A presença da tecnologia na alfabetização

Antigamente, quando pensávamos em escrever o que vinha em mente, era sempre o lápis e o papel, não importando se você estava na escola ou fora dela.

Com o tempo, essa associação foi se amplificando e passaram a surgir as máquinas de datilografar e depois, os computadores começaram a invadir os mais diversos ambientes, menos as salas de aula. Como assim? Se equipamentos desse tipo fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas, não há porque ignorá-los em atividades de alfabetização. Felizmente, há sinais que isso vai mudar devido à informatização das escolas.

Computador nas escolas

Conforme dados do Ministério da Educação (MEC), há dez anos, 16% das escolas tinham computador para uso dos alunos e 12% contavam com acesso à internet (só na opção discada). Em 2012, eram 57% com micros para uso didático, 52% deles conectados à rede. O recurso deve chegar a todas as escolas nos próximos anos, razão para que você esteja preparado para usá-lo da melhor forma.

Há um ponto que é necessário destacar: a presença da tecnologia não é garantia de aprendizagem. Não bastam laptops à disposição na sala, por exemplo, se eles só são usados para jogos – esses aplicativos certamente chamam a atenção da meninada, mas poucos proporcionam desafios e reflexões sobre a leitura e a escrita. Mesmo quem não sabe ler e escrever, acredite, pode enfrentar o computador em atividades com foco na alfabetização. Afinal, muitas crianças aprendem as letras em um teclado e todas podem usá-lo para grafar palavras da maneira que sabem, mesmo que não seja convencionalmente.

Os recursos tecnológicos não são a salvação para o déficit do conhecimento em leitura e escrita, conforme afirma Emilia Ferreiro, psicolinguista argentina radicada no México. Para ela, no entanto, com a ajuda deles ocorrem práticas que levam à alfabetização “que corresponde ao nosso espaço e tempo”.

“Com o bom uso da tecnologia, aliado aos outros recursos, a criança tem mais uma possibilidade de entrar em contato com os desafios dessa fase”, afirma Nanci Folena Pereira Sousa, chefe da Seção de Laboratório e Educação Tecnológica da prefeitura de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. As possibilidades são muitas. Programas como jogos, o Word e o PowerPoint, e equipamentos como a lousa digital e o Datashow, além da internet, são ótimas ferramentas que podem contribuir  para uma alfabetização adequada aos dias de hoje.

Via: Revista Escola/Abril

 

FAÇA UM COMENTÁRIO

Projeto leva tecnologia a escolas públicas e privadas

A vontade de resolver os problemas na educação em escolas públicas e privadas levou os sócios Bruna Waitman e Alexandre Sayad a inventarem o Media Education Lab (MEL) em 2013. O projeto tem por objetivo principal aproximar a educação do mundo real e estimula a experimentação. “Queremos tornar a educação mais interessante e dar mais sentido à ela.”, explica Bruna.

“Em 2005, quando eu estava na escola, teve uma espécie de concurso para criar soluções que impactassem o bairro. Junto com quatro amigos, criei um projeto em que alunos voluntários contribuíam para alfabetização de funcionários de limpeza da escola. Nós assistíamos à Central do Brasil e, no final, ajudávamos todos a escrever cartas, por exemplo. Fomos finalistas”, lembra.

Como finalistas, Bruna e seu grupo participaram de uma série de formações para implementar o projeto. Um dos educadores responsáveis pela capacitação era o jornalista Alexandre Sayad, que na época já desenvolvia projetos inovadores na educação. Eles se encontraram anos depois e Alexandre a convidou para participar de seus projetos. “Começamos um exercício para ver o que os projetos já existentes tinham em comum e o que podíamos criar de novo. A tecnologia apareceu como um elemento chave. Pensamos em propor vivências para professores se apropriarem da tecnologia para potencializar o trabalho feito em sala de aula”, explica Bruna.

