O que os estudantes estão nos dizendo sobre a tecnologia e por que isso é importante

*Este é um post escrito por Bob Solis. Bob é membro do conselho consultivo da Blackboard.

Os estudantes querem trabalhar – e vamos ser claros quanto a isso. Cem por cento dos alunos que entrevistei informalmente afirmaram que frequentam a faculdade para se posicionar bem no futuro. Minha conclusão pessoal coincide com uma pesquisa feita pela New America:

“Cerca de 90% dos estudantes dizem que foram para a faculdade para conseguir um bom emprego, ganhar mais dinheiro ou obter melhores oportunidades econômicas…”

De forma alguma isso marginaliza a missão da educação, mas temos que tomar isto como uma afirmação acerca do que está interessando aos jovens alunos atualmente: o alto preço da educação e a crescente competição nas áreas de emprego.

Por que é importante saber o que os alunos estão nos dizendo sobre a tecnologia?

Efetivamente, todo o feedback que recebi a respeito da tecnologia sugeria que os alunos querem ter habilidades tecnológicas que possam necessitar no futuro ou alguma tecnologia que irá ser mais eficaz em sua experiência na faculdade.

Recentemente, organizei um painel em uma conferência. Esse painel foi originalmente composto por quatro alunos de graduação. O assunto era, de fato, novos pensamentos sobre a tecnologia – e os quatro tinham opiniões e experiências muito similares: todos eles usam e contam com a tecnologia 24×7 e, como resultado disso, destacaram facilidade de uso, design que não requer adaptação prévia, acesso a qualquer hora e em qualquer lugar e conectividade e integração entre dispositivos.

Seguem aqui algumas constatações dessa conferência: :

*Os estudantes têm usado com mais frequência o ambiente virtual de aprendizagem, tanto em cursos a distância quanto presenciais, contudo estão interessados em utilizar um único AVA/LMS.

*Eles esperam fazer um único login para poder navegar em diferentes aplicativos ou ferramentas.

*Aderência a a recursos de vídeo para fins acadêmicos, de comunicação e capacitação; entretanto, é necessário que os vídeos tenham 2 minutos ou menos de duração – caso contrário, o estudante perde o interesse;

*O e-mail está de volta: os estudantes estão lendo os e-mais com o objetivo de obter informações em casos que o e-mail é o principal canal de comunicação.

*Eles esperam acesso wi-fi em todos os lugares do campus;

Enquanto estes eram os principais e já esperados tópicos, ouvi também dicas sobre aplicativos e ferramentas que podem auxiliar os alunos durante sua jornada na faculdade.

Um artigo recente de Susan Grajek em um jornal de 2015, intitulado “O que precisamos saber sobre tecnologia em 2015”, resumiu cinco coisas que os alunos ”desejavam que seus instrutores utilizassem mais”:

  • Palestras gravadas;
  • Sistemas de alerta
  • Conteúdo livremente disponíveis;
  • Aprender mais sobre sistemas de gestão;
  • Utilizar laptops e tablets durante a aula.

Estas são tecnologias já enraizadas no ambiente da faculdade e do trabalho. No entanto, como todos sabemos, a tecnologia de hoje não é isolada, mas tem convergido bastante com nossas vidas pessoais.

Em agosto passado embarquei em uma viagem para ajudar meu filho a se mudar de Houston para Seattle. Fomos em um carro levando seus pertences, atravessando o oeste dos Estados Unidos, vendo alguns dos mais impressionantes parques nacionais ao longo do caminho. Muito low tech, não? Não é bem assim… Estávamos ligados durante toda a viagem:

*Kayak.com em busca do melhor vôo para encontrá-lo futuramente em Houston;
*Waze e Google Maps para saber o trajeto durante a viagem;
*Trip Advisor e hotels.com para conseguirmos hotéis ao longo do caminho;
*O app do canal do tempo para rastrear a previsão;
*Yelp, Diners e demais para encontrar lugares para comer;
*O app Pandora em seu telefone para transmitir música no carro;
*Instagram, Facebook e, claro, a câmera do telefone para narrar a viagem;
*O app “Find My Friends” para que sua mãe e avó acompanhassem nosso caminho;
*Craigslist, hotpads.com e apartments.com para encontrar um lugar para ele morar;
*E, naturalmente, muitas mensagens de textos para amigos e familiares ao longo do caminho;

Nada parecido com a viagem que fiz com os meus pais na década de 1970! E o meu filho, calouro na faculdade, utilizou tudo isso com grande precisão. Este é o mundo das gerações atuais e futuras.

