Serviço One-Stop para os estudantes: os benefícios para os alunos de hoje

 

Craig Chanoff

Quando eu falo sobre apoio ao estudante com líderes institucionais, é cada vez mais claro que cada instituição terá de investir em serviços para seus alunos. A maior necessidade é a criação de um apoio integrado para a experiência do estudante –  isto irá atender melhor às necessidades complexas dos alunos de hoje.

Como parte de nossa investigação na Blackboard para a construção e gestão de serviços de suporte, entrevistei três líderes de ensino superior que partilharam as suas melhores práticas e pensamentos sobre o futuro e como terão que evoluir; pequenas e grandes instituições deveriam aproveitar a tecnologia para atender as necessidades dos estudantes de hoje.

Anne Valentine

Vice-presidente do Atendimento e Experiência ao Estudante no Ivy Tech Community College, em Indiana

Julie Selander

Diretora do Serviço ao Estudante One Stop e Serviços aos Veteranos na Universidade de Minnesota

Dennis Day

Ex-vice-presidente do Estudantes de Sucesso e Engajamento na Johnson County Community College

Quais problemas o one-stop pode resolver?

Anne Valentine: Nós precisávamos criar uma experiência. Todos sabemos que perdemos muitos estudantes no processo de inscrição, porque ele era muito complexo. Também sabíamos que queríamos criar uma experiência “uniforme” para todos os estudantes – não importando em qual campus ele estivesse. No entando, os alunos receberam serviços incoerentes e respostas diferentes. Tivemos um longo caminho a percorrer.

Julie Selander: Na Universidade de Minnesota, foi lançada uma pesquisa para entender melhor a satisfação do aluno. Os resultados mostraram altos níveis de insatisfação com serviço de apoio ao estudante e dificuldade na obtenção de respostas a perguntas básicas – e nós concordamos. Decidimos que era preciso encontrar uma maneira de criar uma melhor experiência simplificada para os alunos e aproveitar melhor os nossos recursos humanos e tecnologia. 

Quais são os benefícios do one-stop no centro de serviços estudantis para a instituição?

Dennis: A maioria espera que a experiência do estudante seja melhorado consolidando várias funções de apoio. Um dos maiores benefícios da implementação do “one-stop” é a melhora da experiência pessoal. Os alunos querem ser auto-suficientes e que seus níveis de satisfação subam. Outro grande benefício é o tempo; as instituições têm tempo para fazer projetos mais estratégicos ou mergulhar mais fundo em projetos atuais.

Julie: A experiência pessoal não era nosso foco principal, mas sim melhorar a experiência do estudante. Estávamos preocupados como as nossas antigas operações, mas foi incrível como nossa equipe “abraçou” nossa nova meta e missão. O tempo também foi um grande benefício. Fomos capazes de expandir o escopo de nossa equipe one-stop e profissionalizar a posição por conta do aumento da “eficiência” e agora podemos fornecer serviços para todos os estudantes.

Dennis: Muitas pessoas criar o one-stop para se conectar com os alunos de forma diversificada. Através do ganho de eficiência que a mudança para o one-stop permite, as universidades alcançam novas oportunidades na relação com os alunos. 

Todas as instituições deveriam considerar o desenvolvimento e a abordagem integrada dos serviços?

Dennis: Diferentes instituições têm personalidades e necessidades diferentes. Os serviços para os estudantes em cada instituição terão resultados diferentes. Instituições maiores podem procurar por conveniência e serviço; eles querem mais transações concluídas em menos tempo, utilizando menos pessoas. As instituições menores querem melhorar a experiência do estudante. Apesar as diferenças, todas as instituições terão de melhorar a tecnologia.

Julie: Não existe um modelo único. Você tem que pensar sobre quais são os seus pontos negativos e quais problemas você está tentando resolver. No nosso caso, os alunos sentiram como se fossem apenas um número e queriam se sentir como parte integrante e ter uma conexão com a instituição.

