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5 de dezembro de 2014

4 dicas para inovar na sala de aula

Os professores necessitam de muita criatividade para manter a atenção dos alunos no modelo tradicional de sala de aula. Smartphones, tablets e notebooks têm sido concorrentes desleais dos mestres que ainda usam o velho quadro negro. A geração da era digital já não é mais apática como a anterior e possui características como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética entre outras que são mundialmente conhecidas como competências do século 21. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização. Sabendo disso, o diretor de Inovação do site Qmágico, Luiz Edmundo Mizutani, listou quatro dicas para o professor inovar e, consequentemente, atrair os alunos em sala de aula, que vão além do simples acesso ao computador. “O computador com um bom sistema educacional é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro antro da aprendizagem. Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação (utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos) podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos”, explica Mizutanni. Primeira dica: transformar as notas em conquistas Notas são escalas que não dizem por si só se um aluno tem ou não conhecimento do assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da competência. Mas isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência. “Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem o entendimento em si.A conquista dessa proficiência pode ser representada por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como fazê-las. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas”, explica o diretor. “As conquistas na verdade devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar”, conclui. Segunda dica: abra espaço para colaboração O momento em que estamos fazendo uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir. Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática. “Façam o seguinte: cada aluno assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de algum colega, identificando e corrigindo os erros. As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são determinadas pelo professor. Imaginem só a alegria dos alunos em conseguir notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem melhor sobre o assunto estudado” ensina Mizutanni. Terceira dica: valorize competências e conhecimento no lugar de informação Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à Internet. “Evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Por exemplo, em uma aula de geometria, o professor pode pedir aos alunos que construam em grupo alguma peça em madeira que use os conceitos aprendidos em classe. Ou que os alunos de história montem grupos e desafiem outros grupos com perguntas sobre o assunto estudado. Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando se limita o tamanho dos textos a serem entregues, obrigando o aluno a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo” opina. Quarta dica: introduza o elemento surpresa na aula O professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém com essas surpresas. “O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento de surpresa e sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o professor deu uma mãozinha ao aluno que ele acha que precisa de mais motivação, não é verdade? Usem a criatividade!” diz o diretor do Qmágico. Chocolate Surpresa: Fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar pra casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate. Convidado Especial: levar um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é usada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos. Fonte: QMágico