Educadores trocam informações pelas redes sociais

Com 65 milhões de pessoas, o Brasil está em segundo lugar no ranking de usuários do Facebook, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Pelo menos é o que aponta os dados divulgados no início do ano pela SocialBakers, agência especializada em análise dessas mídias.

Na contramão da ligeira tendência de queda registrada no resto do mundo, o tempo gasto pelos brasileiros interagindo virtualmente nessa rede mais que triplicou em 2012, de acordo com outra pesquisa, da consultoria comScore.

O cenário denominado pelo filósofo francês Pierre Levy de a “quarta revolução da comunicação” cada vez mais faz parte da nossa realidade. Sua característica principal é o acesso praticamente irrestrito à informação. Nesse contexto, um dos papéis essenciais do educador é ajudar os alunos a desenvolver competências que permitam a eles distinguir o que tem qualidade em meio à avalanche de dados. Outra habilidade a ser ensinada é a de como transformar tudo isso em conhecimento construí-do de forma autônoma e colaborativa.

Muitas barreiras

Ainda há muitas barreiras no processo de introdução das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na escola. A pesquisadora argentina Delia Lerner lembra, no artigo La Incorporación de las TIC em el Aula. Un Desafio para las Práticas Escolares de Lectura y Escrita, que, 40 anos após a difusão das calculadoras de bolso, ainda há docentes que preferem não usá-las na aula e consideram que elas substituiriam o que os alunos têm de aprender: a resolução de contas. Então, uma das maiores dificuldades dos educadores em incorporar a tecnologia é o fato de ela mudar o que deve ser ensinado. Se antes era a conta, por exemplo, hoje é tomar decisões na resolução de problemas. “A internet tem o potencial de ampliar as possibilidades de comunicação para o professor”, destaca.

Trocar e-mails com seus alunos e expandir o aprendizado para fora do horário das aulas são apenas algumas das possibilidades do educador. Mas, além disso, a atuação online é uma maneira de vencer o isolamento e usar grupos, fóruns e plataformas virtuais para uma intensa troca de ideias entre educadores que estão em escolas distantes. Em alguns casos, até o diálogo com universidades tem sido realizado com mais facilidade. Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, professora do Programa de Pós-graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ressalta que a própria tecnologia pode ser a parceira que faltava para vencer o receio inicial ao possibilitar que a preparação dos docentes para esses desafios seja feita com a socialização, nas redes, das práticas dos participantes.

Segundo César Nunes, do Núcleo de Pesquisa sobre Inovação Curricular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a interação, autoria e construção coletiva são atitudes estimuladas pelo uso das redes sociais para fins pedagógicos. Nesse contexto, têm sido observados dois modelos no uso das redes por educadores: a reunião espontânea de docentes em comunidades para compartilhar experiências e debater questões de suas áreas de atuação e a criação de ambientes institucionalizados, adotados por escolas ou redes de ensino.

Via: Revista Escola/Abril

 

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5 dicas usar as redes sociais a favor da aprendizagem

usar redes sociais no aprendizado

Além de servir para o entretenimento, as redes sociais podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar no seu trabalho em sala de aula. “O contato com os estudantes na internet ajuda o professor a conhecê-los melhor”, afirma Betina von Staa, pesquisadora da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática. “Quando o professor sabe quais são os interesses dos jovens para os quais dá aulas, ele prepara aulas mais focadas e interessantes, que facilitam a aprendizagem”, diz.

Também é importante frisar que, em uma rede social, os professores precisam continuar dando bons exemplos. “O que não se pode perder de vista é o fato de que, nas redes sociais, o professor está se expondo para o mundo”, afirma Maiko Spiess, sociólogo e pesquisador do Grupo de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Confira cinco formas de usar as redes sociais como aliada da aprendizagem:

 

1. Faça a mediação de grupos de estudo

Convidar os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes – separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada série. Mas lembre-se: você é o mediador das discussões propostas e tem o papel de orientar os alunos.

 

2. Disponibilize conteúdos extras para os alunos

As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. “Os alunos passam muitas horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual”, diz Spiess.

