10 dicas para evitar uma desconexão na comunicação na instituição de ensino?

Ouvimos o tempo todo que uma comunicação eficaz em uma instituição de ensino é o centro para o sucesso do aluno. Embora isto seja verdade, pode ser complicado identificar como otimizar a sua estratégia de comunicação se você não sabe em quais áreas precisa melhorar. Você pode estar se perguntando:

-Estou atingindo as pessoas certas?
-Quais os canais de comunicação são relevantes nos dias de hoje?
-Meu público sabe onde encontrar informações?
-Como faço para determinar quais informações devo compartilhar?

Estas incertezas são comuns – são dúvidas de escolas e universidades de diversos países. Aqui, compartilhamos dez dicas para evitar uma “desconexão” em sua comunicação:

Como sabemos que estas dicas vão ajudar? Os pesquisadores da Blackboard ouviram educadores, pais e colegas, além de consultar especialistas em pesquisa.

1. Conheça sua comunidade

Qual o seu índice demográfico? A maioria das pessoas em sua comunidade tem mais de 65 anos? Se sim, a comunicação tradicional pode ser a forma mais eficaz de alcançá-los do que canais de mídias sociais. Sua comunidade é formada por pais jovens? Se a respostas for sim, enviar notificações para seus telefones pode ser um canal assertivo para compartilhar atualizações e notícias.

2. Conheça seu público-alvo

“Os boletins serão publicadas na próxima semana!” Esta notícia é importante, mas não necessariamente para todos os seus públicos. Os alunos, pais e famílias estão sempre interessados em informações acadêmicas. No entanto, a comunidade em geral pode não ter interesse nesta notícia. Esteja consciente sobre quem será impactado por suas notícias e anúncios e oriente-as para o público correto.

3. Sociabilize seus canais

Há uma desconexão entre os canais que você usar para se comunicar? Segundo a pesquisa, 84% dos líderes de comunicação dizem que sua instituição está presente nas mídias sociais, mas apenas 46% dos pais sabem disso. É difícil ganhar a aprovação dos familiares se você não diz a eles de diferentes maneiras que está mandando mensagens e se comunicando. Para corrigir esta falha, você pode divulgar a sua presença social, colocando ícones sociais em seu site, nos aplicativos e nas assinaturas de e-mail para clicar e se conectar.

4. Preste atenção às preferências da comunidade

Em uma pesquisa recente, aprendemos que as preferências de comunicação dos educadores foram, em alguns casos, drasticamente diferente das dos pais. Como líderes, é preciso ouvir as necessidades e desejos das famílias em sua comunidade em vez de depender de canais que você considera como melhores. 73% dos pais querem saber mais sobre o desempenho acadêmico de seu filho via e-mail, por isso é importante enviar este tipo de informação. Se as comunidades querem saber sobre eventos esportivos em seu site, publique isso em sua home page.

5. Questões urgentes precisam de comunicação urgente

É preciso adaptar a comunicação de forma que ela seja adequada a todas as situações e tenha uma “postura lógica” em todo seu planejamento. Situações emergenciais e informações sensíveis devem ser enviadas pelos canais móveis, como mensagens de texto e nas mídias sociais, para dispositivos que as pessoas carregam em todos os momentos – como smartphones e tablets. E é esta a preferência dos pais: 72% disseram que preferem mensagens de texto para notificações de emergência, mesmo que apenas 16% dos diretores preferem enviar recados através deste canal. Anúncios cotidianos, como menus de almoço, próximos programas e resultados desportivos podem ser postados no site ou em aplicativos para que o público acesse em seus momentos de lazer.

6. Pense fora da caixa

Com o recente aumento nas ferramentas de comunicação, pode ser difícil ter sucesso em todos os recursos que elas fornecem. Arrisque utilizar todos os recursos de suas ferramentas, aumentando as práticas tradicionais.

Por exemplo:

*Coloque o seu sistema de notificação em massa para trabalhar em todo o tipo de comunicação.

*Tenha um diálogo dentro de seu site, usando formulários e pesquisas para ter feedbacks de sua comunidade.

*Use o seu aplicativo móvel para compartilhar vídeos e manter a comunidade envolvida quando ela não puder participar.

7. Não compartilhe demais

Enviar muitos comunicados pode desestimular alguns públicos. Você não precisa fazer um minuto a minuto dos jogos realizados na instituição, por exemplo, mas seria interessante compartilhar a notícia sobre o time vencedor. É importante compartilhar informações, mas cuide para que seus seguidores não fiquem sobrecarregados.

