Agora é a hora para uma nova experiência de aprendizagem

Jay Bhatt*

O Blackboard passou por diversas mudanças desde que ingressei na empresa, há quase três anos. Entre essas mudanças estão: a reorganização da empresa para trabalhar melhor com os mercados em que atuamos; aquisições de empresas e novas tecnologias; e, talvez o mais importante, uma mudança transformadora colocando o foco maior no aluno.

Mas a maior mudança está acontecendo hoje. Estou compartilhando uma nova abordagem para a educação, e isso vai desencadear uma nova maneira de pensar no nosso “ecossistema educacional”. Estamos chamando-o de Nova Experiência de Aprendizagem: uma maneira transformadora para criar maior envolvimento, interação e qualidade de aprendizagem através da tecnologia, serviços integrados e capacidades de dados.

Ela começa com uma análise da atual sistema educacional. Precisamos ser honestos sobre o que funciona e o que não funciona. E tudo começa com o aluno.

Há uma “desconexão” entre o que os alunos de hoje querem e como o sistema educacional apresentado a eles. A indústria não mudou nos últimos anos. Os alunos de hoje têm um conjunto diferente de desejos, necessidades e preferências. Os alunos de todas as idades e em todos os pontos do ciclo de vida de aprendizagem exigem algo diferente. Eles querem e esperam que a tecnologia desempenhe um papel importante em sua educação. E eles querem tecnologia na educação, que é tão conveniente que eles já se acostumaram com empresas como Apple e Amazon. Eles querem ser “móveis”. Eles querem ser capazes de se conectar com seus pares. E eles querem tudo rápido, de maneira simples e intuitiva.

Além disso, os alunos estão aprendendo de uma forma totalmente diferente. Uma estatística frequentemente citada é que 85% dos estudantes do ensino superior na América do Norte são “não-tradicionais.” Estes são os alunos que não passam quatro anos no campus “físico” das universidades. São alunos a distância. São aprendizes em tempo parcial que ganham um certificado de competência em vez de um “grau”. São alunos adultos que buscam uma nova carreira através de programas online.

Começando com este foco sobre o novo aluno, a nova experiência de aprendizagem também será totalmente integrada aos fluxos de trabalho – com uma experiência totalmente nova, intuitiva e agradável – acessível, móvel e com dados e capacidades analíticas. Estamos começando nossa jornada em direção a Nova Experiência de Aprendizagem com novas versões do nosso sistema de gestão de aprendizagem Blackboard Learn ™, Blackboard Collaborate ™ e o novo Bb Student App ™.

Este é o momento para nós, como uma empresa de educação, de garantir que vamos colocar o aluno em primeiro lugar, reimaginar como a educação acontece e inspirar o mundo para aprender.

*Jay Bhatt é presidente, diretor executivo e membro do conselho da Blackboard Inc., líder global em tecnologia e serviços que ajudam a tornar a educação mais imediata, direta e personalizada para os alunos em todos os lugares. Jay é um ex-professor tem como “paixão” a missão da Blackboard: reimaginar a educação.

 

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Não deixe bons alunos fazerem apresentações ruins

Boa notícia: cada vez mais, mais alunos estão apresentando seus trabalhos. A má notícia é que estão fazendo trabalhos ruins – e a “culpa” pode ser do professor. Veja aqui algumas dicas para incentivar os alunos a fazerem bons trabalhos.

NÃO USAR PALAVRAS SOLTAS NO POWER POINT

PowerPoint não é uma ferramenta ruim. Ele pode ser ótimo se você não usá-lo apenas com títulos e palavras soltas. O PowerPoint – ou qualquer outra ferramenta de apresentação – deve ser usado para mostrar e não apenas contar. Você deve apostar em imagens, gráficos e diagramas. Algumas palavras, pensamentos ou legendas podem ser utilizadas, mas, em geral, devem aparecer pouco. As palavras devem vir do apresentador – e não dos slides.

NÃO LER AS INFORMAÇÕES DO POWER POINT

Apesar de esta prática ser recorrente, é necessário reforçar: não é bom que alunos leiam seus slides. Ler não é apresentar. Peça aos alunos para que contem uma história, para que aprendam a falar com o público. Não se trata de memorização, mas de saber sobre o que se está falando.

OLHAR PARA O PÚBLICO

Muitos alunos olham para o computador ou para a tela de projeção. Isto é um erro! O aluno deve olhar para seu público, para quem está falando – e não para uma tela.

ANALISAR APRESENTAÇÕES JUNTO DOS ALUNOS

Mostrar vídeos de boas apresentações, como as do TEDxYouth por exemplo, são bons exercícios para melhorar a forma de se comunicar com o público. Assista estas apresentações junto dos alunos, identifique o que funciona e o que não funciona. Peça que eles considerem estas estratégias em seu momento.

