De vilão a aliado: celular vira alternativa para melhorar a educação

A ideia do celular como inimigo da educação está ficando para trás. Devido à sua facilidade de acesso, o celular já é considerado um aliado da educação por especialistas em ensino a distância.

No Brasil temos exemplos de iniciativas como o ProDeaf, aplicativo para Android que traduz tudo o que você escrever ou falar para libras (língua de sinais usada por pessoas surdas e mudas). Outro exemplo é o serviço oferecido por uma operadora de telefonia celular que tira dúvidas de português da escola ou do trabalho pelo aparelho, além de cursos de idiomas e de outras áreas via smarphone.

Mas não é só isso. A fim implementar soluções móveis com capacidade de levar o ensino ainda mais longe, a Blackboard trouxe ao Brasil o Blackboard Mobile. Este conjunto de soluções é uma forma de manter os alunos conectados ao campus e de divulgar sua instituição para alunos em potencial. Todos terão tudo que necessitam nos dispositivos móveis que possuem, através de aplicativos como Blackboard Mobile Learn, e Blackboard Mobile Central. Com eles, alunos, ex-alunos e faculdade têm acesso a cursos, conteúdos e organizações, além de informações especiais e auxílio na utilização plena dos recursos do campus. Com ferramentas como esta, podemos construir uma melhor experiência de ensino para todos, em toda a parte, a qualquer momento.

Adaptado via Porvir

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Como aumentar a retenção de alunos no Ensino a Distância

Manter a atenção no EAD pode ser uma tarefa difícil. Muitos desistem, pois ficam entediados ou simplesmente não conseguem acompanhar as aulas.

Para que eles permaneçam atentos, é preciso que exista um trabalho conjunto de professores e gestores, elaborando um plano de aula que transforme a experiência de aprendizagem em algomotivador e proveitoso. Confira as cinco ideias que reunimos para ajudá-los:

 

Use tecnologia

O título parece óbvio, mas se analisarmos os potenciais oferecidos pela Internet e outras tecnologias, perceberemos que ainda há muito a ser explorado. Existe uma infinidade de recursos que podem deixar a aula mais criativa e inspiradora. Apresentações, gráficos, multimídia, chats, tutorias ao vivo, fóruns, redes sociais, softwares interativos, blogs: tudo pode ser usado para chamar a atenção dos estudantes.

Utilizando esses mecanismos você garante que as aulas não sejam apenas baseadas em um texto único, o que resultará em um maior interesse pelo conteúdo transmitido. Fazer uso de streaming de vídeo para transmitir aulas ao vivo, por exemplo, pode ajudar a consolidar conceitos de maneira instantânea e manter a atenção dos alunos. As ferramentas e seu uso devem fazer parte do planejamento da disciplina.

Incentive o aluno a participar

Crie estratégias que motivem os estudantes a participar de maneira ativa das aulas. A criação de espaço para interação com outros colegas torna-se fundamental nesse momento. Quando o semestre for pensado, as disciplinas precisam de espaços onde o contato entre os estudantes seja livre. Podem ser fóruns, chats ou trabalhos em grupo: a intenção é provocá-los a participar de maneira intensa, construindo, assim, laços uns com os outros. Especialistas em aprendizagem online afirmam que o reforço da interação social pode mudar drasticamente a experiência.

O professor é mais que o transmissor de conhecimento

O processo de aprendizagem só acontece com um professor preparado para ensinar em EAD. Além de incentivar a participação, o docente é um moderador, que lança novas informações e define quais conversas serão proveitosas para o aprendizado. Ele precisa provocá-los a interagir entre si e desafiar os grupos com os assuntos listados em classe.

Para cumprir esse papel com excelência, ele necessita de apoio administrativo. Por isso, planejamento de aula, cronograma de curso, materiais que possam ser utilizados em classe são fundamentais. Em contrapartida o educador precisa ter em mente a necessidade de compreender o alcance que o EAD tem e como potencializar o aprendizado nessa modalidade.

Use exemplos práticos em sala de aula

Estudos teóricos podem tornar a disciplina cansativa se abordados por um longo tempo. Em geral, quando um assunto é transmitido em apresentações com grandes trechos de textos, o aluno não consegue assimiliar o conhecimento da maneira adequada. É preciso tornar as aulas mais dinâmicas.

Indique aos educadores casos práticos, que podem ser usados como exemplo, para debate durante em classe ou nos fóruns organizados na disciplina. Usando casos reais para completar a teoria, as aulas ficam informativas e de fácil assimilação. Para potencializar os conteúdos, é possível utilizar tabelas e gráficos que tenham relação direta com a prática.

Ajude o aluno a se organizar

Parte do sucesso de um estudante em uma disciplina está ligado à maneira como ele se organiza para estudar. Será que os alunos conhecem o cronograma da disciplina? E as configurações que o computador precisa ter para que possam acompanhar as aulas?

