3 passos importantes para o crescimento da aprendizagem on-line

Já é sabido que o Ensino a Distância está cada vez ganhando novos adeptos no Brasil e no mundo. As matrículas vem crescendo consideravelmente ano a ano e muitas universidades já aderem ao formato de ensino em pelo menos algumas disciplinas. Mas qual o movimento correto que as instituições devem realizar em busca de um crescimento ainda mais significativo?

Recentemente Christina Fleming, responsável pela área de marketing e matrícula da Lifecycle Services, divulgou sua experiência em um projeto ao lado do Dr. Javier Reyes, da UPCEA, onde lidera a divisão online da universidade. Juntos definiram um plano que iria aumentar a visibilidade dos programas onlines com o objetivo de aumentar as matriculas, tanto em graduação e pós – graduação, além de expandir para novos públicos.

Confiram abaixo os 3 passos e os resultados da pesquisa.

Escolhendo os programas certos

É preciso avaliar e escolher os programas certos para investimento, além de analisar a disponibilidade competitiva de cada programa na região. E, pesquisar a demanda por esses programas entre os futuros alunos e empregadores. Após avaliar e discutir a trajetória geral e os resultados.

Compreender o público

Com os programas selecionados, o próximo passo é compreender os futuros alunos. É importante levar em conta a demografia e a psicografia para garantir que a mensagem seja entendida por pessoas aptas a escolherem a aprendizagem online.

Diferenciadores

Tendo em mente o público-alvo desenhado, é importante pesquisar as principais razões que levam o aluno optar pelo ensino online. Além disso também foi realizada uma pesquisa de telefone com 20 empregadores regionais para entender suas percepções e necessidades.

Resultados

A realização deste projeto foi uma experiência maravilhosa. Dois itens foram importantes antes de lançar uma campanha: tempo disponível e os recursos para planejar a abordagem.

*Christina Fleming é responsável por liderar a equipe de marketing e matrícula dentro do Blackboard Student Lifecycle Services. Trabalha em colaboração com os clientes de ensino superior para fornecer planos de marketing e matrícula estratégicas, além de trazer programas para o mercado baseados em pesquisas de mercado e percepções quantificáveis.

Para contemplar e otimizar o ensino em sala de aula e online, a Blackboard disponibiliza a Blackboard Learn, uma plataforma completa que auxilia na interação presencial e virtual. A plataforma reúne um conjunto de ferramentas flexíveis e completas que tem como objetivo se comunicar com os estudantes, fornecer informações para tomada de decisões e possibilitar acesso aos conteúdos. A Blackboard Learn funciona como uma “central” onde é possível postar materiais, aprender virtualmente, compartilhar conteúdo, criar grupos de discussão e colaborar com colegas de todo o mundo.

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Saiba mais sobre Moodlerooms

Programe-se para webinar, dia 27 de maio, próxima quarta-feira, 11h, com o tema “Diferenciais do Moodlerooms como Ambiente Virtual de Aprendizagem”. Serão abordados os serviços oferecidos pelo Moodlerooms, os recursos acadêmicos e pedagógicos e sua aplicabilidade, recursos administrativos e demais serviços da ferramenta. O encontro terá duração de 1h e será apresentado por Alberto Maixner, Engenheiro de Soluções da Blackboard.

Link para inscrição: http://bbbb.blackboard.com/WebinarMoodlerooms

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Big Data a revolução no ensino personalizado

O Big Data é uma das grandes apostas para um ensino mais personalizado, capaz de apontar as preferências e necessidades dos alunos. Com as informações dos acessos dos estudantes, é possível montar um banco de dados inteligente, para que a instituição de ensino crie produtos e soluções, para atender as demandas de cada aluno. O Big Data é o conjunto de soluções tecnológicas capaz de lidar com dados digitais em grande escala, com variedade e velocidade inéditos até hoje. A tecnologia permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real, sendo fundamental para a tomada de decisões.

Pavlos Dias, gerente nacional de operações da Blackboard, falou sobre o crescimento e importância da ferramenta dentro das intuições de ensino.

Como as instituições devem usar big data na era do estudante consumidor?

O aluno é o principal consumidor nas instituições de ensino, que devem se preparar e usar os dados a seu favor, afinal, é ele quem busca o ensino de qualidade, o melhor custo x benefício, o renome da instituição, e o nível de aprendizagem – inclusive prática – que a organização tem a oferecer. Hoje, o Big Data é uma maneira prática de analisar dados que antes não eram interligados, como o desempenho do aluno em determinada disciplina; o histórico; atividades complementares; notas; e fazer o cruzamento de informações para benefício da instituição e melhor atendimento a esse aluno consumidor. A análise de dados pode fornecer, às instituições, ferramentas para tomar decisões com mais elementos. E, do ponto de vista de investimentos, esses dados ajudarão as instituições a direcionar seus investimentos.
 

Como o big data tem sido utilizado globalmente, e como está a adoção da tecnologia no Brasil?

