Pais não olhem para o outro lado

Lisa Nielsen

“A maioria dos homens prefere negar uma verdade dura a enfrentá-la”
– George R. R. Martin, Game of Thrones

Os seres humanos vêm equipados com um mecanismo de defesa primitivo destinado a reduzir a ansiedade: “Se eu ignorá-lo, ele vai embora”. Muito humano, muito natural e muito compreensível. Todos nós fazemos isso. Isso pode até ter alguma vantagem evolutiva. Afinal, isso pode baixar a pressão sanguínea e manter o stress sob o controle.
Mas os problemas têm uma dinâmica própria: eles só pioram quando são ignorados.

Quando não enfrentamos a verdade por ela ser assustadora e nos perturbar, a movemos para um lugar chamado “negação”. Mas as emoções têm pouco a ver com a lógica. Se a negação é um pequeno quarto escuro, junte forças e entrente a verdade buscando a luz do dia. Mas a negação é onde alguns pais estão vivendo. Eles estão olhando para o outro lado, ignorando problemas ou pior, justificando-os.

Acho que é compreensível. Pais de todo o país são confrontados com a realidade de que o sistema de ensino no qual eles colocaram sua fé, pode ter falhas que não estão sendo corrigidas – e isso os leva a crer que estão perdendo o controle. Esta é uma realidade difícil de enfrentar e deve transformar o mundo de qualquer pai de cabeça para baixo. Então, esses pais às vezes se tornam distantes, se fechando nos “quartos da negação”.

Esta é exatamente a realidade que a mãe Christine Dougherty, de Nova York, teve que enfrentar depois que seu filho de 12 anos de idade, Joseph, “foi obrigado” a fazer alguns testes padronizados em sua escola. Christine pediu que a escola exercesse a aprendizagem de forma mais significativa. Apesar de seus desejos, Joseph foi intimidado pelo diretor Thomas Joseph Capone e forçado a fazer o teste. Alguns professores até chamaram o menino de “fresco” por não seguir suas ordens e fazer o que foi dito.

Christine não estava vivendo a “fase” da negação e não foi dissuadida. Ela se impôs e fez tudo que podia para que os desejos de seu filho fossem concedidos. Infelizmente, nem todos os pais são tão corajosos, fortes ou capazes de encarar os fatos como Christine fez. Em vez disso, quando ouviram da situação, alguns entraram em um estado de negação. Eles foram atrás desta mãe e defenderam o diretor da escola em vez de olhar para os fatos.

Houve também uma explosão de tweets por administradores, professores e pais, todos chocados com as ações do líder desta escola. Felizmente, muitos cidadãos são guiados por uma bússola moral que coloca os direitos das crianças em primeiro lugar: eles não toleraram as ações do diretor.

Infelizmente, vários dos pais da escola se sentiram confortáveis em seu estado de negação, criaram uma página no Facebook contra a mãe e a favor do agressor. O que eles não perceberam foi que, em vez do apoio esperado, eles receberam uma enxurrada de comentários daqueles que apoiaram a mãe e não concordaram com estes pais ou com o diretor responsável.

Essas táticas são compreensíveis quando você leva em consideração que eles foram feitos por pessoas que não têm nenhuma intenção de desistir de seu estado de negação.

 

Os pais, como os que se levantaram contra esta mãe representam um segmento infeliz de nossa população que perdeu a fé em si mesmo ou outros pais que decidem o que é melhor para os seus próprios filhos.

Chegamos a um ponto onde muitos pais estão dispostos a entregar seus filhos a uma instituição para criá-los, mesmo quando é claro que imposições como estes testes estão prejudicando as crianças.

Há pais que ignoram a verdade, em vez de reconhecer o mal que está acontecendo com as crianças nas escolas. E há um nome para o que eles estão fazendo: negação, o que significa escolher uma realidade alternativa como forma de evitar uma verdade incômoda.

E aqui está o detalhe: muito da educação tradicional, como a conhecemos hoje, não é bom para as crianças. Muitas das práticas que todos nós conhecemos e vivemos não é o melhor para os nossos filhos. E isso é muito difícil de enfrentar!

