Mercado da educação a distância no Brasil: desafios e oportunidades

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Neste ano em que celebra 20 anos desenvolvendo produtos voltados para a tecnologia na educação, a Blackboard reuniu clientes em um encontro que ocorreu em São Paulo, em novembro, para compartilhar resultados e dividir planos para o futuro. Para Lee Blakemore, Presidente da Blackboard Internacional, em duas décadas de história, o principal desafio continua o mesmo: desenvolver produtos e plataformas para centenas de instituições em mais de 90 países, mantendo a tradição de atender a demandas específicas de cada uma delas.

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Lee destacou o crescimento significativo de alunos no país que entram no sistema educacional a distância nos últimos anos, movimento também observado na Índia e na China. “Existem cada vez mais alunos entrando no sistema educacional, e isso é exatamente o que nós almejamos: mais pessoas estudando e buscando completar sua formação. A complexidade das demandas por tecnologia nos impulsionou a criar uma plataforma que hoje tem capacidade para atender cinco vezes mais alunos por instituição”, disse o Presidente da Blackboard Internacional.

“No Brasil, encontramos um grande número de instituições de ensino com dezenas de milhares de alunos, o que é uma situação rara no mundo”, completou, ressaltando que essa característica torna único nosso mercado de ensino.

Dados do Censo da Educação Superior mostram que, enquanto as matrículas para o ensino presencial cresceram 0,26% em 2016, comparado ao ano anterior, a educação a distância (EAD) expandiu 7,25% no mesmo período. O levantamento também mostrou que, em uma década (2006-2016), o número de cursos de graduação (bacharelado, tecnologia e licenciatura) a distância cresceu de 349 cursos para 1.662, um aumento de 376%. Já para os cursos presenciais, o crescimento foi de 48% no mesmo período.

A Blackboard foi uma das precursoras do Learning Management System (LMS) e hoje é a maior fornecedora de serviços de LMS do mundo. Ainda segundo Lee, desafio atual da empresa é criar inovações em cima desse sistema. “Estamos focados em análises, dispositivos móveis e outros tipos de serviços para garantir o sucesso dos nossos estudantes.”

Este ano, por exemplo, a empresa lançou o Blackboard Ally, produto focado em acessibilidade que permite converter todo o conteúdo em vários formatos – incluindo HTML semântico, áudio, ePub e Braille eletrônico –, tornando os materiais acessíveis para estudantes com diferentes habilidades. “Alguns alunos aprendem melhor lendo, outros ouvindo. Portanto, há ritmos e modos diferentes de aprendizado, e precisamos estar atentos a isso”, disse Lee, destacando que a Blackboard é a empresa do setor que mais investe em pesquisa e desenvolvimento. “Temos a melhor tecnologia da indústria”.

Alta conectividade deverá moldar a educação nos próximos 20 anos

“As novas gerações já não vão perceber diferenças entre o offline e o online. Todos estamos – e continuaremos – conectados em tempo integral, com maior velocidade e melhores recursos. Além disso, o aluno do futuro não estará mais dentro de uma sala de aula por horas ouvindo sobre um mesmo tema. Ele buscará estar conectado com o mundo, coletando informações em diferentes plataformas”, afirmou Pavlos Dias, Gerente Nacional da Blackboard no Grupo A Educação.

Ele destacou, ainda, que a educação não tem fronteiras, ou seja, há muita informação disponibilizada em diversos locais. Portanto, uma das responsabilidades do Grupo A é apontar para os alunos os melhores caminhos.

“Como a gente faz para o aluno não ficar perdido nesse oceano de conteúdo? Devemos indicar onde estão os melhores materiais para aprender sobre determinado tema. Esse também é nosso papel”, disse Pavlos.

Dias também apontou que um dos desafios atuais é acompanhar a mudança de comportamento dos alunos. “No próximo ano, os alunos com 18 anos terão nascido em 2000, uma geração que sempre teve acesso a dispositivos móveis e vários outros recursos tecnológicos. É uma geração que não vai mais aceitar estar offline. Já existem escolas onde a educação ocorre 100% online. Esses estudantes vão guiar a maneira como professores e instituições ensinam. Haverá uma divergência, que já vemos agora, entre fazer as coisas da maneira antiga com um aluno que passou a vida inteira com um dispositivo na mão. Isso vai mudar a maneira como oferecemos educação”, conclui Pavlos.

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