “permite aprender de forma diferente e muito mais agradável”. O representante da UNESCO, no entanto, defende uma mudança de foco nos planos educacionais nacionais que preveem a distribuição de hardware, como computadores ou tablets. “Em vez de um laptop por aluno, estamos falando em um laptop por professor. A maioria das famílias já equipa seus filhos, e os recursos públicos devem ser destinados aqueles que não têm. As iniciativas de universalização vão ser superadas pelo tempo e os países desenvolvidos já estão deixando isso de lado”, afirma.

A UNESCO aposta em sete componentes que aparecem no estudo reiteradamente como fatores críticos para promover a mudança pedagógica com a inserção da tecnologia:

  1. Promover a aprendizagem ativa, interativa e cooperativa
  2. Oferecer uma maior personalização da aprendizagem
  3. Reformar o currículo para que tenha um enfoque competencial
  4. Avaliar a aprendizagem de forma consistente com os objetivos
  5. Adotar uma aproximação sistêmica à gestão da mudança pedagógica
  6. Desenvolver uma liderança pedagógica potente
  7. Apoiar os professores

Fonte: Porvir

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Professor é chave para o sucesso no uso de tecnologia na sala de aula

Considerado um caminho sem volta por especialistas em educação, o uso das tecnologias em sala de aula depende essencialmente dos professores para dar certo. É por isso que eles se tornaram o grande alvo dos programas atuais do Ministério da Educação para promover o aproveitamento de ferramentas tecnológicas nas escolas.

Das primeiras experiências com a distribuição de laboratórios de informática à mudança de estratégia depois do projeto piloto do Um Computador por Aluno, a formação de professores para o tema não perdeu força. O Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), que centraliza as estratégias do governo federal na área, capacitou 644.983 docentes desde 2008.

De acordo com o Ministério da Educação, todos os cursos solicitados por estados e municípios para capacitação de educadores para o uso de tecnologias em sala de aula continuam sendo financiados. Só este ano, a expectativa é de que 4,9 mil professores façam os cursos, ministrados em 845 Núcleos de Tecnologia Educacional estaduais.

As experiências – bem sucedidas ou não – mostraram que, se o professor não se apropriar das tecnologias e perceber os ganhos reais para a prática pedagógica com as ferramentas, elas se tornam apenas um amontoado de caixas nas escolas. Para o professor Gilberto Lacerda, do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), o professor é o ator central do processo de inserção das tecnologias na escola.

“Mesmo que todos os alunos tenham computadores, se o professor não é capaz de fazer uma relação educativa consistente do seu trabalho e as ferramentas, nada funciona. O professor é o elemento mais importante, porque ele é quem dá o sentido pedagógico às coisas. Qualquer recurso tecnológico tem de ser dominado por ele primeiro”, afirma o pesquisador.

 

Tablets para docentes

Desde 2012, o MEC passou a investir em outra iniciativa para modernizar a sala de aula: os tablets. Os equipamentos portáteis, com tela de 7 ou 10 polegadas, têm visor multitoque, câmera e microfone embutidos e serão distribuídos para os professores. Quando chegam às mãos dos docentes, já estão carregados de materiais multimídia.

“Estamos distribuindo tecnologias que, integradas, podem facilitar o dia a dia do professor. O tablet dá acesso a conteúdos digitais e mobilidade”, garante a diretora de Formulação de Conteúdos Educacionais do MEC, Mônica Gardelli Franco. Junto com os tablets, a proposta prevê a entrega de lousas eletrônicas, que possam se comunicar com os equipamentos do professor, ou computadores e projetores.

Os primeiros professores a receberem os tablets serão os do ensino médio. Até julho de 2013, o governo federal bancou 378 mil equipamentos e os estados adquiriram outros 347 mil. Só o MEC investiu R$ 115 milhões. Da mesma forma que no UCA, o ministério realizou um pregão nacional para ajudar estados e municípios interessados em espalhar os equipamentos para professores de outras etapas ou até para alunos a baratear custos com a aquisição.

Para participar da primeira leva de distribuição dos tablets financiados pelo governo federal, as redes de ensino precisavam contemplar escolas urbanas de ensino médio, ter internet banda larga, laboratório do Proinfo e rede sem fio (wi-fi). Os contratos são assinados pelas próprias empresas e as redes estaduais de ensino e o tempo de entrega depende disso.