O uso do Big Data está engatinhando globalmente… E, embora o uso seja mais desenvolvido em alguns países, como nos EUA, a escala não é muito grande. No Brasil, nós estamos numa fase de muita descoberta e temos visto excelentes resultados em universidades grandes e pequenas. Hoje, temos vários clientes da Blackboard que implementaram LMS com Analytics para apoiar a tomada de decisões. 

O que as instituições devem ter em mente ao adotar esse tipo de tecnologia? Como elas devem se preparar?

Adotar Big Data exige pensamento estratégico e envolvimento de pessoas da organização. Hoje, temos uma grande quantidade de informações disponíveis, e muitos se encantam com o número, sem saber ao certo o que tirar de proveito. Por isso, a estratégia em longo prazo é tão importante, e antes de iniciar um projeto é preciso entender o Big Data como um projeto que pode começar pequeno, com alguns estudos, e expandir aos poucos. 

Como o Big Data e a Internet das Coisas estão relacionados à educação? Quais mudanças essas tendências podem trazer?

Essas duas tendências serão o futuro da educação, pois elas estão conectadas e podem gerar dados, que se bem utilizados, trarão mais inteligência para as instituições. Hoje, os dados são produzidos por sistemas de aprendizagem LMS, mas com o IoE, teremos a possibilidade de gerar dados em tempo real e esse tipo de conectividade permitirá analisar o desempenho dos alunos de forma mais rápida e inteligente, gerando impactos positivos para a educação.

 

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Professores, usem a internet a seu favor

Uma das maiores preocupações dos professores hoje em dia é como melhorar a aprendizagem de seus alunos por meio dos recursos virtuais. Professor de japonês em Brasília, Malcon Douglas aponta um caminho usando as redes sociais. Adaptando os recursos disponíveis a cada obstáculo ele enxergou possibilidades de engajar os seus alunos para se superarem ao aprender uma língua que é tão distante da nossa.

No processo de entender a vida virtual de seus alunos ele viu o quanto as redes sociais poderiam motivá-los a aprender o significado de palavras desconhecidas. Ele percebeu que os alunos estavam constantemente conectados as suas redes. “A internet dispõe de um leque de informações e cabe ao professor escolher certos tipos de informações e aproximá-las do aluno de modo que ele tenha acesso a um texto, um dicionário virtual, a um plugin no navegador que eles percebem que possa ser útil”, diz Malcon.

O professor faz realmente um trabalho de curadoria para que os seus alunos tenham acesso aos conteúdos e formatos mais interessantes da web. Cabe a eles então decidirem o que faz mais sentido para o próprio aprendizado. Depois de coletar esses diferentes materiais ele os concentra tudo em apenas uma conta na nuvem compartilhada com toda a turma. O aluno opta pelo que prefere, seja ele pelo material impresso ou virtual. “É uma aprendizagem personalizada, onde os diferentes estilos dos alunos são respeitados. Tem um aluno que é mais visual, outro que é mais auditivo, e tem quem aprenda mais escrevendo. Eu posso ampliar os exercícios disponíveis para que ele se adeque a cada aluno” acrescenta o professor.

Essa autonomia dos alunos é possível porque eles mesmos são responsáveis por avaliar o quanto eles sabem da matéria. Ao fazer os exercícios, eles têm um retorno imediato do seu desempenho e os possibilita identificar lacunas no próprio aprendizado: onde ele acertou, não acertou e onde ele pode melhorar. Isso é muito importante para entender em que os alunos devem se empenhar.

Malcon realmente sai do caminho tradicional para que os seus alunos aprendam. Eles deixam de lado suas mesas para fazer exercícios dinâmicos de alongamento que são explicados por vídeos com instrutores japoneses. Ele usa recursos de mapas para que o aluno tenha uma visão 3D de como é se sentir participando de Hanami no Japão. “Japonês é uma língua carregada de cultura. Não basta você entender simplesmente as palavras ao se apresentar, por exemplo. O aprendizado passa por gestos, posturas e maneiras de como se deve falar ou deixar de falar. Encontrei diversas ferramentas na internet para me ajudar nisso: seja materiais didáticos disponíveis em pdf, através de vídeos no youtube, ou pelo contato direto com japoneses através do Skype”, conta o professor. Malcon mostra que os professores precisam ter claro onde eles querem chegar, mas podem ficar confiantes que o caminho se faz caminhando.

Fonte: QMágico

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Educação do futuro terá internet gratuita através de drones e outras ferramentas

Google e Facebook investem em empresas de drones com capacidade para voar durante anos sem pousar e fornecer internet ao planeta inteiro. Foto: Solara/Divulgação

Nos próximos 10 anos, a expressão “não sei” vai desaparecer. O mundo todo estará conectado, com internet banda-larga gratuita distribuída por drones, balões, ou microssatélites, e qualquer dúvida será resolvida quase instantaneamente. A previsão é do venezuelano José Cordeiro, professor da Singularity University, localizada em uma base de pesquisa da Nasa, no Vale do Silício (EUA). “Poderemos usar nosso cérebro para coisas mais importantes, mais interessantes e mais inovadoras. Para tarefas repetitivas, teremos os robôs e a inteligência artificial”, resume.

