4 dicas para inovar na sala de aula

Os professores necessitam de muita criatividade para manter a atenção dos alunos no modelo tradicional de sala de aula. Smartphones, tablets e notebooks têm sido concorrentes desleais dos mestres que ainda usam o velho quadro negro. A geração da era digital já não é mais apática como a anterior e possui características como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética entre outras que são mundialmente conhecidas como competências do século 21. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização.

Sabendo disso, o diretor de Inovação do site Qmágico, Luiz Edmundo Mizutani, listou quatro dicas para o professor inovar e, consequentemente, atrair os alunos em sala de aula, que vão além do simples acesso ao computador. “O computador com um bom sistema educacional é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro antro da aprendizagem. Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação (utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos) podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos”, explica Mizutanni.

Primeira dica: transformar as notas em conquistas

Notas são escalas que não dizem por si só se um aluno tem ou não conhecimento do assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da competência. Mas isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência. “Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem o entendimento em si.A conquista dessa proficiência pode ser representada por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como fazê-las. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas”, explica o diretor. “As conquistas na verdade devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar”, conclui.

Segunda dica: abra espaço para colaboração

O momento em que estamos fazendo uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir. Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática.

“Façam o seguinte: cada aluno assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de algum colega, identificando e corrigindo os erros. As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são determinadas pelo professor. Imaginem só a alegria dos alunos em conseguir notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem melhor sobre o assunto estudado” ensina Mizutanni.

Terceira dica: valorize competências e conhecimento no lugar de informação

Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à Internet. “Evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Por exemplo, em uma aula de geometria, o professor pode pedir aos alunos que construam em grupo alguma peça em madeira que use os conceitos aprendidos em classe. Ou que os alunos de história montem grupos e desafiem outros grupos com perguntas sobre o assunto estudado. Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando se limita o tamanho dos textos a serem entregues, obrigando o aluno a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo” opina.

Quarta dica: introduza o elemento surpresa na aula

O professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém com essas surpresas. “O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento de surpresa e sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o professor deu uma mãozinha ao aluno que ele acha que precisa de mais motivação, não é verdade? Usem a criatividade!” diz o diretor do Qmágico.

Chocolate Surpresa: Fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar pra casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate.

Convidado Especial: levar um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é usada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos.

Fonte: QMágico

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Connected Learning: aprendizagem dentro e fora da sala de aula

O uso da tecnologia na educação é uma necessidade cada vez mais sentida nas escolas. A abundância de informação aliada às conexões sociais vindas da inclusão digital ajuda estudantes e professores a compartilhar interesses e ainda proporciona o ensino no conforto de sua casa. O Connected Learning ou Aprendizagem Conectada parte do pressuposto de que o modelo educacional atual não responde às demandas da sociedade contemporânea, nem leva em consideração os interesses dos estudantes.

Para o Connected Learning, atualmente há um novo ecossistema de aprendizagem, que pode passar pela educação formal, mas não se restringe a ela. Neste panorama, as cidades ganham um papel central revelando seus espaços e agentes educativos como museus, praças, organizações, coletivos, zoológicos ou bibliotecas. Já com a disseminação da internet, as oportunidades educativas se multiplicaram ainda mais: cursos abertos online, intercâmbio entre usuários nas redes e projetos construídos online e colaborativamente.

O Connected Learning dialoga com o conceito de educação integral, contemplando que a aprendizagem acontece em diferentes espaços, diante de diferentes agentes educativos e também em diferentes tempos. Esta diversidade de espaços e atores da aprendizagem pode se concretizar por meio da formação de bairros-escolas, nos quais a comunidade, em parceria com a escola, se mobiliza para reconhecer e ofertar oportunidades de ensinar e aprender em seus diferentes espaços.

Mesmo que a ideia de que a educação acontece para além dos muros da escola não seja nova, ainda persiste uma dificuldade em reconhecer os diferentes espaços e agentes educativos, considerando todos igualmente importantes na formação de cada pessoa. Um dos projetos que busca romper essas barreiras é o Cities Of Learning (Cidades de Aprendizado) que pretende conciliar a aprendizagem que acontece dentro e fora da escola. Assim, as instituições de ensino absorvem atividades que seus alunos desenvolvem em outros espaços, seguindo seus interesses e necessidades.

Dentro do Cities of Learning, as medalhas abertas servem para que as escolas reconheçam atividades realizadas por seus alunos em outras instituições e levem isso em consideração como parte do processo de aprendizagem do estudante, como um crédito escolar, por exemplo. Cidades estadunidenses como Chicago, Pittsburgh, Dalas e Los Angeles participam da iniciativa.

Neste panorama, os tradicionais papéis de aluno e professor se modificam: os adultos têm a tarefa de ajudar os estudantes a fazer conexões entre coisas que podem estar acontecendo dentro, mas principalmente fora da escola.

