3 dicas para se conectar com seus alunos on-line

 

Post escrito por Josh Murdock, designer instrucional na Faculdade de Valencia, na Flórida.

Os alunos de hoje não são mais como conhecíamos na nossa época de escola. Eles estão aprendendo em novos ambientes, utilizando ferramentas que não existiam a até pouco tempo. Mais de 21 milhões de estudantes estão matriculados em pelo menos um curso on-line, e esse número cresce a cada semestre. A realidade é que não há mais estudantes  tradicionais ou estudantes on-line; discentes de todos os lugares estão fazendo tanto cursos on-line quanto em salas de aula. Como instrutores e administradores, temos a oportunidade de ajudar os alunos acostumados a cursos tradicionais a fim de que se tornem, também, um sucesso em ambientes on-line.

Um dos ajustes mais difíceis para os estudantes em transição de uma sala de aula tradicional para um ambiente on-line é a ligação com seu professor. Muitas vezes nos cursos on-line, os alunos são apenas “um nome de usuário”, enquanto os instrutores passam a ser computadores virtuais que respondem questões. Mas, com alguns truques essenciais para criar um ambiente em que o professor on-line se torne “real”, isso não precisa acontecer.

Aqui estão três dicas simples para ajudar os alunos nesta transição:

Dica # 1: Criar uma comunidade desde o início
Desenvolva o senso de conexão entre você e os alunos no início do curso através de uma primeira conversa. Peça aos alunos para postarem sobre si mesmos em fóruns de discussão ou blogs para o resto da turma, incentivando-os a responder uns aos outros. (Não se esqueça de incluir algumas questões que se relacionem com o curso). Como instrutor, a melhor maneira de começar essa conexão é personalizar a conversa com cada aluno. Você pode começar postando alguns de seus interesses pessoais, como livro favorito, por exemplo. Oferecendo informações pessoais, você auxilia os alunos a se conectarem e perceber que você não é um professor-online robotizado.

Dica # 2: Inicie um projeto “All About Me”, ou “Tudo Sobre Mim”, em português.
Outra tarefa que ajuda a aprender mais sobre os estudantes e lhes ensina como usar um tipo de software é um projeto “All About Me”, em que os alunos contem um pouco mais sobre si mesmos e sua vida, a fim de se apresentarem para a turma. Tenho indicado tanto o PowerPoint quanto o Glogster para os alunos criarem projetos sobre sua formação, educação, história de trabalho, interesse pessoal e objetivos futuros. Crio um exemplo com as minhas informações, o que nos ajuda a conhecer melhor uns aos outros. Importante: certifique-se de responder, não dê apenas o retorno do projeto, mas ajude com informações que possam ser usadas na vida pessoal.

Dica # 3: Aumente o envolvimento dos alunos com anúncios de vídeo
Esta dica foi a mais bem-sucedida e parece ser rara nos cursos on-line atualmente: fornecer anúncios ou atualizações semanais através de atualizações de vídeo. Eu criei atualizações semanais via webcam para meus cursos de tecnologia educacional on-line e os estudantes têm dado um grande feedback sobre este tipo de vídeo. Os alunos dizem que se sentem mais conectados, entendem melhor as expectativas e obtém uma melhor experiência com as atribuições de cada semana.

  • Siga com temas similares a cada semana;
  • Discuta a semana anterior como um tipo de incentivo ou lembrete do conteúdo;
  • Discuta as próximas atribuições com detalhes e as melhores.

Este tipo de anúncio de vídeo é fácil de produzir usando uma webcam básica e às vezes gravados diretamente para o YouTube. Ao não listar o vídeo em seu canal através das configurações, por exemplo, permite que você compartilhe o link ou incorpore ele em posts sem ter o vídeo aparecendo em seu canal do YouTube. O YouTube é ótimo, porque ele vai transcodificar automaticamente qualquer mídia para o formato correto e é acessível na maioria dos dispositivos móveis. Não esqueça o quão importante é a qualidade de áudio durante a gravação; considere usar um microfone, em vez do microfone da webcam (dependendo da sua qualidade e clareza). Crie um script simples ou um esquema a seguir para cada semana que você gravar; isso vai ajudá-lo a manter o foco e não esquecer detalhes. Este tipo de anúncio de vídeo permite que os alunos vejam seu professor on-line, o que muitas vezes é raro. Também é importante incluir uma transcrição do anúncio para os alunos que precisam de acesso a uma versão de texto.