 

3. Promova discussões e compartilhe bons exemplos

Aproveitar o tempo que os alunos passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares.

 

4. Elabore um calendário de eventos

No Facebook, por meio de ferramentas como “Meu Calendário” e “Eventos”, você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avaliações. Porém, vale lembrar: eles não podem ser a única fonte de informação sobre os eventos que acontecem na escola, em dias letivos.

 

5. Organize um chat para tirar dúvidas 

Ccombine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma – mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não compreenderam. A grande vantagem de fazer um chat para tirar dúvidas online é a facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar sem que haja a necessidade do deslocamento físico.

 

Adaptado via Revista Escola

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Veja quais são as maiores tendências na área da educação

tendências em educação

Uma das áreas que vem passando por inúmeras modificações devido ao avanço constante da tecnologia é a educação. Com as diferenças perceptíveis do modelo de aprendizado, é importante saber exatamente de que maneira isso tem ocorrido para que seja possível se acostumar a esse novo padrão e então tirar proveito das inovações.

Sendo assim, confira sete tendências na área da educação atualmente:

1. Acesso a dispositivos móveis

Os dispositivos móveis têm substituído o uso de computadores para estudos e desenvolvimento de projetos. Quando os celulares são equipados com conexão à internet, os alunos têm mais facilidade para fazerem pesquisas em qualquer local onde estiverem.

2. Uso de vídeos

Professores e alunos têm utilizado vídeos em sala de aula para dar ênfase ao conteúdo que deve ser estudado ou até mesmo para apresentar trabalhos.

3. Uso de ferramentas diferentes para tarefas diferentes

Os estudantes têm aproveitado a maior quantidade de aparelhos possíveis para garantir um bom desempenho no que precisam realizar, ao invés de usar apenas algumas ferramentas para realizar várias tarefas.

4. Atenção à marca pessoal

A maioria dos estudantes têm se mostrado preocupada com a imagem que passa por meio da internet, em redes sociais por exemplo. Isso é um ponto positivo, já que o futuro profissional dos jovens também depende da marca que eles criam online.

5. Interesse em aprendizado online

A quantidade de cursos online disponíveis tem aumentado cada vez mais e mesmo os estudantes que não participam dessa plataforma de ensino demonstram interesse em tentar a experiência. Esse interesse se deve, entre outras coisas, ao fato do aluno ter mais controle sobre o próprio aprendizado.

6. Jogos para aprendizado

Muitos estudantes utilizam computadores ou outros aparelhos móveis como celulares e tablets com a finalidade de jogar. Mas ao contrário do que muitos pensam, o lazer não é o único intuito dessa atividade: muitos desses estudantes têm optado por cursos relacionados à tecnologia de jogos, fazendo desse tema mais uma tendência na educação.

7. Redes sociais

Assim como os jogos, as redes sociais não são apenas usadas para entretenimento. Também servem para possibilitar as conexões entre alunos e professores, aprimorando a experiência de ensino.

Adaptado via Universia

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Relatório aponta tendências para o ensino superior

tendências no ensino superior

Publicado este mês, o último relatório do NMC (New Media Consortium) sobre o ensino superior apontou as principais tendências, as tecnologias emergentes e desafios do setor em três prazos distintos: menos que um ano, de dois a três anos, e de quatro a cinco anos. Para isso, no final de 2013, 53 especialistas de 13 países diferentes passaram três meses coletando pesquisas, artigos científicos, notícias, publicações em blogs e projetos para compilar informações e tentar antever as principais mudanças nos processos educativos.

Nos próximos dois anos, a tendência é que as mídias sociais estejam completamente integradas ao ensino superior. As vantagens do uso dessas plataformas estão no diálogo mais informal entre alunos, entre professores, entre professores e alunos e até entre futuros alunos e as instituições. Além de estimularem o compartilhamento de histórias e experiências sobre os assuntos abordados em sala de aula.

Segundo o documento: “As redes sociais estão mudando a forma como as pessoas interagem, como apresentam ideias e informações e, ainda, como julgam a qualidade dos conteúdos e contribuições. Um pesquisa recente divulgada pela Business Insider diz que 2,7 bilhões de pessoas, quase 40% da população mundial usam essas plataformas. O impacto total dessas mudanças na comunicação e na credibilidade das informações ainda está por vir, mas claramente as redes sociais ganharam importância em quase todos os setores da educação”.

