7 Dicas para ser um aluno online bem sucedido

Por Kristen Hicks

Certa vez alguns educadores já recusaram a ideia de educação online. Como aulas em um computador poderiam trazer o mesmo benefício para os alunos que as com um professor? Como a tecnologia tem melhorado e as mais conceituadas instituições de ensino têm adotado a aprendizagem online ao longo dos últimos anos, muitas das primeiras críticas têm se mostrado um desafio.

Mais de um terço de todos os estudantes do ensino superior tem pelo menos um de seus cursos online, e mais de 12% estão matriculados exclusivamente em cursos online. Ou seja, estudantes, professores e faculdades estão se acostumando à ideia de educação a distância.

Apesar disso, alguns alunos podem ter dificuldades em estudar em casa, mas apresentamos algumas dicas aqui:

  1. Seja exigente com o curso que escolher

Se você quer ser um aluno bem sucedido, a decisão mais importante a tomar é escolher uma boa escola. Os relatórios universitários online podem ajudar, mas complementá-los com suas pesquisas é bom para se certificar de que a escolha é a mais apropriada.

2. Ter a tecnologia certa

Um computador antigo ou que tenha uma conexão lenta com a internet, pode ter impacto na sua educação online. Desistências são comuns em cursos online quando qualquer dificuldade se torna uma barreira em seu caminho para a graduação – até mesmo algo que possa parecer pequeno como um computador desatualizado. Você também precisa verificar os requisitos técnicos específicos do programa online que você escolher para ter certeza de obter todo o software ou as ferramentas que eles recomendam. Isso fará a diferença e será um bom investimento.

3. Seja organizado em sua rotina

Pode parecer fácil, mas estudar em casa todos os dias é um desafio significativo, especialmente se você está tentando conciliar as aulas com a sua rotina. É preciso elaborar um sistema que garanta que você cumpra as tarefas: pode ser determinar prazos rigorosos ou criar horários de estudo. Também é interessante encontrar um colega ou parceiro que estimule o seu estudo.

4. Descubra quais hábitos de estudo funcionam para você

Assim como na última dica, isso exige bastante treinamento. Preste atenção a que tipos de trabalho e “sistemas de aprendizagem” funcionam para você: ouvir palestras, ler livros, anotar o conteúdo… Identificar o estilo de estudo que lhe dá os melhores resultados vai otimizar seu tempo. Também é importante descobrir onde você pode estudar sem distrações. Se estudar em casa significa lidar com crianças, familiares ou mais tarefas, que tal ir a uma biblioteca ou a um café? Se estudar no meio da tarde faz com que você se distraia com outras atividades, você pode estudar a noite. Trate isso como um trabalho e informe as pessoas a sua volta para que tratem da mesma forma.

 

5. Colabore com outros estudantes

Muitas faculdades oferecem ferramentas que incentivam a colaboração entre os alunos online, mas os alunos também podem criar grupos de estudo ou espaços online para se comunicarem entre si. Tenha em mente a importância da interação com outros estudantes: além da troca de conteúdo, podem ser ótimos contatos profissionais.

6. Esteja disposto a pedir ajuda

A maioria das faculdades se esforçam para dar o apoio necessário aos alunos. Se você está tendo dificuldades, fale com o professor. Se precisar de ajuda para além do que seu professor pode fornecer, veja as outras opções oferecidas. Ajudar os alunos a aprender é a meta nº 1 de cada faculdade e todas possuem uma estrutura para garantir que esse objetivo seja alcançado. Lembre-se: se você está tendo problemas, peça ajuda!

7. Faça pausas

Cuide para manter as metas e os prazos, mas não se sinta culpado por precisar fazer uma pausa – e nem ver isso como um “bônus”, isto é uma necessidade. Ter uma pausa de vez em quando vai te ajudar a ficar mais focado no resto do tempo. É interessante até mesmo colocar este tempo em sua rotina ou definir um alarme para se certificar de que você não vai esquecer de descansar.

O sucesso do aluno depende da existência de bons professores e cursos. Mas a maior parte depende dele mesmo. Se você descobrir um sistema de estudo que funciona e cumpri-lo, você terá sucesso como um estudante online. É importante perceber que, se estudar em casa é muito difícil para você, você pode ser alguém que se encaixe melhor em aulas presenciais. Esteja disposto a mudar se isso for melhor para você!