GRAVE SEUS ESTUDANTES

Caso tenha tempo, grave seus alunos antes de eles se apresentarem. Em seguida, assista ao vídeo com eles e converse sobre o que pode ser melhorado.

 

Então, o que você acha? A maioria das ações são simples e podem ser realizadas em qualquer sala de aula. E o saldo será bastante positivo.

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Professores, usem a internet a seu favor

Uma das maiores preocupações dos professores hoje em dia é como melhorar a aprendizagem de seus alunos por meio dos recursos virtuais. Professor de japonês em Brasília, Malcon Douglas aponta um caminho usando as redes sociais. Adaptando os recursos disponíveis a cada obstáculo ele enxergou possibilidades de engajar os seus alunos para se superarem ao aprender uma língua que é tão distante da nossa.

No processo de entender a vida virtual de seus alunos ele viu o quanto as redes sociais poderiam motivá-los a aprender o significado de palavras desconhecidas. Ele percebeu que os alunos estavam constantemente conectados as suas redes. “A internet dispõe de um leque de informações e cabe ao professor escolher certos tipos de informações e aproximá-las do aluno de modo que ele tenha acesso a um texto, um dicionário virtual, a um plugin no navegador que eles percebem que possa ser útil”, diz Malcon.

O professor faz realmente um trabalho de curadoria para que os seus alunos tenham acesso aos conteúdos e formatos mais interessantes da web. Cabe a eles então decidirem o que faz mais sentido para o próprio aprendizado. Depois de coletar esses diferentes materiais ele os concentra tudo em apenas uma conta na nuvem compartilhada com toda a turma. O aluno opta pelo que prefere, seja ele pelo material impresso ou virtual. “É uma aprendizagem personalizada, onde os diferentes estilos dos alunos são respeitados. Tem um aluno que é mais visual, outro que é mais auditivo, e tem quem aprenda mais escrevendo. Eu posso ampliar os exercícios disponíveis para que ele se adeque a cada aluno” acrescenta o professor.

Essa autonomia dos alunos é possível porque eles mesmos são responsáveis por avaliar o quanto eles sabem da matéria. Ao fazer os exercícios, eles têm um retorno imediato do seu desempenho e os possibilita identificar lacunas no próprio aprendizado: onde ele acertou, não acertou e onde ele pode melhorar. Isso é muito importante para entender em que os alunos devem se empenhar.

Malcon realmente sai do caminho tradicional para que os seus alunos aprendam. Eles deixam de lado suas mesas para fazer exercícios dinâmicos de alongamento que são explicados por vídeos com instrutores japoneses. Ele usa recursos de mapas para que o aluno tenha uma visão 3D de como é se sentir participando de Hanami no Japão. “Japonês é uma língua carregada de cultura. Não basta você entender simplesmente as palavras ao se apresentar, por exemplo. O aprendizado passa por gestos, posturas e maneiras de como se deve falar ou deixar de falar. Encontrei diversas ferramentas na internet para me ajudar nisso: seja materiais didáticos disponíveis em pdf, através de vídeos no youtube, ou pelo contato direto com japoneses através do Skype”, conta o professor. Malcon mostra que os professores precisam ter claro onde eles querem chegar, mas podem ficar confiantes que o caminho se faz caminhando.

Fonte: QMágico

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4 dicas para inovar na sala de aula

Os professores necessitam de muita criatividade para manter a atenção dos alunos no modelo tradicional de sala de aula. Smartphones, tablets e notebooks têm sido concorrentes desleais dos mestres que ainda usam o velho quadro negro. A geração da era digital já não é mais apática como a anterior e possui características como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética entre outras que são mundialmente conhecidas como competências do século 21. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização.

Sabendo disso, o diretor de Inovação do site Qmágico, Luiz Edmundo Mizutani, listou quatro dicas para o professor inovar e, consequentemente, atrair os alunos em sala de aula, que vão além do simples acesso ao computador. “O computador com um bom sistema educacional é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro antro da aprendizagem. Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação (utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos) podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos”, explica Mizutanni.

Primeira dica: transformar as notas em conquistas

Notas são escalas que não dizem por si só se um aluno tem ou não conhecimento do assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da competência. Mas isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência. “Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem o entendimento em si.A conquista dessa proficiência pode ser representada por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como fazê-las. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas”, explica o diretor. “As conquistas na verdade devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar”, conclui.

Segunda dica: abra espaço para colaboração

O momento em que estamos fazendo uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir. Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática.