Dados do ministério mostram que, no primeiro semestre, 275 mil tablets foram distribuídos às redes. Entre a compra e a entrega, é exigido um tempo para carregamento de materiais didáticos nos equipamentos e dispositivos de segurança. Além da formação já oferecida pelo Proinfo, a partir do segundo semestre, o MEC vai abrir um curso de especialização de 360 horas em Educação para Cultura Digital.

 

Dentro e fora da sala de aula

Uma pesquisa divulgada em maio deste ano pelo Comitê Gestor da Internet quebrou um dos grandes mitos ainda usados como argumento para explicar o pouco uso de tecnologias na sala de aula: a falta de conhecimento do professor. Segundo o estudo TIC Educação 2012, que entrevistou 1,5 mil professores de 856 escolas de todo o país, os docentes utilizam sim a internet em suas atividades diárias e reconhecem benefícios na utilização desses materiais.

Grande parte das dificuldades, reconhecidas pelos próprios professores e apontadas pelos pesquisadores, está na adaptação do uso das tecnologias às rotinas. “Professores são cidadãos de dois mundos: usam as tecnologias fora da escola, frequentam blogs, redes sociais e, dentro da escola, não sabem como usá-las de maneira pedagógica”, afirma Lacerda.

Na opinião de Marcelo Pinto de Assis, formador do Núcleo de Tecnologia Educacional de Taguatinga, no DF, responsável pela formação dos professores, seria importante ter coordenadores para auxiliar os docentes na elaboração de atividades em todas as escolas. “A aprendizagem e a utilização melhorariam muito”, diz.

Em um dia de formação de educadores da rede do DF, professores relataram que entendem a importância da tecnologia para “não fugir da realidade dos alunos”. Mas admitiram que ainda não vêem quais as diferenças entre o notebook – que haviam recebido há pouco tempo – e os tablets no cotidiano escolar.

“Na sala, o tablet não funciona. A internet é lenta, ele é lento, não conseguimos baixar os aplicativos. O que ganhei está guardado, porque já tenho notebook. Não conheço ninguém que está usando em sala”, afirma a professora Ana Lúcia Bontempo, do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte (CEMTN).

 

Falhas na formação

Lacerda critica a falta de disciplinas, ainda dentro dos cursos de graduação, que preparem os professores para esse novo mundo. Lacerda ressalta que, enquanto governos mudam políticas, distribuem diferentes tecnologias às escolas, os currículos dos cursos de graduação se mantém os mesmos.

“Os professores em exercício não foram preparados para usar tecnologias digitais em sala e os que ainda estão na graduação também não estão sendo preparados. A educação continuada não resolve uma falha de formação inicial. As faculdades de educação das universidades deveriam ser verdadeiros laboratórios de inovação pedagógica”, critica.

Na pesquisa do Comitê, os professores entrevistados apontam as mesmas críticas. Apenas 44% deles disseram ter cursado alguma disciplina sobre uso do computador e internet e 79% afirmaram que o apoio para o desenvolvimento dessas habilidades vem de outros educadores e leitura. Quando há resistências dos docentes, os argumentos são a falta de tempo e o medo de eles terem menos conhecimento da ferramenta que os alunos.

Eliane Carneiro, coordenadora de mídias educacionais da Secretaria de Educação do Distrito Federal, conta que as formações oferecidas na rede são voluntárias. A proposta dos encontros, organizados pelos NTEs, é ajudar o professor a adaptar as ferramentas aos componentes curriculares.

Este ano, no DF, foram distribuídos 3.051 tablets para os professores do ensino médio. Para aproveitar todas as funcionalidades, Eliane reconhece que é preciso melhorar a infraestrutura das escolas, especialmente de internet, e adquirir telas interativas para as salas de aulas. “Há professores usando os equipamentos em sala, mas ainda é muito pessoal. Precisamos de mais tempo para colher resultados”, pondera Eliane.