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Os seis pilares da inovação no Blackboard

Mark Strassman

Estou na Blackboard pouco mais de dois anos, já que ingressei no verão de 2013. Quando eu comecei, a Blackboard já havia construído uma empresa de enorme sucesso com os melhores produtos do mundo para a K-12, ao ensino superior e instituições empresariais e governamentais. Fiquei impressionado com o quão apaixonada e comprometida a equipe era com os nosso clientes e como buscavam melhorar a forma como a educação é entregue.

Ao mesmo tempo, nossos produtos tinham sido projetados, desenvolvidos e vendidos separadamente. Por exemplo, a  Blackboard liderou o mercado em muitas categorias e, de fato, popularizou o Learning Management System (LMS) e continuamos a liderar o mercado com nossos produtos de LMS e Moodle, adicionando mais e mais funcionalidade para os usuários mais fervorosos e fiéis. Além disso, a Blackboard também criou um “Dilema Inovador”, onde servimos nossos clientes X com foco nas necessidades emergentes do usuários: a crescente demanda de alunos que usam nossos produtos todos os dias. Parte de nossa jornada nos últimos dois anos tem sido a de continuar a apoiar o administrador de TI e o usuário, enquanto reorientamos a empresa para servir um adicional e, possivelmente, o público mais importante, o estudante.

Desde 2013, transformamos a Blackboard e nossos produtos para impulsionar a inovação que atende às novas necessidades.

Esta transformação tem se concentrado em seis pilares fundamentais:

1) Concentre-se no aluno

Alunos de hoje estão imersos em tecnologia. Eles cresceram com ela e têm um conjunto diferente de expectativas e necessidades. Querem, cada vez mais, opções flexíveis e que o investimento em sua experiência educacional seja positivo. Querem e precisam de uma experiência integrada, holística e sempre online. Com quase 100 milhões de alunos que utilizam nosso software, a Blackboard precisava dar um passo atrás e olhar para a forma de trazer a nossa tecnologia em conjunto com a experiência educacional para esses usuários. Ao mudar drasticamente o nosso foco para as necessidades dos alunos estamos criando experiências de consumo que os alunos querem nas plataformas e dispositivos onde eles “vivem”.

2) Comprometer-se a apoiar o novo aluno em toda a sua jornada

A aprendizagem não está vinculada a um limite de idade, status socioeconômico ou aos limites de uma instituição. Assim, a tecnologia e o conteúdo que oferecem aprendizagem “a qualquer hora, em qualquer lugar”, o ensino deve estar sempre disponível para o aluno. A Blackboard tem fornecido soluções em K-12, Ensino Superior e em ambientes de aprendizagem corporativo e no governo por um longo tempo. Agora estamos nos concentrando em unir essas experiências, permitindo e possibilitando a participação em todos os segmentos e entre as instituições, convidando o aluno participar, envolvendo e melhorando sua experiência de aprendizagem. Ao mesmo tempo, estamos permitindo que os alunos tragam suas identidades, perfis, competências, experiências e conteúdo ao longo de sua jornada de aprendizagem ao longo da vida.

3) Construir experiências para os usuário que respondam às necessidades emocionais dos alunos

Juntamente com a ênfase no aluno, estamos usando práticas centradas em design thinking e mudar a nossa cultura para se concentrar nas experiências dos alunos. Estamos indo ao encontro do que usam em tecnologia, educação e, mais importante, suas necessidades emocionais, criando soluções que sejam fáceis, intuitivas e divertidas. Líder de design da Blackboard, Jon Kolko, defendeu os benefícios do design thinking para reimaginar a educação. Agora estamos “abraçando” isso como um diferencial e uma maneira de mudar a nossa cultura de tal forma para atender os alunos e construir soluções para atender às suas necessidades.

4) Criar fluxos de trabalho, não produtos

A Blackboard construiu e adquiriu o melhor portfólio de produtos em educação tecnológica. Até pouco tempo, todos eles foram projetados e construídos separadamente – apesar do fato de que a maioria dos nossos clientes utilizam e possuem mais de um de nossos produtos. Nós achamos que facilitaria integrar todos eles para criar um fluxo de trabalho contínuo. Então, nós nos propusemos a fazer exatamente isso – o que resultou na Novo Experiência de Aprendizagem (NEA). Agora, nós investimos nosso tempo resolvendo os fluxos de trabalho de educação holística e como as combinações de tecnologias de toda a Blackboard podem gerar melhores experiências para os alunos e as instituições que o utilizam.

