5 dicas para deixar a aula tão legal quanto um game

dicas para deixar a aula interativa

Qual o segredo para os jovens passarem tanto tempo tentando vencer as fases de um game e ainda gostarem?  Tratam-se de alguns truques usados pelos criadores de games para fazer com que eles sejam tão envolventes ao ponto que as pessoas não querem parar de jogá-los. A boa notícia é que esses truques podem ser usados em sala de aula sem a necessidade de dispor de muita tecnologia à disposição. Basta criar uma atmosfera de jogo em sala de aula: estimular os alunos a errarem e escolherem seus próprios caminhos.

Confira cinco dicas dos criadores de games que podem ser usados para envolver os alunos no aprendizado em sala de aula:

 

1. Criar eventos virtuais fora da escola

Faça sua aula ser um evento. Jogos como o FarmVille ou o Animal Crossing têm eventos acontecendo o tempo todo, mesmo que os jogadores não estejam on-line. Suas plantações precisam ser cultivadas e alguns dons especiais são entregues àqueles, por exemplo, que jogarem no dia do seu aniversário.

Professores que conseguem mesclar conteúdo on-line e off-line fazem com que o processo de aprendizado seja mais dinâmico e continue além do horário escolar. Um exemplo de atividade que o professor pode desenvolver fora da sala de aula é a marcação de eventos virtuais – com nome, data e horário –, em que os alunos assistem a alguns vídeos e discutem, ao vivo, com o professor, através de softwares de chamada, como o Skype ou o hangout, do Google+.

 

2. Medir ao longo do processo

Em alguns jogos, como o Angry Birds, o jogador precisa falhar muitas vezes antes de ter sucesso. Na sala de aula, procure fornecer maneiras para que os alunos cometam vários pequenos erros, ao invés de impor grandes testes ou exames. Um jeito de fazer isso é por meio de ferramentas on-line, como o Socrative, verificando a compreensão dos alunos durante uma unidade, ou durante cada aula. Ofereça aos alunos maneiras de dar e receber feedback. É importante que o professor não espere o trabalho ser concluído para dar sua opinião, mas que guie todo o processo, identificando os acertos, os erros e indicando o melhor caminho a seguir.

 

3. Criar diversos caminhos para alcançar o mesmo objetivo

Em jogos mais modernos, como a franquia GTA (Grand Theft Auto), são proporcionados ambientes cheios de missões para completar e lugares para explorar, na ordem que cada jogador deseja. Ou seja, o final do jogo será sempre o mesmo, mas cada um pode escolher seu caminho para chegar até ele. O educador precisa encontrar esse mesmo tipo de flexibilidade em seu próprio currículo. Na escola, as disciplinas seguem um programa conjunto que vai, ao final de cada ciclo, aprovar o aluno com base em sua progressão por meio de um conjunto linear de objetivos, como faziam os jogos velhos. Mas, em sala de aula, o educador precisa ser mais criativo ao construir esses caminhos. Em vez de oferecer uma missão principal, proporcione várias pequenas missões, permitindo que os alunos investiguem ainda mais e se aprofundem mais no conteúdo da disciplina.

 

4. Reconhecer o progresso

Os criadores de jogos sabem que os jogadores têm mais probabilidade de desistir nos primeiros minutos de um jogo. É por isso que a maioria dos jogos modernos começa com desafios mais simples. Isso permite que os jogadores construam novas habilidades de que vão precisar ao longo do jogo.

O mesmo pode acontecer com cada aluno nos níveis iniciais de seu curso. Tente oferecer um feedback positivo para a realização de cada uma das tarefas simples que, com o decorrer do tempo, vão ficar mais difíceis. Dessa forma, os estudantes não se assustam e ficam cada vez mais cativados pela proposta.

 

5. Propor atividades que façam sentido para os alunos

Alguns dos jogos mais bem sucedidos de todos os tempos, como Civilization e Minecraft, permitem que os jogadores definam seus próprios objetivos e são livres para expressar sua criatividade no processo de construção de uma missão.

Da mesma forma, o professor deve encontrar maneiras de envolver os alunos em iniciativas que façam sentido para ele. O professor pode, por exemplo, propor uma economia de sala de aula que funcione com moeda projetada pelas próprias crianças ou organizar um projeto para beneficiar instituições locais.

 

Para se beneficiar da dinâmica do jogo, não é necessário que as crianças joguem games reais em sala de aula. Da mesma forma, o professor não precisa conhecer videogames para desenvolver um currículo estimulante e envolvente como os jogos. Antes de tudo, é importante criar um ambiente estimulante, criativo e, é claro, divertido.

 

Adaptado via Porvir

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