Abertas as inscrições para prêmio sobre tecnologia social

Certificar, premiar e difundir tecnologias sociais já aplicadas e ainda em atividade, em âmbito local, regional ou nacional, que se constituam em efetivas soluções para questões relativas a água, alimentação, educação, energia, geração de renda, habitação, meio ambiente e saúde. Esse é o objetivo do 8º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, que está com inscrições abertas até 31 de maio.

Uma parceria entre a Petrobras, a Unesco e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o prêmio distribuirá ao todo R$ 600 mil, sendo R$ 50 mil para as iniciativas vencedoras em cada uma das seis categorias e mais R$ 25 mil para cada uma das outras duas finalistas de cada categoria.

Quem pode participar

Podem participar as instituições sem fins lucrativos, legalmente constituídas no país, de direito público ou privado, como cooperativas, organizações não governamentais (ONGs), prefeituras, associações, fundações, institutos de pesquisa e universidades.

As seis categorias do Prêmio são: Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária; Juventude; Mulheres; Gestores Públicos; Universidades e Instituições de Ensino e Pesquisa e a mais recente, Meios Urbanos.

A inscrição pode ser feita aqui no site da Fundação Banco do Brasil.

Via: Portal Aprendiz

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Educadores trocam informações pelas redes sociais

Com 65 milhões de pessoas, o Brasil está em segundo lugar no ranking de usuários do Facebook, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Pelo menos é o que aponta os dados divulgados no início do ano pela SocialBakers, agência especializada em análise dessas mídias.

Na contramão da ligeira tendência de queda registrada no resto do mundo, o tempo gasto pelos brasileiros interagindo virtualmente nessa rede mais que triplicou em 2012, de acordo com outra pesquisa, da consultoria comScore.

O cenário denominado pelo filósofo francês Pierre Levy de a “quarta revolução da comunicação” cada vez mais faz parte da nossa realidade. Sua característica principal é o acesso praticamente irrestrito à informação. Nesse contexto, um dos papéis essenciais do educador é ajudar os alunos a desenvolver competências que permitam a eles distinguir o que tem qualidade em meio à avalanche de dados. Outra habilidade a ser ensinada é a de como transformar tudo isso em conhecimento construí-do de forma autônoma e colaborativa.

Muitas barreiras

Ainda há muitas barreiras no processo de introdução das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na escola. A pesquisadora argentina Delia Lerner lembra, no artigo La Incorporación de las TIC em el Aula. Un Desafio para las Práticas Escolares de Lectura y Escrita, que, 40 anos após a difusão das calculadoras de bolso, ainda há docentes que preferem não usá-las na aula e consideram que elas substituiriam o que os alunos têm de aprender: a resolução de contas. Então, uma das maiores dificuldades dos educadores em incorporar a tecnologia é o fato de ela mudar o que deve ser ensinado. Se antes era a conta, por exemplo, hoje é tomar decisões na resolução de problemas. “A internet tem o potencial de ampliar as possibilidades de comunicação para o professor”, destaca.

Trocar e-mails com seus alunos e expandir o aprendizado para fora do horário das aulas são apenas algumas das possibilidades do educador. Mas, além disso, a atuação online é uma maneira de vencer o isolamento e usar grupos, fóruns e plataformas virtuais para uma intensa troca de ideias entre educadores que estão em escolas distantes. Em alguns casos, até o diálogo com universidades tem sido realizado com mais facilidade. Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, professora do Programa de Pós-graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ressalta que a própria tecnologia pode ser a parceira que faltava para vencer o receio inicial ao possibilitar que a preparação dos docentes para esses desafios seja feita com a socialização, nas redes, das práticas dos participantes.

Segundo César Nunes, do Núcleo de Pesquisa sobre Inovação Curricular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a interação, autoria e construção coletiva são atitudes estimuladas pelo uso das redes sociais para fins pedagógicos. Nesse contexto, têm sido observados dois modelos no uso das redes por educadores: a reunião espontânea de docentes em comunidades para compartilhar experiências e debater questões de suas áreas de atuação e a criação de ambientes institucionalizados, adotados por escolas ou redes de ensino.

Via: Revista Escola/Abril

 

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Confira um guia com dicas para usar bem a tecnologia em sala de aula

Muitos educadores entendem a importância de utilizar a tecnologia em sala de aula, mas algumas vezes possuem diversos questionamentos de como introduzí-la da melhor forma. Existem recomendações gerais para utilizar os recursos em sala, mas os resultados são melhores quando é considerada a didática específica de cada área. Com o auxílio de 17 especialistas, foi construída algumas dicas que ajudam a mostrar quando e como computadores, internet, celulares e companhia são fundamentais para aprender mais e melhor. Confira:

O INÍCIO – Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.

O CURRÍCULO – No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.

O FUNDAMENTAL – Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.

O ESPECÍFICO – Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.

A AMPLIAÇÃO – Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções.

O AUTODIDATISMO – A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.

A RESPONSABILIDADE – Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.

A SEGURANÇA – Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.

A PARCERIA – Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma.

Via: Revista Escola/Abril

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A presença da tecnologia na alfabetização

Antigamente, quando pensávamos em escrever o que vinha em mente, era sempre o lápis e o papel, não importando se você estava na escola ou fora dela.

Com o tempo, essa associação foi se amplificando e passaram a surgir as máquinas de datilografar e depois, os computadores começaram a invadir os mais diversos ambientes, menos as salas de aula. Como assim? Se equipamentos desse tipo fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas, não há porque ignorá-los em atividades de alfabetização. Felizmente, há sinais que isso vai mudar devido à informatização das escolas.