Mais de 30 projetos nasceram no MEL, desde professores que nem imaginavam que a tecnologia poderia ser usada para melhorar o ensino à estudantes que têm vontade de criar aplicativos para ajudar a melhorar o mundo. Desta forma, a iniciativa reúne vários atores que estão interessados em fazer acontecer. Um ponto de encontro do MEL é a Escola São Paulo de Economia Criativa, local onde foi criado um laboratório itinerante. “O espaço funciona como um co-studing e pessoas de todas as idades frequentam. Já vi casos de um garoto de 9 anos que queria criar um aplicativo e de um senhor de 89 que me contou que estava desacreditado da juventude mas que saiu revigorado de lá. Isso nos alegra muito,fazemos muitas conexões. A gente acredita que essa mistura de diferentes idades é muito proveitosa”, ressalta a Diretora de Novos Negócios do MEL.

A ideia do MEL é oferecer um espaço, gratuito e aberto a todos, que sirva para trocas e criação de projetos, como um “faça você mesmo”, de prototipação. Segundo Bruna, os estudantes têm muitas ideias e às vezes na escola não tem tempo nem espaço para colocá-las em prática. E tem gente criando aplicativo, webséries, documentário, projetos de todos os tipos e formatos. Além disso, o MEL tem atuações voluntárias como palestras gratuitas em escolas públicas ou como no apoio a criação e implementação do Festival Educação, criado para dar voz aos estudantes de todo o Brasil.

A empreendedora conta que a metodologia do MEL que mistura cocriação e design thinking e é baseada em momentos de inspiração com pessoas que têm trajetórias empreendedoras e criativas pode ser super customizada. “Cada escola ou grupo tem uma vivência única. É possível fazer formações que durem dois encontros ou até um ano”.

Um dos maiores indicadores de sucesso são os projetos que nascem a partir das vivências feitas pelo MEL. Atualmente, o MEL tem projetos em mais de 10 escolas e Ongs. Recentemente, o projeto também foi convidado pela Unesco para ser o braço na América Latina para uma publicação sobre mídia-alfabetização.“Nós temos muitos projetos de uso das novas mídias a favor do aprendizado. A educação está mudando e o professor pode usar a mídia para potencializar o trabalho dele. A tecnologia tem que ser um meio e não um fim”, diz Bruna.

Fonte: Social Good Brasil

 

FAÇA UM COMENTÁRIO

4 dicas para inovar na sala de aula

Os professores necessitam de muita criatividade para manter a atenção dos alunos no modelo tradicional de sala de aula. Smartphones, tablets e notebooks têm sido concorrentes desleais dos mestres que ainda usam o velho quadro negro. A geração da era digital já não é mais apática como a anterior e possui características como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética entre outras que são mundialmente conhecidas como competências do século 21. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização.

Sabendo disso, o diretor de Inovação do site Qmágico, Luiz Edmundo Mizutani, listou quatro dicas para o professor inovar e, consequentemente, atrair os alunos em sala de aula, que vão além do simples acesso ao computador. “O computador com um bom sistema educacional é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro antro da aprendizagem. Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação (utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos) podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos”, explica Mizutanni.

Primeira dica: transformar as notas em conquistas

Notas são escalas que não dizem por si só se um aluno tem ou não conhecimento do assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da competência. Mas isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência. “Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem o entendimento em si.A conquista dessa proficiência pode ser representada por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como fazê-las. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas”, explica o diretor. “As conquistas na verdade devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar”, conclui.

Segunda dica: abra espaço para colaboração

O momento em que estamos fazendo uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir. Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática.

“Façam o seguinte: cada aluno assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de algum colega, identificando e corrigindo os erros. As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são determinadas pelo professor. Imaginem só a alegria dos alunos em conseguir notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem melhor sobre o assunto estudado” ensina Mizutanni.

Terceira dica: valorize competências e conhecimento no lugar de informação

Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à Internet. “Evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Por exemplo, em uma aula de geometria, o professor pode pedir aos alunos que construam em grupo alguma peça em madeira que use os conceitos aprendidos em classe. Ou que os alunos de história montem grupos e desafiem outros grupos com perguntas sobre o assunto estudado. Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando se limita o tamanho dos textos a serem entregues, obrigando o aluno a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo” opina.

