O que é ensino híbrido e por que ele é tendência?

o que é ensino híbrido

Muito se fala em evoluir a sala de aula e as metodologias de ensino para acompanhar o novo perfil de aluno. As inovações tecnológicas deixaram o jovem muito mais antenado e exigente em relação a sua instituição de ensino, tentando assumir uma postura mais ativa em sua carreira acadêmica. Nesse sentido, o ensino híbrido é uma das formas de fazer com que a sala de aula se torne mais dinâmica e motivadora para os alunos. Mas, o que é ensino híbrido?

Em termos simples, o blended learning (ou ensino híbrido) combina o aprendizado em sala de aula com complementos online, mesclando momentos em que o aluno estuda sozinho em um ambiente virtual a encontros presenciais. Ou seja, é resultado da mistura de métodos de ensino presenciais e online, a fim de melhorar a experiência do estudante – o que pode acontecer por meio de videoaulas, sala de aula invertida, entre outros.

Mudanças significativas no ensino superior: quem viver, verá

 

Ensino híbrido: tecnologia na aprendizagem

Sentir-se bem-sucedido, perceber seus progressos em relação ao aprendizado, ter experiências positivas com seu grupo, adquirir habilidades requisitadas pelo mercado e vivenciar a prática em sala de aula são demandas dos estudantes. Tendo autonomia para gerenciar seus estudos, o aluno percebe com mais facilidade sua evolução e se sente mais motivado a prosseguir.

Para Carlos Longo, pró-reitor acadêmico da Universidade Positivo, é possível trabalhar diferentes metodologias nas disciplinas que seguem o ensino híbrido, mesmo que a sala de aula não tenha mesa redonda ou computadores à disposição. E, ao contrário do que muitos professores podem pensar, eles não se tornam obsoletos ao dar mais autonomia para as turmas, ao contrário. A função do professor é fundamental para que o aluno dê sequência a seu aprendizado.

Longo explica que, na Universidade Positivo, a educação híbrida nos cursos semipresenciais e disciplinas blended fazem uma união de diferentes propostas, sendo que, em sala de aula, o aluno resolve atividades, cria, trabalha em grupo, discute, argumenta e experimenta. Já no ambiente virtual de aprendizagem ele acessa mapas conceituais, leituras e explicações, faz avaliações e tem espaços para discussões e para tirar dúvidas.

Leia também: Re:Learning – A necessidade de repensar os modelos acadêmicos convencionais

 

o que é ensino híbrido

 

Trabalho em equipe

Os cursos presenciais exigem o trabalho de diferentes profissionais e em diferentes níveis. É necessário engajar professores, mentores, coordenadores de ensino EAD, coordenadores de cursos, diretores de área, gerência de Marketing e relacionamento, coordenação de metodologias, alunos… Segundo Longo, é um trabalho de formiga, em que cada um tem uma função primordial para que o conjunto funcione.

“É fundamental que, nesses cursos, as aulas presenciais realmente estejam complementando os materiais disponibilizados no AVA”, explica.

Já o aluno tem função ativa em seu processo de aprendizado, sendo responsável por organizar seus horários de estudo, realizar todas as atividades propostas, estudar o conteúdo da disciplina para realizar as atividades de aprendizagem previstas no AVA, assistir às aulas presenciais e ampliar o aprendizado acessando materiais complementares.

 

As lições do ensino híbrido

Mais do que aprender o próprio conteúdo da disciplina, o estudante do ensino híbrido também exercita e desenvolve outras competências. Criatividade, liderança e capacidade de aprender de forma compartilhada são alguns dos skills que capacitam o aluno para o mercado de trabalho.

Nota-se, porém, que os estudantes que não tiveram contato com o blended learning ao longo de sua formação têm uma resistência maior, bem como os professores. Por isso, é fundamental romper essa barreira inicial, mostrando a docentes e discentes as importantes evoluções dessa modalidade de ensino.

Para complementar a leitura, veja cinco dicas para abraçar o conceito de ensino híbrido na sala de aula.

Este artigo foi baseado em palestra do professor Carlos Longo no Encontro da Comunidade Blackboard 2017. Você também pode acessar outros conteúdos apresentados no evento e no site Fórum de Lideranças – Desafios da Educação 2017.