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Fórum de Lideranças chega a quarta edição em agosto

Um encontro para falar sobre educação e as tendências do setor. O Fórum de Lideranças – Desafios da Educação chega a sua quarta edição no dia 12 de agosto, em São Paulo. Com o tema “Dinâmicas de aprendizagem – As lições que vêm do aluno”, o evento deve reunir líderes e gestores de instituições de ensino superior para debater o ensino centrado no aluno.

Entre os palestrantes a serem confirmados, Matt Small, Vice-Presidente de Negócios Internacional da Blackboard e responsável pelo crescimento global da empresa fora dos Estados Unidos e do Canadá. Matt é um dos maiores especialistas do mundo em tecnologia para a educação e liderou importantes decisões estratégicas, como os processos de fusões e aquisições da Blackboard com cerca de 20 empresas.

Josiane Tonelotto, Pró-Reitora Acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi, é docente no Programa de Mestrado em Hospitalidade na instituição. Tem experiência na área de pesquisa em Psicologia Cognitiva e atua nos temas: atenção, avaliação, desempenho escolar, avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica.

Peter Dourmashkin, professor Sênior do Departamento de Física e Diretor Associado do Grupo de Estudo Experimental, ambos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Está ativamente envolvido na educação acadêmica de graduação no MIT desde 1984 e já desenvolveu cursos experimentais ao lado do professor John King, também do MIT.

Rui Fava, Vice-Presidente Acadêmico da Kroton Educacional e Reitor da Universidade de Cuiabá. É formado em Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Economia, além de já ter publicado os livros “O Estrategista”, “Educação 3.0” e “PDCA da Educação 3.0”.

Já confirmada com a palestra “As TICs na melhora da qualidade educativa na América Latina”, Ana Elena Schalk foi consultora de projetos da UNESCO e da Organização de Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultural. É Doutora em Comunicação pela Universidade de Sevilla e possui pesquisas e publicações sobre a integração das tecnologias nas instituições de ensino e os processos de ensino e aprendizagem.

Gustavo Hoffmann, Pró-reitor Acadêmico da UNIPAC e Diretor Acadêmico e de EAD do grupo Singular Educacional, será o mediador do debate.

Além do conteúdo inspirador, com cases palestras e iniciativas para reimaginar a educação, o encontro proporciona um networking qualificado, com troca de experiências com os líderes das principais instituições de ensino.

A quarta edição do Fórum de Lideranças – Desafios da Educação tem início às 8h no dia 12 de agosto na Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia, São Paulo.

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Pró-Reitor da UNIPAC fala sobre os desafios da educação

Tecnologia na educação e a sala de aula invertida. Esses foram alguns dos temas abordados por Gustavo Hoffmann, pró-reitor acadêmico da UNIPAC, em entrevista concedida durante a edição de abril de 2015 do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação. O evento, que tem o objetivo de reunir líderes e gestores de Instituições de Ensino para debater as perspectivas e desafios da educação, movimentou no dia 8 de abril a Universidade Positivo, em Curitiba, no Paraná.

Hoffmann, que também é diretor acadêmico e de EAD do grupo Singular Educacional, foi um dos palestrantes do evento.

Como a tecnologia da Blackboard tem ajudado a UNIPAC a superar os Desafios da Educação? 

Estamos vivendo o momento da Inversão da Sala de Aula, pois a forma como as pessoas aprendem mudou, e cada vez mais, é preciso considerar o ritmo de aprendizagem de cada aluno e permitir o acesso a conteúdo em qualquer hora e a qualquer lugar. Por isso, ter uma boa plataforma para acessar dados estatísticos e fazer análises do aluno como indivíduo é fundamental para que a sala de aula invertida passe de tendência à realidade.

Há também outros conceitos, como o de aprendizagem híbrida, que pode acontecer com o apoio de um ambiente virtual de aprendizagem que permita fazer mudanças. Isso faz parte da revolução que estamos vivendo no Ensino Superior, e seria impossível fazer isso sem a Blackboard.