Adaptado via Último Segundo

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Entenda qual a importância do e-learning na educação atual

A tecnologia alterou profundamente a educação. Se antes as aulas eram feitas apenas com giz e anotações em lousa, agora os professores têm a sua disposição diversas ferramentas digitais que permitem aulas mais dinâmicas, que podem ser feitas até mesmo a distância. Mas, qual é a real importância do e-learning na educação atual?

O primeiro fator importante é a possibilidade de criar métodos de ensino mais flexíveis para os estudantes. Pode parecer pouco, mas pense num passado não tão distante: quando seria possível estudar sem sair de casa às 3 da manhã? Apenas esse fato já representa uma enorme mudança no sistema educacional.

Mas, além da praticidade, devemos destacar mais dois fatores que demonstram a importância do e-learning no aprendizado atual:

1 – Ensino personalizado

Com os dados deixados na web pelos estudantes, tais como resultados de trabalhos e feedbacks, é possível criar métodos de ensino personalizados para cada perfil de estudante e, assim, aumentar a eficácia do aprendizado.

2 – Possibilidade de tentar

A partir das plataformas de atividades online, os estudantes têm a possibilidade de fazer as atividades que desejam e podem acessar diversas fontes para melhorar o seu desempenho. Dessa forma, eles se sentem mais à vontade para tentar e com menos receio de erros, e é justamente nesse processo de tentativas que o aprendizado ocorre.

Adaptado via Universia

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“Precisamos mudar o DNA da educação”, diz especialista

dna da educação

Em vez de insistir em paradigmas como transmissão, absorção, retenção, reprovação e controle, a escola deverá se preocupar com um novo tipo de DNA, o D3NA, que se baseia em diversão, diálogo, desafio, narrativa e aventura. O panorama sobre a escola que se quer para o futuro foi apresentado por Luciano Meira, professor de psicologia da UFPE e especialista em games educacionais, durante a terceira edição da Série de Diálogos O Futuro Se Aprende.

“A missão da escola, o seu DNA constitutivo parece estar no ensino. Isso não produz a reciprocidade da aprendizagem. Nós estamos usando as metáforas erradas”, afirma Meira, que vem desenvolvendo em Pernambuco a OJE, uma olimpíada de conhecimento gamificada, que deverá atingir 2 milhões de estudantes de escolas públicas até 2015. Meira percebeu que existe um descompasso importante entre o que os alunos esperam da escola e o que ela lhes oferece. Para o pesquisador, livros em duas dimensões não dão mais conta das necessidades dos alunos, que vivem em um mundo em que já é possível manipular realidades de seis dimensões.

Em uma pesquisa feita recentemente com jovens de Recife, ao serem perguntados sobre o que haviam estudado na semana, os alunos até se lembravam de assuntos abordados nas aulas de matemática e biologia. Mas, ao serem questionados sobre o que gostariam de aprender, as respostas em nada coincidiam com as da pergunta anterior: os alunos prefeririam aprender informática e computação (15%), música (8%), dança (6%), design de games (6%) e robótica (6%). O mais grave, ressalta o especialista, é que 47% dos entrevistados responderam “outras coisas”. “Tem uma frequência enorme de outras coisas que a gente nem sabe o que é”.

De acordo com Meira, o que causa isso são “os arranjos” travados da escola, que se verificam tanto em aspectos infraestruturais quanto nas relações entre as pessoas que compõem o ambiente educacional. “Os arranjos têm sido os mesmos, apesar das tecnologias. Eu me refiro principalmente aos arranjos discursivos que desautorizam o diálogo.”

Meira sugere que, no lugar desse modelo ineficaz, a escola se abra à diversão, mas não uma diversão que passe apenas pelo engraçado, mas que incentive os alunos a serem autores do seu aprendizado. “Nós queremos encantamento, surpresa, curiosidade”, diz ele.

A escola tem preferido os testes tradicionais aos desafios que realmente engajam os alunos no aprendizado, na avaliação do professor. Segundo Meira, as narrativas não tradicionais e as aventuras ainda não são consideradas experiências válidas de aprendizagem. E um dos caminhos que ele tem visto dar certo – que leva em conta não apenas desafio, narrativa e aventura, mas também diálogo e diversão – é o aprendizado via games.

Assista ao vídeo da palestra:

Adaptado via Portal Aprendiz

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