Como líderes de organizações, todos devemos abraçar a tecnologia – e não apenas os que trabalham com TI. E abraçar é só o início. Devemos nos mover mais rápido e com mais inovação em nossas organizações. Nós muitas vezes debatemos soluções em tecnologia demasiadamente, em vez de agir rapidamente e aproveitar a oportunidade. Ainda recentemente, no início deste ano, tive uma conversa com um dos líderes em tecnologia que lançou um novo aplicativo, a fim de reduzir o volume de chamadas de help desk. Bom projeto, objetivos certos. O que me impressionou foi o espanto desse líder ao ver como os estudantes se adaptaram rapidamente ao app. Em que nível estamos pensando que os estudantes estão?

Isto pode ser reflexo de uma lacuna geracional ou simplesmente mostra que nossas organizações às vezes ficam presas em normas culturais, práticas de negócios e tomada de decisões… é preciso responder com maior habilidade e agilidade ao atendimento da tecnologia. É fundamental respondermos e preparar os alunos para o seu futuro… o nosso futuro!

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O quê nos tira o sono – lidando com a próxima “grande novidade” na educação superior

Este texto foi escrito por Brian D. Voss, membro do Conselho Consultivo da Blackboard. O Conselho, composto por líderes do ensino superior de instituições e organizações em todos os Estados Unidos, fornece feedback sobre tecnologia, soluções, estratégia corporativa e temas-chave que afetam o ensino superior hoje, bem como apoia atividades de liderança da Blackboard.

Em uma recente reunião do Conselho Consultivo da Blackboard, me perguntaramo que tirava o meu sono à noite, quando era um CIO (Diretor de TI). Ah, os bons e velhos dias de noites sem dormir. Uma coisa que eu posso dizer sobre ser um CIO aposentado é que há muito mais boas noites de sono. No entanto, meu trabalho como consultor, muitas vezes, me coloca diretamente em contato com os meus colegas e amigos CIOs estressados, então esta é uma questão válida a ser ponderada.

Quando eu era um CIO, uma infinidade de coisas me mantinha acordado à noite: a preocupação com a segurança da minha rede no campus e dados institucionais; a capacidade da minha organização para atrair e reter talentos; mudanças no corpo docente, a forma como se ensina e o papel da TI nessa mistura; as demandas de pesquisadores de ponta para infraestrutura online; desafios de financiamento provocados por condições econômicas no estado; e muitos outros problemas conhecidos e mencionados em muitas listas. Masa uma pergunta que não está em nenhuma lista e ainda assim estava sempre em minha mente era: “Qual será ‘a próxima grande novidade’ e como encontrar recursos para lidar com ela?”

No passado, muitas dessas “próximas grandes novidades” chegaram como um furacão. Às vezes você tem um monte de avisos e tem tempo para se preparar (criar estoques e pedir conselhos). Mas outras vezes a tempestade se materializa de forma rápida e chega de repente, com a reação sendo a ordem do dia.

Claro, há muitos exemplos de “tempestades” que eu poderia listar. Mas vamos olhar para três. O que nós podemos, no ensino superior, fazer quando elas acontecem?

1) Infra-estrutura de internet insuficiente para suportar a demanda repentina

A tempestade: Quando smartphones e tablets explodiram nos nossos campus no outono de 2007, muitos de nós ficamos com redes sem fio lamentavelmente subdimensionados para lidar com alunos que tem até três dispositivos em suas mochilas  e que necessitam de conexão. Isto desafiou nossa capacidade de adicionar infra-estrutura de pessoal para fazer o trabalho e financiamento para adquirir hardware. Além disso, nós estávamos lutando para lidar com o desafio de uma disponibilidade cada vez menor de endereços IPv4.

