Especialista diz em conferência que educação digital é necessidade

especialista fala sobre educação digital

Durante a Contec 2014, conferência realizada pela Feira do Livro de Frankfurt em parceria com o Sesc SP, o vice-presidente e gerente geral de educação da Enciclopédia Britânica, Michael Rosso, falou sobre a educação digital, trazendo suas contribuições ao evento que discute educação, tecnologia e literatura com escritores, professores e desenvolvedores interessados no futuro da aprendizagem interativa.

Para Ross, a educação digital é uma necessidade.  “As crianças são fluentes na tecnologia, estão envolvidas e inseridas em ambiente digital por meio de videogames, Internet, e celulares. Os editores e educadores precisam lidar com isso e descobrir um jeito de fazer essas tecnologias vingarem nas suas áreas”, disse o executivo. Para ele, a tecnologia não está presa às bibliotecas ou e-books. “As crianças estão tendo um bom desempenho nas escolas graças às tecnologias. Às vezes, a criança não está interessada na matéria, até que ela entra em contato com os meios digitais e o interesse aumenta”, explica.

Michael Ross conta que, entre os objetivos da Britânica, está a transformação das crianças em “aprendizes digitais”. Para isso é preciso captar recursos, desenvolver dispositivos digitais de alta qualidade, para que seja possível customizar o aprendizado. “Promover a educação digital não somente é algo bom, mas é uma necessidade. É bom para o país”, afirma.

Alguns dados justificam a estratégia da Enciclopédia Britânica que, ao longo de 15 anos, é voltada para produtos digitais: em um paralelo entre o crescimento das editoras que possuem estratégias digitais contra aquelas que não têm, as que possuem estratégias crescem 60%, enquanto que as que não possuem crescem apenas 2%. O quadro negro interativo foi outro recurso citado como aliado no aprendizado infantil: nos Estados Unidos, o alcance desse equipamento chegou a 58% das salas de aula americanas em 2013, contra 28% em 2009.

Segundo Ross, após muitos anos de existência, a versão clássica e impressa da Enciclopédia Britânica acabou em fevereiro de 2012. A mudança gerou questionamentos sobre a possibilidade dos e-books substituírem obras impressas. “Não é uma questão de perda, mas de ganhos. Não nos preocupamos em manter as impressoras vivas e trabalhando. Se não forem eficientes, mudamos”, afirma. Acima da questão do papel e e-book, as preocupações da Britânica giram em torno do conteúdo e da forma como são elaborados materiais de qualidade. O novo conteúdo deve ser confiável e as informações atualizadas e relevantes, deve também haver variedade de formatos, assim como soluções tecnológicas atualizadas, serviços customizados e um preço realista.

 

Adaptado via Tribuna Hoje

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5 dicas usar as redes sociais a favor da aprendizagem

usar redes sociais no aprendizado

Além de servir para o entretenimento, as redes sociais podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar no seu trabalho em sala de aula. “O contato com os estudantes na internet ajuda o professor a conhecê-los melhor”, afirma Betina von Staa, pesquisadora da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática. “Quando o professor sabe quais são os interesses dos jovens para os quais dá aulas, ele prepara aulas mais focadas e interessantes, que facilitam a aprendizagem”, diz.

Também é importante frisar que, em uma rede social, os professores precisam continuar dando bons exemplos. “O que não se pode perder de vista é o fato de que, nas redes sociais, o professor está se expondo para o mundo”, afirma Maiko Spiess, sociólogo e pesquisador do Grupo de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Confira cinco formas de usar as redes sociais como aliada da aprendizagem:

 

1. Faça a mediação de grupos de estudo

Convidar os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes – separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada série. Mas lembre-se: você é o mediador das discussões propostas e tem o papel de orientar os alunos.

 

2. Disponibilize conteúdos extras para os alunos

As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. “Os alunos passam muitas horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual”, diz Spiess.

 

3. Promova discussões e compartilhe bons exemplos

Aproveitar o tempo que os alunos passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares.

 

4. Elabore um calendário de eventos

No Facebook, por meio de ferramentas como “Meu Calendário” e “Eventos”, você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avaliações. Porém, vale lembrar: eles não podem ser a única fonte de informação sobre os eventos que acontecem na escola, em dias letivos.

 

5. Organize um chat para tirar dúvidas 

Ccombine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma – mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não compreenderam. A grande vantagem de fazer um chat para tirar dúvidas online é a facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar sem que haja a necessidade do deslocamento físico.

 

Adaptado via Revista Escola

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UNESCO aponta 4 estratégias para formar professores melhores

formação de professores

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) divulgou recentemente que cerca de 250 milhões de crianças não sabem sequer o básico de matemática e literatura atualmente. De acordo com o 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, a crise na educação mundial foi gerada devido à desatenção dos governos quanto à qualidade da educação ministrada e a ausência de métodos de inclusão de estudantes de áreas periféricas.

