Pesquisa aponta que EAD deve superar o ensino presencial no Brasil

EAD deve superar ensino presencial

Pesquisa da SAGAH em parceria com a Educa Insights, realizada no primeiro semestre de 2016, foi destaque na mídia especializada nesta semana. Os dados apresentados indicam que a educação a distância tende a superar o ensino presencial no Brasil a partir de 2023. No veículo Porvir, o gerente nacional da Blackboard, Pavlos Dias, e o diretor executivo da SAGAH, Luiz Filipe Trivelato, contextualizaram os dados e apontaram os principais desafios do setor. Leia a matéria completa.

Para Pavlos Dias, as as faculdades ainda preparam os professores para a educação presencial. “É natural que ainda encontrem dificuldades como tutores e até na elaboração de conteúdos para cursos a distância”, explica.

Já Trivelato aponta a necessidade de reavaliação dos objetivos por parte das instituições de ensino. Segundo ele, hoje a competição, via de regra, é por quem vende mais barato. Mas a mudança de percepção deve acontecer, e a competição ser por quem tem os melhores cursos EAD.

A matéria também foi publicada no Universia Brasil.

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As redes sociais estão ajudando ou atrapalhando a escrita dos estudantes?

Se é verdade que as redes sociais têm feito os estudantes escreverem mais, será que digitar cotidianamente palavras como “xatiado”, “naum”, “migo” e “tamu” não os está fazendo escrever pior? Será que tantos neologismos e emoticons não estão sendo importados para os momentos em que os alunos precisam escrever de maneira formal? Pesquisas realizadas nos EUA, cada uma com seu recorte e perfil, têm mostrado que, ao menos para eles, não. Essa geração está longe de ter emburrecido por causa do Twitter.

Uma delas, detalhada pelo jornal The Globe and Mail mostra exatamente isso. Andrea Lunsford, professora de escrita e retórica de Stanford, coletou 877 textos produzidos por alunos que entraram no ensino médio em 2006 e comparou com um estudo similar que já ela mesma havia feito em 1986 e com estudos feitos por outros acadêmicos com trabalhos de alunos de 1930 e 1917. Sua hipótese era que se a era digital tivesse afetado a habilidade de escrita dos estudantes, a quantidade de erros ortográficos e gramaticais deveria ter aumentado com o passar dos anos.

Porém, em um século, a média de erros aumentou muito pouco, passando de 2,11 erros por 100 palavras, em 1917 para 2,26 hoje. No entanto, a professora concluiu que a forma de escrita mudou, e mudou para melhor. De acordo com Lunsford, os trabalhos dos alunos foram aumentando em tamanho e em complexidade ao longo do século. Em 1917, os trabalhos desse grupo de alunos tinham em média 162 palavras e normalmente não passavam de narrativas pessoais. Em 2006, eles eram seis vezes maiores, com 1.038 palavras.

Ainda, o estudo aponta que esse aumento na sofisticação das produções textuais é reflexo tanto de uma maior disponibilidade de informações quanto de mais oportunidades para escrever e publicar textos. Segundo o estudo, 40% de todos os textos hoje são feitos fora do ambiente escolar – numa escrita para a vida, algo que os alunos fazem socialmente ou apenas por diversão. “Os jovens estão escrevendo mais do que as gerações anteriores”, afirmou a pesquisadora.

Clive Thompson, autor do livro “Mais esperto do que você pensa: Como a tecnologia está mudando nossas mentes para melhor”, ressalta a importância do objetivo do texto. Antes, quando ele era apenas escrito para o professor ler, tratava-se de um trabalho para nota. Mas, na medida em que os estudantes tomam consciência de que, ao publicar textos na internet, sua audiência é muito maior, eles tendem a produzir artigos melhores. “Parte do que faz o ambiente on-line tão poderoso é seu propósito: os estudantes escrevem coisas que têm impacto em seus mundos – outras pessoas estão lendo e respondendo”, diz.

Outro estudo, feito por Christine Greenhow, da Universidade do Estado de Michigan, mostra que as redes sociais também têm o papel de engajar mais os alunos aos estudos. Para a pesquisadora, a dinâmica das redes sociais permitem que os jovens se tornem mais ativos na busca por informações e na comunicação com colegas, professores ou mesmo especialistas em temas que estão pesquisando. “Os alunos se comprometem mais porque eles sentem que estão se conectando com algo real. Não é só aprender por aprender”, diz Greenhow.

Fonte: Porvir

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Pesquisa aponta o uso das tecnologias na sala de aula

Uma das edições da pesquisa TIC Educação feitas neste ano, fez um balanço sobre a presença da tecnologia nas escolas. O levantamento foi realizado em 856 escolas públicas e privadas do Brasil e os resultados mostram como os educadores e os alunos têm se relacionado com a tecnologia em sala de aula.

Das escolas públicas incluídas na pesquisa, 99% possuem computador e 88% delas têm acesso à internet. Porém, apenas 7% das instituições possuem os computadores dentro da sala de aula.