Como nós lidamos com isso: O déficit de WiFi foi abordado ao se investir dinheiro e esforço pessoal; instalar mais pontos de acesso sem fio e controladores. Para abordar a questão do espaço de endereços de rede, investimos em reengenharia de nossas redes de campus para usar endereços privados, e uma eventual e mais estratégica mudança para o IPv6. Como o tempo passou, este acabou por ser um problema sem fim, enquanto mais e mais dispositivos e sua demanda por acesso continuam a crescer. Eventualmente, pensamos que um dia conseguiremos equilibrar essa equação, – embora ainda não tenha acontecido. Mas este desafio provavelmente já esteja bem mapeado e previsto por muitas instituições, e por nós.

2) O ensino e a aprendizagem passam a ser processos, também,tecnológicos.

A tempestade: Em meados dos anos 1990, o ensino e a aprendizagem abriram as portas para o uso de ferramentas de tecnologia da informação para melhorar os cursos, com os então chamados sistemas de administração de cursos (CMS, na sigla em inglês). Tivemos algum tempo para prever essa chegada, pois a aderência do corpo docente foi gradual. Muitas instituições aplicaram o que já tinham feito com outras formas de sistemas corporativos – nós escrevemos nosso próprio CMS ecriamos aplicativos específicos do campus que não seriam sustentáveis, e a maioria dos quais não estavam satisfazendo professores e alunos.

Como nós lidamos com isso: A pedagogia habilitada por TI eventualmente levou à utilização de sistemas desenvolvidos por fornecedores,soluções abertas e soluções em comunidade. Hoje, quase ninguém está “curtindo sozinho” e a maioria das Intituições tem um ambiente virtual de aprendizagem implantado. Blackboard, Instructure, Moodle, entre outras plataformas, estão fornecendo uma infinidade de soluções para instituições. O desafio atualmente é escolher de forma sábia e apoiar sua utilização de forma adequada no campus, e essas soluções continuam a evoluir e expandir suas ofertas e utilidades. Eu sugeriria que, já que estamos longe de superar essa tempestade, nós utilizemos as ferramentas necessárias para envolver nossos estudantes e corpo docente. Mudar e incluir um ambiente virtual de aprendizagem, como eu já mencionei, é um desafio significativo. Mas provavelmente não mantém muitos de nós acordados à noite.

3) A crescente necessidade de uma capacidade de internet melhor

A tempestade: Também em meados de 1990, enfrentamos um desafio que se desenvolveu rapidamente sob a forma de uma necessidade insaciável de banda larga, alimentando a demanda por redes até então frágeis e tênues. Já não estávamos apenas lidando com o fluxo do tráfego de e-mails e comunicação, mas agora a internet comercial estava construindo demanda em nossos campus para um conjunto mais amplo de usos de banda larga. Algumas destas necessidades eram acadêmicas e de pesquisa, mas muitas não eram. Lutamos para adicionar 56 circuitos kilobit e sinais digitais, o que fazemos a preços gigantescos das operadoras de comunicação comerciais.

Como nós lidamos com isso: Este desafio foi resolvido de duas maneiras. Em primeiro lugar, a comunidade se reuniu e fez investimentos significativos na construção de nossa própria rede com foco acadêmico e em pesquisa. Trinta e quatro instituições fizeram uma aposta para lançar o Internet2, construindo uma rede e comunidade onde a rede pode até ser o propósito principal, mas também promove colaboração e inovação. A partir deste esforço, estados e regiões construíram uma infra-estrutura de  de fibra óptica para dar suporte a esta rede nacional de pesquisa, aumentando ainda mais os recursos e reduzindo custos. A segunda maneira foi que o crescimento mais amplo de aplicações de Internet e serviços utilizados por todos, levou a um crescimento em ofertas comerciais (e descida de preços) em todo o mundo.