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Conheça o Blackboard Collaborate, ferramenta completa de videoconferência

Blackboard Collaborate

Blackboard Collaborate é uma ferramenta completa de videoconferência que proporciona para sua instituição de ensino ou empresa uma experiência colaborativa e interativa pela web, via computador, tablet ou dispositivo móvel. O objetivo da plataforma é facilitar a criação de salas de aula, de reunião e escritórios virtuais, abrindo possibilidades para que usuários participem simultaneamente, não importa em que lugar estejam.

>> Leia também: Como as salas virtuais facilitam o treinamento a distância

Com o Blackboard Collaborate, você pode oferecer novas abordagens de aprendizado em grupo e, ao mesmo tempo, envolver cada aluno individualmente, oferecendo uma experiência de aprendizado completa. Diferentemente de outras ferramentas, o Blackboard Collaborate é acessado via navegador; dessa forma, o usuário não precisa instalar nenhum programa em sua máquina ou dispositivo móvel.

A tecnologia de videoconferência virtual ajuda a intensificar o aprendizado, já que proporciona soluções de colaboração abertas e focadas na colaboração. Assim, permite a redução de investimentos e melhora a experiência dos usuários, proporcionando maior eficácia, seja no aprendizado seja em reuniões corporativas.

A plataforma Blackboard Collaborate é abrangente para ajudar sua empresa ou instituição a atingir as metas por meio de uma interatividade. Inclui:

    • Web, vídeo e áudio conferência;
    • Mensagens presenciais e instantâneas;
    • Colaboração de voz;
    • Participação por meio de dispositivos móveis.

Você pode testar a ferramenta completa de videoconferência da Blackboard gratuitamente por 30 dias. Clique aqui para começar agora mesmo.

Conheça as principais possibilidades de uso da ferramenta:

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Uso da tecnologia em sala de aula desperta interesse nos alunos

Da educação infantil à graduação, existe uma grande preocupação de proporcionar ao aluno atividades atrativas que, aliadas ao conteúdo pedagógico de cada disciplina, auxiliem efetivamente no aprendizado. Os estudantes de hoje aprendem com muita facilidade e rapidez, mas se cansam facilmente das práticas repetitivas do ensino cotidiano. Eles anseiam sempre por novidades! E é por isso que o uso da tecnologia em sala de aula desperta o interesse dos alunos.

> Participe de mais discussões sobre o futuro da educação com os avanços da tecnologia no Encontro da Comunidade Blackboard.

Essa mudança na forma de aprender obriga o professor a elaborar diferentes aulas da mesma matéria para conseguir atingir uma ampla e diversificada gama de alunos. Os educadores sabem que precisam dispor sempre de novos recursos que os auxiliem a explorar as atividades em grupo, a aumentar a atenção e a disciplina na sala de aula.

Além disso, cada aluno tem necessidades e dificuldades diferentes e, por isso, o uso da tecnologia integrando conteúdos podem apoiar os professor no desenvolvimento e planejamento das aulas.

O próprio professor pode criar uma primeira atividade, que exigirá tempo para sua construção, mas que, posteriormente, poderá ser alterada e adaptada de acordo com os próximos conteúdos.

As metodologias ativas, que colocam o aluno no centro do aprendizado, transformando-o em protagonista de sua evolução acadêmica, encontram na tecnologia suporte para que o aluno absorva o conteúdo. Nesse outro post, você pode entender como a tecnologia facilita a aprendizagem no método da Sala de Aula Invertida.

Mais do que atrair e motivar, a tecnologia também pode garantir a acessibilidade no ensino, colaborando para que barreiras sejam superadas por pessoas que têm necessidades especiais. Nesse sentido, a tecnologia bem aplicada passa a ser uma facilitadora no acesso à informação e à educação.  

No caso de o professor não ter muita habilidade com inovações, ele pode solicitar ajuda de um aluno, que, certamente, se sentirá muito importante em realizar a tarefa. Além disso, veja também 7 hábitos altamente eficientes dos professores que usam tecnologia e torne-se um especialista no assunto. 

É natural que o uso da tecnologia em sala de aula desperte o interesse dos alunos. Elas lhes permitem criar atividades em planilhas eletrônicas, multimídia, fazer edição de filmes e imagens, entre muitos outros recursos. Essas atividades estimulam a participação dos alunos no processo de construção do próprio conhecimento. Mas, independentemente dos recursos ou materiais utilizados, só trarão os resultados esperados se forem bem direcionadas e planejadas.

