Analytics: uma ferramenta ou uma solução?

Post escrito por Mark Sharkey, Vice Presidente de Analytics, na Blackboard. Anteriormente, Mark era president da Blue Canary, solução de análise preditiva que foi recentemente adquirida pela Blackboard.

Instituições podem utilizar dados de diferentes maneiras; Uma delas pode ser comparada a um sistema de encanamento, onde os dados são conectados e fluem por toda a instituição, abastecendo inúmeros setores de maneira quase invisível para o usuário final mas que você sabe que está funcionando, a exemplo do encanamento, que você não enxerga, mas ao abrir a torneira e ver a água sair, sabe que ele está funcionando. Aproveitando essa analogia, temos também a visão do usuário final, que, separadamente, seria o ponto de vista apenas da torneira, ou seja, o usuário vê apenas o produto final: o dado, ou a água.  O encanamento pode ser considerado uma ferramenta, enquanto a torneira é uma solução: sem encanamento, a torneira não funciona, mas sem a torneira, o encanamento flui sem, de fato, fornecer água.

Nos últimos meses, eu passei de uma pequena empresa de software de modelos preditivos para a Blackboard, líder global em tecnologia para educação, onde venho contribuido a definir nossa oferta de produtos e soluções de dados e análise. Nessa transição, a analogia entre ser o encanamento ou ser a torneira tem surgido com frequência e eu considerei pertinente abordá-la neste post.

Desde que cheguei na Blackboard, venho dizendo: Analytics é uma ferramenta, não uma solução. É uma ferramenta maravilhosa, complexa e utilitária, mas é apenas uma ferramenta. Você pode ter um excelente encanamento, mas não conseguirá tomar banho se não houver um chuveiro, por exemplo. Mas, novamente, você não pode instalar um chuveiro ou uma torneira sem encanamento decente. As duas coisas (ferramentas e soluções) precisam andar de mãos dadas.

A parte mais importante da equação é a instituição de ensino e as suas necessidades. Eu conheci as escolas que só buscavam a ferramenta. Eles estão começando a definir nos casos de uso sobre o que pode ser feito quando o encanamento de dados estiver funcionando, e na verdade eles só precisam de um perito para estabelecer as bases de dados. Da mesma forma, conheci as escolas que não se importam tanto sobre o encanamento. Elas estão focadas no usuário final – o estudante. O conselheiro que irá utilizar os dados de alguma forma para ajudar os alunos. Neste caso, o encanamento é verdadeiramente um coadjuvante dos bastidores da utilidade.

Em fevereiro deste ano, Blackboard será anfitriã da Conferência Desempenho Institucional em Austin, no Texas. A conferência está focada no sucesso do aluno, retenção, novos modelos de aprendizagem e, claro, os dados. Os dados serão uma parte significativa da agenda com muitas sessões que tocam tanto a ferramenta / encanamento quanto a  solução / torneira.

Vamos apresentar a informação sobre o nosso grande produto de armazenamento de dados, o Analytics, assim como a nossa nova solução de análise de retenção. Mais importante ainda, faculdades e universidades vão apresentar e debater sobre a forma como eles estão usando dados para tratar de questões que podem ser abordadas quando uma base de dados sólida está implementada.

Fonte: Blackboard

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Bb Student: um aplicativo móvel para os estudantes, projetado a partir do zero

Temos o prazer de anunciar que está disponível o Bb Student, novo produto móvel da nossa marca para estudantes que usam Learn. O Bb Student v1.0 foi reinventado a partir do zero, e se destina a ajudar os estudantes a gerir o seu progresso acadêmico de forma ágil. Aproveitamos nossa nova linguagem de design para produzir versões nativas para Android, IOS e Microsoft deste produto, e eu quero guia-los através algumas de nossas decisões de design.

Em primeiro lugar, estamos mudando a maneira como a Blackboard constrói produtos para alunos. Ao invés de liberar o software uma vez por ano, vamos construir este produto de forma incremental, adicionando novas capacidades gradualmente com base no que os estudantes querem e precisam para ter sucesso. Ouvimos repetidas vezes que os alunos estão ocupados e sobrecarregados. Eles encaixam os seus estudos em pequenos pedaços de tempo livre que têm durante o dia, e estão à procura de um local único para gerenciar seus prazos programados. A primeira versão é focada em trazer informações acadêmicas e conteúdos fundamentais para os alunos, proporcionando um fluxo de atualizações e notificações, exibindo o conteúdo das matérias, e oferecendo uma visão sobre o seu progresso e notas.