Sentir-se mais ligado ao curso é sempre reconfortante para os alunos, especialmente aqueles que estão tendo seu primeiro curso on-line ou lutando para entender as atribuições com base em indicações de texto e exemplos.

Siga estas três dicas simples e, garanto, os alunos irão lhe dar um feedback positivo no final. Recebo algumas perguntas sobre as atribuições e enfatizo sempre o anúncio em vídeo. Conheço meus alunos muito melhor e logo no início do curso criando uma “comunidade” e incentivando o projeto “All About Me”. Também me sinto muito mais ligado ao meu curso on-line, seguindo essas dicas. 

Josh Murdock, também conhecido como Professor Josh, é um designer instrucional na Faculdade Valência, na Flórida, onde ele tem experiência de construção e desenvolvimento de cursos online, treinamento de tecnologia com professores, e resolução dos problemas da Blackboard no mundo. Ele é professor de cursos on-line , híbridos e presenciais há dez anos.

Fonte: Blackboard

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Recursos educacionais abertos: maximizando o tempo dos professores e o engajamento dos estudantes

Os recursos educacionais abertos são uma ótima maneira para os professores fazerem uso de conteúdos digitais em sala de aula. Estes recursos educacionais estão disponíveis gratuitamente on-line para que todos possam usar e contribuir em seus conteúdos. De acordo com uma pesquisa do Projeto Amanhã, de 2014, 65% dos bibliotecários escolares dizem que o acesso a esses materiais seriam eficazes e ajudariam os professores a melhor utilizar os conteúdos digitais em sala de aula. E, mais de 70% dos professores consideram conteúdo gratuito como o fator mais importante quando se avalia a qualidade dos materiais usados em sala de aula. Os professores também querem fazer a curadoria e modificar o conteúdo digital que utilizam em suas aulas.

Recentemente, o Departamento de Educação dos Estados Unidos anunciou uma nova campanha, “#GoOpen”, destinada a pressionar por mais material educativo a ser livremente disponível. Dez distritos se comprometeram com o desafio para substituir pelo menos um livro com Recursos Educacionais Abertos, incluindo clientes Blackboard.

Para atender a essas necessidades a Blackboard está empenhada em fornecer acesso contínuo aos recursos educacionais abertos dentro de suas soluções. O Xplor, desenvolvido pela Blackboard, é uma plataforma cruzada, onde se repõe conteúdos globais e fornece aos educadores um universo de conteúdos de aprendizagem. Os professores podem descobrir, criar e participar da curadoria dos objetos de aprendizagem e compartilhá-los.

A Blackboard também fez uma parceria com os melhores distribuidores de conteúdo digital K-12 OER (Open Educational Resource): a CK-12 Foundation, a SAS Curriculum Pathways e a Khan Academy, para poupar tempo e fazer com que os professores escolham conteúdos digitais que sejam interativos e envolventes para seus alunos.

CK-12 Foundation
A CK-12 Foundation é uma organização sem fins lucrativos que fornece cobertura completa para K-12 de matemática e ciências. A CK-12 é utilizada por alunos e professores em mais de 30.000 escolas e fornece uma gama completa de soluções de aprendizagem; cerca de 100 mil professores criaram livros didáticos digitais e testes totalmente personalizáveis. Além disso, a CK-12 é totalmente gratuita para os estudantes, professores e escolas e agora está disponível em soluções de ensino e aprendizagem através da Xplor.

SAS Curriculum Pathways
A Pathways SAS oferece atividades interativas, baseadas em ferramentas, recursos e aplicativos para as classes K-12. Suas normais são diferenciadas para atender às variadas necessidades e capacidades tecnológicas. Dentro da Blackboard Xplor, os recursos e aplicativos do SAS Pathways estão disponíveis sem nenhum custo.