8. Não compartilhe de menos

É preciso atualizar e ser atualizado. Se o conteúdo não é regularmente atualizado em seu site, aplicativo ou outras plataformas de mídias sociais, o seu público pode começar a ignorá-los.

9. Tenha canais diferentes para cada público

Vamos voltar o segundo ponto: conheça seu público-alvo. Conhecendo seu público e sabendo o que eles precisam da instituição, você pode ter um processo de comunicação muito mais assertivo e otimizado. Você não precisa lotar todos os canais com cada atualização da comunidade escolar. É importante ter sites específicos, listas de contatos, canais de mídias sociais e aplicativos para informações relevantes e direcionadas de acordo com o perfil de cada público.

10. Adaptar, adotar e unificar

O que você sabe hoje pode mudar amanhã. Em vez de ficar frustrado com a necessidade de adaptação, abrace as mudanças. Crie uma estratégia que inclua planos de comunicação que lhe permitem integrar novos canais e produtos, sem barreiras. Unificar as ferramentas é uma ótima maneira de poupar tempo e dinheiro.

Após estes tópicos, reforçamos a importância de uma comunicação eficaz e que atinja seus objetivos. É importante perceber que as formas de comunicação mudam de público para público e com o passar do tempo. A partir destas dicas, é possível fazer um bom planejamento de comunicação e bem informar diferentes comunidades que fazem parte da instituição.

Fonte: Blackboard

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Por que utilizar dados para personalizar projetos e decisões é tão importante

Lily Ladd

Em nossos esforços para continuar a missão da Blackboard em busca das melhores práticas de inovação em educação, neste mês, fomos na Dreamforce, maior encontro mundial de pessoas e executivos que pensam a tecnologia para a educação, onde se discutem soluções para os desafios que estão atingindo não só a educação, mas muitas indústrias em todo o mundo.

Este ano, houve um grande foco sobre como coletar e utilizar “grandes quantidades de dados” para ir além e tomar decisões personalizadas, sejam elas para clientes, pacientes ou alunos. Este pensamento e essas discussões são diretamente aplicáveis aos vários pilares de nossa inovação na Blackboard e estão nos ajudando a aprimorar nossos esforços para atender às necessidades do novo aluno.

Neste ano, Marc Benioff, da Salesforce, deu destaque aos impactos do câncer. Ele disse: “Eu sei que o câncer afeta toda a família”. Ao fazer isso, ele queria destacar uma iniciativa que está utilizando muitos dados para “personalizar decisões”, o Athena Wisdom Study. Ele apresentou a Dr. Laura Esserman, diretora do UCSF Breast Care Center, que está liderando um grupo para criar uma abordagem mais personalizada no tratamento de câncer de mama. Ela explicou que, enquanto desenvolvemos abordagens “normais” e planos de tratamento, o estudo tem como objetivo analisar a possibilidade de se obter mais dados genéticos de cada mulher e sua história familiar, personalizando assim certos fatores que podem entregar melhores resultados.

Esserman compartilhou como a equipe de estudo têm usado a “tecnologia da nuvem” em grande escala para entregar uma medicina de precisão e transformar como se “descobre” o câncer de mama, mas também tratá-lo com base em dados da história pessoal de cada indivíduo a partir de diferentes dados agregados. O Wisdom Study é o primeiro deste tipo a criar percursos personalizados para os pacientes para passarem pelo câncer de mama e, enquanto os resultados não são completamente tabulados, o aumento contínuo do número de sobreviventes é um bom indicador.

A aplicação direta de uma abordagem semelhante à aprendizagem é algo em que estamos trabalhando de forma rigorosa na Blackboard. Descobrimos quanto mais sabemos sobre as preferências e necessidades de aprendizagem de cada um, o desenvolvimento é melhor, além de fornecer uma educação com caminhos “personalizados” para cada aluno.

Com o nosso anúncio e lançamento de uma nova experiência de aprendizagem, nos focamos em criar uma plataforma aberta, segura e totalmente focada em impulsionar o sucesso do aluno. Ao capturar dados individualizados de cada estudante em tempo real, os educadores e os próprios alunos podem tomar decisões com mais conhecimento sobre as necessidades de aprendizagem de cada um e saber os próximos passos, em vez de utilizar pressupostos amplos para proporcionar um currículo generalizado.