Para a UNESCO, a solução está na melhoria na formação dos professores. A organização apontou 4 estratégias que poderiam ser adotadas para que os governos consigam formar melhores professores. São elas:

Oferecer um bom treinamento

O treinamento dos professores deve ser focado em formar profissionais com bons conhecimentos e capacitados para educar em diversas situações. Eles devem estar aptos a morar em áreas remotas e a lidar com crianças de baixa renda, sabendo comunicar-se com diferentes perfis de alunos.

Treinar professores continuamente

O treinamento não deve ocorrer apenas antes de eles assumirem seus cargos, mas também durante suas carreiras. Assim, eles serão capazes de colocar seus conhecimentos teóricos em prática e conseguirão adaptar seu modo de dar aula de acordo com a situação. Os professores devem estar preparados para ensinar mesmo se deparando com cenários e necessidades adversas.

Oferecer benefícios aos professores que forem ensinar em áreas remotas

Áreas rurais e subúrbios costumam ter alunos de baixo rendimento. Uma das causas dessa situação é a ausência de profissionais qualificados nessas regiões. Por isso, é essencial que o governo ofereça planos de incentivo, tais como bônus salariais e moradia, para que professores se interessem em lecionar em áreas remotas.

Melhorar as condições de trabalho

Baixa remuneração, más condições de trabalho e a ausência de um bom plano de carreira são fatores que têm feito com que a profissão do professor pareça cada vez menos atraente. Cabe ao governo de cada país criar programas e planos para que lecionar volte a ser algo interessante, caso contrário será cada vez mais difícil encontrar bons professores.

Adaptado via Universia

 

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Instituto inverte sala de aula para professores

O Instituto Singularidades, especializado em formação e capacitação de professores, assumiu o desafio de ensinar de modo inovador e fazer com que o modelo seja passado adiante. Este ano, a organização vai propor aos seus alunos um novo método de aprendizagem, que inspirado em modelos e experiências internacionais, vai tentar inverter a sala de aula: os estudantes aprenderão o conteúdo em suas casas, e o espaço da escola será usado para dúvidas e experimentação.

“Para melhorar as condições de aprendizagem dos nossos alunos, fomos pesquisar o que existe no mercado internacional, as inovações no modelo de ensino acadêmico. Nas escolas que visitei nos Estados Unidos e que temos como referência, como Harvard, MIT, Babson College e Olin College, o flipped classroom [ou sala de aula invertida] elevou a taxa de aprendizado dos alunos em 30%. O que mostrou que eles aprendem e se desenvolvem mais por meio dessa metodologia”, afirma Claudio Oliveira, diretor-geral do Instituto Singularidades.

O conceito de sala de aula invertida propõe que os alunos estudem os conteúdos antes das aulas, por meio de vídeoaulas ou outros recursos interativos como games. Dessa forma, a sala é usada para a realização de exercícios, projetos e atividades em grupos, otimizando o tempo do professor para tirar dúvidas, aprofundar temas e estimular discussões. E é essa experiência que os próprios futuros educadores vão viver na pele antes de aplicar o modelo.

“Queremos uma sala de aula ativa e interativa. Invertendo a lógica tradicional de organização educacional o aluno ganha mais autonomia de aprendizado e o papel do professor deixa de ser o de especialista e passa a ser o de tutor, de facilitador, no sentido de ajudar o aluno a desenvolver seus projetos em sala”, diz. Os próprios docentes do instituto tiveram que passar por um treinamento de quatro meses para poderem aplicar essa metodologia e se familiarizarem com a plataforma de compartilhamento de conteúdo.

A grande sacada desse modelo, segundo Claudio, é a nova organização das turmas. Os alunos passam a ser divididos em grupos espalhados pela sala e o professor circula entre as mesas acompanhando as atividades e tirando dúvidas. Eles não serão mais enfileirados, com carteiras voltadas para um único professor no quadro-negro. “Outra coisa interessante é que não vamos mais ter a divisão por séries. As turmas têm capacidade para até 90 alunos, vamos misturar todos os períodos para trabalharem conjuntamente em projetos e atividades.”

“Os professores formados por esse modelo vão estar preparados para enfrentar e resolver problemas, não apenas para serem transmissores de conteúdos e reprodutores desses problemas. A postura é proativa, o aluno sai preparado para lidar de forma inovadora com os problemas do mercado.” dis Valdir Carlos Silva, coordenador do curso de matemática do Singularidades. Ele acredita que, trabalhando por projetos e colaborativamente, os alunos irão desenvolver habilidades como comunicação e senso crítico e inovador.

