Modelos de educação online: educação baseada em competência

Uma das chaves para a inovação potencial no âmbito do ensino superior é a transferência das horas de crédito para a avaliação da competência como critério para a conclusão bem-sucedida de um curso.

O que é exatamente a educação baseada em competência (competency-based education – CBE)? No ano 2000, SPT Malan escreveu a respeito das origens geralmente aceitas para essa ideia: ela se baseia no conceito mais amplo de educação baseada em resultados (outcomes-based education – OBE), que parte dos resultados desejados e passa então para as experiências didáticas que devem levar os estudantes a esses resultados. A OBE pode ser implementada em modelos presenciais, online e híbridos. Dentro do conceito mais restrito de CBE, os resultados ficam mais ligados a habilidades laborais ou a necessidades empregatícias, e os métodos seguem geralmente um ritmo autoimposto. Em um artigo do ano 2000, SPT Malan elencou os seis componentes cruciais da CBE:

  • – Resultados didáticos explícitos com relação às habilidades exigidas e à proficiência concomitante (padrões para avaliação)
  • – Uma estrutura temporal flexível para o domínio dessas habilidades
  • – Uma variedade de atividades didáticas para facilitar o aprendizado
  • – Testes dos resultados exigidos com base em critérios claros
  • – Certificação baseada em resultados didáticos demostrados
  • – Programas adaptáveis para garantir uma condução otimizada dos estudantes

O que está motivando o atual crescimento dos modelos CBE? Em resumo: o desejo de promover opções educacionais de baixo custo por meio de programas flexíveis. O governo, tanto em âmbito federal quanto estadual, está cumprindo um importante papel. Em um discurso proferido em novembro de 2011, o secretário da educação dos Estados Unidos, Arne Duncan, deu sua opinião sobre os programas como o da Western Governors University: “Quero que eles sejam a norma”.8 Em junho de 2012, Paul Fain fez a cobertura de um evento com participação de Eduardo Ochoa, então secretário assistente de educação pós-secundária do Departamento de Educação dos Estados Unidos. Ochoa declarou: “O departamento está disposto a ver a educação baseada em competência se desenvolvendo e prosperando”. De acordo com Fain, Ochoa afirmou que o governo Obama apoia abordagens de qualidade baseadas em competência, “as quais são capazes de ampliar o acesso dos estudantes e ao mesmo tempo reduzir os custos universitários e o período de tempo necessário para se obter um diploma”.

No âmbito estadual, em junho de 2012 o sistema da University of Wisconsin e a secretaria do governador Scott Walker descreveram a sua iniciativa futura para implantação de CBE:

A University of Wisconsin (UW) desenvolverá uma opção didática nova e flexível usando instrução online e outros métodos inovadores, a fim de oferecer as competências que os estudantes precisam a um preço acessível. . .

Esse modelo singular baseado em competência permitirá que os estudantes iniciem suas aulas no momento em que quiserem, que trabalhem em seu próprio ritmo e que ganhem créditos pelo conhecimento que já possuem. Os estudantes podem demonstrar competências de nível universitário – onde quer que as tenham aprendido – assim que puderem comprovar o seu conhecimento. Ao tirarem proveito desse modelo de alta qualidade e de alta flexibilidade, e ao utilizarem uma variedade de recursos para ajudá-los a arcar com os custos universitários, os estudantes terão à sua disposição novas ferramentas para acelerarem o desenvolvimento de suas carreiras.

No próximo post da série sobre modelos de educação online o autor descreve os Cursos mesclados/híbridos.

Fonte: artigo desenvolvido por Phil Hill

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Modelos de educação online: School-as-a-Service

Outra abordagem para superar a barreira entre a educação tradicional e o ensino online escalável é a terceirização ou a formação de parcerias com uma companhia externa para o fornecimento de conteúdos, currículos e/ou serviços estudantis online. Essas companhias agregam experiência e competências para ajudar as escolas a implementarem um conceito de curso mestre e as operações a ele associadas, sem deixarem de oferecer, ao mesmo tempo, esses cursos através da instituição tradicional.