Como uma educação centralizada no aluno pode mudar a realidade da educação brasileira?

Precisamos levar em consideração que cada aluno tem um ritmo de aprendizagem diferente, e quando colocamos todos na mesma sala e aplicamos o mesmo modelo pedagógico, não respeitamos esse ritmo. Quando analisamos o método tradicional de transmitir conteúdo, percebemos que a individualidade não é respeitada, e que o modelo não funciona, pois os alunos não aprendem da forma como deveriam. Mas, com o uso da metodologia de aprendizagem ativa e o apoio de um ambiente virtual de aprendizagem é possível tornar esse processo mais efetivo, ao considerar o ritmo de cada aluno.

A UNIPAC tem acompanhado de perto tendências de aprendizagem ativa, blended learning e aprendizagem adaptativa. Como o investimento em tecnologia tem apoiado esses processos?

Não adianta ter apenas tecnologia sem uma boa metodologia por trás. Por isso, defendemos muito as metodologias ativas de aprendizagem, que colocam os alunos como os principais atores desse processo. Na UNIPAC, usamos algumas metodologias ativas, que com apoio da ferramenta tecnológica garantem eficiência. Portanto, para fazer a diferença no ensino é preciso aliar a metodologia à tecnologia, que sozinha é apenas um canal.

O evento Desafios da Educação trouxe discussões sobre mudanças que precisam acontecer no Ensino Superior. No seu ponto de vista, qual a importância desse tipo de debate com líderes das IES brasileiras?

Hoje, há tecnologia disponível, metodologias, consórcios para capacitação de professores – pois a capacitação do corpo docente é um grande desafio, principalmente para quebrar o paradigma de que apenas o modelo tradicional funciona – mas, ainda faltam iniciativas dos líderes das IES, que, muitas vezes, não investem em novos modelos e tecnologias por falta de conhecimento.

Por isso, a grande importância do Desafios da Educação é a de divulgar essas informações, mostrar que há alternativas e coisas boas acontecendo não apenas fora do Brasil, mas no País. Pesquisas mostram que os novos modelos de aprendizagem funcionam, deixam os alunos mais satisfeitos e ainda custam menos, portanto, disseminar esse tipo de conhecimento para os líderes das IES é o primeiro passo para quebrar essa barreira.

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Palestras do Fórum de Lideranças falaram sobre os desafios dos professores, tecnologia e o papel do aluno na aprendizagem

Líderes e gestores de instituições de ensino se reuniram nesta quinta-feira (8), em Curitiba, para debater a educação no Fórum de Lideranças, evento realizado na Universidade Positivo.

Ryon Braga, presidente da UniAmérica, apresentou uma das palestras mais esperadas pelo público: “O estudante como protagonista da aprendizagem: o caso da Faculdade UniAmérica”. Braga afirmou que recebeu muitos pedidos de demissão por parte dos professores que não aceitavam que o modelo de ensino que conheciam ia mudar:

– O professor não vai mais ser o sábio no palco, mas sim um orientador, uma pessoa que vai levar o conhecimento para o aluno. As pessoas estão insatisfeitas com o que está aí e os jovens estão criando formas mais atraentes e entusiasmantes de aprender. Nós ainda vivemos a cultura do sábio no palco. E um grande desafio é fazer o professor deixar essa cultura de lado. A hegemonia da aula expositiva tem que ser eliminada.

Ryon citou vários exemplos que já estão sendo testados na UniAmerica e um fato que chamou a atenção de todos é que dentro do novo modelo, hoje grande parte dos alunos chega na Universidade em torno de 1 hora antes para aproveitar os recursos disponíveis para estudar. Ryon também apresentou a todos diversas imagens das salas de aulas que já utilizam o conceito de sala de aula invertida na universidade. 