Até na educação infantil já se provou que os jogos e as brincadeiras – diversas delas realizadas com o apoio da tecnologia – ajudam no desenvolvimento integral da criança. O uso de recursos tecnológicos vem ganhando cada vez mais espaço nas escolas. Por isso, o contato do aluno com a tecnologia é muito importante desde cedo, mantendo-o ao longo de sua formação. Qualquer disciplina, matéria ou conteúdo pode ter atividades preparadas, construídas e realizadas com recursos tecnológicos.

Se os educadores souberem combinar as atividades lúdicas com os recursos tecnológicos, as aulas não se tornarão rotineiras e maçantes, mas despertarão o interesse dos alunos, facilitando o aprendizado e desenvolvendo neles o gosto pelos estudos.

E não é só na sala de aula que a tecnologia colabora com o ensino. Conheça 4 verdades sobre como o uso de dados favorece o sucesso dos alunos também no acompanhamento da rotina escolar, no planejamento de aulas e muito mais.

Quer continuar bem informado? Saiba quais foram as melhores inovações para a educação em 2016 e surpreenda seus alunos!

Com informações de administradores.com.br

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Sete hábitos altamente eficientes dos professores que usam tecnologia

Na maioria das vezes, professores que usam tecnologia em sala de aula são muito diferentes dos que não usam. Eles gerenciam sua sala de aula de uma forma mais interativa, criam um ambiente positivo de aprendizagem e – grandes professores, especialmente – colaboram com as diversas partes interessadas para se certificar de que cada tentativa é humanamente possível para atender a todas as necessidades dos alunos.

Mas usar a tecnologia na sala de aula de forma eficaz pode exigir alguns pequenos ajustes por parte do professor para que dê resultados. Com inovação e alternativas criativas para solução de problemas, pode-se melhorar a aprendizagem com o uso da tecnologia.

Leia também:
O que os alunos estão nos dizendo sobre tecnologia e por que isso é importante

A influência das novas tecnologias em sala de aula

Veja no infográfico quais são os 7 hábitos eficientes dos professores que usam tecnologia:

7 hábitos altamente eficientes dos professores que usam tecnologia

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Como se tornar um professor melhor na educação online?

Como se tornar um professor melhor no EAD?

Engajar, motivar, apontar os caminhos dentro do conteúdo abordado na disciplina, acelerar o processo de aprendizagem. O papel do professor é muito claro, independentemente do local em que se encontra: seja na aula presencial seja em um curso online, ele precisa estar atento a cada estudante da turma e incentivar de diferentes formas a absorção do conhecimento.

Ainda assim, os cursos de educação a distância têm características próprias. Ao mesmo tempo em que a tecnologia aproxima o aluno de diferentes fontes de informação – permitindo que ele procure outras referências para complementar seu aprendizado –, ela também torna o estudo mais solitário. Conhecer essas características e utilizá-las a seu favor é o que transforma um bom professor de curso presencial em um bom professor em uma sala de aula virtual. É por isso que, quando se fala em tecnologia da educação, sempre é necessário ter em foco a capacitação do corpo docente. Veja por que algumas universidades são melhores do que outras no uso de tecnologia educacional. 

No entanto, os professores precisam entender seu papel nesse processo: antes de buscar o “como fazer”, compreender “por que fazer”. Quando assimilam a importância de se capacitar, conseguem vencer a barreira inicial de restrição. É comum existir medo e insegurança, sentir-se um dinossauro da tecnologia. Nesse sentido, treinamento, uso recorrente das ferramentas e preparação são fundamentais. A busca por atividades de reforço presenciais ou online, a troca de experiência com outros professores e o estudo de casos bem-sucedidos do uso da tecnologia na educação colaboram para aprimorar o conhecimento. Com menos ansiedade, o professor estará preparado para orientar o aluno dentro do plano de ensino estabelecido.

Existem obstáculos que são comuns nos cursos de EAD, entre eles: como manter engajados e motivados os alunos sem o “olho no olho”; lidar com a ansiedade em aprender a nova tecnologia; e estar confortável no ambiente virtual, no uso das ferramentas, conhecendo com profundidade as ferramentas disponíveis. Sendo assim, como é possível endereçar esses desafios?

