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31 de Janeiro de 2014

Instituto inverte sala de aula para professores

O Instituto Singularidades, especializado em formação e capacitação de professores, assumiu o desafio de ensinar de modo inovador e fazer com que o modelo seja passado adiante.

Este ano, a organização vai propor aos seus alunos um novo método de aprendizagem, que inspirado em modelos e experiências internacionais, vai tentar inverter a sala de aula: os estudantes aprenderão o conteúdo em suas casas, e o espaço da escola será usado para dúvidas e experimentação.

“Para melhorar as condições de aprendizagem dos nossos alunos, fomos pesquisar o que existe no mercado internacional, as inovações no modelo de ensino acadêmico.

Nas escolas que visitei nos Estados Unidos e que temos como referência, como Harvard, MIT, Babson College e Olin College, o flipped classroom [ou sala de aula invertida] elevou a taxa de aprendizado dos alunos em 30%. O que mostrou que eles aprendem e se desenvolvem mais por meio dessa metodologia”, afirma Claudio Oliveira, diretor-geral do Instituto Singularidades.

O conceito de sala de aula invertida propõe que os alunos estudem os conteúdos antes das aulas, por meio de vídeoaulas ou outros recursos interativos como games. Dessa forma, a sala é usada para a realização de exercícios, projetos e atividades em grupos, otimizando o tempo do professor para tirar dúvidas, aprofundar temas e estimular discussões.

E é essa experiência que os próprios futuros educadores vão viver na pele antes de aplicar o modelo. “Queremos uma sala de aula ativa e interativa. Invertendo a lógica tradicional de organização educacional o aluno ganha mais autonomia de aprendizado e o papel do professor deixa de ser o de especialista e passa a ser o de tutor, de facilitador, no sentido de ajudar o aluno a desenvolver seus projetos em sala”, diz.

Os próprios docentes do instituto tiveram que passar por um treinamento de quatro meses para poderem aplicar essa metodologia e se familiarizarem com a plataforma de compartilhamento de conteúdo. A grande sacada desse modelo, segundo Claudio, é a nova organização das turmas.

Os alunos passam a ser divididos em grupos espalhados pela sala e o professor circula entre as mesas acompanhando as atividades e tirando dúvidas. Eles não serão mais enfileirados, com carteiras voltadas para um único professor no quadro-negro.

“Outra coisa interessante é que não vamos mais ter a divisão por séries. As turmas têm capacidade para até 90 alunos, vamos misturar todos os períodos para trabalharem conjuntamente em projetos e atividades.” “Os professores formados por esse modelo vão estar preparados para enfrentar e resolver problemas, não apenas para serem transmissores de conteúdos e reprodutores desses problemas.

A postura é proativa, o aluno sai preparado para lidar de forma inovadora com os problemas do mercado.” dis Valdir Carlos Silva, coordenador do curso de matemática do Singularidades. Ele acredita que, trabalhando por projetos e colaborativamente, os alunos irão desenvolver habilidades como comunicação e senso crítico e inovador.

“Esses novos modelos já são aplicados faz tempo nos Estados Unidos e vão tomar conta do mercado brasileiro nos próximos anos. No nosso caso, por sermos formadores de professores, precisamos começar a trabalhar nesse modelo para que os nossos alunos possam se apropriar desse conhecimento e assim consigam transformar as escolas onde irão atuar futuramente”, argumenta Claudio.

A expectativa do Singularidades é de que os professores formados por meio do método impactem também outras salas de aula pelo país.

Adaptado via Porvir