É importante ter atenção às etapas iniciais do curso. Esclarecer datas de avaliações, ferramentas que serão utilizadas ao longo do semestre e manter-se à disposição para tirar dúvidas pode evitar que o estudante deixe a disciplina antes do final do semestre.

Você utiliza alguns desses recursos para tornar as aulas de EAD mais dinâmicas?

Para compartilhar experiências em ensino a distância com líderes em Educação e Tecnologia,inscreva-se na edição do Rio de Janeiro do Ciclo de Debates Desafios da Educação. O evento acontece dia 23 de outubro, no Everest Rio Hotel. As vagas são gratuitas e limitadas.

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Projetos pedagógicos para as novas tecnologias

Com o grande avanço das novas tecnologias, computadores, celulares, tablets e outros aparelhos digitais fazem parte da vida de crianças e adolescentes em todo mundo. No Brasil, a idade do primeiro acesso à internet é, em média, entre 9 e 10 anos. Esse fato apresenta aos pais, aos professores e às crianças o importante desafio de adquirir, aprender a usar e definir objetivos para o uso da internet em suas vidas.

 No ensino, fica evidente o descompasso entre o que os alunos têm nas mãos e a capacidade da escola de usar as novas tecnologias com propósitos pedagógicos. Eles levam seus celulares para a sala, mas os professores muitas vezes não têm à disposição computadores e conexão para a realização de tarefas básicas como a busca de informações na internet.

Além disso, a falta de infraestrutura tecnológica, dificuldades de gestão escolar, problemas com a própria ação pedagógica e a dificuldade dos professores para adotar novas tecnologias, aparecem como grandes desafios. No ensino público, destaca-se também a fragilidade da implementação das políticas públicas. A escola pública sempre tem projetos a serem implementados, e a inserção das novas tecnologias para o uso pedagógico acaba sendo “atropelada” por necessidades mais imediatas. Isso faz com que a presença de tecnologias nas escolas acabe sendo geradora de problemas e não de soluções.

A inclusão digital de jovens não depende da aplicação da tecnologia e a políticas pedagógicas somente. É possível até mesmo dizer que nisto não há muita diferença entre escolas públicas e privadas, pois as privadas podem até estar mais à frente no sentido de ensinar os alunos a manipular o computador, mas também não utilizam os recursos digitais para criar novas propostas de ensino, como utilizar um game para resolver uma equação de segundo grau, por exemplo.

Pesquisadores chamam a atenção para o que consideram um equívoco das escolas, que é fazer uma divisão entre o universo online e o mundo real. Os dois campos são uma coisa só: a vida do aluno. Na escola, os piores lugares para se aprender a mexer no computador são as salas de informática, justamente porque configuram ambientes não familiares, estranhos, separados da vivência cotidiana dos jovens.

As novas tecnologias devem ser integradas ao currículo por meio de uma pedagogia voltada para o aluno, tendo as motivações para a aprendizagem como centro da atenção do professor. Isso fará com que as dificuldades do professor em apropriar-se das novas tecnologias deixem de ser um problema, pois ele passa a atuar mais como mediador e orientador do conteúdo obtido através dessas interfaces.

 Logo, o professor fica mais atento aos objetivos de aprendizagem, à informações e orientações quando necessário, ao acompanhamento dos resultados, à avaliação, à observação de comportamentos e atitudes dos alunos, tendo um papel mais de mediador da aprendizagem do que de transmissor de conhecimentos.

Fonte: cartanaescola.com.br

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Direitos e Princípios da Educação On-line

Um grupo formado por 12 especialistas em educação on-line se reuniu para elaborar uma Declaração de Princípios e Direitos da Educação On-line. Durante mais de um mês, eles analisaram os limites éticos do ensino virtual, até onde se pode ir e que valores respeitar. Acreditam que os cursos on-line podem criar oportunidades de aprendizado significativas e em escala. “Estamos cientes do quanto ainda não sabemos: que ainda teremos que explorar todo o potencial pedagógico do aprendizado on-line, o quanto isso pode mudar a forma com ensinamos, aprendemos e nos conectamos”, disseram os especialistas.
Confira, a seguir, o infográfico que resume a declaração e sua explicação:

