Blog

29 de outubro de 2018

acessibilidade-educação

Acessibilidade na educação: da integração à inclusão

De acordo com a Organização de Saúde Mundial, aproximadamente 1 bilhão de pessoas no mundo apresentam algum tipo de deficiência. Quando focamos especificamente na educação e alunos com deficiência, um artigo publicado há alguns anos pela Eurostat destaca que 25% entre as idades 18-24 que reportaram alguma deficiência deixaram a educação antes da educação secundária, comparado a 12,4%  sem deficiências. Além disso, o número de jovens que não estão empregados e não estão estudando é o dobro entre pessoas com deficiência. É claro que uma nova abordagem educacional poderia desempenhar um papel determinante na vida de muitos estudantes em todo o continente.

Por muitos anos, o foco tem sido, principalmente o fornecimento de salas de aula integradas, onde os alunos com deficiências estão localizados no mesmo espaço que seus colegas, considerando o mesmo trabalho e as mesmas avaliações. A princípio isso parece ser uma coisa boa e funciona para muitos. No entanto, o desafio é que nem todo aluno aprende e se comunica da mesma forma e esperar que todos façam o mesmo trabalho, da mesma forma, não gera sucesso consistente na turma como um todo.

A maioria das deficiências, na verdade, não prejudica a capacidade acadêmica de uma pessoa, mas ela muda a maneira como essa pessoa aprende. Um aluno pode ter uma deficiência, como a maioria das cognitivas, que não é visível e muitas vezes passa despercebida.

Em virtude do progresso tecnológico, estamos vendo o surgimento de uma abordagem inclusiva que possibilita experiências de aprendizagem mais flexíveis e que permitem que os alunos alcancem os mesmos objetivos, atingindo os mesmos resultados, mas da forma mais adequada para cada um.

Por exemplo, sabemos que estudantes com deficiência frequentemente se sentem isolados de seus colegas e não sabem como interagir com eles, especialmente quando se inicia uma discussão em aula. Alguns podem se engajar mais e se sentir parte do grupo em uma discussão na sala de aula virtual.

Ou vamos voltar nossa atenção aos PDFs utilizados para o aprendizado online. Eles representam 50% de todo o material do curso em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, mas alguns alunos acham difícil de aprender com eles, porque os documentos nem sempre são projetados para serem compatíveis com leitores de tela. Ter uma solução tecnológica que crie automaticamente formatos alternativos do mesmo documento pode desempenhar um papel fundamental no aumento da acessibilidade e no aumento da produtividade dos alunos.

Mudar de uma abordagem integrada para uma abordagem inclusiva requer uma pequena mudança mental e um ajuste mínimo de rotinas de trabalho consolidadas, mas sua adoção mais ampla fará uma enorme diferença para os alunos. Os estudantes com deficiência, em particular, estão em melhor situação, mas uma abordagem de aprendizagem inclusiva pode beneficiar todos os tipos de alunos.

Original: https://blog.blackboard.com/accessibility-in-education-integration-inclusion/