5) “Forneça” um ambiente acessível, atualizado e online

Fato pouco conhecido: a maioria dos produtos da Blackboard tem sua base na nuvem. Oferecemos uma gama de opções e mais flexibilidade para aqueles que utilizam nossas soluções Blackboard. Por quê? Porque um tamanho “limitado” não serve para todos no sistema educacional complexo de hoje e queremos garantir que cada cliente tenha a qualidade, confiabilidade e, continuamente, a entrega de inovação para os alunos que utilizam as nossas ferramentas.

6) Integrando dados e análises

Com dezenas de milhões de usuários utilizando dezenas de produtos, a Blackboard utiliza uma base de dados para ajudar os alunos a melhorarem seus resultados. Temos, tradicionalmente, focado em análises em nossos sistemas – o Bb Analytics, por exemplo, é a solução líder hoje para ajudar as instituições a analisarem e compartilharem informações. Acreditamos que há muito mais a realizar quando nos integramos e olhamos através dos dados de todos estes sistemas e domínios juntos.

Durante o ano passado, enviamos novos produtos e soluções que proporcionam a implantação destes seis pilares fundamentais. Isso me deixa muito orgulhoso. Estamos verdadeiramente cumprindo o que estamos chamando de Nova Experiência de Aprendizagem, construindo sobre estes pilares para promover uma maior colaboração, interação e aprendizagem de qualidade. Acreditamos que através da entrega de tecnologia, serviços e recursos de dados de ponta, nós podemos ajudar a fazer a diferença na satisfação das necessidades dos alunos e dirigir seu sucesso.

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Sendo on-line, sendo digital

Peter Stokes*

Levou décadas, mas a tecnologia educacional está finalmente começando a mudar a maneira como pensamos sobre a própria educação – e não apenas a nossa maneira de entregá-la.

Vinte e quatro anos atrás, ensinei meu primeiro curso de escrita em uma sala de aula, equipada com 25 computadores. Naqueles dias a aprendizagem on-line foi uma experimentação – vimos o que a nova tecnologia poderia fazer. Logo, porém, a aprendizagem on-line deixou de ser um “meio” e se tornou um “fim”, como forma de expansão do mercado e rápido crescimento.

Hoje em dia, vemos milhões de alunos que buscam ensino totalmente on-line. Isso, de alguma forma, ressalta o fato de que a aprendizagem on-line é um campo estabelecido e está amadurecendo.

Isto pode explicar, em parte, porque o campo está começando a falar em novas formas e como as instituições estão se envolvendo mais, implantando uma número cada vez maior de tecnologias, como os cientistas de aprendizagem obtém novos dados capturados por estas tecnologias e como as estruturas organizacionais de aprendizagem on-line operam.

Se a era da aprendizagem on-line nas duas décadas passadas foi em grande medida sobre o crescimento da receita, o momento atual é de novidade.

As provas desta mudança podem ser vistas em uma mudança sutil na forma como falamos sobre isso. Onde uma vez falamos de forma consistente sobre “aprendizagem on-line,” agora, mais e mais vezes, escuto líderes do ensino superior falando sobre “estratégia digital” – uma mudança na terminologia que, creio eu, mostra uma mudança significativa na forma como estamos pensando a utilização das tecnologias de aprendizagem.

Como Claudia Urrea, professor no recém-criado Escritório de Aprendizagem Digital do MIT, me disse: “Não é mais sobre a colocação de conteúdos on-line apenas, mas uma oportunidade para repensar a aprendizagem”.

Kevin Bell, que atua como diretor executivo para o desenvolvimento do currículo on-line e implantação da Universidade Northeastern, fala com mais ênfase: “É preciso que haja uma estratégia digital para cursos presenciais também”.