Quarta dica: introduza o elemento surpresa na aula

O professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém com essas surpresas. “O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento de surpresa e sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o professor deu uma mãozinha ao aluno que ele acha que precisa de mais motivação, não é verdade? Usem a criatividade!” diz o diretor do Qmágico.

Chocolate Surpresa: Fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar pra casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate.

Convidado Especial: levar um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é usada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos.

Fonte: QMágico

FAÇA UM COMENTÁRIO

Connected Learning: aprendizagem dentro e fora da sala de aula

O uso da tecnologia na educação é uma necessidade cada vez mais sentida nas escolas. A abundância de informação aliada às conexões sociais vindas da inclusão digital ajuda estudantes e professores a compartilhar interesses e ainda proporciona o ensino no conforto de sua casa. O Connected Learning ou Aprendizagem Conectada parte do pressuposto de que o modelo educacional atual não responde às demandas da sociedade contemporânea, nem leva em consideração os interesses dos estudantes.

Para o Connected Learning, atualmente há um novo ecossistema de aprendizagem, que pode passar pela educação formal, mas não se restringe a ela. Neste panorama, as cidades ganham um papel central revelando seus espaços e agentes educativos como museus, praças, organizações, coletivos, zoológicos ou bibliotecas. Já com a disseminação da internet, as oportunidades educativas se multiplicaram ainda mais: cursos abertos online, intercâmbio entre usuários nas redes e projetos construídos online e colaborativamente.

O Connected Learning dialoga com o conceito de educação integral, contemplando que a aprendizagem acontece em diferentes espaços, diante de diferentes agentes educativos e também em diferentes tempos. Esta diversidade de espaços e atores da aprendizagem pode se concretizar por meio da formação de bairros-escolas, nos quais a comunidade, em parceria com a escola, se mobiliza para reconhecer e ofertar oportunidades de ensinar e aprender em seus diferentes espaços.

Mesmo que a ideia de que a educação acontece para além dos muros da escola não seja nova, ainda persiste uma dificuldade em reconhecer os diferentes espaços e agentes educativos, considerando todos igualmente importantes na formação de cada pessoa. Um dos projetos que busca romper essas barreiras é o Cities Of Learning (Cidades de Aprendizado) que pretende conciliar a aprendizagem que acontece dentro e fora da escola. Assim, as instituições de ensino absorvem atividades que seus alunos desenvolvem em outros espaços, seguindo seus interesses e necessidades.

Dentro do Cities of Learning, as medalhas abertas servem para que as escolas reconheçam atividades realizadas por seus alunos em outras instituições e levem isso em consideração como parte do processo de aprendizagem do estudante, como um crédito escolar, por exemplo. Cidades estadunidenses como Chicago, Pittsburgh, Dalas e Los Angeles participam da iniciativa.

Neste panorama, os tradicionais papéis de aluno e professor se modificam: os adultos têm a tarefa de ajudar os estudantes a fazer conexões entre coisas que podem estar acontecendo dentro, mas principalmente fora da escola.

Fonte: Portal Aprendiz

FAÇA UM COMENTÁRIO

Mooc possibilita universidades oferecerem cursos online gratuitos

Já imaginou realizar um curso sem sair de casa, totalmente gratuito e ainda colaborar com o conteúdo que está sendo transmitido aos seus colegas, que podem ser muitos? Pois o Massive Open Online Course, conhecido como MOOC, oferece essa possibilidade.

A essência dos MOOCs é o espírito da colaboração: além de utilizar conteúdo já disponível gratuitamente na web, boa parte é produzida, remixada e compartilhada por seus participantes durante o próprio curso, em posts e blogs ou fóruns de discussão, recursos visuais, áudios e vídeos. O MOOC se constrói pelo envolvimento ativo dos alunos que auto-organizam sua participação em função de seus objetivos de aprendizagem, conhecimentos prévios e interesses comuns.