“Esses novos modelos já são aplicados faz tempo nos Estados Unidos e vão tomar conta do mercado brasileiro nos próximos anos. No nosso caso, por sermos formadores de professores, precisamos começar a trabalhar nesse modelo para que os nossos alunos possam se apropriar desse conhecimento e assim consigam transformar as escolas onde irão atuar futuramente”, argumenta Claudio. A expectativa do Singularidades é de que os professores formados por meio do método impactem também outras salas de aula pelo país.

Adaptado via Porvir

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10 pontos que merecem atenção quando o assunto é EAD

Qualificação é palavra de ordem no Brasil. A cada semestre, cresce o número de estudantes que se matriculam nas universidades em busca de formação profissional. Apesar do interesse pelo ensino superior, muitos alunos têm dificuldades em conciliar a rotina com as aulas presenciais. É nesse cenário que o Ensino a Distância (EAD) vem ganhando cada vez mais adeptos. Pensando nos gestores e professores que enfrentam o desafio de administrar as salas de aula virtuais, reunimos 10 pontos que merecem atenção no Ensino a Distância:

1. Planejamento é a chave de um curso de sucesso- Organização das disciplinas, docentes, materiais que serão necessários, quais tecnologias serão utilizadas, qual o aproveitamento esperado pelos alunos, enfim, cada detalhe deve ser observado com a máxima atenção. Nesse momento, é fundamental entender melhor para quem você está pensando o curso. A maioria dos estudantes faz parte da chamada Geração Y, que tem a tecnologia como principal aliada.

2. Dê atenção ao cronogram- cronograma é fundamental para todo planejamento, mas no EAD ele se transforma em um dos protagonistas. Qualquer alteração em datas estabelecidas no início do semestre pode causar problemas com entrega de trabalhos ou mesmo avaliações. Um cronograma bem organizado evita erros de comunicação entre docentes e alunos.

3. Divulgue o planejamento do semestre- Depois de pensar todas as atividades e colocá-las nas datas adequadas, é preciso divulgar o que vai ocorrer durante o semestre. Tornar o planejamento claro para todos auxilia alunos e docentes na própria organização.

4Esclareça os prazos constantemente- Mesmo informando todo o cronograma no início do semestre, é importante relembrar estudantes e professores dos prazos. Seja por meio do e-mail ou da plataforma utilizada pelo curso, pequenos lembretes antes de datas importantes podem evitar atrasos na entrega de trabalhos e relatórios.

5. Utilize ferramentas online- Incentivar o uso das ferramentas disponíveis na Internet pode facilitar a rotina de gestores, alunos e professores. Nós já listamos aqui algumas sugestões que você pode adequar para a sala de aula.

6Personalize o aprendizado- Entender o que e como os alunos aprendem será fundamental para os gestores nos próximos anos. Analisar os dados fornecidos pelas as atividades online é uma das tendências da educação. Com essas informações em mãos será possível personalizar o ensino, dando de maneira individual as ferramentas necessárias para o desenvolvimento pleno de cada um.

7. Permita a troca de experiências- Uma das principais diferenças entre a sala de aula tradicional e o EAD é a troca de experiênciasentre os estudantes e professores. Porém, a tecnologia pode diminuir essa distância e oportunizar espaços onde hajam debates sobre os assuntos aprendidos em classe. Isso ajuda na fixação de conteúdos e cria redes de relacionamento. O gestor deve prever a necessidade de tecnologias que incentivem colaboração entre os alunos.

8. Proporcione o espaço físico adequado- Mesmo quando se fala de Ensino a Distância é preciso prever os espaços físicos necessários para que as aulas aconteçam. Desde estúdios onde as aulas serão gravadas até espaços que o estudante utilize para tirar dúvidas presenciais.

9. Solucione as dúvidas- Cada pessoa é única e vai precisar de atenção especial em um determinado momento do semestre. Por isso, os gestores precisam pensar em um local onde o aluno e docente se encontrem para solucionar as dúvidas sobre os temas aprendidos nas aulas. Nesse local, que pode ser online ou físico, deve ser possível encontrar o professor ou um monitor, que estará disponível para responder os questionamentos adquiridos durante o desenvolvimento da disciplina.

10Motive os alunos- Estudar sozinho pode ser uma tarefa difícil para muito estudantes. Trabalhar a motivação pode ser a chave do EAD. Tarefas desafiadoras e recompensas tornam as lições mais complexas e instigantes. Jogos educacionais fazem parte das tendências da educação nos próximos anos e podem criar uma nova dinâmica de aprendizagem.

Em sua opinião, o que os cursos EAD precisam fazer para atrair mais a atenção dos estudantes?

Para discutir mais sobre experiências e inovações em ensino a distância, inscreva-se na edição do Rio de Janeiro do Ciclo de Debates Desafios da Educação. O evento acontece dia 23 de outubro, no Everest Rio Hotel. As vagas são gratuitas e limitadas.

Fonte: Desafios da Educação

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