É este último exemplo que eu acho intrigante, considerando os motivos para se perder o sono pensando sobre “a próxima grande novidade”. Eu não sei que novidade é essa  – ninguém sabe – mas algo está surgindo, e eu me preocupo, tendo as necessidades de ensino superior em mente,  que simplesmente jogar recursos ou esperar que o mercado comercial a resolva não será a forma como será abordada e solucionada.

Em meados dos anos 1990, os tempos financeiros eram diferentes. Essas trinta e quatro instituições tinham recursos disponíveis para aplicar na construção da plataforma que iria fornecer a solução para o desafio. Hoje, eu tenho certeza que todo mundo está sem o financiamento de investimento necessário para se lançar no que poderia ser a próxima grande novidade. Orçamentos institucionais foram aparados para um ponto em que há muito pouco (ou nenhum) dinheiro discricionário para investir. E já não estamos em posição de tomar riscos significativos. Estamos lidando não apenas com todas as questões que consideramos prioritárias, como também com as que estão fora do nosso radar e irão aparecer como tornados e tempestades. CIOs estão correndo para acompanhar as mudanças, e estão sob pressão para serem economicamente sustentáveis e terem eficiência de resultados. Se nós não podemos mostrar que o investimento vai ser compensado, não apenas eventualmente, mas imediatamente, nós provavelmente não seremos capazes de fazer esses investimentos. Não é uma questão de ter a coragem, a maioria dos CIOs simplesmente não têm a flexibilidade de recursos para fazê-lo.

Então, quando “a próxima grande novidade” aparece, eu me preocupo que uma das ferramentas de maior sucesso que tivemos no passado, a comunidade se unindo para investir na criação de algo para resolver o desafio, não está mais disponível para nós. A maioria das empresas de tecnologia têm orçamentos de pesquisa e desenvolvimento para evoluir produtos e serviços existentes e criar novos. Esses orçamentos podem não ser tão grandes quanto já foram, mas eles ainda estão lá. Eu não vejo uma mentalidade de investimento em pesquisa e desenvlvimento no ensino superior ao nível institucional, muito menos nas mãos do CIO. Isto é especialmente verdadeiro se levarmos em consideração a diminuição potencial do escopo (e orçamento) do papel do CIO.

Hoje, as margens financeiras em nossas instituições são tão apertadas e a tolerância ao risco é tão baixa que, a menos que o desafio seja claramente afirmado e a necessidade sentida com urgência em toda a amplitude do ensino superior, a vontade coletiva para agir pode não se materializar. E pior, eu me preocupo que, mesmo que o perigo seja claro e presente, a flexibilidade para fazer até mesmo uma aposta certeira pode não existir.

Como eu cheguei ao fim desta epístola, você pode estar esperando que eu vá ter alguma sabedoria a respeito de uma solução. E infelimente eu não tenho. Eu não acho que nós podemos gastar da forma que gostaríamos para abordar essa tempestade que se aproxima (seja ela qual for), porque, bem, nós não temos o dinheiro para investir. Podemos contar com o setor comercial para resolvê-la para nós? Acho mais provável que este setor seja o que produz a tempestade, quando ele chega ao mercado com “a próxima grande novidade”. E por causa das pressões de orçamentos apertados e expectativas tremendas para o sucesso de qualquer investimento, eu me preocupo que uma massa crítica de investimentos feitos pelo CIO na comunidade possa não se materializar.

Até então, eu acho que um monte de CIOs terão algumas noites sem dormir.

E alguns aposentados também.

Fonte: Blackboard

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Cinco recursos de acessibilidade para melhorar suas ofertas de cursos on-line

Sabemos que os estudantes necessitam de mais ofertas de cursos acessíveis. Se a sua instituição não tornar o conteúdo on-line acessível também aos estudantes com deficiência, você pode ficar suscetível a complicações legais. No caso dos Estados Unidos, embora a American with Disabilities Act (ADA) não preveja normas específicas para a acessibilidade em determinados cursos, isso continua sendo uma exigência federal.