Por isso, os MOOCs têm contribuído para redefinir a própria noção de curso e a relação entre alunos e professores: a responsabilidade pelo ensino fica distribuída por toda a classe, não apenas nas mãos do professor. Os MOOCs incentivam ainda a construção de PLEs (Personal Learning Environments), já que o aluno escolhe, de um amplo cardápio, o que e quando quer aprender, e de que atividades e ferramentas quer participar, ao contrário da educação tradicional, na qual, em geral, todos os alunos precisam realizar as mesmas tarefas ao mesmo tempo.

Criado em 2008, por George Siemens e Stephen Downes, o MOOC cresceu mesmo em 2012, quando universidades conceituadas passaram a investir na ideia. Já em outubro de 2011, a Universidade Stanford lançou três cursos, e cada um deles alcançou a marca de 100.000 inscritos. Com a grande aceitação de tais cursos, Daphne Koller e Andrew Ng deram início ao Coursera. Alavancados pela tecnologia já desenvolvida em Stanford, o Coursera tornou público dois cursos: Aprendizagem de máquina e Banco de dados. Posteriormente, anunciou parcerias com diversas universidades, incluindo as Universidades da Pensilvânia, de Princeton e de Michigan.

No Brasil, a Blackboard, empresa global líder em soluções de tecnologia e inovação para o ensino, lançou, em outubro deste ano, a plataforma Open Education, que permite às universidades que já utilizam as soluções Blackboard criarem cursos gratuitos online. A ESPM e a Universidade Positivo foram as primeiras a oferecerem cursos através da plataforma. Todas as aulas são gratuitas para qualquer aluno que queira aprender, bastando apenas um cadastro direto no site (https://openeducation.blackboard.com/home?tab_tab_group_id=_12_1) para que todas as informações referentes aos cursos escolhidos cheguem ao e-mail do aluno.

Na ESPM, o curso é o MOOC sobre a utilização das plataformas Blackboard em EAD. É um curso autoinstrucional (sem orientação ou tutor) e sem prazos determinados. As aulas são destinadas aos docentes e usuários do LMS ou AVA Blackboard, e os interessados em participar poderão eleger seus temas de maior interesse e se dedicar exclusivamente a eles.

Já a Universidade Positivo oferece o curso de Finanças Pessoais. As aulas são para leigos, e objetivam disseminar o desenvolvimento de técnicas financeiras que possam ser aplicadas no cotidiano com o propósito de promover a organização e o equilíbrio financeiro. Entre outros objetivos, o curso ensina os quatro passos de sucesso para sair das dívidas e as diferenças entre poupar e investir.

Além do Brasil, a Open Education já funcionava com cursos em inglês e espanhol de renomadas universidades internacionais, como a Universidad de Navarra (Espanha), a University of Cincinnati (EUA) e a Regent’s University London (Inglaterra).

A Blackboard, que é representada no Brasil exclusivamente pelo Grupo A Educação, traduziu a plataforma para o português, a fim de garantir que os clientes brasileiros estivessem envolvidos com as mais novas soluções da empresa e pudessem ser parte ativa das principais tendências mundiais em educação. “Os MOOCs vêm sendo apontados como tendência e realidade de ensino há três anos pelas pesquisas especializadas em educação. A Open Education permitirá aos nossos clientes alavancar esse novo modelo de ensino e aprendizagem e explorar novas possibilidades de envolver os alunos. E, para os alunos brasileiros, que já estão entre os mais assíduos em outras plataformas para MOOCs, a Blackboard oferece a possibilidade de aprimorar os conhecimentos com cursos de qualidade internacional”, explica  Pavlos Dias, gerente da Blackboard no Brasil.

Fontes: Wikipedia;João Mattar e Blackboard

FAÇA UM COMENTÁRIO

Veja mais posts

O Grupo A é representante exclusivo do Blackboard no Brasil.