Vice-Presidente Acadêmico da Kroton Educacional e Reitor da Universidade de Cuiabá, Rui Fava destacou:

– Minha preocupação é que a educação faça uma reengenharia onde queira trabalhar só com processos e deixe as pessoas, que são as mais importantes, de lado. A reengenharia faz essa invenção e muitas empresas quase faliram porque perderam suas cabeças pensantes.

E completou:

– O professor tem um papel importante e deve ensinar e usar as ferramentas. Nosso desafio é fazer com que o nosso aluno aprenda a pensar, algo que não era feito antes. Mas não adianta só pensar, ele precisa ter percepção e agir.

Matt Small, da Blackboard, apresentou a palestra “O foco no novo aluno” e falou sobre a tecnologia no ensino:

– As instituições devem focar na tecnologia, mas não sozinha, usando velhos métodos. É preciso olhar para as tendências e desafios e decidir como usar a tecnologia.

Para Pavlos Dias, Gerente da Blackboard no Brasil, a tecnologia trouxe a possibilidade de “educação 24 horas por dia”:

– Quando a internet e a mobilidade surgiram, o profissional parou de trabalhar somente as 8 horas em que estava na empresa. Como o celular passou a ser uma extensão do corpo, o trabalho passou a ser 24 horas. O aluno também pode aprender nas 24 horas do dia.

Pavlos ainda citou as tendências em educação com base no manifesto Educação 2020, da Blackboard:

* O ensino centrado no aluno;

* Análise de dados para tomada de decisões pelas instituições;

* Ampla disponibilidade de conteúdo, 24 horas por dia vindo de diversos canais;

E destacou:

– O aluno vai aprender a aprender, vai pensar mais no que está aprendendo e criar soluções e projetos.

Fotos: Daniel Derevecki

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Fórum de Lideranças debateu a educação em evento nesta quarta-feira

O Fórum de Lideranças reuniu líderes e gestores de diversas instituições de ensino para debater o futuro da educação em evento nesta quarta-feira (8), em Curitiba. Na programação, palestras e apresentação de cases destacaram a importância da mudança dos modelos de educação e da integração da tecnologia na nova sala de aula.

Todos os palestrantes destacaram que o maior desafio é fazer essa mudança de cultura e metodologia junto ao corpo acadêmico. É importante que ocorra uma mudança cultural para que os docentes saiam do modelo expositivo tradicional de sala de aula e se adaptema esse novo modelo de sala de aula invertida, em que o aluno passa a ter um outro papel, passa a ser o centro de tudo.

Além disso, todos os palestrantes reiteraram que as instituições têm investido em treinamento para os professores e que já ocorre uma mudança de postura – tanto dos docentes como dos alunos.

Gustavo Hoffmann, da Unipac, apresentou a palestra “A nova sala de aula” e destacou que metodologia tem a ver com ensino:

– Se existem formas mais eficientes de ensino, por que não usar? Dois motivos: ignorância e resistência a mudança. Talvez a melhor forma de convencer o professor seja apresentar a metodologia antes de colocar qualquer imposição.

Hoffmann também apresentou o que chamou de desafios do ensino superior brasileiro:

– Qualificação do corpo docente. Os professores não foram preparados para essa realidade e muitos não querem mudar esse modelo ao qual já estão acostumados.

– Tecnologia. Você tem que ter um sistema eficiente, que permita também algo fundamental: a comunicação em tempo real entre professores e alunos.

– Conteúdo de qualidade.

– Iniciativa por parte dos líderes da Instituições de Ensino, que ainda hoje não sabem exatamente como inovar e têm medo de errar.

Cosme Massi, da Hoper, também destacou que o ser humano é uma máquina de aprender e enfatizou:

– O problema não é aprender, mas sim a taxa de aprendizagem. Saber como melhorar essa taxa é o desafio das novas metodologias. É preciso fazer com que sejamos mais eficientes e eficazes. O desafio é convencer e motivar o professor para ele perceber que vale a pena sair do tradicional e inovar.

Fotos: Daniel Derevecki

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