“As instituições que têm uma boa política de acessibilidade e que estão agindo de boa-fé são menos propensas a serem processadas. As instituições que não estão implementando essas políticas são vulneráveis”, conta Eva Hill, Subprocuradora Geral de Justiça e de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Reunimos aqui 5 recursos de acessibilidade para ajudá-lo a ficar em dia com essas políticas.

Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.0 – Abrange uma gama de recomendações para tornar o conteúdo da web mais acessível. Seguindo essas orientações, o conteúdo ficará mais acessível a mais pessoas com deficiência visual, auditiva, limitações cognitivas, entre outros.

Universal Design for Learning Series  – Oferecido pelo Centro Nacional de Desenho Universal para a Aprendizagem (UDL), fornece apresentações e recursos de mídia na web para aumentar a compreensão, a utilização e potencializar os recursos da UDL, informando famílias e comunidades sobre iniciativas de desenvolvimento e políticas profissionais.

CAST – É uma organização de pesquisa e desenvolvimento da educação sem fins lucrativos que trabalha para expandir as oportunidades de aprendizagem através do Universal Design for Learning. O CAST, trabalha para entender toda a extensão da variabilidade humana e dos alunos para encontrar abordagens transformadoras que tornem o ensino mais eficaz para todos.

Materiais de Qualidade – Um corpo docente centrado no processo de revisão deve estar atento à qualidade dos cursos online e mistos. É interessante submeter o curso a uma revisão e receber feedbacks para melhorar o desempenho.

Centro Nacional para a Deficiência e o Acesso à Educação – Aborda questões de tecnologia nas práticas de educação para melhorar o rendimento das pessoas com deficiência e suas famílias.

No Brasil, o ensino on-line é uma forma de democratizar o ensino superior, utilizando-se das novas tecnologias e alcançando mais pessoas que buscam uma qualificação que se encaixe dentro do seu perfil pessoal e profissional. Este modelo de ensino surge também da necessidade de proporcionar educação a pessoas que não se enquadram no sistema tradicional.

Aqui na Blackboard, nós oferecemos recursos valiosos. Temos uma seção de nossa Central de Ajuda totalmente dedicada à acessibilidade. Você tem necessidade de mais recursos acessíveis na web? Nossos Consultores de Acessibilidade estão prontos para criar uma parceria e desenvolver, revisar ou aperfeiçoar estratégias e conteúdo. Você pode nos contatar por aqui ou se conectar diretamente no LinkedIn. Enquanto algumas instituições criam mecanismos eficazes para estabelecerem mudanças na indústria, não podemos esquecer que nossa principal motivação são os alunos! Quando construímos a acessibilidade no ambiente de aprendizagem, todos se beneficiam. 

Adaptação do texto de Scott Ready. Fonte: Blackboard

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Recursos educacionais abertos: maximizando o tempo dos professores e o engajamento dos estudantes

Os recursos educacionais abertos são uma ótima maneira para os professores fazerem uso de conteúdos digitais em sala de aula. Estes recursos educacionais estão disponíveis gratuitamente on-line para que todos possam usar e contribuir em seus conteúdos. De acordo com uma pesquisa do Projeto Amanhã, de 2014, 65% dos bibliotecários escolares dizem que o acesso a esses materiais seriam eficazes e ajudariam os professores a melhor utilizar os conteúdos digitais em sala de aula. E, mais de 70% dos professores consideram conteúdo gratuito como o fator mais importante quando se avalia a qualidade dos materiais usados em sala de aula. Os professores também querem fazer a curadoria e modificar o conteúdo digital que utilizam em suas aulas.

Recentemente, o Departamento de Educação dos Estados Unidos anunciou uma nova campanha, “#GoOpen”, destinada a pressionar por mais material educativo a ser livremente disponível. Dez distritos se comprometeram com o desafio para substituir pelo menos um livro com Recursos Educacionais Abertos, incluindo clientes Blackboard.