 

Superando a distância nos cursos online

 

É difícil entender a necessidade do aluno estando no ambiente virtual? Veja algumas formas de contornar a distância e se aproximar de suas turmas online:

– Normalmente, os alunos são nativos digitais e estão confortáveis em utilizar as ferramentas. Apesar disso, eles também ficam inseguros na sala de aula virtual, que normalmente é um espaço diferente para ele. Mostrar-se presente ao longo do processo, interagindo constantemente e respondendo de forma recorrente a questionamentos e dúvidas, colabora para que professor e estudante se sintam próximos.

– Quando o aluno supera a fase inicial de ambientação, percebe que a internet é uma extensão da sala de aula e começa a utilizá-la para aprender. Criar listas e repositórios de conteúdo para ajudar a fazer a curadoria das fontes disponíveis, indicando canais complementares à matéria em sites e blogs, faz com que ele tire melhor proveito da pesquisa. Essa relação de fontes pode, ainda, ser construída ou aprimorada em conjunto pela turma ao longo do semestre.

– Nos cursos online, o aluno demonstra o desinteresse de diferentes formas. Se o professor ficar atento a sinais, como entrega de trabalhos malfeitos ou atrasados, presença esporádica no ambiente virtual e ausência nos fóruns de discussão, vai conseguir resgatar o estudante que perdeu a motivação. Ter um método de acompanhamento constante do aluno –por meio de tarefas, resolução de exercícios, controle de presença em determinadas atividades e análise de relatórios do ambiente virtual de aprendizagem – também é fundamental para que ele vença o plano de aulas e não abandone o curso. O aluno não pode se sentir invisível aos olhos do professor.

– Explorar as diferentes ferramentas nos ambientes pode diminuir a falta de contato presencial. O uso de câmera durante uma webconferência para uma conversa pessoal com estudantes que estão perdidos no curso pode resgatar o olho no olho e aumentar a proximidade do aluno com o professor.

– Aproveitar bem as eventuais aulas presenciais para aproximar os alunos faz com que a turma se conheça e reforce a relação de confiança com o professor. Além disso, criar um espaço nos fóruns do ambiente virtual para que a turma converse sobre amenidades e temas diferentes dos abordados em aula gera um senso de pertencimento.

 

Quando instituição e professor trabalham juntos

 

O professor e a instituição precisam criar táticas diferentes para acompanhar o aprendizado e antecipar obstáculos. Na Universidade Cruzeiro do Sul, a estratégia é permanecer junto ao aluno, mesmo que virtualmente. Todos os cursos de EAD têm uma disciplina obrigatória em que o estudante dialoga diretamente com o coordenador. Na licenciatura de matemática, por exemplo, onde surgem muitas dúvidas pontuais em relação à matéria abordada ao longo da graduação, o professor Douglas Tinti teve a ideia de solucionar exercícios durante o encontro virtual e, usando um tablet e uma caneta especial, disponibilizar em vídeo para consultas posteriores. Dessa forma, o aluno de curso online se sente tão próximo da instituição quanto os de aulas presenciais.

A Universidade investe também em encontros presenciais mesmo nos cursos de educação a distância. Na semana de tecnologia, palestrantes convidados conversam com estudantes de licenciatura, já incluindo, dessa forma, a educação online na formação dos futuros professores.”

“A Cruzeiro do Sul disponibiliza diferentes especializações específicas para a capacitação de docentes para a educação a distância, como as pós-graduações “Educação a distância: elaboração de material, tutoria e ambientes virtuais” e “Tecnologias digitais e inovação na educação a distância”, ambas podendo ser cursadas online”, diz o professor Marcos Ota, supervisor do núcleo de produção de conteúdos da universidade.

Nessa transição de curso presencial para o virtual, é importante não ter medo de voltar a aprender e estar aberto às novidades. As dificuldades e características são as mesmas do ensino presencial, apresentadas e superadas de formas diferentes. O professor deve ter um pensamento em mente: quais são as barreiras no EAD que impedem o aluno a ser melhor? Identificando isso, consegue criar, em sua disciplina, meios e materiais alternativos específicos para os diferentes perfis de alunos.

Artigo de Pavlos Dias, gerente nacional de Blackboard

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