Há também uma indústria florescente construída em torno de fornecedores de serviços terceirizados com fins lucrativos – companhias que proporcionam o currículo e o desenvolvimento do curso, bem como as operações, de um programa online. Essa nova categoria é chamada de School-as-a-Service, e algumas estimativas de mercado indicam para o futuro um crescimento composto de 30% para esse setor. A Pearson ingressou nesse mercado com base no modelo usado com a Arizona State University e a California State University. Dentre outros fornecedores estão EmbanetCompass2torDeltak e Academic Partnerships. (Em meados de outubro houve diversas mudanças no mercado de School-as-a-Service: a marca 2tor foi rebatizada como 2u, a Deltak foi comprada pela John Wiley & Sons e a EmbanetCompass foi comprada pela Pearson.)

No próximo post da série Modelos de Educação Online você poderá entender melhor sobre Parcerias Educacionais.

Fonte: artigo criado por Phil Hill

 

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Modelos de educação online: Programas integralmente online

Até hoje, os maiores impulsionadores do crescimento de cursos e matrículas online têm sido os programas integralmente online do setor com fins lucrativos e das organizações exclusivamente online criadas por instituições sem fins lucrativos. Em ambos os casos, esses programas online são organizados em torno do conceito denominado de curso mestre. Esse conceito, que modifica os métodos de oferecimento educacional de uma instituição, talvez seja o maior diferencial entre as organizações tradicionais e as organizações exclusivamente online com fins lucrativos, e até mesmo sem fins lucrativos.

Um curso mestre é replicado em múltiplas seções relativamente consistentes de um modo repetitivo. Segundo essa abordagem, equipes de projetos didáticos – geralmente incluindo especialistas em multimídia, encarregados de garantia da qualidade e projetistas didáticos – trabalham com membros do corpo docente e/ou com especialistas nas matérias em questão para projetarem um curso mestre. Depois de serem projetadas, as seções do curso mestre podem ser ensinadas ou facilitadas por diversos instrutores, geralmente por professores adjuntos. Os membros do corpo docente que integram o projeto também podem ser os instrutores de algumas seções, mas geralmente as seções são ministradas por instrutores que não fizeram parte da equipe de projeto.

O conceito de curso mestre modifica as pressuposições de quem coordena o curso, e conduz a diferentes processos para desenvolvimento, oferecimento e atualizações de curso – processos que simplesmente não existem na educação tradicional. As implicações dessa abordagem são significativas. Essas diferenças criam uma barreira que pouquíssimas instituições são capazes de superar. Sendo assim, de que forma as instituições que desejam escala e acesso lidam com essa barreira? Nos últimos 10 ou vinte anos, o método mais comum foi a criação de organizações em separado para implementar o conceito de curso mestre. A maior parte das instituições com fins lucrativos – pelo menos aquelas de médio e grande porte que operam em escala – baseiam-se nesse conceito, quer seja usando cursos online ou cursos mesclados/híbridos. No setor sem fins lucrativos, as organizações online geralmente se encaixam no sistema genérico de governança.

Muitas das tentativas fracassadas das instituições tradicionais e dos sistemas estaduais em criar, ampliar e sustentar programas online remontam a uma resistência organizacional do restante do sistema em relação à organização online separada.

Acompanhe o próximo post da série sobre modelos de educação online em que será descrito o modelo School-as-a-Service.  

Fonte: artigo criado por Phil Hill resumido por Blackboard Brasil

 

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Modelos de educação online: Cursos e programas online ad hoc

Começando a descrever o primeiro modelo da série sobre os modelos da educação online, falaremos sobre Cursos e programas online ad hoc.

Considerando-se o foco voltado a corpos docentes e a departamentos em muitas instituições norte-americanas pós-secundárias, a criação de cursos e programas online ad hoc – aqueles que não se baseiam na política e na estratégica institucional – não chega a ser surpreendente. Devido a essa natureza ad hoc, também há inúmeras razões para os cursos e programas online, indo desde a exploração de novas mídias por parte dos professores até as necessidades específicas de determinados programas. Além disso, muitos dos cursos ad hoc se baseiam na crença de membros individuais do corpo docente de que alcançarão melhores resultados e melhores desempenhos didáticos usando ferramentas online. Isso se dá apesar da visão cética que grande parte dos professores universitários nutre em relação à qualidade do ensino online. Segundo um estudo feito pela Inside Higher Ed e pelo Babson Survey Research Group, dois terços dos membros de corpos docentes afirmam que os desempenhos didáticos com o ensino online são inferiores àqueles alcançados pelos cursos tradicionais. Ainda assim, o relatório também sugere que quanto mais exposição os professores têm ao ensino online, menos temor eles têm em relação a ele.