Para atender a essas necessidades a Blackboard está empenhada em fornecer acesso contínuo aos recursos educacionais abertos dentro de suas soluções. O Xplor, desenvolvido pela Blackboard, é uma plataforma cruzada, onde se repõe conteúdos globais e fornece aos educadores um universo de conteúdos de aprendizagem. Os professores podem descobrir, criar e participar da curadoria dos objetos de aprendizagem e compartilhá-los.

A Blackboard também fez uma parceria com os melhores distribuidores de conteúdo digital K-12 OER (Open Educational Resource): a CK-12 Foundation, a SAS Curriculum Pathways e a Khan Academy, para poupar tempo e fazer com que os professores escolham conteúdos digitais que sejam interativos e envolventes para seus alunos.

CK-12 Foundation
A CK-12 Foundation é uma organização sem fins lucrativos que fornece cobertura completa para K-12 de matemática e ciências. A CK-12 é utilizada por alunos e professores em mais de 30.000 escolas e fornece uma gama completa de soluções de aprendizagem; cerca de 100 mil professores criaram livros didáticos digitais e testes totalmente personalizáveis. Além disso, a CK-12 é totalmente gratuita para os estudantes, professores e escolas e agora está disponível em soluções de ensino e aprendizagem através da Xplor.

SAS Curriculum Pathways
A Pathways SAS oferece atividades interativas, baseadas em ferramentas, recursos e aplicativos para as classes K-12. Suas normais são diferenciadas para atender às variadas necessidades e capacidades tecnológicas. Dentro da Blackboard Xplor, os recursos e aplicativos do SAS Pathways estão disponíveis sem nenhum custo.

Khan Academy
Khan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos criada em 2006 pelo educador Salman Khan, e que fornece “Educação mundial e livre para qualquer pessoa, em qualquer lugar”. A organização produz micro palestras publicadas em vídeos no YouTube. Além das palestras, o site da organização também dispõe de exercícios práticos e ferramentas para educadores. Todos os recursos estão disponíveis gratuitamente para qualquer pessoa ao redor do mundo. A Khan Academy OER é outro grande exemplo de conteúdo digital, livre e de alta qualidade disponível para os clientes Blackboard K-12 através do Xplor.

Conteúdo gerado por usuários
Finalmente, o “mundo de recursos de ensino aberto” não seria completo sem considerar o conteúdo gerado pelo próprio usuário. Com Xplor, os professores podem criar, compartilhar e colaborar em objetos de aprendizagem com colegas dentro da sua região ou em todo o mundo. Os professores podem compartilhar facilmente o conteúdo de forma global ou com grupos seletos e “publicar” conteúdos digitais em canais para que outros os encontrem e também utilizem o material. A Blackboard Xplor oferece conteúdos protegidos e utiliza os direitos autorais Creative Commons, reconhecido em todo o mundo.

A Crowley Independent School District (Crowley ISD), atende mais de 15 mil estudantes em escolas em Crowley e Fort Worth, e aproveita o poder da Blackboard Xplor. “Graças a Blackboard Xplor, nossos professores são capazes de criar e compartilhar livremente seus conteúdos entre as classes e outros professores sem ter de replicar os esforços”, conta Chris Tims, Instrutor Tecnológico na Crowley ISD. E completa: “os professores preparam, enriquecem e editam o conteúdo que estará imediatamente disponível nos nossos ambientes online e disponibilizados para docentes e alunos”.

A Blackboard Xplor atingiu e ultrapassou o marco de 100 mil recursos em OER. “A Educação Aberta está no DNA da Blackboard e estamos animados com este novo marco alcançado por nossa plataforma”, disse Mark Strassman, vice-presidente sênior de marketing de produto e gestão na Blackboard. “A Blackboard Xplor é atualmente utilizada em cerca de 60 países ao redor do mundo com um alcance potencial de mais de 4 milhões de alunos. Estamos orgulhosos de colaborar com os educadores para criar uma comunidade global que incentiva o sucesso educativo dos alunos”, completa Strassman.