Embora não exista uma solução rápida e certeira, somos encorajados pelos primeiro sucessos do Athena Wisdom Study, e continuamos a procurar novas maneiras de fazer progressos na formação de educação para entregar experiências mais atraentes em todo o ciclo de vida do aluno. Ainda há milhões de alunos que estão lutando com os sistemas padrão e atingindo seu potencial de aprendizagem dentro dele, por isso até fornecemos aos alunos e as organizações que os apoiam, o necessário para proporcionar percursos personalizados para todos – e vamos continuar inovando.

E você? Tem usado dados para conduzir percursos personalizados em sua organização?

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4 dicas rápidas para aumentar a matrícula de estudantes

como aumentar o número de matrículas

Christina Fleming

Esta semana falarei na Mid-Atlantic Conference Regional UPCEA , na Filadélfia, sobre como aumentar o número de alunos matriculados. Um colega da George Mason University se juntará a mim e vamos falar sobre nossos esforços de colaboração para aumentar a Mason Online. No caso de George Mason, e para muitas outras instituições, nosso objetivo era aumentar as matrículas e lançar novos programas, apesar de orçamentos e recursos limitados. Isso cria uma necessidade imediata para fazer melhor uso do que já está em vigor e ser criativo com custos baixos e canais de alto impacto. Todas as ferramentas, recursos e precisam ser otimizados para a conversão.

Usamos o termo “Marketing de conversão” para descrever o processo de transformar os potenciais futuros alunos em alunos matriculados. Uma conversão pode ser o número de alunos que preencheram um formulário, acessaram um aplicativo, participaram de algum evento de orientação, clicou em um e-mail ou teve contato com algum conselheiro – qualquer ação que leva a realizar um objetivo específico. Em última análise, a taxa de conversão é de longe o maior indicativo da existência ou não do plano de marketing. Conhecendo o seu desempenho, você pode eliminar gastos desnecessários, maximizar seus recursos e “criar um roteiro” para aumentar o número de matrículas dos alunos.

Aqui estão 4 ações imediatas que você pode tomar para melhorar suas conversões:

1. Faça uma análise do seu site
Fazer uma avaliação honesta de seu site, dos conteúdos e da facilidade de utilização é a primeira “parada” em um caminho para melhores taxas de conversão. Pense em seu site como a porta de entrada para os futuros alunos. Ele precisa responder a três questões-chave rapidamente sobre qualquer programa, certificado ou curso que você tem a oferecer:

1) Quanto vai custar?

2) Quanto tempo vai demorar?

3) O que vou receber?

Tendo esses detalhes, juntamente com um formulário simples para solicitar mais informações, são os dois passos mais importantes na estruturação do conteúdo do seu site. E não se esqueça: seu site deve ser amigável móvel, acessível e com navegação clara!

2. Influência para conversão
A mídia social é uma ferramenta fundamental para mostrar sua marca, personalidade e conteúdo exclusivo para os futuros alunos. A maioria das escolas tira proveito de ferramentas como Facebook e YouTube para compartilhar atualizações sobre as atividades, programas e eventos. Mas a chave é assegurar que a mídia social também está agindo para realizar as “conversões”. Pense em como você pode usar os sites de mídia social para fornecer a seus seguidores informações sobre suas ofertas de programa, corpo docente e a experiência de outros alunos. É importante tratar as mídias sociais como qualquer outro componente importante no processo de gestão de matrículas e marketing.

3. Medir e melhorar
Minha equipe gosta de usar o ditado “se você vê, você pode corrigir”. Por isso, se você tem uma boa visibilidade sobre o que está acontecendo em todo o seu processo de matrículas, você pode ver o que não está funcionando como planejado. Segundo nossa experiência, esses pequenos ajustes podem realmente ajudar a aumentar o número de matrículas.

4. Seja pró-ativo e específico
Mesmo que você alcance conversão, isso não significa o final. Sua primeira troca com um potencial estudante é apenas o começo: este é o momento de ser pró-ativo e entrar em contato com esses alunos com um objetivo específico. Você tem um grande número de futuros alunos que começaram um aplicativo, mas não terminaram? Você tem um grupo de estudantes que se inscreveram previamente, mas não se matricularam no prazo? Aproveite os dados que você tem e converse com os alunos para que façam a matrícula. Além disso, campanhas de divulgação podem trazer resultados rapidamente. 

Com estas quatro etapas em mente, você estará no caminho para tornar seus esforços de marketing e de matrícula mais eficazes e eficientes. Estas técnicas são importantes principalmente nos momentos em que você precisa “fazer mais com menos”.