Esse futuro, explica, muda a forma como devemos encarar o conhecimento e a educação atualmente, e é um dos pilares a sustentar a Singularity, que coloca para si a missão de “educar, inspirar e capacitar líderes para aplicar tecnologias exponenciais para enfrentar os grandes desafios da humanidade.” Lá, os participantes – a instituição evita usar a palavra “estudantes” – conhecem as tecnologias de ponta desenvolvidas no Vale do Silício e são instigados a pensar em como elas serão aplicadas nos empreendimentos do futuro – todos com base tecnológica, utilizando inovação e criatividade. “As pessoas que chegam lá costumam ter quatro características: são experts em alguma área, mostram espírito empreendedor e capacidade de liderança e têm experiência internacional”, diz Cordeiro. Uma das perguntas feitas na seleção para o ingresso na universidade é “como você pretende mudar o mundo?”.

Não é por acaso que as palavras empreendedorismo e inovação foram as mais utilizadas pelo venezuelano e por quase todos os participantes do I Workshop Estácio Educação & Inovação, realizado na última quarta-feira na Universidade Estácio de Sá. Ex-secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e atual reitor da Estácio, Ronaldo Mota resume: “A inovação é uma das chances de o Brasil ser sustentável. Temos de ser competitivos em todos os setores, e isso se faz formando pessoas inovadoras”.

Mota compara o passado e o futuro do processo educativo que deverá nortear os métodos das escolas e universidades do futuro. Para ele, aquele conteúdo que antes era segmentado e teórico tende a ser, cada vez mais, interdisciplinar e baseado em situações e problemas reais, e as avaliações individuais serão substituídas pela constatação da capacidade de realizar missões e trabalhar em equipe. O ensino, que antes era centrado no professor, se voltará para o educando, que tem autonomia para decidir onde, quando e como estudar. “O processo educativo se torna um fenômeno coletivo-cooperativo, ainda que preocupado com a individualidade do estudante”, diz o reitor, autor do livro Education for Innovation and Independent Learning (Educação para Inovação e Aprendizagem Independente, em tradução livre), escrito em parceria com David Scott.

Ele afirma que o professor não reduzirá a avaliação do aluno a simplesmente saber e não saber, porque o profissional do futuro não será medido por isso, mas por sua capacidade de enfrentar desafios e buscar respostas. “Temos que romper com a educação dependente e estimular a aprendizagem independente”, reforça.

“Não se dirá mais ensino presencial e a distância, apenas ensino”
Mota acredita que a autonomia do educando passa pela hibridização da educação a distância e presencial. “Se ele for fazer disciplina presencial, haverá um portal, se for fazer outra a distância, mesmo assim trabalhará em equipe”, explica. Para Pedro Graça, diretor de EAD da Estácio, a modalidade disponibiliza recursos que a presencial, por si só, não oferece. Por exemplo: é possível acompanhar mais atentamente aluno por aluno, vendo o que cada um está errando em cada exercício, quais as dificuldades e as facilidades, e adaptar o conteúdo às necessidades dele.

Ele aponta que um dos desafios tradicionais do EAD, a resistência dos docentes, vem se tornando um problema mais distante, e que cada vez mais o EAD é encarado como uma ferramenta complementar de ensino, não como um entrave ou concorrente. “Os professores que hoje trabalham com EAD, na maioria, não vieram prontos, foram capacitados. Nas próximas gerações, estarão mais preparados, pois isso será trabalhado desde sempre. Não vai mais existir ensino presencial e a distância, apenas ensino”, avalia.

Diretor de Relações Corporativas e Sustentabilidade da Estácio, João Barroso destaca que o motor do crescimento das matrículas brasileiras no ensino superior é decorrente das instituições de ensino privadas, com grande impulso do EAD. Ele acredita que essas entidades serão imprescindíveis para que o País seja capaz de cumprir a meta 12 do Plano Nacional de Educação, que prevê elevar a taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos.

Sala de aula do futuro e gamificação
No evento, a Estácio apresentou algumas de suas iniciativas que buscam àquilo que considera ser a “universidade do futuro”. A instituição construiu um protótipo do que será a “sala de aula do futuro”, que conta com uma tela conectada desenvolvida na universidade e patenteada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Ela permite interatividade com outros dispositivos, gerenciamento remoto e troca de conteúdo colaborativo, com o objetivo de facilitar o uso de conteúdos multimídia e a interação com os estudantes, substituindo projetor, computador, tela e caixa de som. O mobiliário também foge do tradicional e é pensado para estimular a criatividade dos alunos. A sala está em teste, e a ideia é que, até 2020, chegue a todas as unidades da Estácio.

A instituição criou também uma pré-aceleradora, a Espaço Nave, com objetivo de fomentar o empreendedorismo de ex-alunos, oferecendo capacitação, mentoria e acompanhamento para ajudar a tirar projetos no papel. Além destes espaços, também fazem parte da Future Zone (Zona do Futuro), um Game Center – onde estão disponíveis jogos educativos que ajudem o estudante a aplicar o conhecimento do curso – e um Media Lab.

Adaptado via Porvir

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