Fonte: Portal Aprendiz

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Mooc possibilita universidades oferecerem cursos online gratuitos

Já imaginou realizar um curso sem sair de casa, totalmente gratuito e ainda colaborar com o conteúdo que está sendo transmitido aos seus colegas, que podem ser muitos? Pois o Massive Open Online Course, conhecido como MOOC, oferece essa possibilidade.

A essência dos MOOCs é o espírito da colaboração: além de utilizar conteúdo já disponível gratuitamente na web, boa parte é produzida, remixada e compartilhada por seus participantes durante o próprio curso, em posts e blogs ou fóruns de discussão, recursos visuais, áudios e vídeos. O MOOC se constrói pelo envolvimento ativo dos alunos que auto-organizam sua participação em função de seus objetivos de aprendizagem, conhecimentos prévios e interesses comuns.

Por isso, os MOOCs têm contribuído para redefinir a própria noção de curso e a relação entre alunos e professores: a responsabilidade pelo ensino fica distribuída por toda a classe, não apenas nas mãos do professor. Os MOOCs incentivam ainda a construção de PLEs (Personal Learning Environments), já que o aluno escolhe, de um amplo cardápio, o que e quando quer aprender, e de que atividades e ferramentas quer participar, ao contrário da educação tradicional, na qual, em geral, todos os alunos precisam realizar as mesmas tarefas ao mesmo tempo.

Criado em 2008, por George Siemens e Stephen Downes, o MOOC cresceu mesmo em 2012, quando universidades conceituadas passaram a investir na ideia. Já em outubro de 2011, a Universidade Stanford lançou três cursos, e cada um deles alcançou a marca de 100.000 inscritos. Com a grande aceitação de tais cursos, Daphne Koller e Andrew Ng deram início ao Coursera. Alavancados pela tecnologia já desenvolvida em Stanford, o Coursera tornou público dois cursos: Aprendizagem de máquina e Banco de dados. Posteriormente, anunciou parcerias com diversas universidades, incluindo as Universidades da Pensilvânia, de Princeton e de Michigan.

No Brasil, a Blackboard, empresa global líder em soluções de tecnologia e inovação para o ensino, lançou, em outubro deste ano, a plataforma Open Education, que permite às universidades que já utilizam as soluções Blackboard criarem cursos gratuitos online. A ESPM e a Universidade Positivo foram as primeiras a oferecerem cursos através da plataforma. Todas as aulas são gratuitas para qualquer aluno que queira aprender, bastando apenas um cadastro direto no site (https://openeducation.blackboard.com/home?tab_tab_group_id=_12_1) para que todas as informações referentes aos cursos escolhidos cheguem ao e-mail do aluno.

Na ESPM, o curso é o MOOC sobre a utilização das plataformas Blackboard em EAD. É um curso autoinstrucional (sem orientação ou tutor) e sem prazos determinados. As aulas são destinadas aos docentes e usuários do LMS ou AVA Blackboard, e os interessados em participar poderão eleger seus temas de maior interesse e se dedicar exclusivamente a eles.

Já a Universidade Positivo oferece o curso de Finanças Pessoais. As aulas são para leigos, e objetivam disseminar o desenvolvimento de técnicas financeiras que possam ser aplicadas no cotidiano com o propósito de promover a organização e o equilíbrio financeiro. Entre outros objetivos, o curso ensina os quatro passos de sucesso para sair das dívidas e as diferenças entre poupar e investir.

Além do Brasil, a Open Education já funcionava com cursos em inglês e espanhol de renomadas universidades internacionais, como a Universidad de Navarra (Espanha), a University of Cincinnati (EUA) e a Regent’s University London (Inglaterra).

A Blackboard, que é representada no Brasil exclusivamente pelo Grupo A Educação, traduziu a plataforma para o português, a fim de garantir que os clientes brasileiros estivessem envolvidos com as mais novas soluções da empresa e pudessem ser parte ativa das principais tendências mundiais em educação. “Os MOOCs vêm sendo apontados como tendência e realidade de ensino há três anos pelas pesquisas especializadas em educação. A Open Education permitirá aos nossos clientes alavancar esse novo modelo de ensino e aprendizagem e explorar novas possibilidades de envolver os alunos. E, para os alunos brasileiros, que já estão entre os mais assíduos em outras plataformas para MOOCs, a Blackboard oferece a possibilidade de aprimorar os conhecimentos com cursos de qualidade internacional”, explica  Pavlos Dias, gerente da Blackboard no Brasil.

Fontes: Wikipedia;João Mattar e Blackboard

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UNESCO lança estudo sobre a transformação educacional por meio da tecnologia

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), divulgado na última terça-feira (26), deve ajudar políticos, gestores e professores a elaborar políticas públicas de inclusão digital nas escolas. O trabalho intitulado “Tecnologias para a transformação da educação: experiência de sucesso e expectativas” traz informações sobre o impacto das mudanças na educação na América Latina, os fatores de sucesso e traça recomendações de ações a serem implantadas.