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IESB apresenta projeto de capacitação no uso de tecnologia para professores

Equipe IESB e Blackboard Brasil

Equipe IESB e Blackboard Brasil

 

Rodrigo Estevam, Gerente Geral de TI, e a Pró-reitora acadêmica Regina Tombini, representaram um importante case do IESB, cliente da Blackboard, em evento recente nos Estados Unidos – o BbWorld, maior evento da Blackboard no mundo, que reúne anualmente mais de 2.500 pessoas, representando cerca de 930 instituições de 28 países . Na oportunidade, os dois falaram sobre o projeto “Planejamento e Diagnóstico com Inteligência de Negócios para Aumento de Adoção de Docentes”, baseado na pesquisa sobre a forma de utilização da plataforma Blackboard pelos professores.

Rodrigo Estevam e Regina Tombini

Rodrigo Estevam e Regina Tombini

 

O IESB – Instituto de Educação Superior de Brasília, fundado em julho de 1994, tem quase 20 mil estudantes nos seus três Campus no Centro de Brasília e em nove campus de educação on-line. Tem como visão consolidar o seu prestígio como instituição que oferece educação de qualidade e como objetivo, tornar-se referência no uso de novas tecnologias aplicadas à educação. Foi o primeiro parceiro da Blackboard no Brasil – sociedade que completa mais de uma década.

Entre as estratégias usadas no projeto apresentado, estava a adoção integral de tecnologias na Educação Presencial, por parte dos professores, melhorando o processo de aprendizagem através da utilização da plataforma (Blackboard) e estabelecer a cultura de seu uso.

Para isso, foram criados 5 níveis para “avaliar” o os professores e como utilizam a plataforma:

Tradicional – Não usa nenhum tipo de plataforma, nem exemplos.
Postador, ou Uploader – Utiliza a plataforma de forma básica; Foca no upload de alguns arquivos, geralmente utilizados nas aulas presenciais; Não usa qualquer ferramenta para melhorar o aprendizado ou a sua comunicação com os alunos;
Curador – Faz upload de arquivos constantemente; Utiliza atividades para avaliação; Também utiliza arquivos, artigos, vídeos, sites, apresentações, capítulos de livros na Biblioteca Virtual; Se comunica por e-mails e notificações.
Interativo – Faz uso contínuo da tecnologia de interação com os alunos; Passa a ser um mediador do processo de aprendizagem; Os alunos discutem suas ideiais com o professor e seus colegas; O aluno passa a ser o foco central do processo de aprendizagem.
Construtor, ou Builder
Usa muito a plataforma; Constrói suas próprias estratégias pedagógicas utilizando a plataforma; Avalia os estudantes com atividades na plataforma; Usa artigos, vídeos, sites, apresentações; Se comunica de diversas formas.

Após a implantação do projeto, foi concluído que o sucesso para conseguir a adoção da plataforma devia considerar a infra-estrutura e o suporte completo para professores e alunos:

“Os professores não são auto-suficientes em tecnologia. Eles precisam de apoio. Este diagnóstico é essencial para melhorar a comunicação e o alinhamento das estratégias e objetivos. Além disso, a plataforma deve ser apresentada como um benefício para todos”, disse Estevam.

E completou:

“A parceria entre os departamentos de TI e Acadêmico é extremamente importante”.

Como ações futuras, destacou a necessidade de considerar os níveis de maturidade na promoção de docentes, além de analisar competências no uso de tecnologias educacionais, preferencialmente a Blackboard, no processo de contratação de novos docentes

Confira a palestra completa do projeto do IESB no link abaixo:
*Como a apresentação foi feita no BbWorld, nos Estados Unidos, a palestra está em inglês.
IESB – Apresentação no BbWorld 2015

 

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Sendo on-line, sendo digital

Peter Stokes*

Levou décadas, mas a tecnologia educacional está finalmente começando a mudar a maneira como pensamos sobre a própria educação – e não apenas a nossa maneira de entregá-la.

Vinte e quatro anos atrás, ensinei meu primeiro curso de escrita em uma sala de aula, equipada com 25 computadores. Naqueles dias a aprendizagem on-line foi uma experimentação – vimos o que a nova tecnologia poderia fazer. Logo, porém, a aprendizagem on-line deixou de ser um “meio” e se tornou um “fim”, como forma de expansão do mercado e rápido crescimento.