Além disso, criamos um produto que é extremamente simples de aprender. Queremos ajudar os estudantes a obter a informação rapidamente, para que eles possam se concentrar em sua jornada acadêmica. Nós nos esforçamos muito para adicionar diversos detalhes, antecipando o que os alunos irão procurar e criando um acesso rápido ao conteúdo. Você verá alguns estilos de interação únicos, incluindo a nossa navegação lateral, que proporciona acesso rápido a diferentes seções do produto. Nós usamos movimento para chamar a atenção para detalhes fundamentais. E a cor é usada com moderação, para destacar componentes e informações importantes.

Por fim, a nossa nova linguagem de design é aplicada a todos os excitantes produtos que estamos lançando. Você verá paradigmas de interação e padrões de design visual semelhantes e repetíveis, para que os alunos sejam capazes de aplicar sua compreensão do sistema de um produto para outro. Os produtos da Blackboard vivem em uma ecologia, e estamos trabalhando para apoiar a jornada acadêmica de ponta a ponta.

Esperamos que você explore por você mesmo o BbStudent nas lojas da Apple ou Google.

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Por que utilizar dados para personalizar projetos e decisões é tão importante

Lily Ladd

Em nossos esforços para continuar a missão da Blackboard em busca das melhores práticas de inovação em educação, neste mês, fomos na Dreamforce, maior encontro mundial de pessoas e executivos que pensam a tecnologia para a educação, onde se discutem soluções para os desafios que estão atingindo não só a educação, mas muitas indústrias em todo o mundo.

Este ano, houve um grande foco sobre como coletar e utilizar “grandes quantidades de dados” para ir além e tomar decisões personalizadas, sejam elas para clientes, pacientes ou alunos. Este pensamento e essas discussões são diretamente aplicáveis aos vários pilares de nossa inovação na Blackboard e estão nos ajudando a aprimorar nossos esforços para atender às necessidades do novo aluno.

Neste ano, Marc Benioff, da Salesforce, deu destaque aos impactos do câncer. Ele disse: “Eu sei que o câncer afeta toda a família”. Ao fazer isso, ele queria destacar uma iniciativa que está utilizando muitos dados para “personalizar decisões”, o Athena Wisdom Study. Ele apresentou a Dr. Laura Esserman, diretora do UCSF Breast Care Center, que está liderando um grupo para criar uma abordagem mais personalizada no tratamento de câncer de mama. Ela explicou que, enquanto desenvolvemos abordagens “normais” e planos de tratamento, o estudo tem como objetivo analisar a possibilidade de se obter mais dados genéticos de cada mulher e sua história familiar, personalizando assim certos fatores que podem entregar melhores resultados.

Esserman compartilhou como a equipe de estudo têm usado a “tecnologia da nuvem” em grande escala para entregar uma medicina de precisão e transformar como se “descobre” o câncer de mama, mas também tratá-lo com base em dados da história pessoal de cada indivíduo a partir de diferentes dados agregados. O Wisdom Study é o primeiro deste tipo a criar percursos personalizados para os pacientes para passarem pelo câncer de mama e, enquanto os resultados não são completamente tabulados, o aumento contínuo do número de sobreviventes é um bom indicador.

A aplicação direta de uma abordagem semelhante à aprendizagem é algo em que estamos trabalhando de forma rigorosa na Blackboard. Descobrimos quanto mais sabemos sobre as preferências e necessidades de aprendizagem de cada um, o desenvolvimento é melhor, além de fornecer uma educação com caminhos “personalizados” para cada aluno.

Com o nosso anúncio e lançamento de uma nova experiência de aprendizagem, nos focamos em criar uma plataforma aberta, segura e totalmente focada em impulsionar o sucesso do aluno. Ao capturar dados individualizados de cada estudante em tempo real, os educadores e os próprios alunos podem tomar decisões com mais conhecimento sobre as necessidades de aprendizagem de cada um e saber os próximos passos, em vez de utilizar pressupostos amplos para proporcionar um currículo generalizado.

Embora não exista uma solução rápida e certeira, somos encorajados pelos primeiro sucessos do Athena Wisdom Study, e continuamos a procurar novas maneiras de fazer progressos na formação de educação para entregar experiências mais atraentes em todo o ciclo de vida do aluno. Ainda há milhões de alunos que estão lutando com os sistemas padrão e atingindo seu potencial de aprendizagem dentro dele, por isso até fornecemos aos alunos e as organizações que os apoiam, o necessário para proporcionar percursos personalizados para todos – e vamos continuar inovando.

E você? Tem usado dados para conduzir percursos personalizados em sua organização?