Os resultados da pergunta “Para que os professores usam o computador?”, mostraram que 67% usam para praticar conteúdos expostos em aula e outros 49%, para aulas expositivas.

Um dado que preocupou foi que a maior parte dos docentes recorre a outros educadores para obter apoio para o uso da tecnologia. Isso evidencia a falta de preparação dos professores para saberem usufruir das tecnologias como ferramenta de ensino.

A boa notícia é que mais professores estão começando a ter acesso a essas ferramentas, o que tende a aumentar cada vez mais. Os alunos também estão tendo maior acesso, são 62% dos estudantes de escolas públicas que possuem computador em casa, sendo que a maior parte deles aprendeu a usar sozinho.

Esses dados nos mostram que as escolas estão adotando as tecnologias para auxiliar no aprendizado. O ponto principal que deve ser tratado com maior atenção é o treinamento dos professores para que saibam como aplicar suas atividades nos computadores, tablets, etc.

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Especialista fala sobre a tecnologia e a educação

Edith Ackermann, professora de psicologia do desenvolvimento na Universidade de Aix-Marseille 1, na França, que durante 20 anos trabalhou no Instituto Piaget e atualmente trabalha como pesquisadora visitante na Escola de Arquitetura do Massachusetts Institute of Technology (MIT), concedeu uma entrevista à Revista Educação, durante sua visita ao Brasil. Veja o que ela falou sobre a tecnologia e a educação com sua trajetória de pesquisas e estudos que envolvem a construção de conhecimento:

 

 

Qual o impacto das tecnologias no ensino e aprendizagem?
Por mais que as novas tecnologias integrem nossas vidas cada vez mais, são necessários diferentes momentos para que ocorra a construção do conhecimento e para que a criança continue a aprender. Um deles tem a ver com estabelecer uma relação, uma conexão, com algo que faça sentido.
Há outro momento relacionado com o envolvimento; tem a ver com uma imersão, construção. Um terceiro momento, muito importante, é o que eu chamo de contemplação, ao invés de reflexão. Prefiro pensar em termos de um momento em que a pessoa está com a mente totalmente engajada, e em outro momento em que ela se coloca fora da situação e a contempla.
Um quarto momento é o que chamo de reinterpretação. É como o teatro e está relacionado com dar uma resposta. É uma reinterpretação de tudo o que intriga, que mobiliza uma pessoa. Há um quinto momento que tem a ver com colaborar com outras pessoas, que é tão intenso quanto os demais

Não basta entregar um laptop ou um tablet para cada criança?
Não, não funciona assim. Durante muitos anos trabalhei no projeto Um Computador por Aluno e ainda acho interessante a ideia de distribuir laptops, desde que não se presuma que as crianças vão aprender sozinhas, sem um professor. Esta é uma ideia equivocada. Mas o professor tem de partir daquilo que a criança sabe, caso contrário não há aprendizagem.
A informação não é conhecimento, inteligência não processa informação e a mente humana não funciona como um computador, codificando informação e a arquivando na memória, como se fosse uma biblioteca que podemos acessar quando necessitamos. A mente humana funciona de um modo muito mais orgânico, pois existe um paralelismo entre os processos psíquicos e físicos. O conhecimento é experiência, mas é a experiência na qual uma pessoa está imersa, após ter vivenciado várias instâncias da mesma.

Existe hoje uma valorização muito grande do conteúdo. Como relacionar isso com a construção da aprendizagem?
Eu faço parte de um grupo de estudiosos que não gosta de separar o conteúdo do processo. Ao mesmo tempo vivemos num contexto em que as maiores universidades do mundo estão distribuindo o conhecimento que produzem na forma de conteúdo. Mas o acesso ao conteúdo, mesmo às aulas dos maiores professores, não assegura nada. Esse conteúdo só tem alguma utilidade para aqueles que têm algum grau de organização própria, que souberem como utilizá-lo.

Então o interesse de um menino em videogames não é necessariamente ruim?
Não, de fato, não é. Os jogos têm a particularidade de criar um ambiente seguro no qual a criança sabe que pode errar. Acredito que as crianças gostam de videogames porque sabem que são uma encenação. Enquanto jogam, elas sabem que podem voltar, repetir o processo até obterem sucesso.

Nesse sentido, está havendo um debate sobre as habilidades que as pessoas devem ter no século 21.
Sim, com a perspectiva dos adultos de definirem o que as crianças devem saber para serem bem-sucedidas no mundo contemporâneo. Nos Estados Unidos, existe todo um enquadramento no sentido de combinar conteúdos com determinadas habilidades, expertises e alfabetizações para  produzir determinados resultados.
Enquanto isso, estão sendo forjadas novas culturas de participação por meio de tecnologias, que dão origem a novos tipos de expertises técnicas, em áreas como o vídeo digital, animação, design de moda. Vivemos numa nova ecologia midiática, um ambiente híbrido no qual vivemos e aprendemos, em que transitamos de livros para o Facebook. São várias formas de engajamento, as formas como as crianças (e as pessoas responsáveis por sua educação) navegam, habitam, renovam esses ambientes. As pessoas não vivem em um único canal: virtual ou físico. A tecnologia não está competindo com as outras dimensões; elas coexistem.