“Façam o seguinte: cada aluno assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de algum colega, identificando e corrigindo os erros. As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são determinadas pelo professor. Imaginem só a alegria dos alunos em conseguir notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem melhor sobre o assunto estudado” ensina Mizutanni.

Terceira dica: valorize competências e conhecimento no lugar de informação

Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à Internet. “Evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Por exemplo, em uma aula de geometria, o professor pode pedir aos alunos que construam em grupo alguma peça em madeira que use os conceitos aprendidos em classe. Ou que os alunos de história montem grupos e desafiem outros grupos com perguntas sobre o assunto estudado. Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando se limita o tamanho dos textos a serem entregues, obrigando o aluno a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo” opina.

Quarta dica: introduza o elemento surpresa na aula

O professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém com essas surpresas. “O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento de surpresa e sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o professor deu uma mãozinha ao aluno que ele acha que precisa de mais motivação, não é verdade? Usem a criatividade!” diz o diretor do Qmágico.

Chocolate Surpresa: Fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar pra casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate.

Convidado Especial: levar um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é usada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos.

Fonte: QMágico

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Internet pode inspirar novas formas de educação

internet e novas formas de educação

Os usos das novas tecnologias pelos alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) não começa nas escolas. Para estas pessoas, a instituição escolar não representa um meio facilitador de interação com as inovações tecnológicas. É o que aponta pesquisa da Faculdade de Educação (FE) da USP, que questiona a visão da escola como polo centralizador de difusão de conhecimentos, e enxerga na cultura libertária da internet a inspiração para mudanças estruturais na educação.

A professora Bianca Santana é a autora da dissertação de mestrado que, além de um breve estudo sobre a região, entrevistou 30 alunos entre os anos de 2011 e 2012. A pesquisa foi feita nas salas da EJA, e abrangeu alunos desde a alfabetização até o ensino médio, situadas em cinco escolas públicas nos bairros de Brasilândia e Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo. O objetivo foi compreender a relação entre utilização de novos adventos tecnológicos e a escola.

A pesquisa revelou que, entre os entrevistados, 75% já tinham computador em casa; mais de 50% já haviam concluído curso de informática; 26% tiveram o primeiro acesso a internet em casa, 35% em “lan houses”, e apenas 15% haviam acessado a grande rede de computadores nas escolas pela primeira vez. Os principais usos da internet apontados pelos entrevistados foram: realização de pesquisas gerais, utilização de redes sociais e emails, downloads de filmes e músicas, e recreação com jogos online.

O resultado é bastante interessante e demonstra uma menor importância da escola como meio de introduzir novas tecnologias para jovens e adultos da EJA. “Uma das perguntas feitas era sobre a quem os alunos recorriam quando tinham dúvida na utilização de computadores, e nenhum dos 30 entrevistados respondeu ‘ao professor’. As pessoas que ajudavam a solucionar suas dúvidas eram os amigos, filhos, netos, monitores de lan houses.”, revela a pesquisadora.

Bianca também aponta em seu estudo o quanto é difícil a implementação de políticas públicas que venham de “cima para baixo”: “Nos escritórios e gabinetes podemos pensar e imaginar as mais diversas, criativas e inovadoras políticas para a educação. Entretanto, quem aplica essas políticas, os professores e os alunos, em última estância, é que de fato conhecem as demandas e as necessidades reais de mudança na educação, o que pode dar certo ou errado.”

Como possível saída para o impasse, Bianca propõe a reflexão acerca das “Comunidades de Aprendizagem”, a articulação das escolas com outros equipamentos de seu entorno: “Se o Telecentro ou mesmo as Lan Houses são lugares onde as pessoas podem aprender sobre novas tecnologias, isso não precisa necessariamente acontecer na escola. As escolas podem ser, no caso da EJA, o local onde os adultos aprendem a ler e escrever, e até mesmo, conhecimentos básicos de informática, mas não podem ser a única fonte de conhecimento.”

Mais do que comprar aparelhos eletrônicos de última geração, Bianca acredita que se quisermos pensar a tecnologia na escola (mais especificamente na EJA), deveríamos nos basear em como se organiza a arquitetura da Internet atualmente: “É urgente repensarmos o direito humano a educação, e como o podemos viabilizar. O princípio básico e mais interessante da internet é que todas as pontas, todos os computadores, têm igual ‘poder’ de emitir e receber informações. A internet é fantástica por conta de sua perspectiva igualitária e libertária. A escola não têm que necessariamente resolver tudo, e a educação popular no campo da EJA, a exemplo da internet, deveria ter currículos abertos, flexíveis e conectados a seus alunos, que já possuem muitos saberes e experiências de vida.”

 

Adaptado via Agência USP de Notícias

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