Autoaprendizado e tecnologia, uma mistura eficaz

Apesar de ainda não estarem completamente inseridas nos sistemas educacionais, a tecnologia e as plataformas digitais estão tirando o foco do ensino formal. Assim, modelos híbridos, baseados em autoaprendizado, aprendizado por games e relação com a comunidade são uma mistura que tem tudo para dar certo. Terry Heick, que analisa esse assunto, é educador especializado em desenvolvimento social por meio de inovações no ensino e autor em sites especializados.  Ele afirma que o e-learning já está começando a ser um método superior em relação ao presencial, e vai ser cada vez mais.

As ferramentas disponíveis são muitas: jogos digitais, simulações, modelos de ensino usando aparelhos móveis, ambientes e plataformas de e-learning,bem como mídias sociais. Para Terry, os desafios dos educadores é descobrir como os estudantes aprendem melhor e como a tecnologia pode ajudar nesse processo. Por isso, os professores continuam tendo papel fundamental.

Ao responder um questionário sobre o assunto,  abordando ainda temas como o aprendizado baseado em projetos e educação domiciliar, o educador afirma que o modelo de aprendizagem que mais tem lhe interessado é um tipo híbrido entre autoaprendizagem e aprendizagem através de games e brincadeiras. Ele diz acreditar que a ideia de aprender brincando é totalmente focada nos estudantes, e que eles são estimulados de várias maneiras pois são guiados pela curiosidade e imaginação.

Com relação a metodologia  de ensino baseada em projetos, ele diz que aos poucos está se tornando mais popular, que os modelos de cinco anos atrás têm sido substituídos por essa nova abordagem, que ele caracteriza como mais personalizada. Esse método vem se tornando uma alternativa viável às unidades e lições tradicionais. Nele, o processo de aprendizagem é mais importante do que o resultados do projeto em si.

Tendo conhecimento do ensino domiciliar que vem crescendo nos Estados Unidos, Terry acredita, sem dúvidas, que um indivíduo pode ter uma educação melhor em casa do que a que teria na escola. Ele afirma que adoraria ver o papel das escolas públicas mudar, de uma única instituição detentora do saber para um papel diferente no ambiente de aprendizagem misto, onde escolas dão apoio a comunidades com recursos, programas de alfabetização, redes de tutores e mesmo com programas e projetos que ajudam os pais e os membros da família a entenderem o real significado de “aprendizagem”. Com uma mudança como essa, a capacidade de aprendizagem iria acontecer não só no nível institucional, como nos níveis da comunidade e individual, e uma mudança a longo prazo teria uma chance maior de acontecer.

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