“A mente humana não é um lugar terrivelmente lógico ou coerente. A maioria das pessoas, dada a escolha de enfrentar uma verdade hedionda e aterrorizante ou evitá-la convenientemente, escolhem a conveniência e paz de normalidade”

Jim Butcher

Os pais foram doutrinados por um sistema que diz: faça o que eu disse. Deixem as suas crianças e os direitos dos pais na porta. Eles foram condicionados para não confiar em si mesmos ou em seus instintos quando se trata de seus filhos. Eles aceitaram que (como foi compartilhado na página do Facebook e em comentários do blog), “os melhores interesses de seus filhos são deixados para os especialistas”.

Pais, e não funcionários do governo ou empresas, têm os melhores interesses de seus filhos no coração. Lute para proteger seus filhos! Proteger o seu filho é um direito seu.

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Projeto de lei prevê proibição do uso de celular em escolas

A discussão sobre o uso de celular em sala de aula foi reacendida por um projeto de lei que está em análise na Câmara dos Deputados. O PL 104/15 proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares e tablets, nas salas de aula da Educação Básica e Superior de todo o país.

Para preservar a essência do ambiente pedagógico cabe a proibição de todos os equipamentos que desviam a atenção do aluno do trabalho didático desenvolvido pelo professor. Com essa justificativa, a lei também estabelece que aparelhos só serão permitidos em sala de aula se fizerem parte das atividades didático-pedagógicas e forem autorizados pelos professores.

Será que a proibição é a melhor maneira de tratar do assunto em sala de aula? A lei não vai na contramão das discussões sobre uso da tecnologia para aprendizagem e sobre a necessidade de formação dos professores nesta área? Esses são apenas alguns dos questionamentos dos professores sobre o assunto.

Veja alguns materiais interessantes para refletir sobre a questão:

 1) Coluna: “É preciso ensinar os alunos a usar a tecnologia com consciência”

“A escola que se empenha em inquietar o jovem, confrontando-o com questionamentos e conteúdos que o ajudam a entender o mundo em que vive, não deve temer a tecnologia, mas problematizá-la.”

A especialista em Psicologia da Educação Catarina Iavelberg faz uma reflexão sobre como a escola deve lidar com o uso da tecnologia.

Leia a coluna Nosso Aluno, da revista Gestão Escolar. Acesse: http://gestaoescolar.abril.com.br

2) Publicação: “Diretrizes de políticas da UNESCO para a aprendizagem móvel”

“Pela primeira vez na história, o número de aparelhos móveis com internet – sendo a grande maioria telefones celulares – irá superar a população mundial. Entretanto, apesar da sua onipresença e dos tipos especiais de aprendizagem que elas podem apoiar, com frequência essas tecnologias são proibidas ou ignoradas nos sistemas formais de educação. Isso representa uma oportunidade perdida.”

Neste documento, a UNESCO elenca os benefícios da aprendizagem móvel, como assegurar o uso produtivo do tempo em sala de aula, criar novas comunidades de estudantes e auxiliar estudantes com necessidades educacionais especiais, entre outros. A organização também descreve diretrizes para criação de políticas para o tema, que envolvem principalmente o apoio e a formação de professores, além da melhoria da infraestrutura para conectividade.

Acesse o documento na íntegra: http://unesdoc.unesco.org

3) Matéria: “Sete motivos para ligar o celular na sala de aula”

“”Liguem os telefones celulares.” Quando esta for a primeira frase que o professor disser a seus alunos ao entrar na classe, em vez de mandar que os desliguem, a mudança será real. No mundo atual, plenamente digitalizado, a entrada da tecnologia na educação não tem retorno.”

A jornalista espanhola especializada em Educação Susana Pérez de Pablos listou em matéria do El País as razões para explorar o celular em sala de aula.

Leia a tradução disponível no site UOL: http://educacao.uol.com.br/

4) Plano de aula: “Combinado para o uso do celular durante a aula”

Com esta sequência didática, você levará os alunos a discutirem sobre o uso do celular em sala de aula, elaborarem uma assembleia para criar regras coletivamente e ainda refletirem sobre normas e procedimentos.

Acesse: http://www.gentequeeduca.org.br

Ficou curioso para saber mais detalhes sobre o Projeto de Lei 104/15? Para ler na íntegra clique aqui.

E você, concorda com o projeto de lei?