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Tendências na educação em 2015

Especialistas destacam a gestão de dados, o ensino por competências e as novas formas para avaliar e certificar como alvo das atenções

por Vinícius de Oliveira

É cada vez mais comum encontrar plataformas tecnológicas – e atrativas – para promover aprendizado, jogos que imediatamente elaboram rankings da classe ou ferramentas que geram relatórios com desempenho de alunos. Mas professores ainda sentem falta de um norte que apoie e fomente estratégias para impulsionar o desempenho de alunos. Especialistas ouvidos pelo Porvir consideram que 2015 pode começar a mudar esse quadro e veem como tendências que estarão no centro do debate educacional a adoção de plataformas de gestão de dados, o aprendizado baseado em competências e as novas formas de avaliar e de certificar conhecimentos. É por meio deste pacote inovador, segundo eles, que se conseguirá fomentar o empreendedorismo, a consciência e competências para resolver problemas urgentes relacionados à sustentabilidade e desenvolver as habilidades do século 21.

Tudo começa com o enfrentamento de dois grandes desafios: a garantia de conectividade plena, que permitirá acesso a recursos multimídia de maneira eficiente, e uma formação de professores que os prepare para inovar e lidar com ferramentas digitais.

Novas formas de avaliar e certificar

Ao longo do ano, os testes padronizados que formam rankings e que tanto preocupam gestores e políticos, também devem ocupar o centro da arena de debate e sofrer questionamento maior. David Albury, consultor independente de educação e diretor do Innovation Unit, instituição parceira do Porvir, chega a falar até em “desilusão” com este tipo de método para avaliar desempenho escolar. “Mais e mais países começam a entender as características e competências que jovens precisam para sobreviver e ser bem-sucedidos no século 21, como tomar iniciativa, criatividade, resolução de problemas de forma colaborativa, etc”, diz Albury.

Uma das receitas para alcançar esse aprendizado mais profundo, que dê conta das competências inter e intrapessoais, é novamente o uso da tecnologia e o olhar criterioso para os dados. As avaliações personalizadas ainda facilitam uma mudança que permeia todo o processo de aprendizado, que deixa de ser guiado pelo tempo e passa a ser baseado em competências. Métodos como o ensino baseado na resolução de problemas e o uso elementos do mundo dos jogos são algumas das formas de conectar aprendizados com o mundo real. No Brasil, segundo Adriana Martinelli, consultora em educação e sócia-fundadora do LED (Laboratório de Experimentações Didáticas), será um ano importante para a expansão dos FabLabs, laboratórios integrados para aprendizado que combinam física, química com robótica e programação.

Com novas formas de ensinar e avaliar, a maneira de atestar conhecimento também é impactada e começa a ficar mais flexível, se adaptando aos conteúdos e à duração. Assim, surgem os nanocertificados (ou nanodegrees, em inglês), que oferecem apenas algumas áreas de cursos tradicionais, como o MBA, para o estudante se concentrar. Parece distante? A Udacity, empresa gestada na Universidade de Stanford, nos EUA, já oferece modelos de cursos assim que podem ser feitos online (e de qualquer lugar do mundo). A Fundação Mozilla, por meio do openbadges.org, também aposta na tendência de desmembramento dos cursos universitários e, junto a instituições como museus e centros de pesquisa, oferece badges (condecorações) online para atestar o domínio de uma determinada área de programação, por exemplo. Apesar de inovadoras, essas formas diferentes de chancelar o domínio sobre determinado assunto ainda enfrentam um grande desafio: convencer empregadores. “O ano de 2015 terá uma maior atividade de formas alternativas de certificação atuando sobre o mercado de trabalho, mas sua aceitação acontecerá em um ritmo menor do que a esperada pelas pessoas”, diz Michael Horn, do Clayton Christensen Institute.

“Tenho o sonho de que o nanodregree aterrisse no Brasil trazendo características muito parecidas com a residência, no curso medicina. É muito ligado à prática, dura entre seis meses e um ano, e você sai um especialista. Com ele, você dá ao aluno a chance de customizar a aprendizagem”, diz a consultora Adriana Martinelli. A expansão desta modalidade no Brasil também esbarra na lei que, dentre outros requisitos, exige 360 horas de aulas. “Por causa de regulamentação do MEC, por enquanto é possível criar cursos como esses de caráter livre, mas não como especialização”, diz.

A Blackboard utiliza a moPen badges, uma ferramenta que permite que os professores façam o rankeamento dos alunos em forma de emblemas e certificados. Esta ferramenta já está configurada, mas as instituições podem optar por ativá-la através do administrador e podem ser facilmente exportada para o Mozilla Backpack. Além disso, a Blackboard oferece oportunidades de personalização, permitindo que os professores customizem os critérios e parâmetros, assim como as datas de vencimento para “as conquistas” e para os estudantes publicarem no Mozilla.