Há riscos nesse processo?
Podemos aprender muito quando observamos como as crianças se relacionam com as tecnologias. Há estudos que mostram que as novas gerações estão desenvolvendo uma relação diferente com o mundo e com a aprendizagem. Um exemplo é a cultura de compartilhamento. Muitas vezes, os “nativos digitais” disseminam suas ideias e criações antes de elas estarem totalmente formatadas, difundindo uma cultura de colaboração, de trabalho em equipe.
Mas a escrita passou a ser entendida como uma justaposição de fragmentos recortados e colados ou como uma combinação de texto, imagem e som. A leitura se tornou a marcação de um texto ou extrair um trecho para ler mais tarde. A edição passou a ser vista como um meio de criação. Isso impõe um desafio enorme aos educadores, que têm de lidar com uma situação que eles consideram plágio.

Fonte: Revista Educação

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Infraestrutura das universidades para uso de dispositivos móveis

O cenário da educação está mudando muito por conta dos smartphones, tablets e outras mídias móveis. As discussões e pesquisas sobre esses recursos dentro das salas de aula são intermináveis. Especialistas falam que os dispositivos móveis não devem ser visto como um inimigo, além de defenderem seu acesso dentro e fora da escola. Essa mudança no cenário educacional fez com que o Education Dive, portal especializado em notícias sobre o ensino superior, nos Estados Unidos, realizasse a pesquisa Mobility in Higher Education. Foram entrevistados 50 CIOs (chefes dos departamentos de TI, em tradução livre) de universidades norte-americanas para entender como a mobilidade está impactando. Até porque, cada vez mais alunos estão levando seus próprios aparelhos para as aulas e levantando questões ligadas à infraestrutura, segurança cibernética e qualidade da rede wi-fi, e como eles, profissionais de TI, pretendem abordar as mudanças no futuro.

O estudo apontou que 68% dos CIOs são favoráveis ao uso das mídias móveis em suas universidades. Eles acreditam que os tablets, por exemplo, são fundamentais para o futuro das instituições. Diferentemente dos 28%, que discordaram da eficácia desses aparelhos. Ainda 4% dos entrevistados afirmam que os dispositivos móveis não são considerados tão fundamentais, embora sinalizem sua importância mais significativa a longo prazo.

A partir das entrevistas, o estudo gerou três grandes discussões sobre o mobile no ensino superior: 1) quais são os dispositivos e apps mais usados pelos CIOs no trabalho e em casa; 2) o que mais preocupa os CIOs quanto à mobilidade no campus e quais as prioridades para o ensino superior na área de TI para o próximo ano; e 3) o que a universidade planeja para a implementação BYOD – (Bring Your Own Device) – movimento permite que os alunos e funcionários levem para o ambiente de trabalho seus próprios aparelhos portáteis.

O estudo mostra que o aplicativo mais comum entre os entrevistados foi o Evernote, seguido do DropBox, sistema que armazena arquivos remotamente, e do OneNote, uma espécie de bloco de anotações digital para a captura do que é importante em sua vida pessoal e profissional. O Evernote é utilizado para gerenciar e organizar arquivos. A partir do próprio celular, o usuário pode criar notas, salvar pesquisas, gravar áudios e organizar seus materiais. Além disso a agenda é automaticamente sincronizada e disponibilizada em todos os computadores, telefones e tablets que o usuário usar.

Os entrevistados responderam quais consideram ser as prioridades em suas instituições, em 2014. A partir das respostas, o estudo reuniu as 10 principais “preocupações”, como a segurança (60%) e a escalabilidade (20%). As demais são a infraestrutura e manutenção, sistemas inteligentes, cobertura de rede sem fio, aprendizagem on-line, reparar crises, análise de dados, migração para ocloud computing e mobilidade.

Outro desafio também questionado aos entrevistados tange à adoção de movimentos como o BYOD, movimento que levanta a bandeira de que os alunos podem levar seus próprios dispositivos móveis para escola, o que reduziria custos. Por outro lado, isso acaba gerando impactos na infraestrutura que precisam de um suporte maior para atender a essa demanda. De acordo com a pesquisa, apenas 26% das universidades contam com as políticas do BYOD, enquanto 74% não adotam, mas veem possibilidades de adotá-la.

Nos EUA, mais da metade dos adultos possuem smartphones, de acordo com um relatório publicado pelo Centro de Pesquisa Pew Internet & American Life Project, em junho de 2013. Enquanto isso, no Brasil, o número de smartphones já alcança 27 milhões – o que corresponde a 14% da população do país – de acordo com a pesquisa Our Mobile Planet feita em 2012. Segundo esse levantamento, o Brasil tem mais aparelhos móveis que países como França e Alemanha.

Fonte: porvir.org

 

 

 

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