Conheça o Polls, da Blackboard, ferramenta gratuita para fazer enquetes on-line em salas de aula

Como saber a opinião dos alunos sobre determinado assunto em tempo real, sem atrapalhar o andamento da aula? Em um país como o Brasil, em que, segundo dados do Ibope de 2013, 50% dos 72 milhões de internautas acessam a Internet para fins relacionados à educação, é fácil imaginar que essa resposta está online. Por isso, a Blackboard lançou a ferramenta Polls by Blackboard, que possibilita realizar enquetes com os alunos durante a aula, de forma gratuita.

O Polls permite que enquetes sejam respondidas em tempo real por meio de um aplicativo para iPhone, dispositivos móveis ou por um navegador Web. Os usuários podem enviar feedback sobre o produto diretamente do app ou por meio do site, permitindo que a empresa realize melhorias nas próximas atualizações. A ferramenta ainda está disponível apenas em inglês, mas em breve terá versão em português. Além de facilitar o ensino a distância, o Polls incorpora mais um meio de interação em salas de aula, permitindo o maior fluxo de comunicação possível entre aluno e professor.

Em um país onde o número de alunos em cursos a distância triplicou nos últimos cinco anos, fica fácil perceber que tecnologia educacional é o ponto focal de investimentos das IES. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem, por exemplo, já estão se consolidando no Brasil. Levando em consideração apenas as soluções Blackboard (como o Blackboard Learn), já são mais de 1 milhão de usuários brasileiros em instituições como a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e a Universidade Anhembi-Morumbi (comprada no passado pelo Grupo Laureate, que recentemente comprou a FMU).

 

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“Educação on-line tem potencial para revolucionar a própria história do mundo”

“Quem sabe, no ano que vem, não sou eu quem convida vocês para irem aos EUA falar de suas experiências?”, perguntou Dianne Tavenner, cofundadora da rede Summit Public Schools, um grupo de escolas na Califórnia que está ajuda jovens de famílias carentes a entrar na universidade. Para ela, o Brasil vive um momento que une prosperidade econômica e a vontade de mudar a educação, opinião compartilhada por Joel Rose, da NewClassrooms, e José Ferreira, da Knewton, que estiveram no país pela primeira vez para apresentando suas iniciativas no Transformar, evento realizado pelo Inspirare/Porvir e pela Fundação Lemann, que trouxe a São Paulo cases nacionais e internacionais de pessoas que estão reformulando a educação na prática.

“Estou com uma inveja boa, o Brasil tem uma energia incrível”, afirmou Nicole Hinostro, diretora pedagógica da High Tech High, uma rede de escolas americana que tem reinventado a educação pública a partir do uso do aprendizado baseado em projetos.

A metodologia baseada em projetos tem se mostrado uma forte tendência na educação básica e também é usada pela Summit. Suas quatro escolas públicas de administração privada, procuram personalizar o ensino por meio de uma aproximação entre os objetivos do aluno e o que a escola lhe pode oferecer. A escola ainda aposta numa abordagem individualizada, em que ajuda os estudantes a definirem suas metas e estabelecerem um plano para alcançá-las. “Temos que formar alunos que direcionem seu próprio aprendizado, que aprendam para o resto da vida, mesmo quando estiverem sem a escola”, disse Dianne.

O engajamento dos alunos, para Brian Waniewski, que também apresentou sua iniciativa no Transformar, é o essencial para qualquer aprendizado. Brian é um dos responsáveis pelo Institute of Play, instituição que promove o aprendizado a partir de games, tanto aqueles criados por educadores para utilização em sala de aula, quanto os que são desenvolvidos pelos próprios alunos. “A natureza dos games em muito se parece com o ambiente que precisamos para o aprendizado. Temos flexibilidade, vontade de avançar e, principalmente, não vemos o erro como algo grave”, afirmou.

Joel Rose, cofundador da NewClassrooms, ONG que leva ensino personalizado de matemática para escolas dos EUA, também compartilhou sua experiência no Transformar. Ele sugere uma divisão espacial da sala de aula, na qual alunos podem trabalhar individualmente, em dupla ou em grupos. Nesses novos espaços, os jovens contam com uma plataforma inteligente onde podem acessar o conteúdo e estudar da forma como melhor aprendem. “Existem alunos que aprendem colaborativamente; outros, com tutores virtuais; outros ainda, sozinhos, com material impresso ou não. Respeitamos isso”, disse Joel.

Completou o time de palestrantes o José Ferreira, fundador da Knewton, plataforma adaptativa que entrega conteúdo de matemática conforme a necessidade de cada aluno. Ele impressionou a plateia ao apresentar o volume de dados – em maior número que o Facebook, garante o empresário – e o cruzamento de informações que o algoritmo de sua plataforma é capaz de fazer. É assim que ele tem impactado profundamente as salas de aula e o papel do professor. “Educação on-line tem potencial para revolucionar a própria história do mundo”, afirma.

Fonte: porvir.org

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O futuro da universidade é on-line?