A pesquisa se concentra na escola e destaca o papel de cada ator (diretor, professor e aluno) como determinantes de sucesso ou fracasso de iniciativas, além de mostrar como a tecnologia possibilita mudanças pedagógicas capazes de impulsionar rendimento acadêmico.Jovens de hoje já dominam celulares, computadores e tablets com enorme facilidade e têm fácil acesso a novas tecnologias, o que faz com que tenham expectativa de grandes mudanças na forma de aprender. Porém, essa transformação passa por investimentos que precisam ser cuidadosamente estruturados.

De antemão, o estudo deixa claro que a simples compra de computadores e tablets de última geração ou a instalação de conexão à internet via banda larga não serão nunca suficientes para conseguir replicar exemplos como ensino de ciências a partir da ciência forense (algo que já acontece no Brasil) ou programação para Arduino em um grande número de centros educativos ou de salas de aula, nem conduzirão automaticamente ao surgimento de mais desenhos inovadores de aprendizagem. Segundo o texto, o desafio é garantir que esta tecnologia seja utilizada de modo eficaz para melhorar como e o quê os estudantes aprendem.

Diretor de política educativa da UNESCO, Francesc Pedró García, afirmou que é evidente que a tecnologia pode resgatar o interesse dos estudantes, pois “permite aprender de forma diferente e muito mais agradável”. O representante da UNESCO, no entanto, defende uma mudança de foco nos planos educacionais nacionais que preveem a distribuição de hardware, como computadores ou tablets. “Em vez de um laptop por aluno, estamos falando em um laptop por professor. A maioria das famílias já equipa seus filhos, e os recursos públicos devem ser destinados aqueles que não têm. As iniciativas de universalização vão ser superadas pelo tempo e os países desenvolvidos já estão deixando isso de lado”, afirma.

A UNESCO aposta em sete componentes que aparecem no estudo reiteradamente como fatores críticos para promover a mudança pedagógica com a inserção da tecnologia:

  1. Promover a aprendizagem ativa, interativa e cooperativa
  2. Oferecer uma maior personalização da aprendizagem
  3. Reformar o currículo para que tenha um enfoque competencial
  4. Avaliar a aprendizagem de forma consistente com os objetivos
  5. Adotar uma aproximação sistêmica à gestão da mudança pedagógica
  6. Desenvolver uma liderança pedagógica potente
  7. Apoiar os professores

Fonte: Porvir

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As 10 características dos jovens universitários no Brasil

Uma pesquisa da Consultoria Box 1824, especializada em analisar jovens, traçou o perfil de estudantes universitários de 18 a 24 anos no Brasil.

Entre as características apontadas e destacadas pelo professor da IE Business School da Espanha, Newton Campos, estão a capacidade de ser autodidatas e autônomos e colaborativos na escola e no trabalho. Confira abaixo os 10 principais aspectos analisados na pesquisa.

1) São cada vez mais autodidatas e autônomos: aprendem o que lhes interessa e nos momentos necessários, mais de 50% quer ter seu próprio negócio no futuro;

2) Utilizam linguagens de aprendizagem não-lineares: começam lendo um link que descreve um jogo de futebol e terminam baixando um poema japonês do século XIX;

3) Se acostumaram ao chamado forever beta: sabem que os produtos e serviços que consomem quase nunca estão 100% terminados; sabem que sempre é possível atualizá-los ou melhorá-los da mesma forma como baixam novas versões de aplicativos para celular;

4) São mais colaborativos na escola e no trabalho: não se trata mais de ser visto como isso OU aquilo, de seguir esta OU aquela profissão. Agora querem ser isso E aquilo, querem seguir esta E aquela profissão;

5) São otimistas pragmáticos: teorizam menos e fazem mais. Querem aprender fazendo e deixam de lado grandes ideologias ou assuntos polêmicos e negativos;

6) Aceitam a hierarquia consciente: questionam as estruturas hierárquicas injustificadas. Se uma pessoa possui mais poder, deve haver uma explicação aceitável para isso. Esperam que as organizações sejam tão flexíveis como eles, que muitas vezes também procedem de famílias desestruturadas porém flexíveis;

7) Exigem feedback constante: Desejam ver os resultados de suas ações de forma mais rápida, como nos videogames que indicam onde houve um erro e como repará-lo;

8) Procuram a informalidade: exigem maior informalidade e transparência nas relações pessoais e profissionais;

9) Querem uma maior integração entre escola, trabalho e vida pessoal: pois cada dia mais, levam estes três campos de suas vidas “nos bolsos” (em seus celulares);

10) Trocam carreiras por projetos: querem ver o propósito e o significado de suas ações em ciclos mais curtos, com começo, meio e fim.

Fonte: http://educacao.estadao.com.br/blogs/a-educacao-no-seculo-21/10-aspectos-que-definem-os-jovens-universitarios-de-hoje/

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