Via: Revista Nova Escola

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Connected Learning: aprendizagem dentro e fora da sala de aula

O uso da tecnologia na educação é uma necessidade cada vez mais sentida nas escolas. A abundância de informação aliada às conexões sociais vindas da inclusão digital ajuda estudantes e professores a compartilhar interesses e ainda proporciona o ensino no conforto de sua casa. O Connected Learning ou Aprendizagem Conectada parte do pressuposto de que o modelo educacional atual não responde às demandas da sociedade contemporânea, nem leva em consideração os interesses dos estudantes.

Para o Connected Learning, atualmente há um novo ecossistema de aprendizagem, que pode passar pela educação formal, mas não se restringe a ela. Neste panorama, as cidades ganham um papel central revelando seus espaços e agentes educativos como museus, praças, organizações, coletivos, zoológicos ou bibliotecas. Já com a disseminação da internet, as oportunidades educativas se multiplicaram ainda mais: cursos abertos online, intercâmbio entre usuários nas redes e projetos construídos online e colaborativamente.

O Connected Learning dialoga com o conceito de educação integral, contemplando que a aprendizagem acontece em diferentes espaços, diante de diferentes agentes educativos e também em diferentes tempos. Esta diversidade de espaços e atores da aprendizagem pode se concretizar por meio da formação de bairros-escolas, nos quais a comunidade, em parceria com a escola, se mobiliza para reconhecer e ofertar oportunidades de ensinar e aprender em seus diferentes espaços.

Mesmo que a ideia de que a educação acontece para além dos muros da escola não seja nova, ainda persiste uma dificuldade em reconhecer os diferentes espaços e agentes educativos, considerando todos igualmente importantes na formação de cada pessoa. Um dos projetos que busca romper essas barreiras é o Cities Of Learning (Cidades de Aprendizado) que pretende conciliar a aprendizagem que acontece dentro e fora da escola. Assim, as instituições de ensino absorvem atividades que seus alunos desenvolvem em outros espaços, seguindo seus interesses e necessidades.

Dentro do Cities of Learning, as medalhas abertas servem para que as escolas reconheçam atividades realizadas por seus alunos em outras instituições e levem isso em consideração como parte do processo de aprendizagem do estudante, como um crédito escolar, por exemplo. Cidades estadunidenses como Chicago, Pittsburgh, Dalas e Los Angeles participam da iniciativa.

Neste panorama, os tradicionais papéis de aluno e professor se modificam: os adultos têm a tarefa de ajudar os estudantes a fazer conexões entre coisas que podem estar acontecendo dentro, mas principalmente fora da escola.

Fonte: Portal Aprendiz

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Escolas particulares adotam os livros digitais

A Escola Internacional de Alphaville, em São Paulo, é uma das poucas escolas particulares do país que adotaram livros didáticos digitais acessíveis por tablets. A chegada das obras de editoras como Ática, Scipione, FTD e Moderna aos colégios é o primeiro movimento significativo, desde o início da febre dos tablets na escola, em direção a uma mudança concreta no ensino. Passada a euforia da novidade, agora as escolas começam a experimentar, de maneira mais planejada, seu uso em sala de aula.

Há diferentes modelos de livro didático digital. Os que chegam agora nas escolas são coleções inteiras de livros de diferentes disciplinas, feitas para usar no tablet. Esse livro virtual reúne textos dos livros de papel e recursos multimídia. Sem sair do livro ou do tablet, alunos e professores podem ver vídeos, tocar músicas, entrar em galerias de fotos, baixar aplicativos, consultar gráficos animados e a internet. O professor tem seu próprio tablet, de onde pode acessar o aparelho dos alunos para fazer intervenções, como grifar trechos de um texto.

Algumas vantagens de utilizar conteúdo didático digital e tablets surgem de cara: a primeira é atrair a atenção dos alunos para o conteúdo. Engajar o aluno na aula é um dos maiores desafios dos professores. Eles lançam mão do tablet para se aproximar dos alunos, e os alunos, do que será ensinado na aula. “O envolvimento da turma numa aula com tablet é visivelmente maior”, afirma Silvana de Franco Rodrigues, diretora pedagógica do Colégio Piaget, de São Paulo.

Sandra Hoefling Petracco, professora de português e literatura do Piaget, costuma incrementar suas aulas com trechos de filmes, músicas e outros recursos multimídia. Sandra começou a usar o tablet com conteúdo didático digital neste ano, com seus alunos do ensino médio. “Perdia um tempão colocando todos esses aparelhos para funcionar”, diz. “O conteúdo da aula no tablet me dá todos os recursos com um toque. Com isso, tenho mais tempo para circular pela classe e interagir com os alunos.”