Aqueles professores universitários que ministram cursos online representam uma das fontes mais importantes, ainda que subestimadas, de conhecimento e experiência no que tange ao ensino online. Ainda que os cursos e programas online ad hoc tenham aberto caminho tanto quanto possível, eles não representam a fonte primordial do amplo crescimento do ensino online. Ademais, os cursos e programas online ad hoc geralmente não são programados para alcançarem larga escala em termos de número de seções ou de estudantes.

Acompanhe o próximo post da série sobre modelos de educação online em que iremos descrever os Programas Integralmente Online.  

Fonte: artigo criado por Phil Hill

 

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Modelos de oferecimento educacional online: uma visão descritiva

Embora o ensino a distância tenha uma longa história, a criação do ensino online se deu apenas uma década e meia atrás. Os primeiros cursos oferecidos via Web apareceram em 1994, logo seguidos por uma abordagem mais estruturada que utilizava a nova categoria dos sistemas de gestão de aprendizado. Desde então, o ensino online vem crescendo lenta mas constantemente em popularidade, a ponto de que no terceiro trimestre de 2010 quase um terço dos alunos norte-americanos pós-secundários já estava matriculado em pelo menos um curso online.

Em 2012: um novo conceito denominado Cursos Massivos e Abertos Online está gerando um amplo interesse nas esferas do ensino superior. Acima de tudo, ele já foi responsável por levantar discussões estratégicas em reitorias e escritórios acadêmicos a respeito do ensino online. Stanford, MIT, Harvard, a University of California–Berkeley, entre outras instituições, já sinalizaram o seu apoio – em termos de investimentos, recursos e suporte administrativo – ao poder transformador dos MOOCs e do ensino online. Veículos de mídia norte-americanos como Wall Street Journal, New York Times e The Atlantic estão repercutindo aquilo que David Brooks chamou de “o tsunami universitário” do ensino online.

Infelizmente, um efeito colateral natural desse novo interesse na educação e na tecnologia educacional é um aumento dos exageros e das descrições superficiais sobre o potencial dos novos modelos educacionais virem a substituir o sistema estabelecido. Assim, a discussão pública acaba ficando presa muitas vezes à uma falsa dicotomia entre tradicional versus online – uma dicotomia que trata todos os modelos online como similares e que ignora abordagens mescladas ou híbridas. Essa falsa dicotomia fica ainda mais evidente agora que as discussões começam a aparecer nos fóruns da mídia nacional. A verdade, porém, é que, conforme minha Molly Langstaff descreveu, a tecnologia educacional está interagindo com cursos e programas educacionais inovadores a fim de criar não apenas uma nova linguagem, mas também modelos múltiplos de oferecimento educacional.

Conforme continuamos a discutir questões importantes como acesso, custos e aprendizado personalizado no ensino superior, seriamos bastante ajudados por uma compreensão mais rica das mudanças que já estão ocorrendo. O apanhado que se segue certamente não é exaustivo, já que a área está em rápida transformação. Além disso, nem todos esses modelos acabarão prosperando a longo prazo. Simplesmente descrever alguns dos modelos primordiais e idealmente diminuir as confusões evidentes na discussão pública é o que se faz necessário.

Qual é a aparência geral desse novo cenário de modelos de oferecimento educacional? Os modelos estão categorizados não apenas em termos de modalidade, mas também em termos de método de projeto de curso. Essas duas dimensões permitem uma compreensão mais rica do novo cenário dos modelos de oferecimento educacional. Dentro desse cenário, os seguintes modelos primordiais emergiram: cursos e programas online ad hoc, programas integralmente online, School-as-a-Service, parcerias educacionais, educação baseada em competência, cursos mesclados/híbridos e a sala de aula ao avesso e os MOOCs.

Nos posts seguintes, falaremos um pouco mais sobre cada modelo primordial que vem emergindo constantemente.

Fonte: Resumo de artigo criado por Phil Hill

 

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