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7 Dicas para ser um aluno online bem sucedido

Por Kristen Hicks

Certa vez alguns educadores já recusaram a ideia de educação online. Como aulas em um computador poderiam trazer o mesmo benefício para os alunos que as com um professor? Como a tecnologia tem melhorado e as mais conceituadas instituições de ensino têm adotado a aprendizagem online ao longo dos últimos anos, muitas das primeiras críticas têm se mostrado um desafio.

Mais de um terço de todos os estudantes do ensino superior tem pelo menos um de seus cursos online, e mais de 12% estão matriculados exclusivamente em cursos online. Ou seja, estudantes, professores e faculdades estão se acostumando à ideia de educação a distância.

Apesar disso, alguns alunos podem ter dificuldades em estudar em casa, mas apresentamos algumas dicas aqui:

  1. Seja exigente com o curso que escolher

Se você quer ser um aluno bem sucedido, a decisão mais importante a tomar é escolher uma boa escola. Os relatórios universitários online podem ajudar, mas complementá-los com suas pesquisas é bom para se certificar de que a escolha é a mais apropriada.

2. Ter a tecnologia certa

Um computador antigo ou que tenha uma conexão lenta com a internet, pode ter impacto na sua educação online. Desistências são comuns em cursos online quando qualquer dificuldade se torna uma barreira em seu caminho para a graduação – até mesmo algo que possa parecer pequeno como um computador desatualizado. Você também precisa verificar os requisitos técnicos específicos do programa online que você escolher para ter certeza de obter todo o software ou as ferramentas que eles recomendam. Isso fará a diferença e será um bom investimento.

3. Seja organizado em sua rotina

Pode parecer fácil, mas estudar em casa todos os dias é um desafio significativo, especialmente se você está tentando conciliar as aulas com a sua rotina. É preciso elaborar um sistema que garanta que você cumpra as tarefas: pode ser determinar prazos rigorosos ou criar horários de estudo. Também é interessante encontrar um colega ou parceiro que estimule o seu estudo.

4. Descubra quais hábitos de estudo funcionam para você

Assim como na última dica, isso exige bastante treinamento. Preste atenção a que tipos de trabalho e “sistemas de aprendizagem” funcionam para você: ouvir palestras, ler livros, anotar o conteúdo… Identificar o estilo de estudo que lhe dá os melhores resultados vai otimizar seu tempo. Também é importante descobrir onde você pode estudar sem distrações. Se estudar em casa significa lidar com crianças, familiares ou mais tarefas, que tal ir a uma biblioteca ou a um café? Se estudar no meio da tarde faz com que você se distraia com outras atividades, você pode estudar a noite. Trate isso como um trabalho e informe as pessoas a sua volta para que tratem da mesma forma.

 

5. Colabore com outros estudantes

Muitas faculdades oferecem ferramentas que incentivam a colaboração entre os alunos online, mas os alunos também podem criar grupos de estudo ou espaços online para se comunicarem entre si. Tenha em mente a importância da interação com outros estudantes: além da troca de conteúdo, podem ser ótimos contatos profissionais.

6. Esteja disposto a pedir ajuda

A maioria das faculdades se esforçam para dar o apoio necessário aos alunos. Se você está tendo dificuldades, fale com o professor. Se precisar de ajuda para além do que seu professor pode fornecer, veja as outras opções oferecidas. Ajudar os alunos a aprender é a meta nº 1 de cada faculdade e todas possuem uma estrutura para garantir que esse objetivo seja alcançado. Lembre-se: se você está tendo problemas, peça ajuda!

7. Faça pausas

Cuide para manter as metas e os prazos, mas não se sinta culpado por precisar fazer uma pausa – e nem ver isso como um “bônus”, isto é uma necessidade. Ter uma pausa de vez em quando vai te ajudar a ficar mais focado no resto do tempo. É interessante até mesmo colocar este tempo em sua rotina ou definir um alarme para se certificar de que você não vai esquecer de descansar.

O sucesso do aluno depende da existência de bons professores e cursos. Mas a maior parte depende dele mesmo. Se você descobrir um sistema de estudo que funciona e cumpri-lo, você terá sucesso como um estudante online. É importante perceber que, se estudar em casa é muito difícil para você, você pode ser alguém que se encaixe melhor em aulas presenciais. Esteja disposto a mudar se isso for melhor para você!

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