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Serviço One-Stop para os estudantes: os benefícios para os alunos de hoje

 

Craig Chanoff

Quando eu falo sobre apoio ao estudante com líderes institucionais, é cada vez mais claro que cada instituição terá de investir em serviços para seus alunos. A maior necessidade é a criação de um apoio integrado para a experiência do estudante –  isto irá atender melhor às necessidades complexas dos alunos de hoje.

Como parte de nossa investigação na Blackboard para a construção e gestão de serviços de suporte, entrevistei três líderes de ensino superior que partilharam as suas melhores práticas e pensamentos sobre o futuro e como terão que evoluir; pequenas e grandes instituições deveriam aproveitar a tecnologia para atender as necessidades dos estudantes de hoje.

Anne Valentine

Vice-presidente do Atendimento e Experiência ao Estudante no Ivy Tech Community College, em Indiana

Julie Selander

Diretora do Serviço ao Estudante One Stop e Serviços aos Veteranos na Universidade de Minnesota

Dennis Day

Ex-vice-presidente do Estudantes de Sucesso e Engajamento na Johnson County Community College

Quais problemas o one-stop pode resolver?

Anne Valentine: Nós precisávamos criar uma experiência. Todos sabemos que perdemos muitos estudantes no processo de inscrição, porque ele era muito complexo. Também sabíamos que queríamos criar uma experiência “uniforme” para todos os estudantes – não importando em qual campus ele estivesse. No entando, os alunos receberam serviços incoerentes e respostas diferentes. Tivemos um longo caminho a percorrer.

Julie Selander: Na Universidade de Minnesota, foi lançada uma pesquisa para entender melhor a satisfação do aluno. Os resultados mostraram altos níveis de insatisfação com serviço de apoio ao estudante e dificuldade na obtenção de respostas a perguntas básicas – e nós concordamos. Decidimos que era preciso encontrar uma maneira de criar uma melhor experiência simplificada para os alunos e aproveitar melhor os nossos recursos humanos e tecnologia. 

Quais são os benefícios do one-stop no centro de serviços estudantis para a instituição?

Dennis: A maioria espera que a experiência do estudante seja melhorado consolidando várias funções de apoio. Um dos maiores benefícios da implementação do “one-stop” é a melhora da experiência pessoal. Os alunos querem ser auto-suficientes e que seus níveis de satisfação subam. Outro grande benefício é o tempo; as instituições têm tempo para fazer projetos mais estratégicos ou mergulhar mais fundo em projetos atuais.

Julie: A experiência pessoal não era nosso foco principal, mas sim melhorar a experiência do estudante. Estávamos preocupados como as nossas antigas operações, mas foi incrível como nossa equipe “abraçou” nossa nova meta e missão. O tempo também foi um grande benefício. Fomos capazes de expandir o escopo de nossa equipe one-stop e profissionalizar a posição por conta do aumento da “eficiência” e agora podemos fornecer serviços para todos os estudantes.

Dennis: Muitas pessoas criar o one-stop para se conectar com os alunos de forma diversificada. Através do ganho de eficiência que a mudança para o one-stop permite, as universidades alcançam novas oportunidades na relação com os alunos. 

Todas as instituições deveriam considerar o desenvolvimento e a abordagem integrada dos serviços?

Dennis: Diferentes instituições têm personalidades e necessidades diferentes. Os serviços para os estudantes em cada instituição terão resultados diferentes. Instituições maiores podem procurar por conveniência e serviço; eles querem mais transações concluídas em menos tempo, utilizando menos pessoas. As instituições menores querem melhorar a experiência do estudante. Apesar as diferenças, todas as instituições terão de melhorar a tecnologia.

Julie: Não existe um modelo único. Você tem que pensar sobre quais são os seus pontos negativos e quais problemas você está tentando resolver. No nosso caso, os alunos sentiram como se fossem apenas um número e queriam se sentir como parte integrante e ter uma conexão com a instituição.

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