Khan Academy
Khan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos criada em 2006 pelo educador Salman Khan, e que fornece “Educação mundial e livre para qualquer pessoa, em qualquer lugar”. A organização produz micro palestras publicadas em vídeos no YouTube. Além das palestras, o site da organização também dispõe de exercícios práticos e ferramentas para educadores. Todos os recursos estão disponíveis gratuitamente para qualquer pessoa ao redor do mundo. A Khan Academy OER é outro grande exemplo de conteúdo digital, livre e de alta qualidade disponível para os clientes Blackboard K-12 através do Xplor.

Conteúdo gerado por usuários
Finalmente, o “mundo de recursos de ensino aberto” não seria completo sem considerar o conteúdo gerado pelo próprio usuário. Com Xplor, os professores podem criar, compartilhar e colaborar em objetos de aprendizagem com colegas dentro da sua região ou em todo o mundo. Os professores podem compartilhar facilmente o conteúdo de forma global ou com grupos seletos e “publicar” conteúdos digitais em canais para que outros os encontrem e também utilizem o material. A Blackboard Xplor oferece conteúdos protegidos e utiliza os direitos autorais Creative Commons, reconhecido em todo o mundo.

A Crowley Independent School District (Crowley ISD), atende mais de 15 mil estudantes em escolas em Crowley e Fort Worth, e aproveita o poder da Blackboard Xplor. “Graças a Blackboard Xplor, nossos professores são capazes de criar e compartilhar livremente seus conteúdos entre as classes e outros professores sem ter de replicar os esforços”, conta Chris Tims, Instrutor Tecnológico na Crowley ISD. E completa: “os professores preparam, enriquecem e editam o conteúdo que estará imediatamente disponível nos nossos ambientes online e disponibilizados para docentes e alunos”.

A Blackboard Xplor atingiu e ultrapassou o marco de 100 mil recursos em OER. “A Educação Aberta está no DNA da Blackboard e estamos animados com este novo marco alcançado por nossa plataforma”, disse Mark Strassman, vice-presidente sênior de marketing de produto e gestão na Blackboard. “A Blackboard Xplor é atualmente utilizada em cerca de 60 países ao redor do mundo com um alcance potencial de mais de 4 milhões de alunos. Estamos orgulhosos de colaborar com os educadores para criar uma comunidade global que incentiva o sucesso educativo dos alunos”, completa Strassman.

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Tendências na educação em 2015

Especialistas destacam a gestão de dados, o ensino por competências e as novas formas para avaliar e certificar como alvo das atenções

por Vinícius de Oliveira

É cada vez mais comum encontrar plataformas tecnológicas – e atrativas – para promover aprendizado, jogos que imediatamente elaboram rankings da classe ou ferramentas que geram relatórios com desempenho de alunos. Mas professores ainda sentem falta de um norte que apoie e fomente estratégias para impulsionar o desempenho de alunos. Especialistas ouvidos pelo Porvir consideram que 2015 pode começar a mudar esse quadro e veem como tendências que estarão no centro do debate educacional a adoção de plataformas de gestão de dados, o aprendizado baseado em competências e as novas formas de avaliar e de certificar conhecimentos. É por meio deste pacote inovador, segundo eles, que se conseguirá fomentar o empreendedorismo, a consciência e competências para resolver problemas urgentes relacionados à sustentabilidade e desenvolver as habilidades do século 21.

Tudo começa com o enfrentamento de dois grandes desafios: a garantia de conectividade plena, que permitirá acesso a recursos multimídia de maneira eficiente, e uma formação de professores que os prepare para inovar e lidar com ferramentas digitais.

Novas formas de avaliar e certificar

Ao longo do ano, os testes padronizados que formam rankings e que tanto preocupam gestores e políticos, também devem ocupar o centro da arena de debate e sofrer questionamento maior. David Albury, consultor independente de educação e diretor do Innovation Unit, instituição parceira do Porvir, chega a falar até em “desilusão” com este tipo de método para avaliar desempenho escolar. “Mais e mais países começam a entender as características e competências que jovens precisam para sobreviver e ser bem-sucedidos no século 21, como tomar iniciativa, criatividade, resolução de problemas de forma colaborativa, etc”, diz Albury.