Estudiosos do uso de tecnologia na educação afirmam que a migração dos livros didáticos para o meio digital é uma excelente oportunidade para turbinar o aprendizado. Mas há medidas cruciais para que essa oportunidade se concretize. “O conteúdo dos livros é apenas uma parte do processo de aprendizado”, afirma Cesar Nunes, consultor internacional de tecnologia e educação.

A outra é o professor, que nunca teve papel tão essencial quanto agora. “Virei uma estudiosa de aplicativos”, diz Sandra, do Piaget, professora há quase 40 anos. Antes de optar pelo conteúdo didático digital (no caso do Piaget, do Uno Internacional, uma empresa da editora Santillana), os professores do Piaget formaram uma espécie de clube do aplicativo. Cada um pesquisava e testava aqueles que poderiam ser usados em sala de aula. O resultado foi um banco de aplicativos, usados em combinação com o conteúdo curricular. Para fazer isso, os professores precisam de treinamento.

No Brasil, ao menos duas plataformas, formadas por grupos de editoras, já oferecem e-books em diversas faculdades. Elas pagam uma assinatura mensal para que seus alunos consultem livros científicos, técnicos e profissionais. Os estudantes são livres para ler a mesma obra quantas vezes quiserem, além de realçar partes do texto e fazer anotações, que ficam registradas numa conta individual.

O Projeto Minha Biblioteca, por exemplo – das editoras Saraiva, Grupo A, Atlas e Grupo Gen – armazena mais de 4 mil e-books numa nuvem, um serviço para guardar dados on-line, que pode ser acessado por computador, tablet ou smartphone. O site existe há um ano e é usado por cerca de 20 instituições. Tanto na universidade quanto na escola, os livros digitais estão chegando. O desafio agora é usá-los para melhorar o ensino.

Adaptado via Época

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Professor é o ator central no uso das tecnologias em sala de aula

O uso das tecnologias em sala de aula depende muito dos professores para dar certo. Por isso, hoje eles se tornaram o grande alvo dos programas atuais do Ministério da Educação para promover o aproveitamento de ferramentas tecnológicas nas escolas.

Das primeiras experiências com a distribuição de laboratórios de informática à mudança de estratégia depois do projeto piloto do Um Computador por Aluno, a formação de professores para o tema não perdeu força. O Programa Nacional de Tecnologia Educacional, que centraliza as estratégias do governo federal na área, já capacitou 644.983 docentes desde 2008. Este ano, a expectativa é de que 4,9 mil professores façam os cursos, ministrados em 845 Núcleos de Tecnologia Educacional estaduais.

Os professorres devem se apropriar das tecnologias e perceber os ganhos reais para a prática pedagógica com as ferramentas, caso contrário, elas irão se tornam apenas um amontoado de caixas nas escolas. Para o professor Gilberto Lacerda, do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), o professor é o ator central do processo de inserção das tecnologias na escola. Ele ainda afirma que, mesmo que todos os alunos tenham computadores, se o professor não é capaz de fazer uma relação educativa consistente do seu trabalho e as ferramentas, nada funciona,

Em maio deste ano, uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet, quebrando um dos grandes mitos ainda usados como argumento para explicar o pouco uso de tecnologias na sala de aula: a falta de conhecimento do professor. Segundo o estudo TIC Educação 2012, que entrevistou 1,5 mil professores de 856 escolas de todo o país, os docentes utilizam sim a internet em suas atividades diárias e reconhecem benefícios na utilização desses materiais.

Entre algumas dificuldades reconhecidas pelos próprios professores e apontadas pelos pesquisadores, está na adaptação do uso das tecnologias às rotinas. “Professores são cidadãos de dois mundos: usam as tecnologias fora da escola, frequentam blogs, redes sociais e, dentro da escola, não sabem como usá-las de maneira pedagógica”, afirma Lacerda.

Na opinião de Marcelo Pinto de Assis, formador do Núcleo de Tecnologia Educacional de Taguatinga, no DF, responsável pela formação dos professores, seria importante ter coordenadores para auxiliar os docentes na elaboração de atividades em todas as escolas. “A aprendizagem e a utilização melhorariam muito”, diz.

Fonte: IG

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