Computador nas escolas

Conforme dados do Ministério da Educação (MEC), há dez anos, 16% das escolas tinham computador para uso dos alunos e 12% contavam com acesso à internet (só na opção discada). Em 2012, eram 57% com micros para uso didático, 52% deles conectados à rede. O recurso deve chegar a todas as escolas nos próximos anos, razão para que você esteja preparado para usá-lo da melhor forma.

Há um ponto que é necessário destacar: a presença da tecnologia não é garantia de aprendizagem. Não bastam laptops à disposição na sala, por exemplo, se eles só são usados para jogos – esses aplicativos certamente chamam a atenção da meninada, mas poucos proporcionam desafios e reflexões sobre a leitura e a escrita. Mesmo quem não sabe ler e escrever, acredite, pode enfrentar o computador em atividades com foco na alfabetização. Afinal, muitas crianças aprendem as letras em um teclado e todas podem usá-lo para grafar palavras da maneira que sabem, mesmo que não seja convencionalmente.

Os recursos tecnológicos não são a salvação para o déficit do conhecimento em leitura e escrita, conforme afirma Emilia Ferreiro, psicolinguista argentina radicada no México. Para ela, no entanto, com a ajuda deles ocorrem práticas que levam à alfabetização “que corresponde ao nosso espaço e tempo”.

“Com o bom uso da tecnologia, aliado aos outros recursos, a criança tem mais uma possibilidade de entrar em contato com os desafios dessa fase”, afirma Nanci Folena Pereira Sousa, chefe da Seção de Laboratório e Educação Tecnológica da prefeitura de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. As possibilidades são muitas. Programas como jogos, o Word e o PowerPoint, e equipamentos como a lousa digital e o Datashow, além da internet, são ótimas ferramentas que podem contribuir  para uma alfabetização adequada aos dias de hoje.

Via: Revista Escola/Abril

 

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Projeto leva tecnologia a escolas públicas e privadas

A vontade de resolver os problemas na educação em escolas públicas e privadas levou os sócios Bruna Waitman e Alexandre Sayad a inventarem o Media Education Lab (MEL) em 2013. O projeto tem por objetivo principal aproximar a educação do mundo real e estimula a experimentação. “Queremos tornar a educação mais interessante e dar mais sentido à ela.”, explica Bruna.

“Em 2005, quando eu estava na escola, teve uma espécie de concurso para criar soluções que impactassem o bairro. Junto com quatro amigos, criei um projeto em que alunos voluntários contribuíam para alfabetização de funcionários de limpeza da escola. Nós assistíamos à Central do Brasil e, no final, ajudávamos todos a escrever cartas, por exemplo. Fomos finalistas”, lembra.

Como finalistas, Bruna e seu grupo participaram de uma série de formações para implementar o projeto. Um dos educadores responsáveis pela capacitação era o jornalista Alexandre Sayad, que na época já desenvolvia projetos inovadores na educação. Eles se encontraram anos depois e Alexandre a convidou para participar de seus projetos. “Começamos um exercício para ver o que os projetos já existentes tinham em comum e o que podíamos criar de novo. A tecnologia apareceu como um elemento chave. Pensamos em propor vivências para professores se apropriarem da tecnologia para potencializar o trabalho feito em sala de aula”, explica Bruna.

Mais de 30 projetos nasceram no MEL, desde professores que nem imaginavam que a tecnologia poderia ser usada para melhorar o ensino à estudantes que têm vontade de criar aplicativos para ajudar a melhorar o mundo. Desta forma, a iniciativa reúne vários atores que estão interessados em fazer acontecer. Um ponto de encontro do MEL é a Escola São Paulo de Economia Criativa, local onde foi criado um laboratório itinerante. “O espaço funciona como um co-studing e pessoas de todas as idades frequentam. Já vi casos de um garoto de 9 anos que queria criar um aplicativo e de um senhor de 89 que me contou que estava desacreditado da juventude mas que saiu revigorado de lá. Isso nos alegra muito,fazemos muitas conexões. A gente acredita que essa mistura de diferentes idades é muito proveitosa”, ressalta a Diretora de Novos Negócios do MEL.

A ideia do MEL é oferecer um espaço, gratuito e aberto a todos, que sirva para trocas e criação de projetos, como um “faça você mesmo”, de prototipação. Segundo Bruna, os estudantes têm muitas ideias e às vezes na escola não tem tempo nem espaço para colocá-las em prática. E tem gente criando aplicativo, webséries, documentário, projetos de todos os tipos e formatos. Além disso, o MEL tem atuações voluntárias como palestras gratuitas em escolas públicas ou como no apoio a criação e implementação do Festival Educação, criado para dar voz aos estudantes de todo o Brasil.

A empreendedora conta que a metodologia do MEL que mistura cocriação e design thinking e é baseada em momentos de inspiração com pessoas que têm trajetórias empreendedoras e criativas pode ser super customizada. “Cada escola ou grupo tem uma vivência única. É possível fazer formações que durem dois encontros ou até um ano”.

Um dos maiores indicadores de sucesso são os projetos que nascem a partir das vivências feitas pelo MEL. Atualmente, o MEL tem projetos em mais de 10 escolas e Ongs. Recentemente, o projeto também foi convidado pela Unesco para ser o braço na América Latina para uma publicação sobre mídia-alfabetização.“Nós temos muitos projetos de uso das novas mídias a favor do aprendizado. A educação está mudando e o professor pode usar a mídia para potencializar o trabalho dele. A tecnologia tem que ser um meio e não um fim”, diz Bruna.

Fonte: Social Good Brasil

 

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