Uma das receitas para alcançar esse aprendizado mais profundo, que dê conta das competências inter e intrapessoais, é novamente o uso da tecnologia e o olhar criterioso para os dados. As avaliações personalizadas ainda facilitam uma mudança que permeia todo o processo de aprendizado, que deixa de ser guiado pelo tempo e passa a ser baseado em competências. Métodos como o ensino baseado na resolução de problemas e o uso elementos do mundo dos jogos são algumas das formas de conectar aprendizados com o mundo real. No Brasil, segundo Adriana Martinelli, consultora em educação e sócia-fundadora do LED (Laboratório de Experimentações Didáticas), será um ano importante para a expansão dos FabLabs, laboratórios integrados para aprendizado que combinam física, química com robótica e programação.

Com novas formas de ensinar e avaliar, a maneira de atestar conhecimento também é impactada e começa a ficar mais flexível, se adaptando aos conteúdos e à duração. Assim, surgem os nanocertificados (ou nanodegrees, em inglês), que oferecem apenas algumas áreas de cursos tradicionais, como o MBA, para o estudante se concentrar. Parece distante? A Udacity, empresa gestada na Universidade de Stanford, nos EUA, já oferece modelos de cursos assim que podem ser feitos online (e de qualquer lugar do mundo). A Fundação Mozilla, por meio do openbadges.org, também aposta na tendência de desmembramento dos cursos universitários e, junto a instituições como museus e centros de pesquisa, oferece badges (condecorações) online para atestar o domínio de uma determinada área de programação, por exemplo. Apesar de inovadoras, essas formas diferentes de chancelar o domínio sobre determinado assunto ainda enfrentam um grande desafio: convencer empregadores. “O ano de 2015 terá uma maior atividade de formas alternativas de certificação atuando sobre o mercado de trabalho, mas sua aceitação acontecerá em um ritmo menor do que a esperada pelas pessoas”, diz Michael Horn, do Clayton Christensen Institute.

“Tenho o sonho de que o nanodregree aterrisse no Brasil trazendo características muito parecidas com a residência, no curso medicina. É muito ligado à prática, dura entre seis meses e um ano, e você sai um especialista. Com ele, você dá ao aluno a chance de customizar a aprendizagem”, diz a consultora Adriana Martinelli. A expansão desta modalidade no Brasil também esbarra na lei que, dentre outros requisitos, exige 360 horas de aulas. “Por causa de regulamentação do MEC, por enquanto é possível criar cursos como esses de caráter livre, mas não como especialização”, diz.

A Blackboard utiliza a moPen badges, uma ferramenta que permite que os professores façam o rankeamento dos alunos em forma de emblemas e certificados. Esta ferramenta já está configurada, mas as instituições podem optar por ativá-la através do administrador e podem ser facilmente exportada para o Mozilla Backpack. Além disso, a Blackboard oferece oportunidades de personalização, permitindo que os professores customizem os critérios e parâmetros, assim como as datas de vencimento para “as conquistas” e para os estudantes publicarem no Mozilla.

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Connected Learning: aprendizagem dentro e fora da sala de aula

O uso da tecnologia na educação é uma necessidade cada vez mais sentida nas escolas. A abundância de informação aliada às conexões sociais vindas da inclusão digital ajuda estudantes e professores a compartilhar interesses e ainda proporciona o ensino no conforto de sua casa. O Connected Learning ou Aprendizagem Conectada parte do pressuposto de que o modelo educacional atual não responde às demandas da sociedade contemporânea, nem leva em consideração os interesses dos estudantes.

Para o Connected Learning, atualmente há um novo ecossistema de aprendizagem, que pode passar pela educação formal, mas não se restringe a ela. Neste panorama, as cidades ganham um papel central revelando seus espaços e agentes educativos como museus, praças, organizações, coletivos, zoológicos ou bibliotecas. Já com a disseminação da internet, as oportunidades educativas se multiplicaram ainda mais: cursos abertos online, intercâmbio entre usuários nas redes e projetos construídos online e colaborativamente.