Curiosamente, os dois foram responsáveis por realinhar suas estruturas organizacionais no mundo digital. O Escritório de Aprendizagem Digital do MIT, liderada por Dean Sanjay Sarma, é uma organização relativamente nova que estabeleceu iniciativas como o OpenCourseWare, fundado há mais de 15 anos, o MITX, lançado em 2012 e o precursor do MIT colaboração com Harvard, chamado EDX – mas que só agora foi “divulgada”.

Demais instituições estão se reorganizando, acrescentando novas camadas de gestão e governança para supervisionar e harmonizar as diversas “explorações digitais”.

Em 2014, James Devaney entrou para a Universidade de Michigan como vice-reitor adjunto de educação digital e inovação, com o objectivo explícito de modificar os serviços de seu escritório “obsoleto – no bom sentido. “Gostaria de ver a palavra ‘digital’ removida do nosso nome da unidade”, contou.

Uma maneira de explicar essa mudança de pensamento é a crescente consciência do potencial das tecnologias educacionais para melhorar o ensino e a aprendizagem em geral e reforçar o valor que as faculdades e as universidades estão oferecendo.

“Eu vejo a mudança não como de on-line para digital”, disse Eddie Maloney, diretor-executivo para novos modelos de aprendizagem e bolsa de estudos na Universidade de Georgetown, “mas como uma mudança de currículo orientado a conteúdo ou orientado a faculdade para um projeto e currículo avaliado. É realmente um foco crescente na aprendizagem”.

Claro, isso não quer dizer que não existam instituições lá fora, ainda querendo aumentar a receita através da apresentação de programas on-line. E até mesmo instituições como Harvard estão tentando gerar renda a partir de iniciativas como HBX, uma iniciativa da Harvard Business School, com seus cursos on-line em fundamentos do negócio de segmentação. Southern New Hampshire University e Champlain College, para citar apenas dois exemplos, criaram intencionalmente uma separação orgânica entre o seu campus e atividades de aprendizagem on-line.

Na medida em que esta mudança de ênfase da aprendizagem on-line para a estratégia digital pode produzir programas sustentáveis ​​de melhor qualidade, podemos esperar ver mais instituições perseguir o caminho do projeto de aprendizagem informada pela experimentação digital.

Embora ainda seja muito cedo para dizer com certeza se essa mudança será duradoura, devemos esperar para ver evidências. Como Devaney disse: “Eu acho que nós vamos saber se esta mudança é real quando vermos mais instituições se diferenciando desta maneira”.

Kathleen Ives, diretora executiva do Learning Consortium on-line, concorda, ressaltando que “O digital está se tornando mainstream. Mas para uma instituição ter sucesso, isso tem que ser parte de sua visão e missão, além de permear toda a sua organização”.

Em outras palavras, a mudança para a estratégia digital só será significativa se permitir que as instituições não só pensem e ensinem de forma diferente, mas também mostrem de forma mais eficaz quem eles são e quais seus diferenciais.
Peter Stokes é diretor-gerente na prática de ensino superior no Huron Consulting Group.

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Pais não olhem para o outro lado

Lisa Nielsen

“A maioria dos homens prefere negar uma verdade dura a enfrentá-la”
– George R. R. Martin, Game of Thrones

Os seres humanos vêm equipados com um mecanismo de defesa primitivo destinado a reduzir a ansiedade: “Se eu ignorá-lo, ele vai embora”. Muito humano, muito natural e muito compreensível. Todos nós fazemos isso. Isso pode até ter alguma vantagem evolutiva. Afinal, isso pode baixar a pressão sanguínea e manter o stress sob o controle.
Mas os problemas têm uma dinâmica própria: eles só pioram quando são ignorados.

Quando não enfrentamos a verdade por ela ser assustadora e nos perturbar, a movemos para um lugar chamado “negação”. Mas as emoções têm pouco a ver com a lógica. Se a negação é um pequeno quarto escuro, junte forças e entrente a verdade buscando a luz do dia. Mas a negação é onde alguns pais estão vivendo. Eles estão olhando para o outro lado, ignorando problemas ou pior, justificando-os.

Acho que é compreensível. Pais de todo o país são confrontados com a realidade de que o sistema de ensino no qual eles colocaram sua fé, pode ter falhas que não estão sendo corrigidas – e isso os leva a crer que estão perdendo o controle. Esta é uma realidade difícil de enfrentar e deve transformar o mundo de qualquer pai de cabeça para baixo. Então, esses pais às vezes se tornam distantes, se fechando nos “quartos da negação”.