DIREITOS
Na nossa cultura, o aprendizado, o desaprendizado e o reaprendizado são fundamentais para a nossa sobrevivência e prosperidade, assim como respirar. Por isso, acreditamos que todos os estudantes têm direitos inalienáveis que se transferem para novos e emergentes ambientes digitais. Eles incluem:
Direito ao acesso
Todos devem ter o direito de aprender: estudantes tradicionais, estudantes não tradicionais, adultos, crianças e professores, independentemente de gênero, raça, classe social, orientação sexual, situação econômica, nacionalidade, condições físicas em qualquer lugar do mundo. A aprendizagem on-line tem o potencial de garantir que este direito seja uma realidade para uma maior porcentagem da população mundial, algo antes impossível.
Direto à privacidade
A privacidade dos alunos é um direito inalienável, não importando o lugar onde o aluno aprenda, seja física ou virtualmente.
Direito de criar conhecimento público
Aprendizes em comunidades digitais e globais têm o direito de trabalhar, organizar-se em rede e contribuir para o conhecimento público; partilhar suas ideias e seu aprendizado de forma visível e conectada, se assim o desejarem.
Direito à propriedade intelectual
Os estudantes também têm o direito de criar e ter propriedade intelectual e dados associados a sua participação em cursos on-line.
Direito à transparência financeira
Os estudantes têm o direito de saber como a sua participação suporta a saúde financeira do sistema on-line do qual faz parte. Eles têm o direito à justiça, à honestidade e a uma contabilidade financeira transparente. Isso também deve ser verdade para os cursos gratuitos.
Direito à transparência pedagógica
Os estudantes têm o direito de entender os resultados esperados de um programa ou de uma iniciativa on-line.
Direito à qualidade e ao cuidado
Estudantes têm direito ao cuidado, à diligência, comprometimento, honestidade e inovação.
Direito de ter professores excelentes
Todos os alunos precisam de professores reflexivos, facilitadores, mentores e parceiros na aprendizagem; precisam também de ambientes de aprendizagem atentos às suas metas e necessidades específicas.
Direito de ser professor
Em um ambiente on-line, professores não precisam mais ser as únicas autoridades. Em vez disso, devem compartilhar responsabilidades com os alunos.

PRINCÍPIOS
Os pontos que se seguem são os princípios para os quais o aprendizado on-line deveria apontar. O mérito de cursos específicos, programas e iniciativas podem ser julgados pela adesão a esses princípios. Seu sucesso também pode ser medido pelo incentivo a estudantes e professores para que busquem e criem ambientes de aprendizado digital que fortaleçam esses princípios.
Contribuição global
O aprendizado on-line deveria emergir de todo o mundo, não apenas dos EUA e outros países tecnologicamente mais avançados. Os melhores cursos serão globais em design e colaboração, oferecendo perspectivas múltiplas e envolvendo vários países.
Valores
O aprendizado on-line pode servir como um meio para desenvolver habilidades. Ele também pode dar o suporte para o aperfeiçoamento, o envolvimento da comunidade, o desafio intelectual ou a diversão. Todas estas funções são válidas.
Flexibilidade
Os estudantes devem ter opções para o aprendizado on-line. Elas não devem ser apenas uma cópia dos cursos das universidades convencionais.
Aprendizado híbrido
Sem amarras a tempos ou espaços, a aprendizagem on-line deve estar conectada com vários locais do mundo, e não exclusivamente localizada no mundo digital.
Persistência
O processo de aprendizagem acontece ao longo da vida, e não apenas em um período específico. A aprendizagem começa em um playground e, ao longo da vida, continua em outros playgrounds, em espaços individuais e compartilhados de trabalho, em comunidades. A aprendizagem até pode ser avaliada, mas não deve se voltar exclusivamente para a avaliação.
Inovação
As inovações técnicas e pedagógicas devem ser a marca dos melhores ambientes de aprendizagem. O aprendizado on-line deve ser flexível, dinâmico e individualizado, em vez de enlatado ou padronizado.
Avaliação formativa
Os alunos devem ter a oportunidade de rever e reaprender até atingir o nível de domínio desejado em um tema ou uma habilidade. Em termos pedagógicos, isso significa dar ênfase a uma avaliação individualizada e a ser completada em um tempo específico. Da mesma forma, os professores devem usar a avaliação para melhorar suas práticas em sala de aula.
Experimentação
Experimentação deve ser uma base reconhecida e benéfica da aprendizagem on-line. Os alunos devem estar aptos a experimentar um curso e abandoná-lo sem que isso incorra em rótulos pejorativos, tais como insuficiência.
Civilidade
Os cursos devem incentivar a interação e colaboração entre os estudantes, onde quer que isso agregue à experiência de aprendizado. Programas ou iniciativas de aprendizagem on-line têm a responsabilidade de compartilhar contribuições em uma atmosfera de integridade e respeito.
Brincadeira
A educação on-line aberta deve inspirar o inesperado, a experimentação e o questionamento – em outras palavras, incentivar a brincadeira. Brincar permite a familiarização com as coisas novas, o aperfeiçoamento de novas habilidades, a experimentação dos movimentos e, mais importante, abertura para abraçar a mudança – um ponto-chave para o sucesso no século 21.

Fonte: porvir.com

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