O Connected Learning dialoga com o conceito de educação integral, contemplando que a aprendizagem acontece em diferentes espaços, diante de diferentes agentes educativos e também em diferentes tempos. Esta diversidade de espaços e atores da aprendizagem pode se concretizar por meio da formação de bairros-escolas, nos quais a comunidade, em parceria com a escola, se mobiliza para reconhecer e ofertar oportunidades de ensinar e aprender em seus diferentes espaços.

Mesmo que a ideia de que a educação acontece para além dos muros da escola não seja nova, ainda persiste uma dificuldade em reconhecer os diferentes espaços e agentes educativos, considerando todos igualmente importantes na formação de cada pessoa. Um dos projetos que busca romper essas barreiras é o Cities Of Learning (Cidades de Aprendizado) que pretende conciliar a aprendizagem que acontece dentro e fora da escola. Assim, as instituições de ensino absorvem atividades que seus alunos desenvolvem em outros espaços, seguindo seus interesses e necessidades.

Dentro do Cities of Learning, as medalhas abertas servem para que as escolas reconheçam atividades realizadas por seus alunos em outras instituições e levem isso em consideração como parte do processo de aprendizagem do estudante, como um crédito escolar, por exemplo. Cidades estadunidenses como Chicago, Pittsburgh, Dalas e Los Angeles participam da iniciativa.

Neste panorama, os tradicionais papéis de aluno e professor se modificam: os adultos têm a tarefa de ajudar os estudantes a fazer conexões entre coisas que podem estar acontecendo dentro, mas principalmente fora da escola.

Fonte: Portal Aprendiz

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A tecnologia como uma “locomotiva de mudanças”

A tecnologia pode ser a locomotiva de mudanças'

Há uma ideia que permeia tanto as opiniões de críticos, quanto de entusiastas do uso da tecnologia em sala de aula: Não basta haverem tablets ou lousas eletrônicas nas salas – que representam investimentos altos – se não houver um projeto educacional. É necessário que a tecnologia ajude concretamente na aprendizagem.

Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação, acredita que essa concepção tem evoluído nos últimos anos. “A vantagem é que para ter um projeto que funcione bem é preciso mexer em vários outros fatores, como ter um currículo definido, formar o professor, mudar o espaço físico”, diz ela. “A tecnologia, nesses casos, é a locomotiva de mudanças que puxa outros vagões, e isso é a transformação.” A diretora diz que, assim como nas experiências internacionais, é necessário investimento na consolidação das ferramentas.

A utilização da tecnologia em escala no Brasil começa exatamente na definição clara de como a tecnologia vai ajudar no aprendizado, segundo Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann. “O segundo desafio é construir a implementação em conjunto com professores e equipe gestora para que o projeto tenha sentido na escola e seja efetivamente incorporado no dia a dia dos alunos. Muitas das inovações acabam não conseguindo chegar na ponta, pois esta costura não é feita adequadamente“, afirma ele, que lembra ainda as dificuldades de infraestrutura. “A questão de conectividade não é uma realidade nas escolas brasileiras.”

Apesar da informatização não ser uma realidade nas escolas, houve uma mudança no centro do debate. Enquanto na década de 1990 a preocupação era levar as máquinas às escolas, o que se impõe hoje é a chegada da cultura digital na sala de aula. “Ou a escola inserida na cultura digital”, como diz Guilliana Bianconi, coordenadora de projetos do Instituto Educadigital.

A internet e o acesso à informação fazem com que os alunos cheguem às escolas com outras habilidades e, segundo Giulliana, a discussão da tecnologia não é mais só uma questão de ferramenta. “Essa cultura digital, da construção, compartilhamento e remix, é muito mais enraizada na sociedade. E a escola, como um ambiente para aprender, ficou esvaziada.” Segundo ela, em uma realidade em que muita gente ainda não tem acesso à tecnologia e internet, o problema da educação se torna ainda maior. “É um grande desafio para que as distâncias na educação não fiquem ainda maiores.”.

Adaptado via Estadão

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