Esta é exatamente a realidade que a mãe Christine Dougherty, de Nova York, teve que enfrentar depois que seu filho de 12 anos de idade, Joseph, “foi obrigado” a fazer alguns testes padronizados em sua escola. Christine pediu que a escola exercesse a aprendizagem de forma mais significativa. Apesar de seus desejos, Joseph foi intimidado pelo diretor Thomas Joseph Capone e forçado a fazer o teste. Alguns professores até chamaram o menino de “fresco” por não seguir suas ordens e fazer o que foi dito.

Christine não estava vivendo a “fase” da negação e não foi dissuadida. Ela se impôs e fez tudo que podia para que os desejos de seu filho fossem concedidos. Infelizmente, nem todos os pais são tão corajosos, fortes ou capazes de encarar os fatos como Christine fez. Em vez disso, quando ouviram da situação, alguns entraram em um estado de negação. Eles foram atrás desta mãe e defenderam o diretor da escola em vez de olhar para os fatos.

Houve também uma explosão de tweets por administradores, professores e pais, todos chocados com as ações do líder desta escola. Felizmente, muitos cidadãos são guiados por uma bússola moral que coloca os direitos das crianças em primeiro lugar: eles não toleraram as ações do diretor.

Infelizmente, vários dos pais da escola se sentiram confortáveis em seu estado de negação, criaram uma página no Facebook contra a mãe e a favor do agressor. O que eles não perceberam foi que, em vez do apoio esperado, eles receberam uma enxurrada de comentários daqueles que apoiaram a mãe e não concordaram com estes pais ou com o diretor responsável.

Essas táticas são compreensíveis quando você leva em consideração que eles foram feitos por pessoas que não têm nenhuma intenção de desistir de seu estado de negação.

 

Os pais, como os que se levantaram contra esta mãe representam um segmento infeliz de nossa população que perdeu a fé em si mesmo ou outros pais que decidem o que é melhor para os seus próprios filhos.

Chegamos a um ponto onde muitos pais estão dispostos a entregar seus filhos a uma instituição para criá-los, mesmo quando é claro que imposições como estes testes estão prejudicando as crianças.

Há pais que ignoram a verdade, em vez de reconhecer o mal que está acontecendo com as crianças nas escolas. E há um nome para o que eles estão fazendo: negação, o que significa escolher uma realidade alternativa como forma de evitar uma verdade incômoda.

E aqui está o detalhe: muito da educação tradicional, como a conhecemos hoje, não é bom para as crianças. Muitas das práticas que todos nós conhecemos e vivemos não é o melhor para os nossos filhos. E isso é muito difícil de enfrentar!

“A mente humana não é um lugar terrivelmente lógico ou coerente. A maioria das pessoas, dada a escolha de enfrentar uma verdade hedionda e aterrorizante ou evitá-la convenientemente, escolhem a conveniência e paz de normalidade”

Jim Butcher

Os pais foram doutrinados por um sistema que diz: faça o que eu disse. Deixem as suas crianças e os direitos dos pais na porta. Eles foram condicionados para não confiar em si mesmos ou em seus instintos quando se trata de seus filhos. Eles aceitaram que (como foi compartilhado na página do Facebook e em comentários do blog), “os melhores interesses de seus filhos são deixados para os especialistas”.

Pais, e não funcionários do governo ou empresas, têm os melhores interesses de seus filhos no coração. Lute para proteger seus filhos! Proteger o seu filho é um direito seu.

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3 Coisas que eu aprendi com 150 líderes universitários na Casa Branca

 

*Katie Blot

Há uma filosofia que eu e minha equipe aqui no Blackboard vivemos para “implementar”: colocar os alunos no centro do ensino. Ele dirige tudo, desde a forma como fazemos nossos negócios, até a forma como concebemos os nossos produtos.

Então, quando eu tive a oportunidade de conversar com 150 líderes universitários de todos os Estados Unidos na Casa Branca e na Câmara de Comércio, fiquei bastante entusiasmada.

Alguns alunos estavam envolvidos em atividades muito além das que nós lidamos quando eu era líder do corpo discente. Eles fizeram perguntas sobre regulamentos de ajuda financeira e negociações comerciais. Além disso, falaram sobre como combater a violência sexual no campus com tanta paixão sobre o tema e com convicção de que eles podem ser a mudança.