Gregory Nagy, um professor de literatura grega clássica na Universidade de Harvard, é um daqueles acadêmicos que, mesmo em se tratando de futuro, vai começar a falar sobre Homero e as batalhas do passado. Apesar dessa relação com coisas antigas, Nagy foi o criador de um curso chamado “Conceitos do herói”, um dos primeiros Moocs da Universidade de Harvard.

Para muitas pessoas, os Moocs são o futuro do ensino superior. É por isso que, nos últimos dois anos Harvard, MIT, Universidade do Texas, prometeram dezenas de milhões de dólares para o desenvolvimento de cursos massivos gratuitos. Legisladores também acreditam que essa modalidade de ensino vai ser a solução para a superlotação nas escolas. Na Califórnia, por exemplo, um projeto de lei apresentado no começo deste ano exigiria que universidades públicas aceitassem créditos de cursos on-line.

A discussão está no ar lá nos EUA e não apenas lá. Saber se o futuro das universidades é on-line é a questão que tem feito com que pesquisadores, especialistas em educação, professores e alunos se unam em torno desse debate, que é importante e deve ser feito para enriquecer e rever as formas de educar.

Fontes:  Porvir e New Yorker

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Plataforma de cursos on-line cria seção gratuita para professores

Tablet na sala de aula, cursos on-line gratuitos, arquivos na nuvem, redes sociais. Em meio a essas inovações, muitos educadores devem se perguntar: Por onde começar? Para ajudá-los a lidar com a chegada dessas novidades, o Coursera, empresa de tecnologia educacional que oferece cursos on-line gratuitos, vai disponibilizar a partir de julho, uma nova categoria de cursos gratuitos para formação de professores do ensino fundamental e médio. As aulas serão realizadas em parceria com sete escolas, incluindo a Faculdade de Educação da Universidade de Washington, a Universidade da Califórnia e a Faculdade de Educação da Universidade John Hopkins. A plataforma ainda anuncia uma nova rede de instituições de ensino e museus, incluindo o Museu Americano de História Natural (AMNH), o Commonwealth Education Trust, o Exploratorium (museu de ciência, arte e percepção humana) e o Moma (Museu de Arte Moderna) de Nova York.

“Ajudar professores a melhorar suas habilidades é uma contribuição importante que podemos dar para a educação de estudantes de todo o mundo. Estamos muito empolgados com as possibilidades que esses cursos online e gratuitos podem trazer para professores, escolas e cidades”, diz Julia Stiglitz, supervisora do desenvolvimento de negócios e parcerias no Coursera.

Serão oferecidas 28 opções de cursos e a primeira delas, chamada Arte e Investigação: Estratégias do Ensino do Museu para a Sala de Aula, ministrado pelo Moma, já tem data marcada para começar: 29 de julho. Entre os outros cursos estão Primeiro Ano de Ensino – Sucesso Desde o Começo, do New Teacher Center, uma organização sem fins lucrativos norte-americana dedicada à capacitação de professores; Genética e Sociedade – Um curso para educadores, do Museu Americano de História Natural; Fundamentos para o Ensino Virtual, da Universidade da Califórnia; e Engajando os Estudantes por meio do ensino colaborativo, da Faculdade de Educação da Universidade John Hopkins. Eles terão duração de 3 a 4 semanas e o Coursera planeja certificar os professores que participarem.

Para o Brasil, a Fundação Lemann firmou uma parceria com o Coursera para traduzir o conteúdo da plataforma para o português. Por enquanto, serão traduzidos 12 cursos:

– Pense Novamente: como Raciocinar e Argumentar
– Introdução à Filosofia
– Desenvolvimento de Ideias Inovadoras para Novas Empresas
– Psicologia Social
– Guia do Comportamento Irracional para Iniciantes
– Pensamento Crítico em Desafios Globais
– Fundamentos de Estratégia de Negócios
– Fundamentos para Planejamento de Finanças Pessoais
– Introdução a Finanças
– Introdução à Fisiologia Humana
– A Escrita nas Ciências
– Teoria do Jogos

A Fundação está convidando pessoas que dominam a língua inglesa para colaborar na tradução do conteúdo. Esses tradutores voluntários vão receber certificado emitido pela Fundação Lemann e Coursera, e terão a contribuição mencionada nos créditos finais do vídeo. Para se inscrever, basta preencher um formulário até o dia 15 de junho e aguardar a resposta.

Fonte: porvir.org

 

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Direitos e Princípios da Educação On-line

Um grupo formado por 12 especialistas em educação on-line se reuniu para elaborar uma Declaração de Princípios e Direitos da Educação On-line. Durante mais de um mês, eles analisaram os limites éticos do ensino virtual, até onde se pode ir e que valores respeitar. Acreditam que os cursos on-line podem criar oportunidades de aprendizado significativas e em escala. “Estamos cientes do quanto ainda não sabemos: que ainda teremos que explorar todo o potencial pedagógico do aprendizado on-line, o quanto isso pode mudar a forma com ensinamos, aprendemos e nos conectamos”, disseram os especialistas.
Confira, a seguir, o infográfico que resume a declaração e sua explicação:

DIREITOS
Na nossa cultura, o aprendizado, o desaprendizado e o reaprendizado são fundamentais para a nossa sobrevivência e prosperidade, assim como respirar. Por isso, acreditamos que todos os estudantes têm direitos inalienáveis que se transferem para novos e emergentes ambientes digitais. Eles incluem:
Direito ao acesso
Todos devem ter o direito de aprender: estudantes tradicionais, estudantes não tradicionais, adultos, crianças e professores, independentemente de gênero, raça, classe social, orientação sexual, situação econômica, nacionalidade, condições físicas em qualquer lugar do mundo. A aprendizagem on-line tem o potencial de garantir que este direito seja uma realidade para uma maior porcentagem da população mundial, algo antes impossível.
Direto à privacidade
A privacidade dos alunos é um direito inalienável, não importando o lugar onde o aluno aprenda, seja física ou virtualmente.
Direito de criar conhecimento público
Aprendizes em comunidades digitais e globais têm o direito de trabalhar, organizar-se em rede e contribuir para o conhecimento público; partilhar suas ideias e seu aprendizado de forma visível e conectada, se assim o desejarem.
Direito à propriedade intelectual
Os estudantes também têm o direito de criar e ter propriedade intelectual e dados associados a sua participação em cursos on-line.
Direito à transparência financeira
Os estudantes têm o direito de saber como a sua participação suporta a saúde financeira do sistema on-line do qual faz parte. Eles têm o direito à justiça, à honestidade e a uma contabilidade financeira transparente. Isso também deve ser verdade para os cursos gratuitos.
Direito à transparência pedagógica
Os estudantes têm o direito de entender os resultados esperados de um programa ou de uma iniciativa on-line.
Direito à qualidade e ao cuidado
Estudantes têm direito ao cuidado, à diligência, comprometimento, honestidade e inovação.
Direito de ter professores excelentes
Todos os alunos precisam de professores reflexivos, facilitadores, mentores e parceiros na aprendizagem; precisam também de ambientes de aprendizagem atentos às suas metas e necessidades específicas.
Direito de ser professor
Em um ambiente on-line, professores não precisam mais ser as únicas autoridades. Em vez disso, devem compartilhar responsabilidades com os alunos.

PRINCÍPIOS
Os pontos que se seguem são os princípios para os quais o aprendizado on-line deveria apontar. O mérito de cursos específicos, programas e iniciativas podem ser julgados pela adesão a esses princípios. Seu sucesso também pode ser medido pelo incentivo a estudantes e professores para que busquem e criem ambientes de aprendizado digital que fortaleçam esses princípios.
Contribuição global
O aprendizado on-line deveria emergir de todo o mundo, não apenas dos EUA e outros países tecnologicamente mais avançados. Os melhores cursos serão globais em design e colaboração, oferecendo perspectivas múltiplas e envolvendo vários países.
Valores
O aprendizado on-line pode servir como um meio para desenvolver habilidades. Ele também pode dar o suporte para o aperfeiçoamento, o envolvimento da comunidade, o desafio intelectual ou a diversão. Todas estas funções são válidas.
Flexibilidade
Os estudantes devem ter opções para o aprendizado on-line. Elas não devem ser apenas uma cópia dos cursos das universidades convencionais.
Aprendizado híbrido
Sem amarras a tempos ou espaços, a aprendizagem on-line deve estar conectada com vários locais do mundo, e não exclusivamente localizada no mundo digital.
Persistência
O processo de aprendizagem acontece ao longo da vida, e não apenas em um período específico. A aprendizagem começa em um playground e, ao longo da vida, continua em outros playgrounds, em espaços individuais e compartilhados de trabalho, em comunidades. A aprendizagem até pode ser avaliada, mas não deve se voltar exclusivamente para a avaliação.
Inovação
As inovações técnicas e pedagógicas devem ser a marca dos melhores ambientes de aprendizagem. O aprendizado on-line deve ser flexível, dinâmico e individualizado, em vez de enlatado ou padronizado.
Avaliação formativa
Os alunos devem ter a oportunidade de rever e reaprender até atingir o nível de domínio desejado em um tema ou uma habilidade. Em termos pedagógicos, isso significa dar ênfase a uma avaliação individualizada e a ser completada em um tempo específico. Da mesma forma, os professores devem usar a avaliação para melhorar suas práticas em sala de aula.
Experimentação
Experimentação deve ser uma base reconhecida e benéfica da aprendizagem on-line. Os alunos devem estar aptos a experimentar um curso e abandoná-lo sem que isso incorra em rótulos pejorativos, tais como insuficiência.
Civilidade
Os cursos devem incentivar a interação e colaboração entre os estudantes, onde quer que isso agregue à experiência de aprendizado. Programas ou iniciativas de aprendizagem on-line têm a responsabilidade de compartilhar contribuições em uma atmosfera de integridade e respeito.
Brincadeira
A educação on-line aberta deve inspirar o inesperado, a experimentação e o questionamento – em outras palavras, incentivar a brincadeira. Brincar permite a familiarização com as coisas novas, o aperfeiçoamento de novas habilidades, a experimentação dos movimentos e, mais importante, abertura para abraçar a mudança – um ponto-chave para o sucesso no século 21.

Fonte: porvir.com

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