Outra expectativa para um futuro próximo é a integração entre aprendizagem on-line, ensino híbrido e colaborativo. As plataformas on-line são usadas como facilitadoras de trabalhos em grupo e estão cada vez mais se tornando ambientes colaborativos de aprendizado. Elas vêm melhorando a comunicação entre os alunos e a execução de projetos mais conectados com a realidade do trabalho. Segundo os autores do relatório, “Para incentivar a colaboração e reforçar as habilidades do mundo real, as universidades estão experimentando métodos que permitem mais liberdade nas interações entre os alunos, trabalhando com projetos que inspirem a criatividade e o pensamento crítico”.

Para daqui a quatro ou cinco anos, duas tecnologias, ainda pouco difundidas no Brasil, aparecem como futuras tendências. Uma delas é o Quantified Self (algo como “quantificar você mesmo”), que é relacionado a possibilidade das pessoas poderem acompanhar e acumular dados sobre elas mesmas, sobre o funcionamento de seus corpos, por meio do uso de tecnologias. Os dispositivos portáteis, como relógios e óculos, projetados para coletar informações dos usuários, criam um banco de dados de parâmetros individuais. Segundo o relatório, ao monitorar hábitos de leitura ou a postura do aluno em uma aula, seria possível usar este conjunto de dados para mudar e melhorar os resultados da aprendizagem.

Outra nova tecnologia que aparece no relatório são os Assistentes Virtuais. O conceito baseia-se na evolução de interfaces (como celulares, computadores e TVs) controladas a partir de comandos de voz e gestos. Esses dispositivos ganham mais inteligência artificial e vão aprendendo com as buscas e navegações, melhorando os conteúdos de pesquisa que apresentam e até sugerindo temas de interesse. Ambas tendências ainda dependem do desenvolvimento de versões mais acessíveis.

Confira no infográfico a seguir, seis tendências e seis tecnologias que, segundo os especialistas, irão fazer parte da vida de estudantes e professores universitários nos próximos anos:

relatorio aponta tendências - ensino superior

Adaptado via Porvir

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O professor deve incentivar o uso de blogs pelos alunos

Utilizar blogs em salas de aula pode beneficiar os alunos em diversos sentidos. Com eles, os alunos são encorajados a compartilhar suas opiniões e, um simples projeto escolar, pode se tornar muito mais interessante, já que possibilitará maneiras mais interativas de criação aos estudantes. Veja como e por que os professores deveriam incentivar o uso de blogs aos alunos:

1. Administrar as atividades de estudantes– Por meio de blogs, professores e estudantes podem ter uma melhor forma de interação. Os alunos podem publicar seus trabalhos no site e os membros do corpo docente podem, por exemplo, compartilhar as atividades que devem ser feitas.

2. Aumento das habilidades com escrita– A prática leva à perfeição. Portanto, por que não utilizar os blogs para que seus alunos e até mesmo você possam aprimorar as habilidades de escrita? Incentive-os! Manter uma página diária falando sobre matérias do colégio, sobre que aprenderam, quais dúvidas tiveram e também escrever sobre assuntos que os interessem, irá aprimorar muito o vocabulário dos mesmo.

3. Feedback– Uma dúvida frequente entre alunos é entender seu desempenho apenas através de notas. Com um blog, você pode fazer comentários em textos dos alunos, por exemplo, dando uma explicação melhor sobre o que está correto e o que não está.

4. Encoraje a colaboração– Outra vantagem dos blogs é a possibilidade de encorajar a colaboração entre os alunos, permitindo que eles se juntem para realizar projetos. Dessa maneira, eles saberão como avaliar o trabalho de outros alunos e saberão se expressar melhor.

O professor pode usar essa ideia como um projeto para sua disciplina, onde o mesmo será avaliado. Porém, se for bem administrado e coordenado, os alunos possivelmente irão continuar o desenvolvimento deste meio, o que continuará agregando valor aos seus sonhecimentos!

Fonte: Universia

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