E enquanto o dia foi sendo preenchido com amplas conversas, o que foi excepcionalmente esclarecedor para mim foi o tempo em que todos passaram focados na força de trabalho. Os alunos tinham pedido que este fosse um tema abordado, já que todos estão preocupados em melhorar seu plano de carreira. Nessas discussões, incluindo um painel na Câmara de Comércio, emergiram três temas.

1. Os alunos não estão construindo as habilidades sociais de que precisam para entrar com confiança no mercado de trabalho.

Ouvi isso de um dos líderes dos estudantes… Todos estavam muito interessados ​​em descobrir novas maneiras para que as escolas pudessem auxiliá-los neste assunto. Eles foram incentivados pelo pensamento de que habilidades sociais podem ser desenvolvidas através de uma combinação de atividades curriculares e extra-curriculares e capacitados pela idéia de que eles devem impor esta necessidade. Na minha opinião, não deve existir uma única comissão no campus que não tenha representação estudantil.

2. Os estudantes universitários estão preocupados com duas coisas: conseguir um emprego e pagar seus estudos.

Ok, isto definitivamente não é inesperado. Mas o que foi surpreendente foi a maneira que os líderes estudantis falaram sobre estas questões. O nível de ansiedade deste grupo era muito grande – e o muitos estudantes que, aparentemente, estavam em situações muito boas e com um bom caminho para formar uma carreira depois da faculdade, são tão ansiosos como qualquer um dos que já precisam trabalhar para pagar os estudos.

Falamos um pouco sobre o potencial da tecnologia para nos ajudar a reduzir o déficit de competências no aumento do acesso à educação de qualidade. O que realmente me surpreendeu nesta conversa é a maneira poderosa como a tecnologia pode impactar na carreira e na transformação dos serviços. Em vez de currículo clássicos, a tecnologia pode atuar como um meio de criar portfolios de aprendizagem ao longo da vida que mostram não apenas realizações acadêmicas e experiências, mas também trabalham habilidades, competências e conhecimentos. Isso também permite que os conselheiros de carreira passem mais tempo ajudando os estudantes a determinar este caminho.

3. Os estudantes querem experimentar o mundo ‘The Office’ além do programa de TV

Além das questões já mencionadas de se sentir despreparado com as habilidades que eles precisam para ter sucesso em um ambiente de trabalho, os alunos também se deparam com um mundo real desconhecido e assustador: o que é, na verdade, um escritório? Será que eu realmente quero trabalhar em um local assim?

Marvin, presidente do corpo estudantil da Kent State University, nos disse que muitos de seus colegas têm pais que nunca trabalharam em um ambiente como o de um escritório. “O famoso ‘leve seu filho no trabalho’”, Marvin nos disse, “nunca existiu para essas pessoas”.

O relacionamento mais crítico, a fim de eliminar essa barreira é o entre empregador e instituição. Claro, precisamos destas pontes para trabalhar melhor as experiências que estamos oferecendo e as habilidades que estamos construindo para o que o mercado de trabalho necessita. Mas também precisamos deles para que possamos dar aos alunos o verdadeiro percurso de sua carreira. Desta forma, podemos ter menos pessoas gastando tempo e dinheiro em um caminho que não levá-los para onde eles realmente querem ir. Assim, junto com o alinhamento sobre os resultados, precisamos de empregadores envolvidos em mostrar a realidade do trabalho para os alunos esperam por este momento.

Este foi um dia esclarecedor para mim, mas continuo a pensar muito sobre a conexão entre a educação formal e a progressão na carreira.

*Katie lidera os Serviços de Educação da Blackboard, fornecendo consultoria e serviços para estudantes e organizações em todo o mundo, capacitando-os para prever, preparar e realizar o futuro da educação. Katie orienta uma equipe de mais de 1000 pessoas para gerar novas oportunidades de mercado, desenvolver a capacidade organizacional e a excelência operacional. Este relato mostra a realidade “americana” do ensino e a preocupação de seus estudantes, mas podemos ver semelhanças, adaptar e aplicar algumas atitudes e planejamento para a realidade brasileira.

 

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