Hoje em dia, vemos milhões de alunos que buscam ensino totalmente on-line. Isso, de alguma forma, ressalta o fato de que a aprendizagem on-line é um campo estabelecido e está amadurecendo.

Isto pode explicar, em parte, porque o campo está começando a falar em novas formas e como as instituições estão se envolvendo mais, implantando uma número cada vez maior de tecnologias, como os cientistas de aprendizagem obtém novos dados capturados por estas tecnologias e como as estruturas organizacionais de aprendizagem on-line operam.

Se a era da aprendizagem on-line nas duas décadas passadas foi em grande medida sobre o crescimento da receita, o momento atual é de novidade.

As provas desta mudança podem ser vistas em uma mudança sutil na forma como falamos sobre isso. Onde uma vez falamos de forma consistente sobre “aprendizagem on-line,” agora, mais e mais vezes, escuto líderes do ensino superior falando sobre “estratégia digital” – uma mudança na terminologia que, creio eu, mostra uma mudança significativa na forma como estamos pensando a utilização das tecnologias de aprendizagem.

Como Claudia Urrea, professor no recém-criado Escritório de Aprendizagem Digital do MIT, me disse: “Não é mais sobre a colocação de conteúdos on-line apenas, mas uma oportunidade para repensar a aprendizagem”.

Kevin Bell, que atua como diretor executivo para o desenvolvimento do currículo on-line e implantação da Universidade Northeastern, fala com mais ênfase: “É preciso que haja uma estratégia digital para cursos presenciais também”.

Curiosamente, os dois foram responsáveis por realinhar suas estruturas organizacionais no mundo digital. O Escritório de Aprendizagem Digital do MIT, liderada por Dean Sanjay Sarma, é uma organização relativamente nova que estabeleceu iniciativas como o OpenCourseWare, fundado há mais de 15 anos, o MITX, lançado em 2012 e o precursor do MIT colaboração com Harvard, chamado EDX – mas que só agora foi “divulgada”.

Demais instituições estão se reorganizando, acrescentando novas camadas de gestão e governança para supervisionar e harmonizar as diversas “explorações digitais”.

Em 2014, James Devaney entrou para a Universidade de Michigan como vice-reitor adjunto de educação digital e inovação, com o objectivo explícito de modificar os serviços de seu escritório “obsoleto – no bom sentido. “Gostaria de ver a palavra ‘digital’ removida do nosso nome da unidade”, contou.

Uma maneira de explicar essa mudança de pensamento é a crescente consciência do potencial das tecnologias educacionais para melhorar o ensino e a aprendizagem em geral e reforçar o valor que as faculdades e as universidades estão oferecendo.

“Eu vejo a mudança não como de on-line para digital”, disse Eddie Maloney, diretor-executivo para novos modelos de aprendizagem e bolsa de estudos na Universidade de Georgetown, “mas como uma mudança de currículo orientado a conteúdo ou orientado a faculdade para um projeto e currículo avaliado. É realmente um foco crescente na aprendizagem”.

Claro, isso não quer dizer que não existam instituições lá fora, ainda querendo aumentar a receita através da apresentação de programas on-line. E até mesmo instituições como Harvard estão tentando gerar renda a partir de iniciativas como HBX, uma iniciativa da Harvard Business School, com seus cursos on-line em fundamentos do negócio de segmentação. Southern New Hampshire University e Champlain College, para citar apenas dois exemplos, criaram intencionalmente uma separação orgânica entre o seu campus e atividades de aprendizagem on-line.

Na medida em que esta mudança de ênfase da aprendizagem on-line para a estratégia digital pode produzir programas sustentáveis ​​de melhor qualidade, podemos esperar ver mais instituições perseguir o caminho do projeto de aprendizagem informada pela experimentação digital.

Embora ainda seja muito cedo para dizer com certeza se essa mudança será duradoura, devemos esperar para ver evidências. Como Devaney disse: “Eu acho que nós vamos saber se esta mudança é real quando vermos mais instituições se diferenciando desta maneira”.

Kathleen Ives, diretora executiva do Learning Consortium on-line, concorda, ressaltando que “O digital está se tornando mainstream. Mas para uma instituição ter sucesso, isso tem que ser parte de sua visão e missão, além de permear toda a sua organização”.

Em outras palavras, a mudança para a estratégia digital só será significativa se permitir que as instituições não só pensem e ensinem de forma diferente, mas também mostrem de forma mais eficaz quem eles são e quais seus diferenciais.
Peter Stokes é diretor-gerente na prática de ensino superior no Huron Consulting Group.

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